sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É Tudo Igual

Votar para presidente no Brasil é ideologicamente inútil, pois todos os candidatos dos partidos que possuem alguma expressão representativa não apresentam qualquer diferença substancial entre si. Divergem nas questões econômicas algumas vezes, o que pode nos dar a ilusão de que possuímos oposição e situação, mas não oposições ideológicas e políticas. São todos, invariavelmente, farinha do mesmo saco. Infelizmente, parece que os conceitos de direita e esquerda estão atrelados à condução da economia, e somente dela. Basta salvaguardar o rico dinheirinho e tudo o mais é esquecido, como as leis de liberdade de expressão, de liberdade individual, e de propriedade por exemplo. Nestes assuntos, todos os partidos são rigorosamente iguais, com divergências apenas na maneira com a qual implantarão sua ideologia deturpada e revolucionária.
Nossa corrida eleitoral é como um campeonato de futebol. Imaginem que cada partido é um clube esportivo, e que o brasileirão é o pleito presidencial. Os eleitores correspondem aos torcedores de cada time, que enchem estádios e trocam alfinetadas entre si. Entretanto, este campeonato é diferente. Explico:
O campeonato eleitoral é como um campeonato brasileiro de futebol, no qual participam, por exemplo, somente os times de São Paulo (poderia ser os do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro ou Minas). Ou seja, n as opções apresentadas para os torcedores resumem-se ao futebol paulista, e nada mais. Por mais que uns torçam para o Corinthians e outros para o Palmeiras com paixão e rivalidade (PSDB x PT, por analogia), o resultado final de qualquer vitória ou mesmo empate é o mesmo: a vitória do futebol de São Paulo. Não restam outras opções. São adversários entre si, mas aliados diante de todo o estado.
Na política brasileira, ocorre o mesmo. DEM, PT, PSDB, PMDB, PSOL etc, são adversários de fachada, que divergem num ou outro aspecto, mas que comungam de um objetivo comum: tornar nosso país uma república socialista. E socialismo não pode ser resumido à políticas econômicas, pois abrange todos os aspectos da vida privada. É o Estado todo-poderoso que dita e determina decisões que cabem ao indivíduo, e não ao governo.
Suga o dinheiro dos que trabalham e distribui em bolsas-esmolas àqueles que preferem a vadiagem à labuta, e ainda chama veneremos este roubo como uma grande conquista de nosso governo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário