quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Rapidinhas da semana.

1. O presidente Lula afirmou, em um jantar patrocinado por empresários, que a carga tributária do país não pode cair porque os impostos são necessários para se ter um Estado forte. Ao mesmo tempo, exigiu esforços do empresariado para diminuírem o preço de suas mercadorias para que possam competir com o mercado externo.

Só se os empresários contratarem como consultor o Cris Angel e o David Coperfield para diminuir preços sem diminuição da cobrança tributária. No Brasil é assim. Ao invés de se diminuírem os gastos do governo, aumentam-se impostos.

2. A conferência sobre o clima em Copenhagen acabou em pizza. Os países ricos não cederam, especialmente os EUA, o que contribuiu para o fracasso da convenção. Milhares de manifestantes de ONGs ambientalistas ficaram frustrados com o resultado, e a comunidade científica cada vez mais alerta para as conseqüências do aquecimento global causado pelo homem.

E na semana que acabou a tal Cop 15, a Alemanha registrou a menor temperatura da história, nevascas intensas bateram recordes na América do Norte, e em toda a Europa, incluindo o sul europeu, tradicionalmente de clima mais ameno. Ah, mas já sei a resposta: “este frio incomum é mais uma prova das mudanças climáticas causadas pelo homem.” Afinal, parece que agora a população gostaria de que o aquecimento global fosse tão terrível quanto falam.

3. O caso do menino Sean que está sendo devolvido a seu pai tem causado bastante comoção nacional, e vem sendo veiculado diuturnamente na mídia. A avó da criança chegou a mandar uma carta ao presidente Lula pedindo para reconsiderar a decisão do governo, a qual não foi respondida. A criança deve ser entregue ao seu pai biológico e deve morar nos EUA.

Parece que esqueceram que o nosso presidente é analfabeto, ou não contrataram a Fernanda Montenegro para ler e escrever as cartas de Lula. Finalmente, depois de sucessivas mancadas (casa pra Zelaya, casa pra Battisti), o Brasil deu uma dentro. Imaginem se a criança fica e depois descobre que poderia ter sido criada nos EUA pelo pai, ao invés de ficar aqui em Pindorama sendo criada pela avó! Se fosse comigo, eu ficaria indignado e tentaria de tudo para dar o fora daqui!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um brinde à Cop 15

A conferência sobre o clima ganhou destaque em toda a nossa mídia. Não faltaram opiniões acerca da importância de tal evento para que possamos evitar o aquecimento global, com metas a serem atingidas no intuito de frear este fenômeno (esqueceram de convidar o sol. Talvez, se o astro-rei se comprometesse a diminuir suas explosões e emissões de energia...) e formar uma agenda ambientalista.
No final, tudo parece que acabou em pizza.Aliás, estes encontrinhos alarmistas e de movimentos sociais sempre acabam em pizza. Um exemplo é o tal do Fórum Social Mundial, que  também nada forneceu para que se tentasse atingir os objetivos que se propunha. A única coisa que este evento trouxe foi o aumento do consumo de maconha e na proliferação de rebeldes sem casa.
Na Cop 15, não foi diferente. Um bando de gente se reuniu, gastou dinheiro, queimou toneladas de CO2, teve sua credibilidade ameaçada com o caso climategate, e não chegaram a conclusão nenhuma. Aliás, chegaram a uma sim: que se os países ricos não derem dinheiro para os pobres e frearem suas emissões de gases do efeito estufa (ou seja, desacelerarem sua produção industrial), estaremos todos condenados à morte por conta do aquecimento global.
Mas, por ironia do destino, ao final do meeting um dos convidados que foram totalmente ignorados propôs um brinde para celebrar o consenso do aquecimento global. Mas foi um tim-tim diferente, sem champagne ou bebida. Um brinde com neve, muita neve do inverno boreal, com quebra de recordes de precipitações nos EUA e em algumas áreas da Europa, mesmo aquelas não muito acostumadas a ela.
Enquanto se discutia o aquecimento global, a natureza preparava um cala-te boca aos alarmistas. Certamente, algumas pessoas gostariam que a Terra estivesse esquentando de maneira irreversível. Talvez assim, não morreriam de frio.
É, parece que o convidado não convidado não gostou muito da idéia, pelo menos a julgar pelo seu brinde à Cop 15. Tim-tim.

Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Mulher observa pela janela congelada de trem em Sofia, Bulgária (Foto: Dimitar Dilkoff/AFP)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Saudades da Rádio Guaíba

Nos anos em que estive na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas-SP, onde entrei em 1998, e na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende-RJ acompanhava os jogos do Inter com um radinho a pilha que tinha recepção de ondas curtas. Era muito bacana poder acompanhar os jogos do meu time. Claro que a recepção não era das melhores, principalmente entre o final da tarde e início da noite, quando a rádio sumia e depois retornava. Quando acontecia no meio de uma partida de futebol era terrível. Durante os finais de semana, sempre tentava sintonizar a Guaíba, para me interar das notícias do meu Rio Grande, e especialmente de Porto Alegre.


O tempo passou, a era da internet chegou, e continuei a acompanhar a rádio. Seja pelos programas esportivos, ou pelos debates do Espaço Aberto. Claro que à medida que fui despindo a doutrinação esquerdista imposta sobre minha geração, comecei a questionar alguns aspectos históricos da rádio, como a tal da campanha legalista, mas isto é secundário. Bem ou mau, quase sempre a Guaíba trazia temas polêmicos e debates interessantes da política, assim como tinha certamente a melhor programação esportiva.

E foi então que aconteceu. A rádio foi comprada pela rede Record. E pronto, se foi a minha rádio. A programação decaiu a um nível ridículo, e a Guaíba deixou de ser uma rádio diferente. Passou a ser ordinária. Pouco a pouco fui abandonando a rádio, e hoje praticamente não a escuto mais.

Fiquei pensando: "como é terrível o capitalismo! Uma empresa grande, de abrangência nacional, acabou com a minha rádio. Isto é injusto! Deveria haver um meio de se evitar este tipo de coisa". Mas... Tem culpa o modelo capitalista? Não.

Estudando o problema mais a fundo, constatei que o que ocasionou a extinção da Guaíba não foi o capitalismo, com seu livre mercado. O modo como este é banido no país é o que determinou, e ainda determina o fim de rádios e emissoras locais de televisão: a regulamentação e intervencionismo estatal. Senão vejamos:

Em uma economia de mercado, o governo simplesmente não determinaria quem poderia ou não ter uma emissora de rádio e televisão. Qualquer cidadão com as capacidades técnicas necessárias e o investimento inicial de capital suficiente, poderia fundar a sua própria emissora de rádio ou televisão, sem depender de concessão estatal para isto. A única regulamentação que o governo deveria dar era a distribuição do espectro eletromagnético de maneira que uma nova empresa não utilizasse a frequência de outra, por critérios essencialmente técnicos. Fosse desta maneira, a Rede Record não precisaria comprar a Guaíba, pois não necessitaria de permissão do governo para funcionar. Como esta já a tinha, aquela só poderia comprá-la de maneira a evitar todo o processo burocrático envolvido na autorização governamental.

Fruto desta excessiva e autoritária regulamentação formou-se no Brasil algo singular: uma rede nacional de televisão aberta, cujo mercado é dominado pela Rede Globo e emissoras como a própria Record, a Band e o SBT. Não temos aqui os canais locais privados, onde os assuntos da comunidade são mais enfatizados. Desta maneira, existe uma perigosa homogeneização da opinião pública e mesmo da cultura. Um país das dimensões do Brasil deveria ter centenas de emissoras locais, das cidades e dos estados que compõe a Federação, e não apenas duas ou três grandes empresas que ditam o que é certo e o que é errado. O mesmo ocorre com os jornais, que nada mais são do que estações repetidoras do que é dito nas sedes de suas empresas matrizes, como o caso da Zero Hora e o Correio do Povo.

Ao tratar as telecomunicações como algo que pertence à nação, como questão de segurança nacional, os governos ao longo dos anos fomentaram o atrofiamento do pensamento individual de cada cidade, e estado. Redes nacionais de televisão, em um país de tão vasto território, é algo muito perigoso. Deveria ser reservado à televisão por assinatura. Como resultado, os assuntos que ocorrem nos diversos recantos da nação são subtraídos em detrimento do acontecimento nacional. A dominação cultural e política da população fica facilitada, pois basta infiltrar-se em um ou dois conglomerados da mídia e pronto, um pequeno grupo pode dizer o que é certo ou errado para a maioria, algo que não aconteceria se houvessem mais emissoras locais.

