sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É Tudo Igual

Votar para presidente no Brasil é ideologicamente inútil, pois todos os candidatos dos partidos que possuem alguma expressão representativa não apresentam qualquer diferença substancial entre si. Divergem nas questões econômicas algumas vezes, o que pode nos dar a ilusão de que possuímos oposição e situação, mas não oposições ideológicas e políticas. São todos, invariavelmente, farinha do mesmo saco. Infelizmente, parece que os conceitos de direita e esquerda estão atrelados à condução da economia, e somente dela. Basta salvaguardar o rico dinheirinho e tudo o mais é esquecido, como as leis de liberdade de expressão, de liberdade individual, e de propriedade por exemplo. Nestes assuntos, todos os partidos são rigorosamente iguais, com divergências apenas na maneira com a qual implantarão sua ideologia deturpada e revolucionária.
Nossa corrida eleitoral é como um campeonato de futebol. Imaginem que cada partido é um clube esportivo, e que o brasileirão é o pleito presidencial. Os eleitores correspondem aos torcedores de cada time, que enchem estádios e trocam alfinetadas entre si. Entretanto, este campeonato é diferente. Explico:
O campeonato eleitoral é como um campeonato brasileiro de futebol, no qual participam, por exemplo, somente os times de São Paulo (poderia ser os do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro ou Minas). Ou seja, n as opções apresentadas para os torcedores resumem-se ao futebol paulista, e nada mais. Por mais que uns torçam para o Corinthians e outros para o Palmeiras com paixão e rivalidade (PSDB x PT, por analogia), o resultado final de qualquer vitória ou mesmo empate é o mesmo: a vitória do futebol de São Paulo. Não restam outras opções. São adversários entre si, mas aliados diante de todo o estado.
Na política brasileira, ocorre o mesmo. DEM, PT, PSDB, PMDB, PSOL etc, são adversários de fachada, que divergem num ou outro aspecto, mas que comungam de um objetivo comum: tornar nosso país uma república socialista. E socialismo não pode ser resumido à políticas econômicas, pois abrange todos os aspectos da vida privada. É o Estado todo-poderoso que dita e determina decisões que cabem ao indivíduo, e não ao governo.
Suga o dinheiro dos que trabalham e distribui em bolsas-esmolas àqueles que preferem a vadiagem à labuta, e ainda chama veneremos este roubo como uma grande conquista de nosso governo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Foto de Dilma

Confirmando as projeções feitas desde muito tempo atrás, o Partido dos Trabalhadores oficializou a Ministra Chefe da Casa Civil como sendo pré-candidata daquela agremiação para as próximas eleições presidenciais. Imediatamente, nosso querido presidente deixou claro que a meta do seu governo para este ano era a de elegê-la como sucessora para "os próximos oito anos". A propaganda e o uso da máquina administrativa como instrumentos de flagrante campanha eleitoral já é de muito conhecida. Só não acredita quem não quer. Posso estar enganado, mas isto não seria crime não, a utilização dos canais do governo dando suporte a uma candidata antes mesmo do início da corrida eleitoral? O governo pode fazer isto abertamente? Claro que sim! No Brasil, tudo pode.
Não poderíamos esperar atitude diferente de nosso mandatário maior. Afinal, que tipo de comportamento podemos aceitar deste indivíduo que celebra a ausência de partidos de direita como sendo "a consolidação democrática deste país"? Nada poderia caminhar por outro rumo que não este. E assim, debaixo dos narizes empinados da oposição e dos ditos jornalistas, Lula promove sua candidata, transformando discursos em comícios, tudo dentro de um ambiente de completa apatia e normalidade.
A vitória da ladrazinha é praticamente inevitável. Não que o PT tenha a maioria dos eleitores, mas detém a exclusividade de uma militância devotada e cega, capaz de fazer o impossível pela causa. E assim, será eleita a nossa próxima presidente, para os próximos oito anos. A perpetuação ideológica do poder estará praticamente acertada e numa ilusão democrática estaremos elegendo sempre os mesmos governantes, apenas com nomes diferentes.
