quinta-feira, 29 de abril de 2010

Santa Pedofilia

O fato que é negado à população em geral, é que a pedofilia e o homossexualismo sempre caminharam de mãos dadas através da história.

Com êxtase indisfarçável, nossa sempre prestativa comunidade intelectual, reiniciou a caça aos padres pedófilos, acusando a Igreja Católica de acobertar tais atitudes de seus sacerdotes. Para a imprensa, nada pode ser mais apelativo e chamativo do que uma notícia de que um integrante da igreja abusou sexualmente de crianças, o que o torna automaticamente desprezível, mesmo que não haja prova irrefutável de tal conduta. Ao realizar este tipo de fiscalização, nossas empresas jornalísticas prestam valioso serviço para a comunidade e mesmo para as próprias instituições eclesiásticas. Infelizmente, a Igreja Católica ao invés de punir e combater aqueles padres que efetivamente praticam a pedofilia, se cala. Isto fatalmente fere a credibilidade do catolicismo e mesmo do cristianismo. Afinal, a pedofilia é evidentemente uma atividade condenável sem sombra de dúvida, e deve ser combatida de todas as maneiras.
Mas ocorre algo peculiar entre os casos de pedofilia entre os religiosos que parece não incomodar a imprensa e muito menos nossos líderes dos chamados direitos humanos ou das crianças: a imensa maioria, senão praticamente todos, dos casos de pedofilia são praticados por... Homossexuais! E aí fatalmente cabe aquela pergunta que não quer calar: não estariam os padres sendo vítimas de homofobia? Ora, de acordo com o pensamento geral e ao tratamento diferenciado dado aos gays, a resposta é um retumbante sim. Ou alguém aí consegue se lembrar de um caso de religioso ter abusado sexualmente de uma menina? Pode até acontecer, mas quase todos os casos são de meninos que são vítimas de abusos cometidos por sacerdotes o que, sem sombra de dúvidas, caracteriza uma conduta essencialmente homossexual. E porque será que os grupos gays não protestam em defesa destes sacerdotes que estão apenas "exercendo o seu direito sagrado de ser gay"? Não seria pelo fato de serem religiosos cristãos e ainda por cima católicos (o que automaticamente os torna tiranos e malvados)? Será que se estes pedófilos não fossem integrantes da Igreja, seriam caçados com tanta gana pelo poder do Estado, da mídia e, da intelectualidade em geral? Ou teriam o tratamento sacrossanto dispensado a pessoas como o Dr. Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia que defende o “direito sexual das crianças”?
O fato que é negado à população em geral é que a pedofilia e o homossexualismo sempre caminharam de mãos dadas através da história. As mesmas pessoas que lembram que na Grécia Antiga, filósofos tinham relacionamentos homossexuais corriqueiros e que estes eram tidos como normais e mesmo desejáveis, escondem que seus parceiros eram meninos, ou seja, relacionamentos pedófilos. Ou não seria mais coerente que padres pedófilos tivessem relacionamentos sexuais com meninas ao invés de meninos? Eles são, portanto, homossexuais. Se forem condenados por terem relacionamento sexual com crianças, são pedófilos, e devem ser punidos e banidos por esta conduta. Mas ao mesmo tempo, este relacionamento é homossexual o que os torna, de acordo com nossos artistas, juristas, acadêmicos e “pensadores”, criaturas automaticamente dotadas de santidade e que não podem sequer serem criticados. E, assim, está formado um paradoxo no mínimo curioso. De um lado, uma conduta condenável (pedofilia). Do outro uma conduta sacrossanta (homossexualismo). Qual prevalecerá?
Se continuarmos no ritmo atual das coisas, em breve a pedofilia não será mais condenável ou criticável e passará a ser “compreensível”. Não será surpresa se tivermos, num futuro não muito distante, o crime de “pedofilofobia”, praticado contra pedófilos claro, mas desde que sejam homossexuais.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Descendo do Muro

Ainda mais curioso é o fato de que ninguém exigiu que a vinheta comemorativa fosse retirada do ar que não a militância petista. A "ordem" foi prontamente obedecida pela emissora sem pestanejar. Será que ela realmente apóia o candidato tucano?

