domingo, 31 de janeiro de 2010

O Brasil no Haiti.

Fico me perguntado: que raios faz o Brasil no Haiti? Porque diabos estamos em missão de paz naquele país, se sequer conseguimos assegurar a paz aqui no nosso quintal? A resposta, é o desejo incompreensível de termos uma cadeira cativa no Conselho de Segurança da ONU. E então, sou obrigado a perguntar: PARA QUÊ??
Ora, o Brasil não tem qualquer condição de se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Como pode querer se intrometer em assuntos globais se sequer consegue controlar a violência diária enfrentada todos os dias nas grandes cidades? Soma-se a este fato, a precária situação das nossas Forças Armadas, quer pelo sucateamento total de seus materiais, quer pelo fraco preparo operacional. Enganam-se aqueles que pensam ser o Exército Brasileiro, que hoje está presente no Haiti, a instituição preparada para responder a uma ameaça, porque não é. O preparo profissional se resume a centros de excelência, que não chegam a somar 1% do efetivo dos militares. A grande maioria, limita-se a atividades administrativas tediosas. Oficiais e sargentos aperfeiçoados não têm no preparo de seus homens, de seus soldados, a sua maior preocupação. Seus maiores temores são os prazos para entrega de relatórios mensais, ou no lançamento de dados em mirabolantes sistemas informatizados que apenas burocratizam cada vez mais as funções do militar. Pouco a pouco, ao avançar na carreira, o soldado se depara com atribuições e funções completamente estranhas à sua formação. Passam a ser administradores, contadores, assessores jurídicos, enfim, toda a sorte de ocupações que nada tem em comum com o verdadeiro ofício que escolheram excercer. Mesmo assim, lá está o Exército no Haiti.
Resultado: quando o Haiti precisou mesmo, quando o "bicho pegou" e o mundo esperava pela ação da ONU e do Brasil o que aconteceu? A comunidade internacional pediu socorro àqueles que tanto odeiam, que tanto discriminam: os EUA. E em uma semana, aportaram no flagelado país caribenho uma quantidade de equipamentos e homens que o Exército Brasileiro levaria anos para mobilizar. Sem burocracia, sem politicagens, os Norte-Americanos chegaram, assumiram a responsabilidade e mandaram às favas a ONU e seus burocratas, provando mais uma vez que quando a guerra deixa de ser de festim, os verdadeiros profissionais vão atuar. E o Brasil ficou com aquela "cara de bunda" observando atônito o poder de mobilização daquela potência. Para reforçar o argumento, o Brasil deseja enviar 900 soldados, o que até agora não fez, todos eles com a ressalva de já terem participados da missão no Haiti. Ou seja, o Exército Brasileiro assinou seu atestado de incompetência operacional. Pelo certo, no mínimo 70% da força deveria estar em condições de ser acionada. Afinal, como os generais gostam de falar com pompa e mística "um Exército pode ficar mil anos sem ser empregado, mas não pode ficar um dia sem estar preparado". Pelo visto, a anos estamos despreparados.
Como se não bastasse o papelão que fizemos por lá, colando as placas quando a população haitiana mais precisou, os militares brasileiros insistem no devaneio de que os EUA são o nosso inimigo em potencial, que eles querem tomar a amazônia, e blá blá blá. Ignoram por completo o processo de desmoralização sistemática pelo qual passam nossas Forças Armadas, em especial o Exército. Não bastasse a falta de material adequado, munições, alimentos, e fardamentos, agora a desmoralização e a desmotivalção toma conta dos soldados. Quando capitães preocupam-se mais em enviar centenas de relatórios sobre as mais diversas atividades, e sem que nenhum deles dê qualquer resultado, algo não vai bem. Quando um general começa a achar normal as dificuldades da tropa e que "a missão será cumprida" de qualquer maneira, definitivamente este Exército está fadado a ser aniquilado, sem sequer perceber o que está se passando. Enquanto os militares continuarem achando uma maravilha estas missões no exterior, estarão cada vez mais envoltos na sombra da ignorância, pois se seus egos são afagados de um lado, suas almas são tomadas de outro.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Preço da Submissão

Nenhuma revolução, ideologia, governo ou líder, ao longo da marcha da história, conseguiu ascender ao poder sem o apoio do exército. Das civilizações da mesopotâmia, até as revoluções socialistas do século XX, o apoio das Forças Armadas, em particular dos exércitos, foi fundamental para que governos fossem erguidos e derrubados. O poder de dissuasão imposto pelas armas é o mesmo que garantirá a segurança do novo sistema. Foi assim que, ao longo dos tempos, os militares foram vigas permanentes no processo de construção dos mais variados Estados. O exército é a síntese da população que o compõe, o que o torna na maioria das vezes o porta-voz da vontade da maioria, tanto para o bem, quanto para o mal. Neste último caso, o próprio corpo militar se organiza e procura derrubar o governo tirânico. A exceção à regra é o governo socialista, pois como se trata de movimento revolucionário, ascende ao poder através de uma longa estratégia de mudança cultural e de valores que atinge mesmo a raiz de um povo, e por conseqüência, das Forças Armadas. Mesmo assim, cedo ou tarde, se dá conta do mal que causa, e acaba por derrubá-lo também, atendendo via de regra ao clamor das ruas, ou ao apelo de novas lideranças.
