sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Medo presidencial.

Na reunião da UNASUL, nosso presidente mostrou realmente o grau de seu medo devido às bases militares colombianas que serão disponibilizadas para militares dos EE UU com o objetivo de auxiliar a Colômbia a combater o narcotráfico. O clima esquentou quando o apedeuta-mor disse que queria garantias internacionais sobre o tratado colombiano com os yanques. Ora presidente. O território é colombiano, o problema é interno, deles. Se eles querem colocar bases americanas em seu território o problema é do presidente Uribe e não do Brasil. Nem mesmo nossos militares estão preocupados com tais bases (se estão pouco se lixando mesmo para os verdadeiros inimigos da nação que governam o país, que dirá para o estrangeiro). Porque então tamanha preocupação? Hugo Chávez adquire mais e mais armamento soviético, eras a frente do equipamento militar de nossa milícia (ops!) quero dizer, Forças Armadas. Porque não se preocupar com a aquisição venezuelana de MIGs de última geração, ou carro blindados dos mais novos quando o armamento mais moderno do Exército é um carro de combate de 1973? Dois pesos e duas medidas?
Mas calma "copanhêro" presidente. Eu sei porque está tão incomodado com o tratado colombiano. É que ele já estava causando diversas baixas nos seus velhos aliados não é verdade? As FARCs, companhêro, as FARCs. Afinal, muitas vezes vocês se sentaram lado a lado para debaterem sobre o projeto comunista para a América Latina nas reuniões do Foro de São Paulo. Até assinaram todas as atas destas reuniões, não é mesmo? Se um aliado corre perigo, o outro tem que socorrer não é verdade? Afinal, foi para isto que foi eleito: comunizar a América Latina e legalizar as FARCs. Sabe que não estou errado.
Pior ainda são seus argumentos. Ao declarar que as bases americanas estão em território colombiano desde a década de 50, o companhêro diz que, após todos estes anos o problema não foi resolvido. Que "é hora de repensarmos este acordo". Bem. Os cartés de Cali e de Medelin, que dominavam o tráfico de drogas no continente foram neutralizados, não é mesmo? Raul Reyés, com seu computador contendo provas irrefutáveis de sua ligação com as FARCs também foi eliminado, enfraquecendo o grupo terrorista. Lembra, presidente, que até seu colega da Colômbia chamou-lhe para avisar que as suas ligações foram descobertas. Lembra? Como, então, a presença do Exército Norte-Americano não deu resultado? É o medo não é presidente. Medo que seus amiguinhos das FARCs sejam eliminados para sempre.
Como se não bastasse, a pequena Honduras ousa resitir à dominação do Foro. É copanhêro. A imprensa nacional inteira apóia o seu projeto de comunização da América Latina. Mas parece que o presidente se esqueceu de combinar também com a Colômbia e com Honduras.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PROCON Neles!!!

