terça-feira, 25 de agosto de 2009

Conselhos? Pra quê?

Eu não entendo em absoluto para que raio servem os chamados conselhos profissionais como os CREAs. CREMEs OABs e outros. Simplesmente são entidades cuja as únicas e primordiais funções são: aprisionar politicamente e profisionalmente seus integrantes. Nada mais. No caso da OAB o problema é ainda mais grave, pois esta entidade se acha no direito de interpretar as leis como se fosse um verdadeiro tribunal. E ai daquele que for contrário a seu posicionamento.
Uns defendem estes conselhos com o argumento de que eles fiscalizam as suas profissões. ? Mas isto não deveria ser feito pelo Estado e pela própria população? Eu, particularmente, acredito que a lei é a fiscalizadora mais apropriada para tal. Se eu sou dono de uma empresa que atua no ramo da construção civil e contrato um engenheiro que sequer é formado, construo um edifício e ele vem a desmoronar a culpa é minha, por ter contratado um engenheiro que não o era, e dele próprio, por falsidade ideológica. O que não entra na minha cabeça dura é porque eu tenho que contratar um engenheiro que seja registrado no CREA. Simplesmente não tem fundamento. Afinal, se ele foi aprovado em uma faculdade com respaldo do MEC, para quê precisa ser assaltado anualmente para obter a tal da carteira profissional? Quer dizer que um profissional que não pague sua carteirinha é um incompetente? Acredito que não.
Estas entidades são verdadeiros sanguessugas financeiros de seus associados. O que elas fazem? Regulamentam as profissões? Mas isto já não é feito pelo ordenamento legal? Se um advogado ganha uma causa e não é registrado na OAB, qual é o problema? Se ganhou é porque é competente. Da mesma forma que o incompetente não ganha e vai sendo excluído do mercado de trabalho. Simples, sem intromissão de qualquer agente externo.
O que ocorre, na verdade, é novamente, a intromissão estatal na vida individual das pessoas. Com seus nomes registrados nos diversos conselhos, o big brother pode acompanhar o que se passa com o cidadão. Ele controla as ações políticas e a ideologia destas classes, pouco se importando efetivamente se são bons ou maus profissionais. É a forma mais estúpida e imbecil de regulamentar uma profissão. Ao invés de proporcionar um ensino de qualidade, o governo espalha certificados de aprovação para qualquer faculdade de fundo de quintal, com o intuito de aumentar o número de "pessoas com o curso superior", como se um diploma universitário fosse sinal de competência. Para remediar, lança mão dos conselhos profissionais para fiscaliza-los e, de quebra, arrecadar um dinheirinho. Controla a mente da classe pensante nacional e consegue aumentar a sua área de influência, alienando cada vez mais a população.
O Estado tem, por fim, o monopólio das mentes dos bacharéis, mestres e doutores, que servem, inconscientes e impotentes, ao projeto de dominação totalitária do Estado brasileiro.

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