Não vejo televisão aberta, mas tenho visto algumas manchetes de portais de notícias onde está a afirmação de que a Rede Globo de televisão tem feito uma espécie de propaganda subliminar para a campanha eleitoral de José Serra. Claro que os blogueiros militantes do PT choraram e numa demonstração de total submissão, a referida emissora retirou a tal campanha comemorativa a seus 45 anos, por não querer ser taxada de tendenciosa. Mas a mesma emissora não foi totalmente tendenciosa na questão do desarmamento e já não o é a muito tempo em relação a temas como o homossexualismo, a liberalização das drogas ou mesmo o aborto? Porque não há protestos contra a sua programação que incentiva condutas que vão de encontro aos valores morais de nossa sociedade? Eis a faceta da força de choque da esquerda. Bastou um chiadinho, e imediatamente a toda-poderosa Rede Globo retirou o tal "apoio velado a José Serra" de sua programação. A pergunta que não quer calar é a seguinte: qual é o problema de uma emissora de televisão, rádio ou publicações periódicas como revistas e jornais, deixarem claro o seu posicionamento político? Porque precisam ser hipócritas e se dizerem neutras? Porque não descem de cima do muro e tomam , abertamente e sem medo, uma posição? Ou alguém ainda acha que a Folha, O Estadão, a própria Rede Globo e a esmagadora maioria das grandes redes de comunicação são neutras? Qual destas publicações critica efetivamente as invasões de terra, a supremacia homossexual, a putaria generalizada, ou investiga a fundo as ligações do PT com as FARCs? Nenhuma! E os articulistas que o fazem sempre correm o risco de serem demitidos por não se enquadrarem no "perfil editorial do jornal" (Olavo de Carvalho que o diga). É isto que chamam de "isenção"? Ora faça-me o favor de enganar a outro!
A única ressalva que eu vejo nesta situação é o fato de não possuirmos em território nacional nenhuma outra rede de televisão com o poder de penetração da Rede Globo, o que evidentemente uniformiza a opinião pública. As razões deste domínio nacional por parte de uma emissora (suas concorrentes não conseguem atingir a fundo seus índices de audiência) foram explicadas, embora superficialmente, em postagem anterior. É esta a única ressalva que deve ser feita.
Ainda mais curioso é o fato de que ninguém exigiu que a vinheta comemorativa fosse retirada do ar que não a militância petista. A "ordem" foi prontamente obedecida pela emissora sem pestanejar. Será que ela realmente apóia o candidato tucano?
Não que Serra seja ideologicamente muito diferente de Dilma, longe disto. Acontece que o fato é que uma emissora quer seja grande ou pequena, deve ter o direito de expressar sua opinião política abertamente. Aliás, isto acontece todos os dias na plim-plim, desde as fontes internacionais de notícias (que são puramente da esquerda mundial como CNN, The New York Times, ou o jornal francês Le Monde), até o apoio incondicional dado à agenda revolucionária, quer seja nos programas jornalísticos quer seja na grade de entretenimento. Se nossos jornais e redes de rádio e televisão tivessem um posicionamento claro a respeito de questões como homossexualismo, desarmamento, aborto, ou ideologia política, certamente a democracia florescera de maneira ainda mais forte. Afinal, mesmo os jovens artistas e jornalistas que já saem formatados de nossas universidades a louvarem o comunismo e demonizarem o capitalismo e a propriedade privada, empresas de comunicação com posições ideológicas bem consolidadas poderiam mostrar a esses novos profissionais o que eles deveriam aprender nos bancos escolares.
Não há mal algum em saber que a emissora "X" é de direita e a "Y" é de esquerda! Não há qualquer problema em abrir páginas de jornais distintos e constatar que, diante de um mesmo objeto, tenham opiniões flagrantemente antagônicas. Isto somente beneficiaria o debate democrático acerca de questões polêmicas que atingem o interesse público, e poderiam ser discutidas e analisadas de maneira mais profunda e coerente, e não com o coro uníssono de nossa imprensa e de nossa mídia atual.
É evidente que, para os detentores do poder de formar opiniões, nada disto é interessante, pois já estão contaminados pela ideologia revolucionária. E mesmo assim, o povo deu demonstração de que ainda preza pela sua liberdade e pelos seus valores mais caros, fato comprovado pelo resultado do plebiscito da questão do desarmamento, onde o "não" venceu o "sim", mesmo quando este estava (e está) com o apoio maciço de todos os setores de nossa intelectualidade.
O caso da Rede Globo é apenas um exemplo, pois o mesmo ocorre com todas as outras emissoras [ou alguém esqueceu que Bóris Casoy foi demitido da Record por fazer uma pergunta ao então candidato (candidato!) Lula sobre o seu envolvimento com as FARCs?].
Para que tenhamos uma democracia efetiva, é necessário que haja uma liberdade de informação efetiva. Enquanto acharmos "o fim do mundo" uma empresa de televisão, rádio ou jornal, demonstrar abertamente seu posicionamento sobre questões de cunho político e ideológico estaremos fadados a viver numa democracia ilusória, onde seis é o oposto de meia-dúzia.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ilusão Cosmopolita