Ocorre que, quando o exército torna-se indiferente, apenas uma massa amorfa sem pensamento próprio, fica aberto o caminho para que movimentos organizados tomem o poder para si a revelia da vontade popular. Não que os militares devam tomar e impedir à fórceps qualquer ação política que seja, mas a opinião da caserna sempre deve ser levada em conta. Afinal, os altos estudos da caserna são de fundamental importância para a compreensão da geopolítica e na manutenção dos objetivos nacionais permanentes de um Estado. Mas e se os homens de farda deixam de participar da vida nacional e adotam uma atitude passiva, o que poderia acontecer?
Ora, a resposta a esta pergunta é precisamente o que está ocorrendo em nosso país. Diariamente, novos decretos são assinados, novas leis são criadas e novas medidas são tomadas com um único objetivo: destruir a liberdade individual e tornar o cidadão escravo de seu grande irmão, o Estado. Pouco a pouco, sob os mais diversos pretextos, sejam eles igualdade racial, social, sexual ou o queridinho de todos, os “direitos humanos”. São com estes argumentos que liberdades são usurpadas e minorias são favorecidas a despeito da vontade geral da população, que de tão envolvida pelo poder estatal não enxerga o preço que está pagando pelos cuidados generosos do Big Brother.
Alguns verdadeiros iluminados conseguem ver a situação das coisas e demonstram perder completamente as esperanças, especialmente quando temos nossos formadores de opinião a serviço da revolução. Alguns acreditam que a única salvação que nos resta é acreditarmos no Exército Brasileiro e nas Forças Armadas para nos livrarem do destino que nos aguarda desde a década de 30, e que foi interrompido em 1964 pela determinação e coragem de nossos militares, que não mediram esforços para defender a democracia e os valores mais caros ao nosso povo.
A estes que acreditam que novamente possa ocorrer algo do tipo, meus sinceros lamentos. Hoje, nossos soldados sequer conseguem defender-se das calúnias impostas pela esquerda acerca dos fatos que permearam os “anos de chumbo”! Como poderão reagir diante de uma ameaça muito maior quando foram castrados de sua autoridade? Nem sequer tem o status de consultores! Quando negam mesmo dentro de seus estabelecimentos de ensino a disseminação da verdade histórica em troca de um “certificado pelo MEC”, nada podemos esperar deles. Na ativa, não tem voz, não tem coragem. Quando passam à reserva, resolvem escrever artigos criticando aquilo que solenemente ignoraram quando estavam com alguma possibilidade de influenciar a nova geração de jovens. Cultuam heróis da Guerra do Paraguai, mas não fazem esforço algum para defenderem seus heróis de 64, limitando-se a um discurso submisso e “pacificador”, enquanto são trucidados e humilhados por aqueles que hoje estão no poder, que inventam a história e causaram tanta dor e infortúnios ao país. Não enxergam o perigo real que correm, ignorando o sucateamento de seus quartéis, e criando sistemas burocráticos cada vez mais sofisticados, que tornam o soldado combatente um mero burocrata, um administrador da miséria orçamentária que recebe a cada ano.