Triste mesmo será a cena dos gabinetes dos chefes militares, que hoje ostentam a foto de um sorridente Lula, como que debochando dos generais, coronéis e capitães que estão dentro de seus postos de comando. Amanhã será a vez dela, da Dilma, ter seu retrato sorridente estampado nas paredes dos quartéis, com seu sorriso de triunfo e desprezo. Culpa dos próprios militares, incompetentes mesmo para  instaurar no país um regime ditatorial decente, que pudesse proteger a verdade dos fatos ocorridos naqueles anos e eliminado seus inimigos ao invés de anistiá-los com gordas quantias. Como arremate de tal situação, declaram-se apolíticos e resolvem adotar a estratégia do silêncio (covardia), onde nada falam para se defenderem das injúrias e calúnias impostas pelos reescritores da história, que contam mentiras como se fossem a mais pura verdade.
Evidentemente que hoje não cabe qualquer tipo de reação armada ao atual estado de coisas, mas deveria haver uma reação intelectual dentro dos colégios militares e das escolas de formação das Forças Armadas. Mas não há, porque "o militar é apolítico". Pura balela. Parecem que  se esqueceram de que  patronos do Exército, e heróis da Guerra do Paraguai como o Duque de Caxias e Osório não só eram políticos como eram de partidos oponentes. Estavam, durante grande parte de suas vidas, empenhados em defender suas idéias e convicções. Um no partido conservador, outro no liberal, respectivamente. Nem por isto, entretanto, deixaram cumprir as ordens emanadas pelo Imperador, obedecendo aos princípios de hierarquia e disciplina. 
Ao invés de seguirem estes exemplos, nossos militares criaram uma imagem completamente idealizada destas personagens, elevando-os à condição de homens perfeitos e sem mácula, quando na verdade foram homens normais, sujeitos a erros e acertos, com a diferença de que defendiam seus pontos de vista em ferrenhas discussões políticas. Porém, isto não os impediu de lutarem ombro a ombro sempre que foram acionados.
Se nossas Forças Armadas voltarem-se para o passado, verão que sempre foram politizadas e que isto é necessário para que se tenha pelo menos elementos pensantes dentro das casernas, que se preocupam com os rumos que a nação está tomando. Não podem ficar limitados às questões mirabolantes como "uma superpotência invasora" ou a "missões no exterior", ignorando completamente o cenário de seu próprio país. Não que devam pegar em armas, mas devem estar vigilantes e atentos aos rumos que o país está tomando, quer para o bem, quer para o mal. De nada adianta gritarem e espernearem quando passam para a condição de reserva. Precisam atuar na ativa, mostrando que estão a par das estratégias políticas que um ou outro grupo está tomando, e que não se calarão diante de situações que possam colocar em risco a própria sobrevivência de nossa sociedade.
A foto da Dilma é praticamente inevitável, e seu sorriso será de ironia diante dos chefes militares que lutaram contra seus crimes durante o período dos governos presididos por generais. Seria infinitamente melhor se seu sorriso fosse de preocupação disfarçada.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Incesto: Próxima Meta?

Depois de nos enfiarem goela abaixo que o homossexualismo é algo "normal, natural e desejável", os sabichões da intelectualidade nacional, juntamente com os queridinhos do meio artístico começam lentamente a empurrar-nos uma nova modalidade de "diversidade sexual": o incesto. Explico.
Durante conversas que tenho com amigos e conhecidos, vez por outra acontece de serem comentados fatos que ocorrem com as novelas da nossa (argh!) TV aberta. Geralmente é a ladainha de sempre, com adúlteros ganhando a simpatia do público, casais gays sendo ovacionados, religiosos sendo execrados, empresários malvados e empregados redentores. Entretanto, não pude deixar de dar atenção a uma nova moda que parece ser a nova bandeira de nossos artistas: a relação sexual entre irmãos. 
Pululam histórias de "dois namorados que descobrem que são irmãos" e aí a pergunta maliciosa "mas o amor que eles sentem não muda, então que mal há"? E é neste momento que temos a intersecção entre a idéia de homossexualismo e incesto. Pois em ambos, o amor não só é existente como desejável. Irmãos devem amar um ao outro, assim como pessoas de mesmo sexo. A diferença que torna alguém incestuoso ou homossexual é o desejo sexual. Nada mais. A questão não é sobre amor, mas de desejo, puramente, de se fazer sexo com o irmão/ã ou com alguém do mesmo sexo.
Lentamente, conforme foi feito com a questão homossexual, está sendo colocado como algo "normal", que "acontece", um comportamento que é completamente condenável pela nossa cultura. Mas sempre tem um  desinformante que prefere dizer o que é certo e o que é errado, quando estes conceitos só podem ser considerados quando inseridos dentro dos costumes de determinada sociedade. E neste caso, ambos, homossexualismo e incesto, são considerados condutas anormais pela cultura dominante na população. O que eles fazem então: alteram os costumes para "remover o preconceito da sociedade". Mas se uma sociedade tem um determinado preconceito, logo, não é um preconceito, apenas o pensamento do grupo. O papel dos desconstrutores de consciência é justamente este, o de revolucionar a cultura, implodindo valores milenares e construindo algo novo sobre seus escombros, como fez Mao na China, Fidel em Cuba, Lênin na Rússia, Robespierre na França. O resultado, a história conta por si mesmo.
Assim, sem percebermos, nossos comportamentos mudam e nosso parâmetro de julgamento também. Afinal, não precisamos mais pensar, pois já temos as respostas prontas a todas as perguntas. Sexo entre irmãos pode gerar filhos defeituosos? Seus problemas se acabaram, basta usar a camisinha! (que o governo ainda distribui de graça).
Não me surpreenderá se, dentro em breve, novelas começarem a mostrar a atração sexual entre adultos e crianças como sendo demonstração de amor apenas, que também "acontecem" e que devem ser consideradas "normais". Será a normalização da pedofilia, com cenas tocantes do último capítulo e aparições de "casais" no Domingão do Faustão.
Afinal, é preciso "remover o preconceito da sociedade como um todo para contruirmos um mudo melhor".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Doce Ilusão do Carnaval

A festa popular terminada nesta última terça-feira transformou-se num verdadeiro ópio do povo. É a reedição da política do pão e circo, onde o pão é dado pelos bolsas-esmolas do governo e o circo tem o seu ápice na festa pagã do carnaval. Isto sem contar os inúmeros carnavais fora de época que se espraiam pelo país, anestesiando ainda mais a população.
Quem procurou os portais de informações da internet e os jornais televisivos ou não, bateu-se frontalmente com a manchete mais importante de todas: qual escola será a campeã este ano? Qual bloco os baianos mais gostaram? Quais personalidades estavam presentes nos camarotes VIPs? Quantas bocas o folião/foliã conseguiu beijar naquela noite?
Parece que o mundo para nestes dias, e nada mais interessa a não ser as notícias carnavalescas, com comentários de inúmeros especialistas no tema. Esquecem-se os escândalos governamentais, a demissão do gen Santa Rosa, as loucuras do governo do Irã, enfim, todos ficamos presos ao monopólio de notícias sobre "o maior espetáculo do mundo". Não me surpreenderia se o apedeuta-mor dissesse ao final da festa  que "nuca antes na história deste país o carnaval foi tão festejado, coisa que o governo anterior não conseguiu fazer" sem, claro, estar com Dilma Roussef a tira-colo.
