segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um brinde à Cop 15

A conferência sobre o clima ganhou destaque em toda a nossa mídia. Não faltaram opiniões acerca da importância de tal evento para que possamos evitar o aquecimento global, com metas a serem atingidas no intuito de frear este fenômeno (esqueceram de convidar o sol. Talvez, se o astro-rei se comprometesse a diminuir suas explosões e emissões de energia...) e formar uma agenda ambientalista.
No final, tudo parece que acabou em pizza.Aliás, estes encontrinhos alarmistas e de movimentos sociais sempre acabam em pizza. Um exemplo é o tal do Fórum Social Mundial, que  também nada forneceu para que se tentasse atingir os objetivos que se propunha. A única coisa que este evento trouxe foi o aumento do consumo de maconha e na proliferação de rebeldes sem casa.
Na Cop 15, não foi diferente. Um bando de gente se reuniu, gastou dinheiro, queimou toneladas de CO2, teve sua credibilidade ameaçada com o caso climategate, e não chegaram a conclusão nenhuma. Aliás, chegaram a uma sim: que se os países ricos não derem dinheiro para os pobres e frearem suas emissões de gases do efeito estufa (ou seja, desacelerarem sua produção industrial), estaremos todos condenados à morte por conta do aquecimento global.
Mas, por ironia do destino, ao final do meeting um dos convidados que foram totalmente ignorados propôs um brinde para celebrar o consenso do aquecimento global. Mas foi um tim-tim diferente, sem champagne ou bebida. Um brinde com neve, muita neve do inverno boreal, com quebra de recordes de precipitações nos EUA e em algumas áreas da Europa, mesmo aquelas não muito acostumadas a ela.
Enquanto se discutia o aquecimento global, a natureza preparava um cala-te boca aos alarmistas. Certamente, algumas pessoas gostariam que a Terra estivesse esquentando de maneira irreversível. Talvez assim, não morreriam de frio.
É, parece que o convidado não convidado não gostou muito da idéia, pelo menos a julgar pelo seu brinde à Cop 15. Tim-tim.

Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Mulher observa pela janela congelada de trem em Sofia, Bulgária (Foto: Dimitar Dilkoff/AFP)

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