Deveríamos, todos nós, processarmos nos órgãos de defesa do consumidor a todos os nossos meios de informações, sejam eles jornais impressos, televisionados ou da internet. Estamos sendo diariamente enganados pela utilização criminosa de técnicas avançadas de desinformação. Todos os nossos jornalistas insistem em classificar como golpe de Estado uma atitude legítima do povo hondurenho. Mentem, todos eles. Da Globo à Record, passando pelo SBT, Bandeirantes, portais como o G1, Terra, Folha, Estadão, todos os seus integrantes são mentirosos que enganam a todos nós.
Falam em golpe de Estado em Honduras, mas escondem de maneira criminosa e consciente o fato de que aquele país aplicou rigorosamente as suas leis ao determinar o impeachment do ex-presidente Zelaya. Este violou de maneira frontal a constituição humdurenha, sendo declarado, portanto, traidor da pátria. Foi retirado do poder pelas Forças Armadas, não por um golpe, mas por determinação da Justiça e do Parlamento. O governo atual é legítimo, e como tal deve ser respeitado.
Caberia a esta corja de jornalistas "diplomados" nos informar acerca da realidade daquele país, e não esconder os fatos reais. Estamos sendo passados para trás, tratados como tolos, ingênuos que somente dizem amém a seus argumentos fracos e inconsistentes. Precisamos denunciar estes profissionais pela sua falta de ética e compromisso para com o consumidor, no caso, o leitor de suas matérias. Estão nos enganando todos os dias. São maus funcionários, péssimos profissionais que deveriam se envergonhar de serem informadores tão mal intensionados. Refiro-me aqui a Fátima Bernardes e Willian Bonner, a Ana Paula Parão, Carlos Nascimento, Cristiane Pelajo, enfim, todos, todos os jornalistas da grande mídia são falsários, mentirosos e deveriam ter sua credibilidade completamente destruía e seus empregos perdidos tamanha é a gravidade de seus atos.
Desafio a todos eles a provarem que o governo atual de Honduras é golpista. Desafio a provarem que aquele governo é ilegítimo à luz da constituição daquele país.
O artigo 239 da Constituição hondurenha prescreve que “o cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser Presidente ou Designado. Aquele que ofender esta disposição ou propuser sua reforma, bem como aqueles que a apóiem direta ou indiretamente, terão cessados de imediato o desempenho de seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de toda função pública”.
Neste artigo, fica claro como água que a constituição de Honduras não permite a reeleição. Poderia então a constituição sofrer alguma alteração para que fosse alterado este dispositivo? Vejamos o que diz a Carta Magna:
No Título VII, Da Reforma e da Inviolabilidade da Constituição, Capítulo I, Da Reforma da Constituição, o artigo 374 prescreve a cláusula pétrea da impossibilidade de reeleição nos seguintes termos: “Não se poderá reformar, em nenhum caso, o artigo anterior [ trata da reforma da constituição ], o presente artigo, os artigos constitucionais que se referem à forma de governo, ao território nacional, ao prazo do mandato presidencial, à proibição para ser novamente Presidente da República, o cidadão que o tenha exercido a qualquer título e o referente àqueles que não podem ser Presidentes da República no período subseqüente.”
Observem que a clareza deste extrato da constituição é absolutamente irrefutável! O prazo do mandato presidencial não poderá ser reformado. Não sou eu quem diz isto, mas a lei maior de Honduras. Mas as vedações constitucionais continuam:
O artigo 4º determina que: “A forma de governo é republicana, democrática e representativa. É exercido por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, complementares e independentes e sem subordinação. A alternância no exercício da Presidência da República é obrigatória. A infração desta norma constitui delito de traição à Pátria.”
É preciso ser mais direto do que este artigo? Será que o que aconteceu foi um golpe de Estado? Ora, o que aconteceu em Honduras nada mais foi do que o irrestrito cumprimento à Constituição!
No Capítulo III, Dos Cidadãos, o artigo 4º estabelece: “A qualidade de cidadão perde-se: (…) 5. Por incitar, promover ou apoiar o continuísmo ou a reeleição do Presidente da República;”. Ora, por propor um plebiscito para tentar aprovar a reeleição, Zelaya perde automaticamente sua condição de cidadão. Não sendo cidadão hondurenho, perde o cargo de Presidente da República, conforme o artigo 238“Para ser Presidente ou Designado à Presidência, requer-se: (…) 3. Estar no gozo dos direitos de cidadão;”.
Como se não bastasse, sendo o Sr Zelaya presidente, ele descumpre o artigo 245 que trata das atribuições do presidente: “o Presidente da República detém a administração geral do Estado: são suas atribuições: 1. Cumprir e fazer cumprir a Constituição, os tratados e convenções, leis e demais disposições legais”. (…) “16. Exercer o comando em Chefe das Forças Armadas em seu caráter de Comandante Geral, e adotar as medidas necessárias para a defesa da República;“. Observa-se, claramente, que o presidente deposto não cumpriu a constituição, conforme determina o artigo acima. Dizer que houve um Golpe Militar no país é de ignorância tal que chega a ser constrangedor que nenhum dos principais jornais do Brasil tenha em seus quadros um colunista que sequer tenha se dado o trabalho de ler a constituição hondurenha. Caso o fizesse, poderiam saber quais são as atribuições das Forças Armadas daquele país:
Capítulo X, Das Forças Armadas, artigo 272 “As Forças Armadas de Honduras são uma Instituição Nacional de caráter permanente, essencialmente profissional, apolítica, obediente e não deliberante. São constituídas para defender a integridade territorial e a soberania da República, manter a paz, a ordem pública e o império da Constituição, os princípios do livre sufrágio e a alternância no exercício da Presidência da República.”
Vocês, jornalistas medíocres e desinformados deveriam ao menos checar a fonte de sua informação. Desonram a profissão de jornalista, pois não passam de papagaios que tudo repetem e nada averiguam. Aos leitores e assinantes de jornais deste país, procurem seus direitos. Vocês estão sendo enganados, pagando por um serviço que não está sendo prestado, que é a credibilidade da informação. Caso contrário, continuaremos com este bando de mentirosos e suas verdades como se fossem o supra-sumo da verdade. Acordem antes que seja tarde!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conselhos? Pra quê?

Eu não entendo em absoluto para que raio servem os chamados conselhos profissionais como os CREAs. CREMEs OABs e outros. Simplesmente são entidades cuja as únicas e primordiais funções são: aprisionar politicamente e profisionalmente seus integrantes. Nada mais. No caso da OAB o problema é ainda mais grave, pois esta entidade se acha no direito de interpretar as leis como se fosse um verdadeiro tribunal. E ai daquele que for contrário a seu posicionamento.
Uns defendem estes conselhos com o argumento de que eles fiscalizam as suas profissões. ? Mas isto não deveria ser feito pelo Estado e pela própria população? Eu, particularmente, acredito que a lei é a fiscalizadora mais apropriada para tal. Se eu sou dono de uma empresa que atua no ramo da construção civil e contrato um engenheiro que sequer é formado, construo um edifício e ele vem a desmoronar a culpa é minha, por ter contratado um engenheiro que não o era, e dele próprio, por falsidade ideológica. O que não entra na minha cabeça dura é porque eu tenho que contratar um engenheiro que seja registrado no CREA. Simplesmente não tem fundamento. Afinal, se ele foi aprovado em uma faculdade com respaldo do MEC, para quê precisa ser assaltado anualmente para obter a tal da carteira profissional? Quer dizer que um profissional que não pague sua carteirinha é um incompetente? Acredito que não.
Estas entidades são verdadeiros sanguessugas financeiros de seus associados. O que elas fazem? Regulamentam as profissões? Mas isto já não é feito pelo ordenamento legal? Se um advogado ganha uma causa e não é registrado na OAB, qual é o problema? Se ganhou é porque é competente. Da mesma forma que o incompetente não ganha e vai sendo excluído do mercado de trabalho. Simples, sem intromissão de qualquer agente externo.
O que ocorre, na verdade, é novamente, a intromissão estatal na vida individual das pessoas. Com seus nomes registrados nos diversos conselhos, o big brother pode acompanhar o que se passa com o cidadão. Ele controla as ações políticas e a ideologia destas classes, pouco se importando efetivamente se são bons ou maus profissionais. É a forma mais estúpida e imbecil de regulamentar uma profissão. Ao invés de proporcionar um ensino de qualidade, o governo espalha certificados de aprovação para qualquer faculdade de fundo de quintal, com o intuito de aumentar o número de "pessoas com o curso superior", como se um diploma universitário fosse sinal de competência. Para remediar, lança mão dos conselhos profissionais para fiscaliza-los e, de quebra, arrecadar um dinheirinho. Controla a mente da classe pensante nacional e consegue aumentar a sua área de influência, alienando cada vez mais a população.
O Estado tem, por fim, o monopólio das mentes dos bacharéis, mestres e doutores, que servem, inconscientes e impotentes, ao projeto de dominação totalitária do Estado brasileiro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os Intocáveis