É este o chamado Estado Democrático de Direito, onde uma sociedade inteira tem que aceitar e se adaptar aos mandos e desmandos de uma minoria?

Nunca deixei de expressar meu amor pela capital dos gaúchos. Existem coisas que não explicamos, apenas sentimos. E a atração e o fascínio que Porto Alegre exerce sobre mim é muito grande. E é justamente por ter esta paixão pela cidade que não posso deixar de notar como progressivamente a minha outrora fascinante capital tem se transformado em uma cidade sem identidade, de múltiplas facetas, como querendo ser uma Nova Iorque dos pampas, cosmopolita e dita politizada. E é precisamente por querer transpirar tais características que Porto Alegre está progressivamente sendo arruinada desde dentro, como uma árvore frondosa infestada de cupins. Uma cidade que cada vez mais se ilude em ser "vanguardista", quando na verdade é apenas um pólo irradiador de ideais e atitudes que progressivamente destruirão os últimos resquícios de nossos valores e crenças.
Para exemplificar tal fato, basta observar o que está acontecendo com o tradicional bairro boêmio da Cidade Baixa, especificamente com o Cinema Guion. Embora localizado em um centro comercial, esta instalação ainda pode ser considerada um cinema de rua, e que está prestes a fechar suas portas devido à situação deplorável que acontece em suas imediações. Basicamente o que ocorre, de acordo com o proprietário do cinema, é a concentração de homossexuais e adolescentes que protagonizam atos pornográficos, depredações e consumo de drogas, afastando a população do local, caracterizando uma ameaça concreta ao direito constitucional de ir e vir de todo cidadão. Mesmo acionando a força policial, esta muitas vezes não responde e por vezes se vê incapaz de solucionar o caso, conforme declaração dada pelo dono do estabelecimento.
Temos neste simples fato, que não é nem isolado e tampouco exclusividade da capital dos gaúchos, a confirmação de que aqueles que defendem os homossexuais como um grupo inofensivo e sempre vítima de preconceitos infundados e violências gratuitas não têm a mínima noção da realidade. Estes grupos não querem igualdade perante nós, cidadãos comuns. Querem a proteção total e irrestrita do Estado para que possam praticar livremente atos destas natureza. São colocados num pedestal sacrossanto que faz com que aqueles que ousam criticá-los são automaticamente taxados de preconceituosos e homofóbicos. Mas como ficar indiferente diante de pessoas que possuem condutas que vão totalmente de encontro a todos os valores que aprendemos a respeitar e acreditar desde que somos crianças? E este bando de intelectuais acha este tipo de atitude a coisa mais normal do mundo! Uma minoria dita e impõe valores a uma maioria, e são protegidos pela imprensa, pela intelectualidade e pelas leis! Mas onde já se viu isto? É este o chamado Estado Democrático de Direito, onde uma sociedade inteira tem que aceitar e se adaptar aos mandos e desmandos de uma minoria?
O estado de coisa é tão preocupante que chega a inviabilizar uma opção de entretenimento de rua como os cinemas, que cada vez mais estão confinados aos Shopping Centers, e mesmo neles, existe o assédio de homossexuais que ficam espreitando nas entradas dos banheiros procurando satisfazer seus sagrados desejos. Será que aconteceria o mesmo se, ao invés de homossexuais, casais de heterossexuais estivessem fazendo a mesma coisa? Certamente, uma chuva de manifestações ocorreria contra estes atos de violência moral que "poluem as mentes de nossas crianças e de nossos jovens". Certamente se, no meio destes casais, houvesse mães e pais, estes teriam os cães dos conselhos tutelares e a cartilha do ECA no seu encalço, perdendo o seu pátrio poder sobre seus filhos sob o argumento de não terem "capacidade moral para educar suas crianças".
Como são homossexuais, estão automaticamente eximidos de qualquer tipo de culpa e de repreensão moral. São ungidos de um ar beato que os autoriza a cometerem toda e qualquer tipo de violência, quer física, quer moral. Afinal, gozam de uma espécie de preconceito positivo, segundo o qual são sempre as vítimas discriminadas por uma sociedade preconceituosa.