Mudar este quadro atualmente é praticamente impossível. Enquanto não vivermos uma economia de mercado, onde o estado não meta seu bedelho em assuntos de domínio público e privado, veremos cada vez mais novas Guaíbas, engolidas pelas gigantes nacionais, impondo uma só visão de mundo, uma só realidade. As lideranças locais serão pouco a pouco destruídas, e a liberdade de pensamento e informação estará, finalmente, extinta.


sábado, 12 de dezembro de 2009

A Queda da Cristandade

Há vários anos acontece uma crescente campanha para a progressiva desmoralização para posterior destruição da cristandade. O alvo preferido é a Igreja de Roma, mas mesmo as protestantes e evangélicas também são alvos cada vez mais recorrentes. A mídia de entretenimento, com suas novelas e séries televisivas, não poupa esforços em caricaturar os seguidores de Cristo, seja por suas atitudes, seja por suas opiniões, que nada mais refletem senão à da Bíblia.
O fenômeno é de escala mundial. Dentro das congregações religiosas, pessoas estão deturpando os ensinamentos bíblicos, reinterpretando-os às suas ideologias. Um exemplo que pode ser verificado é na “teologia da libertação” que, se fosse analisada de maneira fria, pareceria maia uma demonologia da libertação. Temas como o homossexualismo, a disputa de classe e a banalização do aborto são incluídos nesta nova agenda teológica, contrariando mesmo as escrituras. Dentro em breve, toda a fundação do cristianismo estará mudada de tal forma que sequer conseguiremos reconhece-lo.
A queda do mundo cristão, entretanto, não é um fenômeno nacional, mas internacional. De fora para dentro, a religião cristã vem sendo pressionada e virtualmente esmagada dentro de seu próprio território por outra que parece estar com todas as cartas na manga para, literalmente, conquistar o Ocidente: o Islã.
A ruína do Cristianismo se dará devido ao caráter pacífico de seus ensinamentos, que são ardilosamente utilizados pelos governos das nações cristãs, especialmente na Europa, para criar um discurso de tolerância com as diferentes religiões no mundo. O resultado é que temos levas e levas de imigrantes islâmicos no continente europeu que pouco a pouco vão impondo a sua cultura e a sharia, sem aparentemente encontrar resistência. 
A dissociação entre Igreja e governo tornou este um defensor das minorias, ignorando a cultura e os costumes de sua população. Ora, se um imigrante árabe resolve morar na Inglaterra ou na França, nada mais justo que se adapte aos costumes destes países, e não tente impor os seus. Que pratique sua religião, mas não obrigue todos a fazê-lo. Nos países europeus de grande população muçulmana verifica-se que bairros exclusivamente islâmicos possuem jornais, revistas e mesmo escolas onde sequer a língua da nação adotada é utilizada. Ou seja, os imigrantes querem se aproveitar dos benefícios sociais das nações européias sem adotá-las como sua nova pátria.
Ao permitirem este tipo de situação, e ao cederem às pressões, inclusive dos governos muçulmanos estrangeiros, a Europa está lentamente se transformando em um território cada vez mais islâmico. Não contentes com todos os benefícios concedidos por estes países, os imigrantes sempre querem mais...E adivinhe quem os apóia? A esquerda européia que, assim como as esquerdas do mundo, sempre luta pelo direito das minorias, dando a elas plenos poderes para subjugar a maioria. Este tipo de atitude somente acelera a degradação da cristandade, que não reage a esta verdadeira invasão. Foi assim que o Império Romano caiu, não por guerras intermináveis, mas por migrações em massa que tinham como objetivo a fixação de residência dos invasores, ou seja, uma colonização.
No mundo cristão, a tolerância é algo que o levará à sua ruína. Podemos observar o exemplo da França quando esta proibiu os símbolos religiosos nas suas instituições públicas. A comunidade islâmica ficou indignada! Mas porque raios a cristandade tem que permitir de bom grado o culto do Islã, se a recíproca é falsa? Experimente usar um crucifixo na Arábia, Turquia, ou outro país islâmico? Corre-se o risco de ser preso e mesmo executado.
Igrejas cristãs em território muçulmano são quase inexistentes, ao passo que mesquitas proliferam com uma velocidade impressionante no Ocidente. Dezenas de milhares de cristãos são mortos em países islâmicos, mas basta barrar um árabe em um aeroporto por suspeita de terrorismo que a mídia fica enlouquecida. Desconfiar de um muçulmano é preconceito. Matar milhares de cristãos por serem cristãos é o que?
Enquanto continuar a seguir o politicamente correto, o Ocidente cavará cada vez mais a sua sepultura. Enquanto se aceitar a ridicularização dos seguidores de Cristo e a aceitação do Islã como “a melhor coisa do mundo” estaremos preparando o terreno para a queda não de um império, mas de uma civilização inteira, a nossa civilização. Os cristãos de todas as correntes devem se unir não para discutir os ensinamentos da Bíblia, mas para protegê-la do império do Corão. A vitória não será conseguida pela força das armas, mas pela pena dos legisladores. E, nesta última, os seguidores de Maomé estão em perigosa e ameaçadora vantagem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A violência, os "ólogos" e os "ogos"

Assistimos, neste final de semana, a cenas lamentáveis ocorridas especialmente na capital carioca e paranaense. Torcedores do Coritiba invadiram o campo de futebol e partiram pra cima dos jogadores e árbitros, como se isto fosse mudar o resultado da contenda. No Rio, torcedores do Flamengo comemoram o título conquistado de uma maneira inusitada: violentando uns aos outros. Torcedores do mesmo time brigando...vai entender! Para arrematar, na capital gaúcha, torcedores do grêmio resolveram hostilizar o seu clube porque... jogou bem! Pasmem!
Durante a semana, muitos serão os desdobramentos que tais atitudes de vandalismo irão desencadear. O questionamento sobre a violência da sociedade ter sido exportada para o futebol ou se é o inverso já domina o cenário jornalístico. Em breve não faltarão pessoas para dizer que a culpa por estes verdadeiros crimes é da sociedade injusta e blá blá blá.
Hoje, ouvindo à Rádio Gaúcha via Sky, esta foi a tônica da programação: porque estão ocorrendos atos de violência cada fez mais e mais banalizados? Não tenho a resposta, é evidente, mas tenho uma teoria: a causa dos quebra-paus é a falta de pau! Explico.
Desde que psicólogos, sociólogos, pedagogos e outros demagogos* começaram a "ensinar" os pais acuidar de seus filhos a coisa simplesmente se degringolou. Quando os pais tinham a autoridade para criar seus filhos da maneira que julgavam corretas as coisas não eram assim tão ruins. Lembro que a autoridade dos pais não é sequer um direito civil. É algo muito maior. É um Direito Natural, ou seja, é uma conquista que deriva da própria concepção de como a natureza funciona. O retrato disto é tal que a maioria dos ouvintes da rádio que opinavam sobre o assunto colocavam a culpa no governo. Eles estão meio certos, porque a culpa na verdade é única e exclusivamente dos pais destas pessoas que não os educaram da maneira que deveriam fazê-lo. Não cabe ao grupo dos "ólogos - ogos" decidir se um pai ou uma mãe vai dar um castigo ou uma chinelada. Esta decisão é exclusivamente dos pais. Mas os ouvintes estão "meio certos", não foi o que escrevi? Onde entra a culpa do governo**?
Bem, a culpa deste entra precisamente quando, através do advento de conselhos tutelares e da assinatura de tratados internacionais como os do "Direitos da Criança e do Adolescentes" este arquitetado pela ONU (como não poderia deixar de ser), retira dos pais a possibilidade de educar seus filhos para o mundo. O pior é que este tipo de atitude governamental não encontra qualquer resistência na mídia e no grupo "ólogos - ogos" citado como é apoiada por eles. Os adultos, a quem cabe a tarefa de educar aos mais jovens, são destituídos desta obrigação, deste direito, e quando tentam aplicá-los são discriminados por isto (ou alguém esqueceu o caso da professora e do pixador?). Percebem o tamanho da inversão da noção de valores que está se processando?
Evidente que este não é o único motivo para a violência, mas com certeza é, senão o mais importante, um dos. Uma palmada, uma chinelada, um castigo e alguns casos até a velha e boa varinha de marmelo não são de maneira alguma ações de violência, mas de educação. Gerações inteiras foram criadas desta maneira, e me parece que não tínhamos o  grau de violência que temos hoje (entre pessoas de uma mesma comunidade, de um mesmo grupo). Enquanto os teóricos da educação continuarem metendo seus bedelhos onde não são chamados, as coisas tendem a piorar cada vez mais e mais. Foi assim, estatizando a educação e retirando a autoridade paterna dos adultos que Hitler criou a sua "juventude", com o auxílio sempre prestativos de psicólogos, sociólogos, pedagogos e outros demagogos.