A revolução está quase completa sim, sem o apoio do Exército, mas com sua completa passividade. É um preço alto a se pagar pela sua submissão, e parece não haver luz no final do túnel.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Somos DEUS

Nos últimos anos observamos uma camapnha global para a "culpabilização" da humanidade sobre todas as mazelas que atingem nosso planeta. Entretanto, os países que mais são culpados pelas mudanças climáticas, como o aquecimento global, são os industrializados e por consequência, os homens que trabalham para o desenvolvimento industrial de suas nações. O argumento é o velho e batido gás carbônico.
Sendo um dos gases que causam o efeito estufa, o incremento de sua concentração na atmosfera acaba por aumentar cada vez mais a temperatura global, e a culpa, claro é nossa, minha, sua. Desta maneira, só existe uma saída para salvar o planeta: parar com as emissões, o que implica numa grande redução da atividade industrial, ao mesmo tempo que incrementa as chamadas políticas ambientais, capiteneadas por ONGs milionárias como o WWF, o Greenpeace e tantas outras. A comoção é generalizada, e de tal maneira calcificada em nossa mente que não conseguimos enxergar outra explicação para o aquecimento global que não seja a antropogênica. Ignoramos o fato de que a Terra é um sistema dinâmico, que as mudanças podem ocorrer não porque nós queremos, mas porque são parte do ciclo natural das coisas.
Neste ambiente de desesperança total, surgiu a Cop - 15, que traçaria metas para que possamos frear o processo de aumento da temperatura terrestre, através da retração da atividade industrial. Muito se faloou, e nenhum resultado foi alcançado, permanecendo praticamente tudo como está. A imprensa, em peso, cobriu e acompanhou o encontro, mas ignorou o fato dos dados coletados pelos cientistas responsáveis por analisar este processo estarem sendo postos a prova como uma grande fraude. Nada foi dito, afinal, a culpa é nossa e ponto final.
E como é o destino! Após o término da dita conferência, o hemisfério norte enfrenta um dos invernos mais rigorosos das últimas décadas. E o que eu escuto na Rádio Gaúcha e na Globo News??? Que a culpa pelo excesso de frio neste inverno boreal é... do homem! Ou seja, por dedução, somos DEUS!! Sim. Se temos o poder de determinar os rumos da natureza a nosso bel prazer, só posso concluir que somos Deus! Pelo menos é assim que pensa a maioria da imprensa e dos acadêmicos do país. Se a Terra aquece, a culpa é do homem que lança gases na atmosfera. Se ela esfria, a culpa é do homem, "porque com sua fome e ganâncias predatórias, destruiu o meio ambiente. As gerações passadas não pensaram no futuro e blá blá blá..."
E assim caminha a massa amorfa guiada por mentes treinadas e perigososas. O noticiário não faz a ligação entre a Cop 15, e o inverno rigoroso que se apresenta. Não lança questionamentos acerca da validade da teoria de que o planeta está aquecendo. Pelo contrário! Faz todo o possível para culpar a humanidade de todas as mazelas que acontecem no mundo. Transforma-nos de meros mortais, em deuses com o poder de determinar o destino do planeta, sem sequer especular, pelo mínimo que seja, que as mudanças climáticas podem ser causadas por ciclos naturais.
Se a Terra esquenta, a culpa é do homem. Se esfria, a culpa é do homem. Se ficar inalterada, a culpa também é do homem, que com sua destruição acabou com a dinâmica climática terrestre. Assim, somos todos culpados, somos todos deuses. A natureza? Ora a natureza....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A AIDS na Sociedade.

No meu antigo blog tracei um paralelo entre o câncer e a criminalidade. É interessante verificar a possibilidade de se fazer tal tipo de analogia entre assuntos aparentemente desconexos, mas que possuem mecanismos de atuação bastante parecidos quando substituímos os agentes biológicos pelos atores sociais de uma civilização. E este não é o único exemplo possível. Nossa sociedade sofre de outra doença, tão grave quanto o câncer: a AIDS.
Esta doença atua basicamente atacando o sistema de defesa do organismo infectado, impossibilitando que ele reaja a infecções oportunistas que acabam sendo fatais. Atualmente, com o advento de drogas cada vez mais eficazes, a sobrevida das pessoas que contraíram o vírus da imunodeficiência humana consegue ser prorrogada com relativa qualidade de vida. No corpo social ocorre algo semelhante, através do movimento revolucionário.