domingo, 11 de abril de 2010

Dourado e a Homofobia

O espantoso, para alguns, é que Dourado, que expôs sua opinião contrária acerca do homossexualismo e foi execrado por isto, ganhou o BBB.

Eu não assisto televisão aberta a um bom tempo, com exceção da Fórmula 1. Mas é difícil de ficar alienado ao mundo midiático quando o assunto BBB ocupa páginas e páginas de nossos noticiários, mobilizando opiniões e monopolizando as atenções. No famoso reality show, surgiu uma figura, personagem ou real de Dourado, que foi duramente criticado e perseguido por ONGs de toda a sorte por ele falar no programa sua posição "politicamente incorreta" sobre o homossexualismo. E adivinhe o que aconteceu?? Foi taxado de homofóbico.
Como já foi explorado nesse espaço, confunde-se a opinião com discriminação. A própria palavra preconceito tem sido colocada de maneira difusa de seu real significado. Ter preconceito é normal e inerente à condição humana. Se não fosse pelo preconceito talvez não tivéssemos sobrevivido durante a nossa evolução. É graças a ele que evitamos certos lugares e comportamentos que fatalmente nos levariam a morte. Preconceito significa ter idéia ou opinião inata sobre algo que objetivamente se desconhece. Mas isto não significa que haja a discriminação. Fosse assim, nenhum homossexual, por exemplo, poderia ser uma figura pública, pois a discriminação da sociedade (segundo ONGs safadas) os poria sumariamente para fora qualquer gay ou lésbica que se atrevesse a aparecer em público.
Ser contra a conduta homossexual, ou afirmar que casais gays não devam existir ou adotar crianças não é de maneira alguma manifestação de discriminação, e mesmo preconceito. São meras opiniões, que como tais devem ser respeitadas e discutidas e não criminalizadas. Quando alguém afirma que não se sente bem na presença de homossexuais, está no uso pleno de seu direito à liberdade individual. Discriminação seria puxar um revólver ou uma faca e matar a criatura pelo simples fato de ser gay.
De posse desse discurso "coitadista" as organizações pró-homossexuais conseguem progressivamente a chamada "discriminação positiva", que nada mais é do que dar a uma minoria, direitos que não são concedidos à maioria, como o direito de não ser criticado (!). Sendo assim, não querem ser normais e ter o direito de todo cidadão, mas sim, serem supra cidadãos, com garantias acima da lei imposta aos comuns. Ora, um casal só pode ser denominado como tal se for constituído de um homem e uma mulher e ponto final. Não adianta tratar igualmente aqueles que são desiguais. É preciso que, a estes, sejam dadas todas as oportunidades e todos os direitos que são reservados aos cidadãos comuns, respeitando suas limitações. Por este raciocínio, deveríamos conceder a CNH a cegos e imputar responsabilidades plenas aos mentalmente incapazes. Afinal, estes grupos são diferentes e se desigualam em relação à maioria, o que ocorre com o caso dos homossexuais. Então porque estes últimos são merecedores de toda sorte de direitos e outros grupos não?
O espantoso, para alguns, é que Dourado, que expôs sua opinião contrária acerca do homossexualismo e foi execrado por isto, ganhou o BBB. Um verdadeiro tapa de luva contra aqueles que acreditam que o povo brasileiro acha esta putaria sexual generalizada a coisa mais normal e aceitável do mundo. Uma amostra de que o brasileiro ainda é um povo de maioria conservadora, e a intelectualidade faz de tudo para desmoralizar e ridicularizar os que são conservadores, como se isto fosse crime.
O terreno para as idéias conservadoras sempre esteve pronto a receber as sementes das idéias de pessoas que se dispõe a defender este tipo de pensamento. Enganam-se aqueles que acham que somente o poder da mídia pode determinar o resultado de uma eleição, por exemplo. Fosse assim, o povo teria votado favoravelmente à lei do desarmamento que foi apoiada descaradamente pela quase totalidade dos meios universitário, cultural e artístico. O apoio da mídia é de grande importância, mas não é tudo. E é devido à falta deste apoio aos ideais conservadores que faltam candidatos que os defendam e consequentemente o que vemos é sempre o mais do mesmo.
Se o setor conservador (de direita) tivesse o mínimo nível de organização que os progressistas (esquerda) certamente o resultado das urnas seria diferente. A vitória de Dourado e do Não ao desarmamento estão aí para confirmar.

sábado, 10 de abril de 2010

O Czar Proletário

As declarações recentes do presidente Lula mostram ao grande público e especialmente ao judiciário algo que qualquer pessoa com o mínimo senso crítico e inteligência já sabe há muito tempo: Lula é um proto-ditador.

