quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Opressão Coletiva

A asfixia a qual somos submetidos é de uma crueldade sem precedentes. A liberdade de pensamento do indivíduo foi substituída pela vontade da coletividade, como se esta fosse a portadora única e suprema da verdade. As idéias e opiniões pessoais são sumariamente desconsideradas quando o indivíduo entra em desacordo com a opinião do grupo. O resultado de tal situação é a formação do que chamo de pensadores-zumbis. Estes são pessoas que julgam estar emitindo suas próprias opiniões, mas que na verdade apenas repetem o discurso politicamente correto que está incrustado na coletividade. E toda esta coletividade pune aqueles que são contrário às suas diretrizes.

Esta situação fica muito visível quando analisamos a produção cultural brasileira, ou mesmo internacional. Na teledramartugia isto fica ainda mais evidente. Toda a personagem que tem opinião e pensamento divergente em relação ao grupo já tem o seu destino traçado: ou ela irá sofrer provações intensas durante a trama, ou mesmo será morta. Ou seja, ela paga o preço por ter um pensamento próprio, por tentar resistir à lavagem cerebral praticada pelo grupo. Perde-se completamente a liberdade de opinião, ao mesmo tempo que a pessoa tem a ilusão de a estar exercendo, quando na verdade apenas repete o velho chavão surrado.

O sufocamento da liberdade do indivíduo proporciona que surjam dentro de uma coletividade experiências de doutrinações intelectuais que são fadadas ao sucesso. Sem pessoas que pensem por si só, o núcleo diretor do grupo, os líderes , têm em suas mãos o total controle das mentes de seus liderados, sem encontrar qualquer tipo de resistência. Não existe qualquer voz ativa que fale contra o aborto, contra o movimento gayzista, contra os bolsas esmolas, enfim, contra o politicamente correto. Quando se fala, a voz é censurada pela própria imprensa, sob a justificativa de se evitar o preconceito ou a opinião de "facistas". Quem perde com isto é toda a população. Sem opiniões divergentes, perde-se a oportunidade de se desenvolver uma verdadeira discussão sobre determinado assunto. Não há raciocínio, não há teses e antiteses, não há pensamento lógico, mas apenas a repetição sistemática de um mesmo discurso formatado de maneiras diferentes.

Desta maneira, sufocando aqueles que pensam com seus próprios encéfalos, fica aberto o caminho para a dominação mental coletiva na qual vivemos, e o dominado sequer desconfia de sua condição. Por fim, atrofia-se por completo o senso de julgamento individual do cidadão, fazendo com que ele não precise pensar por si próprio, pois a coletividade já pensou e tomou as decisões por ele. E segue-se, pois, a formação sistemática de mais e mais pensadores-zumbis.

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