terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A violência, os "ólogos" e os "ogos"

Assistimos, neste final de semana, a cenas lamentáveis ocorridas especialmente na capital carioca e paranaense. Torcedores do Coritiba invadiram o campo de futebol e partiram pra cima dos jogadores e árbitros, como se isto fosse mudar o resultado da contenda. No Rio, torcedores do Flamengo comemoram o título conquistado de uma maneira inusitada: violentando uns aos outros. Torcedores do mesmo time brigando...vai entender! Para arrematar, na capital gaúcha, torcedores do grêmio resolveram hostilizar o seu clube porque... jogou bem! Pasmem!
Durante a semana, muitos serão os desdobramentos que tais atitudes de vandalismo irão desencadear. O questionamento sobre a violência da sociedade ter sido exportada para o futebol ou se é o inverso já domina o cenário jornalístico. Em breve não faltarão pessoas para dizer que a culpa por estes verdadeiros crimes é da sociedade injusta e blá blá blá.
Hoje, ouvindo à Rádio Gaúcha via Sky, esta foi a tônica da programação: porque estão ocorrendos atos de violência cada fez mais e mais banalizados? Não tenho a resposta, é evidente, mas tenho uma teoria: a causa dos quebra-paus é a falta de pau! Explico.
Desde que psicólogos, sociólogos, pedagogos e outros demagogos* começaram a "ensinar" os pais acuidar de seus filhos a coisa simplesmente se degringolou. Quando os pais tinham a autoridade para criar seus filhos da maneira que julgavam corretas as coisas não eram assim tão ruins. Lembro que a autoridade dos pais não é sequer um direito civil. É algo muito maior. É um Direito Natural, ou seja, é uma conquista que deriva da própria concepção de como a natureza funciona. O retrato disto é tal que a maioria dos ouvintes da rádio que opinavam sobre o assunto colocavam a culpa no governo. Eles estão meio certos, porque a culpa na verdade é única e exclusivamente dos pais destas pessoas que não os educaram da maneira que deveriam fazê-lo. Não cabe ao grupo dos "ólogos - ogos" decidir se um pai ou uma mãe vai dar um castigo ou uma chinelada. Esta decisão é exclusivamente dos pais. Mas os ouvintes estão "meio certos", não foi o que escrevi? Onde entra a culpa do governo**?
Bem, a culpa deste entra precisamente quando, através do advento de conselhos tutelares e da assinatura de tratados internacionais como os do "Direitos da Criança e do Adolescentes" este arquitetado pela ONU (como não poderia deixar de ser), retira dos pais a possibilidade de educar seus filhos para o mundo. O pior é que este tipo de atitude governamental não encontra qualquer resistência na mídia e no grupo "ólogos - ogos" citado como é apoiada por eles. Os adultos, a quem cabe a tarefa de educar aos mais jovens, são destituídos desta obrigação, deste direito, e quando tentam aplicá-los são discriminados por isto (ou alguém esqueceu o caso da professora e do pixador?). Percebem o tamanho da inversão da noção de valores que está se processando?
Evidente que este não é o único motivo para a violência, mas com certeza é, senão o mais importante, um dos. Uma palmada, uma chinelada, um castigo e alguns casos até a velha e boa varinha de marmelo não são de maneira alguma ações de violência, mas de educação. Gerações inteiras foram criadas desta maneira, e me parece que não tínhamos o  grau de violência que temos hoje (entre pessoas de uma mesma comunidade, de um mesmo grupo). Enquanto os teóricos da educação continuarem metendo seus bedelhos onde não são chamados, as coisas tendem a piorar cada vez mais e mais. Foi assim, estatizando a educação e retirando a autoridade paterna dos adultos que Hitler criou a sua "juventude", com o auxílio sempre prestativos de psicólogos, sociólogos, pedagogos e outros demagogos.

*entram nesta categoria: professores,  acadêmicos, artistas, intelectuais, jornalistas e afins.

**governo aqui é uma espécie de Hiperlink, que contém: universidades, programas de televisão, jornais, revistas especializadas, artigos "científicos" etc.

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