domingo, 1 de novembro de 2009

Diplomacia Ilegal


Ao consentir a hospedagem ao criminoso Manuel Zelaya, sob o argumento de que este é o presidente legítimo de Honduras, e ao declarar que gostaria de vê-lo como presidente daquele país nas próximas eleições, o presidente Lula comete dois erros. O primeiro: hospeda na embaixada brasileira, a custo do meu, do teu, do nosso dinheiro, um cidadão que foi legitimamente impedido de colocar no país centro-americano, a política ditatorial e socialista de Hugo Chávez. Nós, que estamos pagando pela estada do fanfarrão Zelaya na embaixada brasileira, deveríamos exigir que o governo o retirasse de lá. Mas isto não acontecerá, pois nossos amados governantes esquerdistas só têm olhos para a “revolução bolivariana,” não como opositor, mas como sério entusiasta.

O segundo erro que comete o molusco mandatário, creio eu que seja um crime. Ao permitir que Zelaya montasse seu QG dentro de uma instalação diplomática, e ao exigir seu retorno ao poder o Itamaraty, e o governo federal como um todo viola de maneira frontal os incisos III e IV do artigo 4º da Constituição Federal de 1988, que tratam da autodeterminação dos povos e da não-intervenção, respectivamente, além da alínea 7 do artigo 2º da Carta da ONU e artigo 18 da Carta da OEA, ambos tratando do princípio da não-intervenção. Significa que nosso presidente comete um crime constitucional, e que o partidão rasgou a tradição que outrora tinha o corpo diplomático brasileiro, justamente a de honrar estes dois princípios que regem o Direito Internacional.
Mas porque Lula fez o que fez por Zelaya? Qual o interesse que poderia ter em um país tão pobre e pequeno quanto Honduras? A resposta? Medo. Sim, medo. O povo hondurenho, e o pior, suas instituições, resolveram desafiar a autoridade ideológica e política do Foro de São Paulo, personificado pela tríade Fidel-Lula-Chávez. Esta pequena nação ousou resistir à imposição totalitária da esquerda, do socialismo do século XXI. Tornou-se um entrave aos objetivos continentais da esquerda, e seu exemplo poderia ser seguido por outros povos. Como que o Foro de São Paulo poderia deixar que 20 anos de trabalhos clandestinos, obscuros e doutrinários pudessem ser destruídos pela audácia de um povo pobre, mas íntegro e justo. Além do mais, eles agora têm o apoio estratégico do socialista Obama. Estão com a faca e o queijo na mão.
É evidente que a imprensa nacional não analisa os fatos como eles são. Muito pelo contrário! Insiste em dizer que em Honduras houve um golpe de estado, que o governo é ditatorial e blá blá blá. Esquecem de informar que, a luz do Direito Internacional, da ONU e da OEA, questões internas devem ser tratadas internamente. Os que decidiram pela saída de Zelaya do poder foram a Suprema Corte e o Congresso Nacional hondurenho, que são as únicas e legítimas autoridades que podem decidir sobre a matéria. Não cabe à ONU, à OEA ou ao governo brasileiro contrariar ou apoiar a decisão. Cabe a eles respeitarem as decisões tomadas, conforme determinam suas próprias regras e leis aqui já citadas. É tudo questão interna, do país. Ninguém tem o direito de intervir, pois cada nação tem as suas leis, os seus costumes e as suas características próprias.
É nestas horas que fica ainda mais evidente os objetivos de Lula e da ONU. Um quer formar uma união de repúblicas socialistas na América Latina. O Outro quer impor a todos um governo mundial, onde os países e os indivíduos não terão mais poder sequer sobre os seus destinos. Tudo sob o aplauso hipócrita de jornalistas, intelectuais, e "prêmios Nobel da paz."

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