Desobedecer à justiça. Eis o recado de nosso presidente em discurso recente em prol da candidata do governo, a Dilma. Como se não bastasse o fato do presidente fazer abertamente campanha política, abstendo-se dos problemas nacionais e das responsabilidades do governo executivo para o qual foi eleito, o apedeuta insiste em obter todo o poder em suas mãos. Mesmo com os Poderes Legislativo e Judiciário estando em total submissão, mesmo que velada, às vontades do Executivo, e por extensão ao PT, parece não ser suficiente. Lula não quer a presidência para seu partido. Quer que este se transforme em uma dinastia monárquica, com poderes imperiais compatíveis aos antigos Czares russos.
Defender a legalidade nunca foi o forte das esquerdas, exceto quando esta os beneficia diretamente. Quando a lei é aplicada de maneira igualitária e atinge os interesses do partidão, imediatamente surgem idéias de reprovação e de reforma política ou judiciária para permitirem aos companheiros fazerem o que bem entenderem, sem se preocuparem com as amarras legais. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. O simples fato do chefe do Poder Executivo Federal estar empenhado ferrenhamente em campanha eleitoral, define por si só a verdadeira face do nosso governante, que somente almeja a perpetuação no poder de sua casta partidária e ideológica para que sejam mantidos os privilégios e os cargos distribuídos aos seus aliados e apoiadores. Desta maneira, o aparelhamento do Estado continua, e os agentes ideológicos podem continuar a progressiva destruição da democracia, ao mesmo tempo em que juram defendê-la.
Estranho, mas não surpreendente, é que nesta hora os críticos do governo se calam. O presidente está utilizando o seu cargo e sua influência em campanha eleitoral, e isto é claro como água. Não me recordo que dentre as atribuições constitucionais do presidente da República esteja a realização de campanha eleitoral para eleger sua sucessora. Parece que, entre um martelinho e outro, o molusco esqueceu que ele é o presidente do Brasil, e não um cabo eleitoral. E parece que, entre uma verbinha publicitária oficial e outra, a imprensa também se esqueceu deste detalhe.
Sob um discurso pseudo-democrático, Lula coloca progressivamente nas mentes do povo e da elite universitária e jornalística contaminada pelo discurso marxista suas idéias totalitárias e ditatoriais, e é recebido como se fosse o próprio cordeiro ungido. As declarações recentes do presidente Lula mostram ao grande público, e especialmente ao judiciário, algo que qualquer pessoa com o mínimo senso crítico e inteligência já sabe há muito tempo: Lula é um proto-ditador. Este mesmo judiciário que é submisso aos interesses partidários de nosso governo não consegue entender que, à medida que se submete em troca de novos aumentos e blindagem total, tece a própria corda na qual será enforcado.
