quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Monopólio do Pensamento

O direito à livre expressão e manifestação parece ser monopólio de determinados setores e grupos que detém apoio incondicional de nossos meios de comunicação e da intelectualidade. Este fenômeno é notado diariamente, quando nos deparamos com inúmeros grupos dos chamados "excluídos" que utilizam-se de manifestações das mais variadas, contando sempre com a benevolência de nossos formadores de opinião.
Evidentemente que no regime dito democrático no qual estamos inseridos, a liberdade de manisfestação, opinião e expressão é direito fundamental para que seja exercido de maneira salutar a atividade democrática em si. Sendo assim, não posso ir de encontro àqueles que exercem este direito. Entretanto, este direito parece pertencer apenas aos grupos que exigem as chamadas conquistas sociais e o apoio benevolente do Estado. Parece que somente as minorias podem ter razão em realizar seus protestos. Quando outros, contrários às suas reivindicações ou mesmo suas conquistas, resolvem protestar, estes são automaticamente excluídos do debate "democrático" e execrados pela massa da imprensa, que não tarda em chamar estas pessoas de extremistas, facistas e direitistas, como se o fato de um cidadão ter uma opinião política a direita fosse crime do mais hediondo.
Tal situação pode ser observada recentemente em dois movimentos ocorridos em dois países distintos, Brasil e EUA. No primeiro, um beijaço gay em apoio ao nefasto Programa Nacional dos Direitos Humanos  (PNDH) e, no segundo, os Tea Parties, onde a população norte-americana luta pela não-intervensão estatal na sua vida privada. E vejam o que aconteceu: para o beijaço gay foi dado o rótulo de legítima manifestação do multiculturalismo e tolerância que impera aqui em Pindorama. Enquanto afirmavam que tal atitude dos gayzista era o supra-sumo da liberdade de expressão, jornalistas de jornais como O Estadão e Folha de São Paulo, fizeram de todo o possível para deslegitimizar a manifestação dos cidadãos dos EUA que protestam, há muitos meses aliás, contra o excessivo controle estatal sobre suas vidas privadas, o que naturalmente os fazem ser contrários às políticas adotadas pelo presidente Obama. 
Imagino o que ocorreria se houvessem no Brasil, manifestações públicas de repúdio ao PNDH. Se os grupos conservadores do país se organizassem em passeatas e carreatas mostrando sua indignação contra este projeto, maléfico desde que foi concebido. Seriam taxados, imediatamente, de extremistas, radicais, facistas, direitistas, enfim, toda a sorte de adjetivos que não condizem à verdade, especialmente porque ser de direita, até onde vai meu conhecimento legal, não constitui crime, e portanto não pode ser tratado como tal. 
Para se protestar hoje em dia, é necessário que se esteja alinhado com as aspirações do movimento revolucionário, consonante com a agenda das esquerdas. Caso contrário, seus pleitos são sumariamente ignorados pelas órgãos formadores de opinião, como se não tivessem direito de manifestar suas reivindicações. 
Mais do que o domínio total de todos os órgãos governamentais e daqueles formadores de opinião, as esquerdas querem (e já tem) o monopólio do pensamento. É, na verdade, um regime totalitário que nos abraça com as benfeitorias e caridade estatal, deixando-nos cegos diante das progressivas amarras e grilhões que nos são impostos. E ainda achamos tudo isto a melhor coisa do mundo.

Um comentário:

  1. E complemento: Os gays se acham no direito de arrogarem para si uma pretensa moralidade. Agora, apoiados com o PNDH-3, provavelmente a perseguição mudará de lado, nós que lutamos pela moralidade seremos perseguidos pela máquina do Estado, nessa horrenda estratégia marxista.

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