Não que eu seja contra o carnaval. Simplesmente hoje não temos mais um carnaval como era antes. A questão é sabermos no que ele se transformou especialmente nos últimos 20, 30 anos. Deixou de ser uma festa popular onde as pessoas vão brincar e se divertir para se transformar numa verdadeira vitrine das "conquistas" revolucionárias (feministas, gayzistas, ambientalistas) dos últimos tempos. Quando um repórter pergunta a um folião quantas bocas a criatura beijou nas últimas 3, 4 horas e o vivente responte "10 ou 20", estamos diante da total banalização das relações afetivas entre os seres humanos. Evidentemente que eu não tenho nada que me meter se o cidadão achou a boca dele no lixo. O que incomoda é o fato  desta atitude não só ser encarada com normalidade, mas incentivado. Como que se fosse necessário para se divertir no carnaval, a criatura "pegar" o maior número possível de gente. Soma-se a isto, o apoio governamental ao se distribuir gratuitamente preservativos com a desculpa bem pensada de se evitar as DST, quando na verdade querem evitar dar à população o senso de responsabilidade pelos seus atos. Acaba que a relação sexual torna-se algo banal, corriqueiro, que não necessita de qualquer intimidade entre os atores. Distribuindo camisinhas, o governo dá a clara mensagem de "não se preocupem com as consequências de seus atos, estamos aqui para que vocês apenas relaxem e gozem".
Como se não bastasse, temos a erotização precoce de crianças que desfilam como rainhas de bateria e em fantasias que, mesmo encobrindo, suscitam desejos ocultos de pedófilos que se afloram neste período. Não podemos esquecer dos homossexuais, que têm neste período de festa a redenção total de suas atitudes, pois mesmo demonstrações explícitas de relação sexual não podem ser vistas como ofensivas por conta de que "no carnaval, tudo pode".
Desta maneira, em doses homeopáticas e precisas, nosso senso de responsabilidade está sendo atrofiado pela ilusão de liberdade que pensamos ter. Progressivamente, valores são substituídos e novos são colocados e impostos por uma minoria, diante de uma maioria anestesiada e atônita. Pensam ter conquistado inúmeras liberdades, quando na verdade vivem dentro de uma redoma que os torna zumbis autômatos, que não reagem a nada, a não ser ao toque da campainha, como cães de Pavlov. Com samba no pé, é claro.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carneando Ovelha


Quando eu era criança lembro de uma cena que até hoje está estampada em minha mente: meu pai carneando uma ovelha na fazenda de meu falecido tio-avô. Pode parecer algo até violento para aqueles que nunca viram tal atividade, mas a mim  interessava  que, dentro de poucos instantes, aquele animal serveria para o churrasco, e sua pele daria um bom pelego para as noites de inverno. Mas as coisas não eram tão fáceis. O bicho demorou a morrer, talvez porque eu e meu irmão estivéssemos com pena do animal. Lembro que meu pai chegou a nós dizendo: Não tenham pena do bichinho, senão ele demora mais a morrer. E assim foi
Lembro, também, que enquanto a vítima agonizava, o rebanho todo olhava atônito ao acontecimento, sem qualquer tipo de reação, como que entendendo que este era o destino que lhes aguardava. Não houve reação, ou luta para tentar salvar seu semelhante daquele acontecimento. E enquanto meu futuro jantar estava pendurada atada pelos posteriores, o talho na garganta e o sangue correndo pelo chão, aquela espécie de "adeus" continuou, até o momento em que meu pai e o capataz da fazenda a tiraram de lá para que fosse preparada para o churrasco. Somente os cães estavam sedentos por aquele petisco, mostrando total alegria e êxtase nos seus olhos.
Pois não é que hoje em dia eu vejo exatamente a mesma cena repetida quase todos os dias? A ovelha sendo carneada, os cães sedentos de sangue, e o rebanho observando atônito a sua lenta agonia. O enredo é o mesmo, só alteraram as personagens. Ao invés de ovelhas, temos pessoas de bem, que lutam pela sua liberdade de expressão e opinião. Ao invés de cães, militantes esquerdistas e revolucionários que se deliciam com o sangue fresco sendo derramado pela vítima. Foi o que aconteceu com o gen Santa Rosa. Foi carneado pelo presidente e seu ministro da defesa. E os seus companheiros de fardas ficaram lá, olhando com pena o triste fim de um de seus semelhantes, mas nada fazem. Do outro lado, os cães da esquerda estão sedentos pelas vítimas que fazem. Pulam de alegrias a cada vitória conquistada, pois sabem que seus opositores nada fazem além de ficarem submissos à vontade dos carrascos que cada vez mais eliminam aqueles que ousam contrariá-los. 
Enquanto aqueles que deveriam erguer a voz contra os desmandos totalitários da corja que governa o país ficam com pena de terem perdido mais um de seus aliados e nada fazem a respeito, os cães se preparam para se deliciarem com o sabor da carne da presa morta, esperando pela escolha da próxima vítima.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Monopólio do Pensamento

O direito à livre expressão e manifestação parece ser monopólio de determinados setores e grupos que detém apoio incondicional de nossos meios de comunicação e da intelectualidade. Este fenômeno é notado diariamente, quando nos deparamos com inúmeros grupos dos chamados "excluídos" que utilizam-se de manifestações das mais variadas, contando sempre com a benevolência de nossos formadores de opinião.
Evidentemente que no regime dito democrático no qual estamos inseridos, a liberdade de manisfestação, opinião e expressão é direito fundamental para que seja exercido de maneira salutar a atividade democrática em si. Sendo assim, não posso ir de encontro àqueles que exercem este direito. Entretanto, este direito parece pertencer apenas aos grupos que exigem as chamadas conquistas sociais e o apoio benevolente do Estado. Parece que somente as minorias podem ter razão em realizar seus protestos. Quando outros, contrários às suas reivindicações ou mesmo suas conquistas, resolvem protestar, estes são automaticamente excluídos do debate "democrático" e execrados pela massa da imprensa, que não tarda em chamar estas pessoas de extremistas, facistas e direitistas, como se o fato de um cidadão ter uma opinião política a direita fosse crime do mais hediondo.
Tal situação pode ser observada recentemente em dois movimentos ocorridos em dois países distintos, Brasil e EUA. No primeiro, um beijaço gay em apoio ao nefasto Programa Nacional dos Direitos Humanos  (PNDH) e, no segundo, os Tea Parties, onde a população norte-americana luta pela não-intervensão estatal na sua vida privada. E vejam o que aconteceu: para o beijaço gay foi dado o rótulo de legítima manifestação do multiculturalismo e tolerância que impera aqui em Pindorama. Enquanto afirmavam que tal atitude dos gayzista era o supra-sumo da liberdade de expressão, jornalistas de jornais como O Estadão e Folha de São Paulo, fizeram de todo o possível para deslegitimizar a manifestação dos cidadãos dos EUA que protestam, há muitos meses aliás, contra o excessivo controle estatal sobre suas vidas privadas, o que naturalmente os fazem ser contrários às políticas adotadas pelo presidente Obama. 
Imagino o que ocorreria se houvessem no Brasil, manifestações públicas de repúdio ao PNDH. Se os grupos conservadores do país se organizassem em passeatas e carreatas mostrando sua indignação contra este projeto, maléfico desde que foi concebido. Seriam taxados, imediatamente, de extremistas, radicais, facistas, direitistas, enfim, toda a sorte de adjetivos que não condizem à verdade, especialmente porque ser de direita, até onde vai meu conhecimento legal, não constitui crime, e portanto não pode ser tratado como tal. 
Para se protestar hoje em dia, é necessário que se esteja alinhado com as aspirações do movimento revolucionário, consonante com a agenda das esquerdas. Caso contrário, seus pleitos são sumariamente ignorados pelas órgãos formadores de opinião, como se não tivessem direito de manifestar suas reivindicações. 