Como são intrigantes as coisas que acontecem aqui em Pindorama. Abro a página de notícias do portal da Globo, o G1 (poderia ser o Clicrbs, a Folha, ou o Estadão, todos farinha do mesmo saco), e o que está entre as notícias revela mais uma vez a maneira tendenciosa com a qual a imprensa trata assuntos relativos à revolução comuno-petista brasileira. Refiro-me ao "agricultor sem-terra" que foi morto supostamente por um tiro disparado por um policial. Não vai demorar para surgirem dentro de nossos veículos de (des)informação, ferrenhos defensores dos "direitos dos mano" atacando a corporação policial com toda sorte de acusações, calúnias, e toda aquela estratégia gramscista que a imprensa utiliza. O fato ocorreu na cidade gaúcha de São Gabriel, onde a Brigada Militar (PM) do Rio Grande do Sul foi acionada para cumprir uma determinação judicial para a remoção dos bardeneiros das terras de uma fazenda ocupada.
Não vou discutir aqui a validade ou não da invasão, da reforma agrária ou de qualquer outro tipo de justiça social proclamada aos quatro ventos pela classe política e cultural brasileira. Não é este o tema aqui, mas a imunidade que este grupo ganhou diante das leis. O que aconteceu naquela fazenda foi que os vagabundos do MST simplesmente não obedeceram a ordem judicial para deixarem aquelas terras. Armados de foice, pás, enxadas e armas de fogo (é, não se iludam, eles têm armas de fogo) aquela corja de desocupados resolveu não cumprir a determinação emitida pelo judiciário. Ora, se fosse qualquer cidadão que trabalha, paga seus impostos, mas que por um motivo ou outro resolvesse invadir uma propriedade privada, sabe o que lhe aconteceria? Despejo imediato, sem direito à não obediência. Porque estes bardeneiros e sem-vergonha do MST tem que gozar de tamanha proteção de nossos intelectuais e de nossa mídia ao ponto de poderem decidir se vão ou não cumprir uma determinação judicial? Que imunidade é esta que se sobrepõe ao poder do Estado, que como diz a nossa constituição emana do povo?
Pois bem. Ao que consta, o policial reagiu à resistência deste grupo em desocupar a propriedade rural, e acabou efetuando um disparo durante um conflito com o grupo que, armado supostamente somente de instrumentos de trabalho, enfrentou a autoridade policial. Fato semelhante ocorreu em Eldorado dos Carajás. Naquele episódio, a mídia, as universidades e nossos intelectuais do meio artístico, trataram imediatamente de classificar a ação da polícia como um massacre. Ora! Tenha a santa paciência! Se um bando de vagabundos desordeiros, munidos de facão, foice e enxadas, corre na direção da força policial com o intuito de enfrentá-la, pergunto: o que deveriam fazer os policiais? Receber a turba com um chazinho e um pratinho de biscoitos? E o que deveria fazer o policial gaúcho? Deixar por isto mesmo? o MST não quer cumprir a determinação da justiça e fica tudo bem? Em ambos os casos os integrantes da PM deveriam receber uma medalha, e não uma punição disciplinar ou o stigma de trogloditas que a mídia impõe. Estavam ali cumprindo o seu dever. Ninguém obrigou os sem-terras a invadirem propriedade particulares. Ah, mas elas são improdutivas....Dane-se! Ou existe algum instrumento legal que diga que "as terras rurais privadas improdutivas devem ser invadidas por elementos sem-terra"? Penso que não.
E assim segue a vida nesta República de Bananas. Ninguém fala da depredação causada pelos sem-terras, da matança do gado dos fazendeiros (que movem a economia deste país), da destruição do meio-ambiente, e das benfeitorias que um cidadão lutou para conquistar e agora vê usurpada por um bando de vagabundos que sequer sabem plantar um pé de capim. Ninguém lembra do policial que arrisca sua vida para fazer cumprir ordens judiciais solenementes ignoradas, demonstrando a fraqueza de nossas instituições que matém a ordem e a legalidade. Afinal, pás, enxadas e facões também matam. Que querem que a polícia faça? Que cumpra e faça cumprir a lei e pronto. Mas é claro que é respeitado o livre-arbítrio. A decisão da necessidade da utilização de uma arma de fogo não é do policial, ou da força de segurança, mas da turba, no caso o MST. Se eles cumprirem a determinação de sair, nada ocorre. Caso contrário, serão retirados a força, nem que seja necessário o uso de armas e eventuais mortes. Não vejo onde está a truculência estatal. Uma verdade só deve imperar: a verdade da lei e da decisão judicial.
Este grupo em particular, os sem-terra, há muito que recebe apoio governamental para exercer suas atividades. Está longe de ser um movimento reivindicatório, pois trata-se, em última análise, de uma verdadeira guerrilha rural, apoiada pelo PT, P C do B, PSTU, PCO, e outros partidos de orientação de esquerda. Pretendem criar no campo um exército pára-militar, bem debaixo do nariz de nossos governantes e das próprias Forças Armadas, para lançar a anarquia no meio rural e desestabilizar o Estado desde o campo, conforme fez Mao na China. Não surpreende o silêncio da grande mídia acerca deste perigo iminente. Afinal, ela, em peso, apóia estes movimentos dos "sem", pois os integrantes dela foram programados desde os bancos escolares a admirar a anarquia pretendida pela minoria em detrimento da legalidade, aspiração da maioria.
Até quando esta corja continuará sendo intocável?

