segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A AIDS na Sociedade.

No meu antigo blog tracei um paralelo entre o câncer e a criminalidade. É interessante verificar a possibilidade de se fazer tal tipo de analogia entre assuntos aparentemente desconexos, mas que possuem mecanismos de atuação bastante parecidos quando substituímos os agentes biológicos pelos atores sociais de uma civilização. E este não é o único exemplo possível. Nossa sociedade sofre de outra doença, tão grave quanto o câncer: a AIDS.
Esta doença atua basicamente atacando o sistema de defesa do organismo infectado, impossibilitando que ele reaja a infecções oportunistas que acabam sendo fatais. Atualmente, com o advento de drogas cada vez mais eficazes, a sobrevida das pessoas que contraíram o vírus da imunodeficiência humana consegue ser prorrogada com relativa qualidade de vida. No corpo social ocorre algo semelhante, através do movimento revolucionário.
Este movimento, munido de Marx, Rousseau, Gramsci e de outros autores da esquerda, infiltra-se no sistema de defesa de nossa sociedade, neutralizando-o e se reproduzindo dentro deles. Desta maneira, mais e mais militantes são jogados dentro do organismo social, pronto para contaminar ainda mais todo o seu corpo. E quais seriam as "células de defesa" de uma sociedade?
Basicamente, são duas as entidades que precisam ser destruídas para que se tenha acesso ilimitado à cerne de uma civilização: a família e a religião. Em um segundo plano, podemos considerar os órgãos formadores de opinião, como os jornais e a mídia em geral, os centros acadêmicos e as forças armadas. Conquistadas estas instâncias, nada mais resta a determinada sociedade a não ser esperar pelo seu longo, agonizante, e certo fim. E o movimento revolucionário já atingiu a todas, tornando o corpo invadido debilitado e doente.
Como prova, basta examinarmos o campus de uma universidade,  folharmos o jornal, ou ligarmos o rádio e a televisão. O discurso é sempre o mesmo, pronto, formatado. Camisas com a cara do Che, ovações à ilha-cárcere de Castro, palavras de ordens contra o capital, contra os EUA, contra a Igreja, contra os valores familiares.
Dentro das igrejas, a situação não é diferente. Movimentos como o "católicas pelo direito de decidir", "teologia da libertação", e outras verdadeiras demonologias dentro do cristianismo corroboram cada vez mais com todo o tipo de afrontas aos mais caros valores morais, como a legalização do aborto, liberalização das drogas, homossexualismo e toda sorte de movimentos sociais. Deixam ,desta maneira, desamparada as famílias que deveriam proteger, o que acaba tornando estas vítimas do monstro socilaista.
Nas Forças Armadas a situação não é menos grave. Turmas e turmas de oficiais e sargentos são formadas sem que seus integrantes saibam o que realmente aconteceu no país nos anos dos governos militares. Saem dos bancos escolares com a falsa ideia de que devam ser apolíticos, quando na verdade deveriam sim defender o seu país, e a sua família de acordo com os valores que trouxeram de dentro de suas casas, e não com o que as Lucianas Genros e Josés Dirceus da vida dizem.
Seguindo os ensinamentos de Gramsci, nossos estudantes cara-pintadas e nossos proessores doutrinadores correm como cupins toda a estrutura social. Literalmente, são exemplares de carne e osso do vírus HIV, atacando nosso organismo desde suas defesas, deixando-o impossibilitado de reagir às "doenças oportunistas", como poderíamos classificar o movimento gay, o MST, os ambientalistas, e os teóricos da educação. Estes últimos, em franca campanha para retirar dos pais o controle sobre a educação de seus filhos.
Assim, as células que compõe nossa sociedade, as famílias, são destruídas sistematicamente sem sequer perceberem o que está acontecendo. Tal qual a AIDS, o corpo não consegue se recuperar porque aqueles que deveriam protegê-lo ou estão incapacitados, como as Forças Armadas e a família, ou agora são oásis seguros para a reprodução do vírus, como a mídia, a igreja, as universidades, e o sistema de educação como um todo. A família está sendo deixada cada vez mais de lado, e a religião não mais é levada à sério como outrora, o que é sem sombra de dúvida uma grande vitória dos vermelhos.
Infelizmente, não temos coquetéis modernos para combater estas mazelas. Nossos remédios são poucos e não conseguem fazer frente ao arsenal do inimigo. Alguns depositam suas esperanças no despertar das Forças Armadas para denunciar a grande manipulação cultural e intelectual na qual vivemos. A estas pessoas, meus sinceros pêsames. Elas sequer se defendem das calúnias proferidas pelos historiadores acerca do movimento de 64! Que esperar então?
Os oportunistas estão aí, ganhando cada vez mais superproteção estatal sob o argumento de que "são a minoria vítima de preconceito". Mal sabem eles que, quando o vírus finalmente triunfar, serão destruídos junto com a sociedade que tanto atacaram.



Um comentário:

  1. Muito interessante...tu vê que agora querem mexer na anistia...mas não querem que os crimes feitos pela esquerda da época (Dirceu, Dilma...) sejam investigados.... será que é devido a proximidade das eleições...??? olha, é increditável o Brasil ser um país morto, com uma população tola e idiota que se contenta com pão e circo... talvez se tivessemos em nossa história uma guerra como a de secessão americana, com mais de 600 mil baixas, fossemos um povo mais aguerrido!

    Sinceramente, não há futuro no Brasil.

    ResponderExcluir