Mais do que o domínio total de todos os órgãos governamentais e daqueles formadores de opinião, as esquerdas querem (e já tem) o monopólio do pensamento. É, na verdade, um regime totalitário que nos abraça com as benfeitorias e caridade estatal, deixando-nos cegos diante das progressivas amarras e grilhões que nos são impostos. E ainda achamos tudo isto a melhor coisa do mundo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Porque Não Voto

Sinceramente, eu gostaria de votar nas eleições. Infelizmente, não o faço por não ter, a meu ver, absolutamente nenhum político ou candidato que represente meus anseios, meus ideais, enfim, que me represente. Desta maneira, fico refém do mais do mesmo, sem ter para onde correr. É por este motivo que, desde que tirei o obrigatório título de eleitor, justifico minha ausência às urnas, pois não admito que o direito ao voto tenha se transformado em obrigação. Aliás, muitos direitos não são mais direitos, mas obrigações, e vice-versa. Assim, fica por demais complicado escolher um governante, um deputado, um  vereador. Evidente que a podridão da vida política brasileira impele cada vez mais a minha ausência eleitoral, mas a falta de um representante digno de ter este encargo é o que me afasta da obrigação de escolha. Se não pudesse justificar o voto, votaria invariavelmente nulo. 
Muitos devem achar que tenho uma posição radical, ou reacionária, mas não. Não defendo regimes extremistas, quer à esquerda, quer à direita. O que defendo é a liberdade de pensamento, e a igualdade de condições à pessoa humana em todos os níveis, sem que as minorias "excluídas" se tornem envoltas em um manto sagrado de proteção absolutamente incompreensível. Mas antes da igualdade universal, acredito que tenha que haver a justiça. Afinal, não posso dar condições iguais a desiguais. Se um cidadão trabalha duro para obter o pão de cada dia, porque têm que ser dadas condições iguais para aquele que se limita à vagabundagem? Porque tenho que ceder a propriedade privada de homens e mulheres que adquiriram seus bens ao longo do tempo, com o sacrifício de gerações, em benefício de militantes sem terra que nada fazem além de promover a desordem e a ilegalidade?
Acredito que o homem tem que evoluir pelos seus méritos, pelo suor do seu trabalho, e não pela benevolência estatal. Não quero que o dinheiro que eu pago em impostos seja revertido para programas de "inclusão social", onde são beneficiadas pessoas que não trabalham que vivem da esmola estatal, paga ao custo do meu trabalho, do meu suor. Não deveriam estas pessoas, ao invés de reclamarem, buscarem maneiras de ganhar o seu dinheiro? Não deveriam estas pessoas exigir do governo, políticas públicas que valorizem a iniciativa privada para que esta crie os empregos tão necessários ao país? Mas não, estes pobres cidadãos já foram conquistados pelos "bolsa-qualquer-coisa" da vida, e são exemplos vivos da moderna releitura do voto de cabresto, dos novos currais eleitorais.
Desta maneira, que representante tenho eu na política? Acredito que as minorias, como os homossexuais, devam ser respeitadas como cidadãos, e não como uma classe dotada de regalias legais para imporem suas opiniões sobre a maioria. Evidente que neste caso particular, não posso dar-lhes todos os direitos que a maioria da população tem, pois se trata de um grupo que, evidentemente, não é igual à imensa maioria. Como posso dar a estas pessoas o direito a criarem e terem filhos se sua conduta é, acima de tudo, antinatural? Agora, posso dar-lhes o direito a deixarem herança a seu/sua companheira, pois isto é algo que independe da motivação que leva uma pessoa a ficar com outra. Da mesma maneira, não posso aceitar o casamento entre pessoas de mesmo sexo, pois, por definição, o casamento ocorre entre um homem e uma mulher. Dirão alguns que a homossexualidade advém da herança genética, outros dirão que sua causa é comportamental, gerada pelo ambiente. Em ambos os casos, entretanto, trata-se de uma situação diferente, e antinatural. Mas o que acontece? A revelia da opinião popular, cada vez mais este grupo em particular angaria direitos e proteções de tal modo que suas condutas não podem ser criticadas. Confunde-se, liberdade de opinião com preconceito. Creio que a conduta homossexual é errada e antinatural, mas jamais deixaria de ajudar alguém com esta conduta, como também jamais iria praticar qualquer ato de violência contra qualquer pessoa que seja gay. Agora, não me obriguem a aceitar suas imposições, pois isto fere o meu sagrado direito à liberdade de opinião. Da mesma forma, não me obriguem a ir a uma missa ou culto onde tenham homossexuais, pois para o cristianismo, esta conduta é condenável, e ponto final.
