sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os Intocáveis

Como são intrigantes as coisas que acontecem aqui em Pindorama. Abro a página de notícias do portal da Globo, o G1 (poderia ser o Clicrbs, a Folha, ou o Estadão, todos farinha do mesmo saco), e o que está entre as notícias revela mais uma vez a maneira tendenciosa com a qual a imprensa trata assuntos relativos à revolução comuno-petista brasileira. Refiro-me ao "agricultor sem-terra" que foi morto supostamente por um tiro disparado por um policial. Não vai demorar para surgirem dentro de nossos veículos de (des)informação, ferrenhos defensores dos "direitos dos mano" atacando a corporação policial com toda sorte de acusações, calúnias, e toda aquela estratégia gramscista que a imprensa utiliza. O fato ocorreu na cidade gaúcha de São Gabriel, onde a Brigada Militar (PM) do Rio Grande do Sul foi acionada para cumprir uma determinação judicial para a remoção dos bardeneiros das terras de uma fazenda ocupada.
Não vou discutir aqui a validade ou não da invasão, da reforma agrária ou de qualquer outro tipo de justiça social proclamada aos quatro ventos pela classe política e cultural brasileira. Não é este o tema aqui, mas a imunidade que este grupo ganhou diante das leis. O que aconteceu naquela fazenda foi que os vagabundos do MST simplesmente não obedeceram a ordem judicial para deixarem aquelas terras. Armados de foice, pás, enxadas e armas de fogo (é, não se iludam, eles têm armas de fogo) aquela corja de desocupados resolveu não cumprir a determinação emitida pelo judiciário. Ora, se fosse qualquer cidadão que trabalha, paga seus impostos, mas que por um motivo ou outro resolvesse invadir uma propriedade privada, sabe o que lhe aconteceria? Despejo imediato, sem direito à não obediência. Porque estes bardeneiros e sem-vergonha do MST tem que gozar de tamanha proteção de nossos intelectuais e de nossa mídia ao ponto de poderem decidir se vão ou não cumprir uma determinação judicial? Que imunidade é esta que se sobrepõe ao poder do Estado, que como diz a nossa constituição emana do povo?
Pois bem. Ao que consta, o policial reagiu à resistência deste grupo em desocupar a propriedade rural, e acabou efetuando um disparo durante um conflito com o grupo que, armado supostamente somente de instrumentos de trabalho, enfrentou a autoridade policial. Fato semelhante ocorreu em Eldorado dos Carajás. Naquele episódio, a mídia, as universidades e nossos intelectuais do meio artístico, trataram imediatamente de classificar a ação da polícia como um massacre. Ora! Tenha a santa paciência! Se um bando de vagabundos desordeiros, munidos de facão, foice e enxadas, corre na direção da força policial com o intuito de enfrentá-la, pergunto: o que deveriam fazer os policiais? Receber a turba com um chazinho e um pratinho de biscoitos? E o que deveria fazer o policial gaúcho? Deixar por isto mesmo? o MST não quer cumprir a determinação da justiça e fica tudo bem? Em ambos os casos os integrantes da PM deveriam receber uma medalha, e não uma punição disciplinar ou o stigma de trogloditas que a mídia impõe. Estavam ali cumprindo o seu dever. Ninguém obrigou os sem-terras a invadirem propriedade particulares. Ah, mas elas são improdutivas....Dane-se! Ou existe algum instrumento legal que diga que "as terras rurais privadas improdutivas devem ser invadidas por elementos sem-terra"? Penso que não.
E assim segue a vida nesta República de Bananas. Ninguém fala da depredação causada pelos sem-terras, da matança do gado dos fazendeiros (que movem a economia deste país), da destruição do meio-ambiente, e das benfeitorias que um cidadão lutou para conquistar e agora vê usurpada por um bando de vagabundos que sequer sabem plantar um pé de capim. Ninguém lembra do policial que arrisca sua vida para fazer cumprir ordens judiciais solenementes ignoradas, demonstrando a fraqueza de nossas instituições que matém a ordem e a legalidade. Afinal, pás, enxadas e facões também matam. Que querem que a polícia faça? Que cumpra e faça cumprir a lei e pronto. Mas é claro que é respeitado o livre-arbítrio. A decisão da necessidade da utilização de uma arma de fogo não é do policial, ou da força de segurança, mas da turba, no caso o MST. Se eles cumprirem a determinação de sair, nada ocorre. Caso contrário, serão retirados a força, nem que seja necessário o uso de armas e eventuais mortes. Não vejo onde está a truculência estatal. Uma verdade só deve imperar: a verdade da lei e da decisão judicial.
Este grupo em particular, os sem-terra, há muito que recebe apoio governamental para exercer suas atividades. Está longe de ser um movimento reivindicatório, pois trata-se, em última análise, de uma verdadeira guerrilha rural, apoiada pelo PT, P C do B, PSTU, PCO, e outros partidos de orientação de esquerda. Pretendem criar no campo um exército pára-militar, bem debaixo do nariz de nossos governantes e das próprias Forças Armadas, para lançar a anarquia no meio rural e desestabilizar o Estado desde o campo, conforme fez Mao na China. Não surpreende o silêncio da grande mídia acerca deste perigo iminente. Afinal, ela, em peso, apóia estes movimentos dos "sem", pois os integrantes dela foram programados desde os bancos escolares a admirar a anarquia pretendida pela minoria em detrimento da legalidade, aspiração da maioria.
Até quando esta corja continuará sendo intocável?

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