segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Porque Não Voto

Sinceramente, eu gostaria de votar nas eleições. Infelizmente, não o faço por não ter, a meu ver, absolutamente nenhum político ou candidato que represente meus anseios, meus ideais, enfim, que me represente. Desta maneira, fico refém do mais do mesmo, sem ter para onde correr. É por este motivo que, desde que tirei o obrigatório título de eleitor, justifico minha ausência às urnas, pois não admito que o direito ao voto tenha se transformado em obrigação. Aliás, muitos direitos não são mais direitos, mas obrigações, e vice-versa. Assim, fica por demais complicado escolher um governante, um deputado, um  vereador. Evidente que a podridão da vida política brasileira impele cada vez mais a minha ausência eleitoral, mas a falta de um representante digno de ter este encargo é o que me afasta da obrigação de escolha. Se não pudesse justificar o voto, votaria invariavelmente nulo. 
Muitos devem achar que tenho uma posição radical, ou reacionária, mas não. Não defendo regimes extremistas, quer à esquerda, quer à direita. O que defendo é a liberdade de pensamento, e a igualdade de condições à pessoa humana em todos os níveis, sem que as minorias "excluídas" se tornem envoltas em um manto sagrado de proteção absolutamente incompreensível. Mas antes da igualdade universal, acredito que tenha que haver a justiça. Afinal, não posso dar condições iguais a desiguais. Se um cidadão trabalha duro para obter o pão de cada dia, porque têm que ser dadas condições iguais para aquele que se limita à vagabundagem? Porque tenho que ceder a propriedade privada de homens e mulheres que adquiriram seus bens ao longo do tempo, com o sacrifício de gerações, em benefício de militantes sem terra que nada fazem além de promover a desordem e a ilegalidade?
Acredito que o homem tem que evoluir pelos seus méritos, pelo suor do seu trabalho, e não pela benevolência estatal. Não quero que o dinheiro que eu pago em impostos seja revertido para programas de "inclusão social", onde são beneficiadas pessoas que não trabalham que vivem da esmola estatal, paga ao custo do meu trabalho, do meu suor. Não deveriam estas pessoas, ao invés de reclamarem, buscarem maneiras de ganhar o seu dinheiro? Não deveriam estas pessoas exigir do governo, políticas públicas que valorizem a iniciativa privada para que esta crie os empregos tão necessários ao país? Mas não, estes pobres cidadãos já foram conquistados pelos "bolsa-qualquer-coisa" da vida, e são exemplos vivos da moderna releitura do voto de cabresto, dos novos currais eleitorais.
Desta maneira, que representante tenho eu na política? Acredito que as minorias, como os homossexuais, devam ser respeitadas como cidadãos, e não como uma classe dotada de regalias legais para imporem suas opiniões sobre a maioria. Evidente que neste caso particular, não posso dar-lhes todos os direitos que a maioria da população tem, pois se trata de um grupo que, evidentemente, não é igual à imensa maioria. Como posso dar a estas pessoas o direito a criarem e terem filhos se sua conduta é, acima de tudo, antinatural? Agora, posso dar-lhes o direito a deixarem herança a seu/sua companheira, pois isto é algo que independe da motivação que leva uma pessoa a ficar com outra. Da mesma maneira, não posso aceitar o casamento entre pessoas de mesmo sexo, pois, por definição, o casamento ocorre entre um homem e uma mulher. Dirão alguns que a homossexualidade advém da herança genética, outros dirão que sua causa é comportamental, gerada pelo ambiente. Em ambos os casos, entretanto, trata-se de uma situação diferente, e antinatural. Mas o que acontece? A revelia da opinião popular, cada vez mais este grupo em particular angaria direitos e proteções de tal modo que suas condutas não podem ser criticadas. Confunde-se, liberdade de opinião com preconceito. Creio que a conduta homossexual é errada e antinatural, mas jamais deixaria de ajudar alguém com esta conduta, como também jamais iria praticar qualquer ato de violência contra qualquer pessoa que seja gay. Agora, não me obriguem a aceitar suas imposições, pois isto fere o meu sagrado direito à liberdade de opinião. Da mesma forma, não me obriguem a ir a uma missa ou culto onde tenham homossexuais, pois para o cristianismo, esta conduta é condenável, e ponto final.
Não posso ser representado porque, acredito ser a riqueza de cada indivíduo a responsável pela riqueza de uma nação. Não aceito que o Estado intervenha na economia, e mesmo na educação. É preciso que as relações de trabalho sejam discutidas diretamente entre empregador e empregado. Nossa lei trabalhista obriga ao empregador uma série de medidas que deveriam ser do empregado, como o fundo de garantia e a contribuição previdenciária. Ora, a partir do momento em que alguém está empregado, tem que partir do princípio que precisa criar uma poupança, um fundo de emergência que garanta seu futuro caso seja demitido. Não é papel do empregador cuidar do futuro de seu empregado. Seu papel é o de pagá-lo em dia, de maneira justa, pela produção daquele. Se as amarras trabalhistas fossem desfeitas, teríamos mais empregos, melhores salários e produtos a preços mais competitivos, pois não seria obrigado ao empresário e seu trabalhador, a pesada carga tributária e social que é imposta pelo governo, que cada vez mais aumenta sua folha de pagamento com mais e mais cargos dentro da paquidérmica administração pública.
Sou da opinião de que os direitos humanos devam ser para as vítimas de crimes, e não para seus autores. E de nada adianta virem com o papinho de que "a sociedade malvada é culpada pela ascensão da criminalidade". Fosse assim, todo o favelado, o pobre, seria assaltante, sequestrador. O crime surge da falta de caráter do ser humano, de sua insistência em ganhar as coisas não pelo seu mérito, mas de sua "malandragem". Um estuprador, um homicida, um sequestrador tem que ser preso e tratado à pão-de-ló na cadeia. Por quê? Eles tinham escolha antes de cometerem o crime. Se o fizeram, foi por livre e espontânea vontade. Que arque com as consequências, e não sejam tratados como vítimas, enquanto as verdadeiras vítimas são cada vez mais colocadas à margem dos "direitos".
Infelizmente, não há partido ou candidato que consiga representar um décimo daquilo que, acredito, seja necessário para o desenvolvimento nacional. Todos se curvam diante do assistencialismo e da participação estatal na vida privada das pessoas. Criam ministérios, secretarias, diretrizes e leis que amarram a liberdade dos indivíduos, obrigando-nos a permanecer envoltos em grilhões, sem notarmos. dão super-direitos às minorias, deturpam o significado do que vem a ser direitos humanos. São mais do mesmo, apenas transfigurados em embalagens lights. Mas o conteúdo, a cerne em si, é a mesma. 
Afinal, como disse o apedeuta-mor da nação, não há direita nas próximas eleições. E isto, segundo o molusco, é a prova definitiva da democracia brasileira. Que bela democracia!

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