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Inversão de Valores - 1

A inversão de valores que se processa no seio de nossas casas é fato mais do que consumado. Todas as noites, "na hora em que a televisão brasileira destrói toda a gente com sua novela", fica ainda mais evidente a que ponto chegamos. Particularmente, não tenho acompanhado, pelo menos nos últimos 5 anos, a dramartugia brasileira. Infelizmente é impossível ficar completamente alheio à programação de nossa televisão aberta, o que faz com que, fatalmente, tenha contato com tais programas.
Atualmente, um grande sucesso de nossa pobre televisão é protagonizado pela atris Dira Paes, na pele de uma mulher adúltera que engana seu marido e entrega-se a outro homem, ou outros homens, sei lá. Até aí, nada de novo. Afinal, a teledramaturgia objetiva ser um espelho do mundo real. O que espanta é a simpatia que esta personagem angaria diante da maciça opinião dos telespectadores. Ou seja, temos uma clara inversão de valores aqui. Uma adúltera, em situação normal, jamais poderia ser ovacionada. Digo adúltera por força do exemplo, pois um adúltero deveria ter o mesmo tratamento, ou seja, gerar espanto, não simpatia. Percebem como isto é prejudicial ao desenvolvimento de nossa sociedade? Esta inversão atinge frontalmente o pilar básico de qualquer civilização, que é a família. Diante do tutor televisivo, nossas crianças assistem a tudo, encarando tal fato com naturalidade, como expressão dos mais altos valores cultuados por nós. É a revolução cultural em marcha avançada sobre nós.
Muitos outros exemplos podem ser retirados da teledramaturgia. Um lugar onde o empresário é sempre o homem malvado explorador dos trabalhadores. Onde um religioso é vítima de toda a sorte de difamações e de calúnias. Onde um casal homossexual é retratado mesmo como a síntese da evolução humana, santificado pelo politicamente correto. Um lugar onde crianças têm mais direito de se rebelarem de que seus pais em educá-las, pois tal educação é fornecida pelas escolas, que ensinam absurdos como "uma família é constituída de um homem e uma mulher ou qualquer combinação estapafúrdia entre eles". E ai de quem tentar opinar diferente. Automaticamente vira um homem mau, que deve ser eliminado pelo mocinho da história.
É desta maneira por demais inteligente que nossa cultura está sendo invertida. O certo torna-se errado e o errado certo. Com hipnótica obediência, nossos pais e educadores nada fazem para frear a progressiva destruição daquilo que construímos durante os últimos dois mil anos. O fenômeno é tão grave que a maioria da população rejeita praticamente todas as ideias que nossos artistas insistem em nos empurrar goela abaixo. E mesmo rejeitando a canonização do homossexualismo e a santificação da violência (esta tida como fruto da sociedade malvada e injusta) acabam por apoiar estas causas, sem perceberem, conscientemente, que estão indo de encontro a tudo o que acreditam. A origem, o início deste verdadeiro feitiço que penetra a mente tanto de mestres quanto de discípulos é extensa demais para ser explicada em um simples post. Está na raiz da própria civilização moderna, remontando à queda do Império Romano.
Os tentáculos desta verdadeira revolução são tão extensos que penetram em absolutamente todos os setores. Não temos hoje nenhuma voz que contradiga este estado de coisas dentro da nossa grande mídia. Tudo é tomado como sendo normal, como sendo inerente à nossa civilização. Dentro de nossos lares os pais nada fazem, perderam completamente a autoridade diante de seus filhos, muito pela intervenção de nossos artistas e jornalistas, isto sem mencionar os psicólogos com suas teorias de como os pais devem educar os filhos.
O estado de deteriorização de nossas famílias é avançado. Em breve, não teremos mais como salvá-las. Infelizmente, toda a máquina cultural, política e educacional conspira para que isto aconteça.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sob as Garras da ONU