Este movimento, munido de Marx, Rousseau, Gramsci e de outros autores da esquerda, infiltra-se no sistema de defesa de nossa sociedade, neutralizando-o e se reproduzindo dentro deles. Desta maneira, mais e mais militantes são jogados dentro do organismo social, pronto para contaminar ainda mais todo o seu corpo. E quais seriam as "células de defesa" de uma sociedade?
Basicamente, são duas as entidades que precisam ser destruídas para que se tenha acesso ilimitado à cerne de uma civilização: a família e a religião. Em um segundo plano, podemos considerar os órgãos formadores de opinião, como os jornais e a mídia em geral, os centros acadêmicos e as forças armadas. Conquistadas estas instâncias, nada mais resta a determinada sociedade a não ser esperar pelo seu longo, agonizante, e certo fim. E o movimento revolucionário já atingiu a todas, tornando o corpo invadido debilitado e doente.
Como prova, basta examinarmos o campus de uma universidade,  folharmos o jornal, ou ligarmos o rádio e a televisão. O discurso é sempre o mesmo, pronto, formatado. Camisas com a cara do Che, ovações à ilha-cárcere de Castro, palavras de ordens contra o capital, contra os EUA, contra a Igreja, contra os valores familiares.
Dentro das igrejas, a situação não é diferente. Movimentos como o "católicas pelo direito de decidir", "teologia da libertação", e outras verdadeiras demonologias dentro do cristianismo corroboram cada vez mais com todo o tipo de afrontas aos mais caros valores morais, como a legalização do aborto, liberalização das drogas, homossexualismo e toda sorte de movimentos sociais. Deixam ,desta maneira, desamparada as famílias que deveriam proteger, o que acaba tornando estas vítimas do monstro socilaista.
Nas Forças Armadas a situação não é menos grave. Turmas e turmas de oficiais e sargentos são formadas sem que seus integrantes saibam o que realmente aconteceu no país nos anos dos governos militares. Saem dos bancos escolares com a falsa ideia de que devam ser apolíticos, quando na verdade deveriam sim defender o seu país, e a sua família de acordo com os valores que trouxeram de dentro de suas casas, e não com o que as Lucianas Genros e Josés Dirceus da vida dizem.
Seguindo os ensinamentos de Gramsci, nossos estudantes cara-pintadas e nossos proessores doutrinadores correm como cupins toda a estrutura social. Literalmente, são exemplares de carne e osso do vírus HIV, atacando nosso organismo desde suas defesas, deixando-o impossibilitado de reagir às "doenças oportunistas", como poderíamos classificar o movimento gay, o MST, os ambientalistas, e os teóricos da educação. Estes últimos, em franca campanha para retirar dos pais o controle sobre a educação de seus filhos.
Assim, as células que compõe nossa sociedade, as famílias, são destruídas sistematicamente sem sequer perceberem o que está acontecendo. Tal qual a AIDS, o corpo não consegue se recuperar porque aqueles que deveriam protegê-lo ou estão incapacitados, como as Forças Armadas e a família, ou agora são oásis seguros para a reprodução do vírus, como a mídia, a igreja, as universidades, e o sistema de educação como um todo. A família está sendo deixada cada vez mais de lado, e a religião não mais é levada à sério como outrora, o que é sem sombra de dúvida uma grande vitória dos vermelhos.
Infelizmente, não temos coquetéis modernos para combater estas mazelas. Nossos remédios são poucos e não conseguem fazer frente ao arsenal do inimigo. Alguns depositam suas esperanças no despertar das Forças Armadas para denunciar a grande manipulação cultural e intelectual na qual vivemos. A estas pessoas, meus sinceros pêsames. Elas sequer se defendem das calúnias proferidas pelos historiadores acerca do movimento de 64! Que esperar então?
Os oportunistas estão aí, ganhando cada vez mais superproteção estatal sob o argumento de que "são a minoria vítima de preconceito". Mal sabem eles que, quando o vírus finalmente triunfar, serão destruídos junto com a sociedade que tanto atacaram.