Não posso ser representado porque, acredito ser a riqueza de cada indivíduo a responsável pela riqueza de uma nação. Não aceito que o Estado intervenha na economia, e mesmo na educação. É preciso que as relações de trabalho sejam discutidas diretamente entre empregador e empregado. Nossa lei trabalhista obriga ao empregador uma série de medidas que deveriam ser do empregado, como o fundo de garantia e a contribuição previdenciária. Ora, a partir do momento em que alguém está empregado, tem que partir do princípio que precisa criar uma poupança, um fundo de emergência que garanta seu futuro caso seja demitido. Não é papel do empregador cuidar do futuro de seu empregado. Seu papel é o de pagá-lo em dia, de maneira justa, pela produção daquele. Se as amarras trabalhistas fossem desfeitas, teríamos mais empregos, melhores salários e produtos a preços mais competitivos, pois não seria obrigado ao empresário e seu trabalhador, a pesada carga tributária e social que é imposta pelo governo, que cada vez mais aumenta sua folha de pagamento com mais e mais cargos dentro da paquidérmica administração pública.
Sou da opinião de que os direitos humanos devam ser para as vítimas de crimes, e não para seus autores. E de nada adianta virem com o papinho de que "a sociedade malvada é culpada pela ascensão da criminalidade". Fosse assim, todo o favelado, o pobre, seria assaltante, sequestrador. O crime surge da falta de caráter do ser humano, de sua insistência em ganhar as coisas não pelo seu mérito, mas de sua "malandragem". Um estuprador, um homicida, um sequestrador tem que ser preso e tratado à pão-de-ló na cadeia. Por quê? Eles tinham escolha antes de cometerem o crime. Se o fizeram, foi por livre e espontânea vontade. Que arque com as consequências, e não sejam tratados como vítimas, enquanto as verdadeiras vítimas são cada vez mais colocadas à margem dos "direitos".
Infelizmente, não há partido ou candidato que consiga representar um décimo daquilo que, acredito, seja necessário para o desenvolvimento nacional. Todos se curvam diante do assistencialismo e da participação estatal na vida privada das pessoas. Criam ministérios, secretarias, diretrizes e leis que amarram a liberdade dos indivíduos, obrigando-nos a permanecer envoltos em grilhões, sem notarmos. dão super-direitos às minorias, deturpam o significado do que vem a ser direitos humanos. São mais do mesmo, apenas transfigurados em embalagens lights. Mas o conteúdo, a cerne em si, é a mesma. 
Afinal, como disse o apedeuta-mor da nação, não há direita nas próximas eleições. E isto, segundo o molusco, é a prova definitiva da democracia brasileira. Que bela democracia!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Gays nas Forças Armadas

E novamente ressurge das cinzas a velha discussão sobre a inclusão de homossexuais nas Forças Armadas. Claro que dentro dos quartéis sempre existiu, existe e existirá a presença de gays, e isto não é segredo. O que acontece é que, devido à reprovação da conduta homossexual dentro da caserna, as atitudes gays destas pessoas ficam restritas a seu ambiente privado, não influenciando seu desempenho dentro do meio militar. Entretanto, se houvesse uma liberalização generalizada, sérios problemas ocorreriam, pois um militar com atitudes e trejeitos "de alto teor viadônico", certamente seria ridicularizado por seus comandados, independente de sua competência profissional. Isto deve-se ao fato de que as Forças Armadas são instituições das mais democráticas do Brasil, e são as representantes mais fidedignas dos aspectos culturais de nossa população (e isto incomoda muita gente).