Qual é o preço que devemos pagar para sermos um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU? Tal posição vale tanto assim que podemos trocar a nossa integridade territorial e independência. Acredito que não.
As Nações Unidas, criadas após a II GM, parece ter se desvirtuado de seus objetivos iniciais com a finalidade de implementar sua vontade custe o que custar. Ademais, suas decisões são meras recomendações que os países membros não tem qualquer obrigação de aceitar. O exemplo da invasão do Iraque pelos EE UU não me deixa mentir.
Apesar da crise existencial que vive o mais influente organismo internacional, o Brasil pleiteia o seu ingresso como membro permanente no conselho de segurança da ONU. A grande pergunta é: para quê??? Nosso país tem problemas muito mais urgentes do que se preocupar em conquistar tal posto. Somos um país pobre, corrupto e em desintegração moral avançada. Temos mais a fazer além disto. Entretanto, nosso beautiful people parece não se importar. E tome campanha para que ingressemos em tal grupo. Mas...Ingressaremos de graça?
Elementar. É lógico que para termos a mínima possibilidade de sermos aceitos no clube dos poderosos do mundo, precisamos cumprir algumas exigências. Duas delas, aliás, estamos cumprindo com louvor! A campanha brasileira no Haiti é um exemplo. Somos comandantes de uma força internacional que visa impor a paz e reestabelecer a ordem naquele país, como se paz e ordem fossem características principais do Brasil. Seria cômico se não fosse trágico. Imediatamente todos apoiaram o projeto brasileiro para aquele país. Os militares foram praticamente unânimes. Afinal, o povo veria que eles ainda têm utilidade, apesar de campanha nacional estar sendo feita para provar o contrário. O curioso é que eles mesmos não se defendem. E lá se foi o Brasil para o Haiti. Cuidar de um país problemático e esquecer os seus problemas!! Brilhante.
A outra exigência é um pouco mais complicada. Trata da demarcação de reservas indígenas de maneira contínua. Acreditem, e eu posso dizer com toda a convicção, nenhum antropólogo jamais entrou nas terras roraimenses para verificar a real necessidade da demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol. Ninguém veio à Roraima fazer um estudo sério. No entanto, o que o Brasil decidiu??? A demarcação da reserva de maneira contínua. Agora, sabiam por quê? Pelo simples motivo de que esta é uma determinação das Nações Unidas, sob o argumento de que "se um dia estes povos quiserem formar um país, uma nação independente, já teriam território definido". Qualquer semelhança com o uso do termo "Nação Yanomami" não é mera coinscidência. Para o gran finale. Tentem adivinhar quem ficou mudo a respeito desta afronta à integridade territorial do Brasil???? Eles mesmos! Os militares! Um ou outro resmungo do gen Heleno e nada mais. Todos disseram amém. Nenhum deles veio a público, em jornais, revistas, ou qualquer outro tipo de meio de informação mostrar ao povo brasileiro a verdade e a consequência de tal atitude governamental. Uma verdadeira ameaça à nossa Soberania. Não por acaso, o Ministro da Defesa é um comunista de primeira ordem, que literalmente impede os militares de se manifestarem (infelizmente, mais e mais generais vermelhos estão tomando conta da caserna).
Este é o preço que precisamos pagar para sermos aceitos em um órgão que já demonstrou não ter muita influência nas questões de segurança. Pouco a pouco, estamos caindo no canto do governo mundial, que já demonstra suas garras com a desvirtuada União Européia. Sob o mantra da união, caímos na destruição de nosso país. Não somos mais independentes e começamos a obedecer cegamente a determinação dos Organismos Internacionais. Enquanto isto, nossos intelectuais aplaudem a criação das reservas indígenas de maneira contínua e nossa aventura no Haiti, sem saber que estamos trocando a nossa liberdade por isto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mentes Dominadas

Há muito que em nosso país, ou melhor, no mundo como um todo, as opiniões e crenças individuais estão sendo sistematicamente condenadas. Falar com liberdade de consciência é hoje tarefa para poucos que ousam quebrar a barreira psicológica que foi erguida em torno do indivíduo. Em nome do grupo, da sociedade, cada vez mais as pessoas deixam de emitir suas convicções, substituindo-as por discursos pré-fabricados e politicamente corretos. Esta perigosa mudança de comportamento é incutida na mente humana desde as idades mais tenras, seja pela servidão hipnótica dos pais a uma opinião coletiva, seja pela doutrinação emanada de nossas escolas, universidades, jornais, televisão, teatro, cinema música...
O grau de submissão da mente individual à mente coletiva é tamanho que, mesmo os ditos intelectuais, não conseguem enxergar a realidade dos fatos, por mais provas que se mostrem a respeito. Os indivíduos são impelidos, como que por uma força sinistra, a repetirem de maneira robótica um discurso que efetivamente não lhes pertencem. A dominação mental que atinge os cérebros humanos é hoje por demais preocupante.
Um caso que chama a atenção é a dos jornalistas. Tenho para mim que um integrante desta profissão deva fazer de tudo para informar de maneira coerente e verdadeira. Infelizmente, mesmo naqueles mais brilhantes, não é isto o que ocorre. Vejam o exemplo da jornalista Ana Paula Padrão. Ela, e a quase totalidade de seus colegas de profissão, insiste em chamar de golpista o atual governo de Honduras. Causa certo desconforto verificar que uma jornalista tão influente, tão experiente, não se dê ao luxo de ler a Constituição de Honduras. Se o tivesse feito, verificaria que o traidor, o criminoso, é Zelaya, e não o atual governo. O que ocorreu em Honduras nada mais foi do que a aplicação de sua lei maior, e não um golpe.¹
Este tipo de fato ocorre justamente pela imposição do pensamento coletivo sobre o individual. O correto seria a valorização do pensamento individual. É ele que nos guia para o caminho da verdade e que forma o amálgama de nossa consciência. Ao abdicarmos disto, somos apenas peões num sinistro jogo de xadrez, onde os verdadeiros atores nada mais querem a não ser a nossa servidão silente e disciplinada. A imposição do pensamento da coletividade atrofia a nossa percepção da realidade. As pessoas, desta maneira, deixam de buscar a verdade dos fatos para repetirem aquele velho discurso pronto, em parte por estarem hipnotizados pela sociedade, em parte por questão de comodismo. Construir a sua própria realidade pode aprecer por demais trabalhoso para certas pessoas.
Palavras de ordem como justiça social, igualdade, fim do preconceito, inclusão, e tantas outras, não passam de mantras repetidos à exaustão em nosso meio jornalístico, cultural e artístico. Sobre estas bandeiras, o pensamento do indivíduo é destruído e dá lugar ao coletivo. A aceitação destas falsas verdades encontra terreno fértil na mente rebelde de nossos adolescentes, que sem orientação de seus pais e professores, (estes mesmo embebidos pelo pensar da maioria) tornam-se presas fáceis para o canto da sereia. Como consequência, entregam a sua liberdade de expressão e de opinião ao grupo. Inertes, são incapazes de pensar por si próprios e, portanto, de encontrar a verdade escondidas sob as opiniões pré-fabricadas de nossos intelectuais. Viram verdadeiros papagaios, vitrolas que não possuem vida individual, e menos ainda, consciência individual.
É por isto que temos exemplos como o da Ana Paula Padrão. Ao invés de pesquisar sobre o fato, apenas repete o discurso pronto da maioria, como se esta estivesse sempre com a razão. É assim que, de maneira galopante, nossos pensadores mais conceituados tornam-se meros bonecos de ventrílocos, papagaios que nada pensam, apenas repetem conceitos e idéias para o aplauso geral da platéia.

