sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Medo presidencial.

Na reunião da UNASUL, nosso presidente mostrou realmente o grau de seu medo devido às bases militares colombianas que serão disponibilizadas para militares dos EE UU com o objetivo de auxiliar a Colômbia a combater o narcotráfico. O clima esquentou quando o apedeuta-mor disse que queria garantias internacionais sobre o tratado colombiano com os yanques. Ora presidente. O território é colombiano, o problema é interno, deles. Se eles querem colocar bases americanas em seu território o problema é do presidente Uribe e não do Brasil. Nem mesmo nossos militares estão preocupados com tais bases (se estão pouco se lixando mesmo para os verdadeiros inimigos da nação que governam o país, que dirá para o estrangeiro). Porque então tamanha preocupação? Hugo Chávez adquire mais e mais armamento soviético, eras a frente do equipamento militar de nossa milícia (ops!) quero dizer, Forças Armadas. Porque não se preocupar com a aquisição venezuelana de MIGs de última geração, ou carro blindados dos mais novos quando o armamento mais moderno do Exército é um carro de combate de 1973? Dois pesos e duas medidas?
Mas calma "copanhêro" presidente. Eu sei porque está tão incomodado com o tratado colombiano. É que ele já estava causando diversas baixas nos seus velhos aliados não é verdade? As FARCs, companhêro, as FARCs. Afinal, muitas vezes vocês se sentaram lado a lado para debaterem sobre o projeto comunista para a América Latina nas reuniões do Foro de São Paulo. Até assinaram todas as atas destas reuniões, não é mesmo? Se um aliado corre perigo, o outro tem que socorrer não é verdade? Afinal, foi para isto que foi eleito: comunizar a América Latina e legalizar as FARCs. Sabe que não estou errado.
Pior ainda são seus argumentos. Ao declarar que as bases americanas estão em território colombiano desde a década de 50, o companhêro diz que, após todos estes anos o problema não foi resolvido. Que "é hora de repensarmos este acordo". Bem. Os cartés de Cali e de Medelin, que dominavam o tráfico de drogas no continente foram neutralizados, não é mesmo? Raul Reyés, com seu computador contendo provas irrefutáveis de sua ligação com as FARCs também foi eliminado, enfraquecendo o grupo terrorista. Lembra, presidente, que até seu colega da Colômbia chamou-lhe para avisar que as suas ligações foram descobertas. Lembra? Como, então, a presença do Exército Norte-Americano não deu resultado? É o medo não é presidente. Medo que seus amiguinhos das FARCs sejam eliminados para sempre.
Como se não bastasse, a pequena Honduras ousa resitir à dominação do Foro. É copanhêro. A imprensa nacional inteira apóia o seu projeto de comunização da América Latina. Mas parece que o presidente se esqueceu de combinar também com a Colômbia e com Honduras.

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