*entram nesta categoria: professores,  acadêmicos, artistas, intelectuais, jornalistas e afins.

**governo aqui é uma espécie de Hiperlink, que contém: universidades, programas de televisão, jornais, revistas especializadas, artigos "científicos" etc.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

30 Fantásticos segundos

Uma verdadeira bomba estoura diante dos adaptos do aquecimento global antropogênico e nada, absolutamente nada é comentado na grande mídia. Aliás, uma mísera notícia no site G1 e 30 segundos, isto, 30 segundos no Fantástico, que poderia mudar o seu nome para Fanático, dada a ferocidade com que defende que a humanidade é a causadora do aquecimento global, principalmente os países ricos e suas emissões insuportáveis, fora outras posições da agenda revolucionária e do globalismo.
No caso da nota publicada no portal de notícias da Globo, verifica-se uma clássica manobra dialética erística, há muito demonstrada por Arthur Schopenhauer em Como vencer um debate sem ter rezão. O texto, transforma a acusação de fraude nos dados acerca do aquecimento global em uma arma conspiratória daqueles que a usam, invertendo completamente a ordem das coisas. Na verdade, são os ambientalistas que são os responsáveis pela conspiração que insiste em dizer que somos responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta. E ponto final, ninguém discute. Falou está falado. Ignoram-se os ventos solares, o campo magnético terrestre, a variação da inclinação do eixo terrestre, o vapor de água, enfim, todas as outras variantes, fora os bilhões de anos de história climática. Afinal, os dados coletados são irrefutáveis(!). Mas porque justamente quando a autenticidade e a credibilidade destes dados são postos a prova, a mídia simplesmente ignora? Porque não exibiram um bloco inteiro do programa citado para pelo menos informar a população acerca deste verdadeiro achado? Ora, porque a função da esmagadora maioria dos jornalistas tupiniquins é uma só: desinformar e doutrinar.
Diferentemente do que ocorre nas terras brasilieras, a rede de televisão Fox News, resolveu entrar no debate e perguntar-se o porquê de redes como a CNN*, NBC ou ABC e jornais como o The New York Times* fazerem silêncio sobre o ocorrido. Nesta rede de notícias, líder de audiência nos EUA, o papel do jornalismo é cumprido: o de informar, seja lá qual for a notícia, e deixar a decisão para seu telespectador.
Não possuímos um debate verdadeiro, sincero acerca do tema. O que temos é apenas um alarmismo questionável sobre uma premissa que pode não ser verdadeira. Basta verificarmos o que ocorreu na década de 70 quando o Estadão afirmou que estávamos caminhando para uma nova Era do Gelo. Ao observarmos o gráfico que acompanha o jornal da época, verificamos que houve um declínio da temperatura entre as décadas de 40 e 70, justamente quando houve um intenso aumento das emissões de carbono na atmosfera.
Mas isto não é mostrado, isto não é veiculado. O que é nos empurrado goela abaixo é que somos responsáveis por algo que, na verdade, é um ciclo natural. Ao nos sentirmos culpados por isto, somos mais permissivos a novas taxas e impostos sobre os "poluidores", ao mesmo tempo que começamos a odiar toda e qualquer forma de produção que nos enriqueça, pois geralmente elas geram poluição que destruirá o planeta.
Devemos sim preservar o meio ambiente, isto não há dúvida. Mas também não podemos deixar que apenas um lado da história seja contado sem nos dar a oportunidade de debater sobre o que realmente está acontecendo. Somos, novamente, podados em nossa capacidade crítica de analisar mais este fato. Fica mais fácil, assim, dominar a mente da coletividade para que aceite cada vez mais docilmente os arreios intelectuais impostos.
Os 30 segundos de (des)informação sobre o tema mostrados no Fanático foram utilizados não para questionar se as revelações feitas pelo hacker ao coletar e-mails dos cientistas era válida, mas para uma pronta defesa de uma posição que há muito deixou de ser científica ou humanitária para se tornar mais uma página da agenda política da governança global.