1 verificar post sobre Honduras no meu antigo blog: abrasuacabeca.blog.terra.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Triste Realidade da Caserna

As Forças Armadas brasileiras estão em um estado que beira a falência total. Salários completamente defasados em relação ao restante da Administração Pública Federal, a falta de recursos para seu melhor aparelhamento aliados ao mais solene compromisso de seus chefes em ignorarem tudo o que os rodeia levam nossos militares a uma situação de desmotivação e completa decepção com a carreira das armas. A situação na caserna é delicada, muito embora quase nada se diga a respeito, pois o silêncio dos comandantes, especialmente o do Exército Brasileiro, servem como um tampão que impede a verdade de ser mostrada como ela é.
Não bastasse a calúnia que é feita contra os militares sobre o episódio ocorrido em 1964, onde jornalistas e professores de história distorcem os fatos ocorridos naquele ano, bem como no período conhecido como regime militar, eles ainda precisam conviver com o descaso do governo para com as Forças Armadas. E a situação é mais grave do que parece. Aliás, bem mais grave.
Viaturas e equipamentos sucateados, e a falta de toda a sorte de suprimentos para fazer os que funcionam rodar fazem com que nossos soldados tenham que fazer verdadeiros milagres com os recursos que recebem, bem ao contrário do que ocorre com os demais setores da administração. Para se ter uma idéia da gravidade do descaso governamental, na área amazônica, com suas fronteiras permeáveis e o trânsito constante de ilícitos e estrangeiros, as unidades militares simplesmente não possuem munição para realizar sequer seu adestramento básico. E não estou falando de tiros de canhão, mísseis ou coisa do gênero. A falta refere-se justamente à munição 7,62mm dos fuzis, a arma básica do Exército.
Enquanto os altos escalões se preocupam em criar sistemas mirabolantes de gerenciamento da miséria, nossos soldados saem cada vez menos preparados para o cumprimento de sua missão. Organizações Militares precisam, para sobreviver, literalmente mendigar doações em outros órgãos federais, como a Receita, para que possam obter desde materiais de expediente e faxina até modernos computadores 486, a fim de que possam cumprir suas atividades eminentemente administrativas, tendo em vista que as operacionais, salvo exceções que confirmam a regra, ou ficam relegadas a segundo plano ou são desenvolvidas de forma precária. Não fosse o brio de cada militar, a imposição constitucional do não direito à greve e a disciplina da tropa, a muito já teríamos paralizações. Entretanto, os militares mostram seu descontentamento ao saírem das fileiras da caserna. Centenas de oficiais e praças abandonam a Força pelo simples motivo de conseguirem melhores vencimentos e condições de trabalho no mínimo coerente.
Com tudo isto ocorrendo, os teóricos da guerra imaginam inimigos fictícios do norte (leia-se EUA), sem perceberem que seus verdadeiros inimigos ocupam o planalto central e vivem cercados de toda a segurança proporcionada por eles mesmos. A culpa da atual situação dos militares é deles próprios, pois possibilitaram que estes verdadeiros vermes ocupassem posições de destaque na política nacional. São Ministros de Estado e até Presidentes da República. Derrotados militarmente durante o regime militar, venceram ideologicamente. É mais uma prova que a pena tem mais poder que a espada.
Cercados de toda a sorte de privilégios, os chefes militares esquecem-se de sua tropa, de seus soldados. Vivem uma realidade platônica e enebriante, completamente dominados pela ideologia que seus antepassados lutaram para combater. Vivem num mundo paralelo, de sonhos e fantasias, enquanto seus valorosos soldados trocam os treinamentos de tiro de fuzil por horas de faxina nos quartéis, para recebê-los em mais uma "visita de inspeção".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A lei anti-fumo