Desta maneira, fica evidente aquilo que inúmeras pesquisas comprovam e que o beaultiful people tenta esconder a todo custo: a população brasileira não classifica como normal a conduta homossexual. Por mais que novelas sejam feitas e exemplos históricos sejam dados, esta é a opinião geral. E vejam como são as coisas. Opiniões são, sumariamente, transformadas em atitudes preconceituosas. É o que fica comprovado ao se ler a reportagem do portal G1, que trata da opinião do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, ao afirmar que a tropa não obedeceria um chefe gay, o que de fato é verdade. Nota-se que o Oficial-General refere-se a um comandante que tenha atitudes e trejeitos gays, e ele está certo. É opinião consolidada não só no meio militar, mas no próprio seio da população.
É importante salientar que existe um abismo de diferença entre opinião e preconceito. Eu acho a conduta homossexual condenável, antinatural e errada. Esta é a minha opinião. Mas jamais mataria um gay pelo simples fato desta pessoa ser gay, o que caracterizaria o preconceito. A questão é cultural, e está enraizada na nossa formação ocidental, de origem judaico-cristã, e que tanto tem sido atacada para ser destruída, a fim de que as minorias tenham direitos infinitamente superiores à maioria. Atualmente, ser gay é praticamente um status de poder, pois a conduta homossexual não pode sequer ser criticada (caso o faça, você é automaticamente um nazista preconceituoso)
Na defesa de gays nas Forças Armadas, o ex-sargento do Exército, Fernando de Alcântara Figueiredo, invoca exemplos históricos para afirmar que exércitos formados por líderes gays obtiveram grande sucesso ao longo da história, citando o caso de Alexandre, o Grande, que expandiu a cultura helênica desde o Egeu até as terras onde hoje fica a Índia. O fato é verdade, mas não pode servir de parâmetro para que nossas Forças Armadas admitam gays assumidos em suas fileiras. Basta lembrarmos que, na Grécia Antiga, o homossexualismo era tido como algo normal e desejável, bem como o era a pedofilia, pois tais práticas sexuais sempre andaram de mãos dadas naquele tempo. Ardilosamente, o sr Fernando oculta este fato, procurando dar credibilidade às suas afirmações. Pelo seu raciocínio, deveríamos, então, além de admitirmos gays em nossas Forças Armadas, retornar à escravidão, e transformar as mulheres em meras reprodutoras. Afinal, é assim que se fazia na Grécia Antiga.
Por fim, a reportagem traz exemplos de países onde a liberalização de militares gays já é aceita, deixando entender que, se deu certo em outros países, porque não no nosso? Tal situação demonstra as progressivas vitórias que o movimento gay internacional vem alcançando, mudando leis a seu bel prazer, e transformando a cultura e a tradição da maioria da população em condutas erradas, numa demonstração clara de inversão democrática. A minoria começa a ter mais voz e apelo que a maioria, com o argumento de que "deve-se tirar o preconceito da população". Impõe suas condutas e suas novas tradições como verdades eternas, destruindo desta maneira os pilares que sempre sustentaram qualquer civilização que se presta: religião e família.
Distorcendo os fatos e argumentos, e transformando opinião em preconceito, o movimento revolucionário, particularmente seu braço gay, ganha cada vez mais força, mesmo indo de encontro aos anseios da maioria. Criam-se minorias dotadas de superdireitos, acima mesmo do bem, do mal e da própria religião. Afinal, os escritos bíblicos sempre condenaram o homossexualismo e, ao que me consta, não possuímos seguidores  da antiga religião politeísta grega entre nossa população, que é maciçamente cristã. Mas parece que os gays estão acima mesmo do próprio Deus. 
A questão central não é se gays devem ou não serem admitidos nas Forças Armadas. A questão é até quando deixaremos que destruam o legado que nos foi deixado a mais de dois milênios, por um Cristo que, na Cruz, nos redimiu de nossos pecados. O homossexualismo é apenas uma faceta de algo ainda mais dantesco e obscuro, que vem progressivamente nos envolvendo e contaminando, como o cupim que corrói uma árvore aparentemente sadia. Quando nos dermos conta, será tarde demais, por já teremos perdido nossa identidade, nossa marca cultural, e nos veremos imersos em uma sinistra Nova Era.