quinta-feira, 11 de março de 2010

Os Incriticáveis

Imagine que neste momento caro leitor, você esteja em uma Igreja, Templo, Sinagoga ou Mesquita. Imagine agora que, ao receber os ensinamentos inerentes à religião de sua preferência (ou mesmo na santidade de seu lar), você as toma como verdades espirituais, encarnadas nas escrituras litúrgicas de cada uma delas. Você, se religioso, lutará para que suas crenças sejam respeitadas.
Agora imagine a situação de estar a frente da televisão, lendo um jornal, ouvindo rádio ou navegando pela web em busca de entretenimento ou das notícias ao redor do mundo. De repente, uma cena da novela ou um artigo jornalístico começa a criticar a sua religião. Começa a dizer que os cristãos, especialmente os católicos, foram assassinos inquisitores responsáveis pelos mais hediondos crimes. Que os evangélicos são um bando de alienados e que em algumas igrejas seus fiéis entregam suas riquezas para um pastor que pratica a lavagem cerebral de seu rebanho. Que os rabinos judeus ensinam a arte da usura e do lucro. Ou que o islamismo prega sobretudo a violência, o terrorismo, e a poligamia. Imaginou a situação? Então fica a pergunta no ar: Não seriam estes artigos, novelas, notícias, seja lá o que for preconceito?  Se sim ou não, o fato é que ninguém é silenciado por emitir tais palavras. Nenhum autor de novelas, jornalista, apresentador, músico ou escritor jamais foi repreendido ou censurado por expressar tais pensamentos. É o direito à liberdade de expressão.
O que parece que ninguém vê (ou finge que não vê) é que existem pessoas que emitem suas opiniões acerca de determinado assunto e são sumariamente silenciadas pela tropa de choque dos militantes de esquerda e de ONGs das mais diversas. Suas opiniões caem exatamente no exemplo daqueles que criticam uma igreja, uma entidade, mesmo um governante. Mas com uma diferença: mexeram com a viadagem! E não tem coisa que perturbe mais os machões censores de plantão do que a viadagem. Exemplos não faltam. Em  reportagem do portal G1, o  Senado aprovou a indicação do general Raymundo Nonato Cerqueira Filho para o Superior Tribunal Militar (STM). Este Oficial-General havia criticado a presença de homossexuais nas Forças Armadas, argumentando que um gay não teria o mesmo respeito da tropa. Se é verdade ou não, é questão que não interessa. O fato é que, por uma opinião o general foi tachado de... advinhem... preconceituoso. Vejam que ninguém falou nada em defesa deste militar e sobretudo cidadão em poder expressar a sua opinião. Parece que a liberdade de expressão que tantos falaram que fora roubada pelo regime militar ainda não retornou mesmo depois de mais de duas décadas de Estado Democrático
Um gay, se tiver sua conduta criticada por qualquer cidadão heterossexual, gozará de todo o direito de obter a justiça contra a discriminação. Se for criticado por outro gay, bem, aí está tudo em casa. Estamos diante, como já foi dito, de uma superclasse, de superhumanos, verdadeiros semideuses que gozam de um status que nem mesmo Jesus Cristo obteve: o direito de não serem criticados. E aí começam a pulular em nosso noticiário e nas diversas esferas governamentais, projetos dos mais exdrúxulos como o de censurar a Bíblia ou qualquer escritura que condene a classe suprema.  São seres intocáveis, perfeitos, acima do bem e do mal, acima das milenares tradições religiosas, acima de qualquer coisa atribuída ao homem e mesmo a Deus.
Religião, família, costumes, governos, pessoas, enfim, tudo pode ser criticado, menos o homossexualismo. O engraçado é que, onde a violência e o preconceito contra os gays impera, ninguém fala uma vírgula sequer em defesa destes. Mahmoud Ahmadinejad que o diga.

Nenhum comentário:

Postar um comentário