A atual lei anti-fumo dos estado de São Paulo, é apenas mais um exemplo do grau de interferência que o governo está tendo em nossa vida individual. De maneira sorrateira e dissimulada, entregamos nossa privacidade de mão beijada para o "big brother" e nem conseguimos nos dar conta disto.
Sob o argumento artificioso de querer cuidar da saúde da maioria, o estado cobra seu preço, salgado por sinal: a liberdade individual. Explico: o ato de fumar tornou-se em nosso país uma verdadeira atitude criminal. Pouco a pouco os fumantes estão sendo impedidos de usufruirem de seu direito de fumar. Proibir o fumo em locais públicos quando sujeitos à Administração Pública é compreensível e até mesmo desejado. Entretanto, proibir o tabagismo em locais públicos privados nada mais é do que uma intervenção governamental que sequer os regimes militares fizeram aqui no Brasil. A justificativa é sempre a mesma: proteger a saúde da população.
O que espanta é que a população não precisa, em absoluto, de uma lei draconiana como esta. Ora, se o sujeito não é fumante e não suporta fumante e vislumbra um bar, um restaurante, onde ele queira ir e lá o ambiente está tomado pela fumaça dos cigarros, a solução é simples: ele não entra naquele local. Pronto, o problema está resolvido. O mercado se adapta. Se o dono de uma padaria percebe que está tendo prejuízos por admitir fumantes ele simplesmente proíbe o fumo em seu estabelecimento e fim de papo. O estado não deve e não pode interferir a este ponto na vida privada da população. A escolha é do cliente. Desta maneira, teríamos estabelecimentos com fumantes e simpatizantes e outros onde o fumo seria proibido, o que traria o equilíbrio aos estabelecimentos, não pela imposição estatal, mas pela escolha livre dos consumidores em frequentar este ou aquele ambiente.
Se tal raciocínio fosse aplicado aos homossexuais por exemplo, teríamos a seguinte situação: o estado proibiria os estabelecimentos de receberem homossexuais porque eles formam um grupo minoritário de pessoas que podem provocar a desestabilização dos valores morais da sociedade. por esta razão, não podem entrar em nenhum estabelecimento público. Se este caso ocorresse, o raciocínio seria o mesmo: quem é gay ou simpatizante, que procure um bar ou restaurante deste tipo. Quem não for, que procure outro. Logicamente, nenhum dono de qualquer que seja o estabelecimento deve ser obrigado a aceitar homossexuais, fumantes, não fumantes, ou qualquer que seja o grupo minoritário que se apresente. A escolha tem que ser do dono, do proprietário, e não do estado.
Em contrapartida, àqueles lugares sujeitos à Administração Pública deve ser garantido o acesso de todos os grupos, e a proibição de fumar, neste caso, encontra sua justificativa pelo fato do cidadão não ter escolha entre ir à Receita Federal do Brasil, por exemplo, ou à "Receita Federal do Brasil Para Não Fumantes". Nestes casos o veto ao fumo é justificável, bem como a proibição do acesso a grupos homossexuais (tomando o exemplo já utilizado) totalmente injustificada. Não temos a figura privada nestes casos, mas a estatal, que tem a obrigação de atender a todos sem qualquer tipo de discriminação ou favorecimento.
O curiosos nisto tudo é que enquanto ocorre a perseguição aos fumantes, uma campanha nacional é realizada em favor da liberalização da maconha. Desde os corredores dos governos até as músicas das rádios FM, a apologia à liberalização deste entorpecente é patente. Curioso isto não? Ou será que o cigarro deixa a pessoa com o estado de consciência alterado como o faz a "erva"?
Não venho aqui fazer apologia ao fumo. O que é claro e irrefutável é esta intervenção desmedida do estado na propriedade privada. E isto é apenas o começo, e não é um fato isolado. Muitos outros confirmam esta atitude estatal. Enquanto a liberdade do povo lhe é tirada, este sorri faceiro com a proteção do papai governo, sem imaginar o preço que está pagando por ela.

sábado, 8 de agosto de 2009

Perseguição contra a maioria

Observando, por mera obra do acaso, o programa “Entre Aspas” da GloboNews, verifiquei uma entrevista deveras interessantes, cujos interlocutores não conseguirei lembrar, mas que tratava de um assunto bastante controverso: a utilização de imagens religiosas em repartições públicas, especialmente as cristãs. A polêmica acerca do assunto é inevitável. Os defensores do chamado Estado Laico não admitem a utilização de imagens religiosas por parte dos órgãos públicos. O argumento mais forte que utilizam é de que questões religiosas não podem influenciar decisões legais, como o caso do aborto e das pesquisas com células troncas embrionárias.
O estranho nisto tudo é que a lei está sendo separada da religião, num processo inverso ao que ocorreu ao longo da história. Antes de qualquer código legal, as regras que regiam as civilizações eram estritamente as religiosas. Foi a partir dos mandamentos das diversas religiões e de seus dogmas que os diversos sistemas legais foram criados. Isto ocorre porque a fonte primária do direito é a religião. Desta maneira, ambos estão ligados umbilicalmente, e formam a identidade de uma civilização. Querer dissociar um de outro ao ponto de vetar símbolos cristãos em repartições públicas, sob a alegação de que valores religiosos podem influenciar as leis é de um cinismo absurdo. Como algo que inspirou o direito deve ser impedido de influenciá-lo? O pretexto usado é de que outras religiões existem no país que não a católica ou cristã, o que é verdade. Mas elas são a minoria. Experimentem fazer tal lei em um país muçulmano sob a alegação de que valores islâmicos não podem estar em órgãos governamentais? Ao invés de aprovarem tal lei, os árabes iriam no mínimo fuzilar os cristãos, como acontece, aliás, todos os dias, todos os anos.
A religião pode e deve intervir nos assuntos legais. Afinal, ela é parte fundamental da constituição de nosso povo, detentor de todo o poder de acordo com a carta de 1988. A separação do Estado da Igreja deveu-se especialmente às questões políticas, não às legais. Afinal, estas são resultados justamente da doutrina religiosa, como sua fonte primária, independente de qual seja o país. A lei árabe baseia-se no islã. A Ocidental, no cristianismo e no judaísmo. Coerente seria proibir em locais sujeitos a administração pública o uso de artigos religiosos árabes, de umbanda, ou qualquer outra que represente a minoria do povo. Certo fez a França ao proibir véus árabes. Ora, a França é um país católico, de tradição católica. Se o muçulmano quer usar seus símbolos religiosos sem ser importunado, é muito simples, basta saírem da França ou tornarem-se cristãos. A França, e o ocidente como um todo, não tem qualquer obrigação de tolerar aquilo que lhe é estranho. Note que eu não estou falando de perseguição religiosa. Se quiserem cultuar Alá, que vão para as mesquitas e para suas casas, e não impor à população uma cultura que lhe é estranha. Enquanto isto, as terras tupiniquins seguem na direção inversa.
O resultado de tal absurda lei será certamente uma perseguição religiosa contra a maioria. O pobre do cidadão será perseguido por ser... Católico! E isto num país onde mais de 70% da população é pertencente a esta religião. Novamente, as minorias serão beneficiadas. É apenas uma pequena faceta da Nova Era que se aproxima, onde a liberdade será apenas mais uma palavra no dicionário.

sábado, 1 de agosto de 2009

Para que serve o Senado Federal?

Com os escândalos assolando cada vez mais a nação brasileira, o descrédito em nossas instituições, especialmente as políticas, é cada vez maior. A situação do Poder Legislativo está cada vez mais complicada. Envolto desde há muito em denúncias de corrupção, peculatos, desvios de verbas e salário exorbitantes, sem mencionarmos o caso do mensalão, nosso Congresso Nacional parece não ter mais qualquer condição de fazer a sua função primordial, qual seja, representar todo o povo brasileiro além de fazer as leis.
Os Poderes Executivo e Judiciário, entretanto, gozam de uma certa credibilidade, embora esta ainda seja muito frágil. Estes dois atores vem, contudo, extrapolando suas atribuições constitucionais, exercendo deliberadamente a função do legislativo. Esta situação sufoca o poder dos deputados e senadores, e acaba deturpando a sua real destinação prevista na carta de 1988. É evidente que existe corrupção nas três esferas de nosso governo. Talvez o que cause tamanha indignação aos brasileiros seja o fato de que deputados e senadores são os mais legítimos representantes do povo, muito mais que o próprio Presidente da República. É neste contexto, numa forma de tentar moralizar a política nacional, que surge uma proposta que vem ganhando cada vez mais força: transformar o Congresso Nacional de bicameral para unicameral, extinguindo o Senado Federal que, aparentemente, não possui qualquer finalidade. É precisamente neste ponto que a preocupação deveria tomar conta da população brasileira e dos estados que compõe a Federação.
Como é de conhecimento geral, o Brasil é um República Federativa, ou seja, é um Estado Federado, uma Federação. Esta forma de Estado é caracterizada pela cessão da soberania de seus estados membros para a União. O Brasil, como Estado, não possui, em última análise, Soberania. Esta nada mais é do que a soma das Soberanias dos estados que compõem o país. Como poderiam os estados fiscalizarem e saberem o que está sendo feito com a sua Soberania? A resposta é: através do Senado Federal.
Esta casa não tem como objetivo representar o povo brasileiro. Esta atribuição é destinada à Câmara dos Deputados. Mas o que ou quem, então, representa o Senado? Ele representa cada estado membro da República Federativa. É por esta maneira que o número de senadores é distribuído igualitariamente a todos. É de sua responsabilidade zelar pela Soberania dos entes que representam e cuidar para que a Autonomia destes também seja respeitada. Tem por função, fiscalizar as ações da União no sentido de evitar que ocorra a centralização total do poder. Afinal, cada membro da Federação, seja a União ou os estados, tem suas peculiaridades e competências específicas.
Infelizmente, nossos representantes não cumprem o seu papel mais importante. Cada vez mais, em troca de favores políticos e polpudos salários, entregam progressivamente a Autonomia dos estados à União, quando deveriam estar fazendo justamente o contrário. Numa manobra ardilosa, o partido governante pretende acabar com esta casa, tomando todo o poder para si e cumprindo os seus verdadeiros objetivos.
O problema não está na finalidade do Senado, mas nas pessoas que o compõem. Senadores são eleitos para defenderem interesses dos estados. O interesse do povo é defendido pelos deputados. Como é de conhecimento de todos, muitos são os escândalos e as denúncias de corrupção que rondam as duas casas legislativas da nação brasileira. Mas acreditem, se não fosse pelos senadores, muitas mudanças maléficas já estariam ocorrendo em nosso país. O poder estaria totalmente centralizado na figura do Presidente da República, pois não haveria qualquer resistência à retirada da autonomia dos entes federativos. Os governadores dos estados têm, ou pelo menos era para terem, em seus senadores, defensores dos seus interesses, dos interesses da população que governam. Sem eles, passarão apenas a repetir o que quer que seja ditado diretamente de Brasília, de maneira ainda mais subserviente que nos tempos do Império.
Acabar com o Senado é tudo o que a tropa de choque de Tarso, Dilma e cia desejam. É o caminho mais rápido para a centralização definitiva do poder. Precisamos resgatar a função daquela casa legislativa, e não simplesmente acabarmos com ela. O preço que temos a pagar por isto é a liberdade, um preço por demais elevado.