E assim, lentamente, o povo começa a perceber que, para que o Brasil seja "um país de todos", é necessária a extinção de tudo o que possa intervir nas vontades e decisões do executivo. E isto significa um parlamento completamente submisso e um judiciário de fantasia. Será o início do reinado do Czar Proletário, um ditador defensor da "democracia".

domingo, 4 de abril de 2010

A Páscoa de Outrora

Não se pode falar em cultura e identidade de um povo se lhe for tirado o fator religioso, pois este precede qualquer outro.


Não faz muito tempo, cerca de 20, 25 anos acredito, quando eu acordava no domingo de Páscoa em busca dos ovos de chocolates deixados pelo coelhinho. Lembro de fazer ninhos com caixas de sapatos, na esperança de que pela manhã, o danado do bichinho me deixaria doces lembranças de cacau, leite e açúcar. Bons tempos aqueles. Acordávamos cedo, meus irmãos e eu, em busca das recompensas de chocolate.
Mas não é só isto que mudou. Os dias que antecediam o renascimento do Cristo eram realmente dias santos. Lembro que na Quinta - Feira e a Sexta-Feira da Paixão, não havia atividades em lojas ou escolas. Eram dias de reflexões e de aprendizados, com meus pais contando a história da crucificação de Jesus e das missas que reviviam o maior mistério da fé cristã: a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram dias onde não se podia brincar, cantar, ouvir música ou mesmo assistir à televisão, pelo menos até as 16 horas da Sexta-Feira Santa, horário da morte do Cristo. Não se comia qualquer tipo de carne que não fosse peixe, e as refeições não eram fartas e por vezes jejuns eram feitos como forma de respeitar a memória daquele que morreu para salvar-nos de nossos pecados e nos deixou uma lição muito maior do que o amor: a do perdão sincero. Infelizmente parece que esses dias de profundo significado religioso e mesmo místico não passam agora de reles feriados quaisquer, sem qualquer significado, cujo único objetivo é proporcionar horas de descanso e lazer em praias ou casas de campo. Não há mais as reuniões de famílias, onde irmãos, pais, filhos, tios, primos se reuniam para fortalecer os laços familiares e esperarem ansiosos pelo domingo.
O fato ainda mais assustador é a rapidez com que estes valores foram destruídos em prol da chamada independência entre Estado e Igreja. Confundiram esta necessária separação legal com a separação cultural. Não se pode falar em cultura e identidade de um povo se lhe for tirado o fator religioso, pois este precede qualquer outro. A religião é a origem e a fonte do direito e dos costumes de um povo. Foi assim que os egípcios mantiveram-se coesos mesmo diante de inúmeras invasões. Foi assim que gregos e romanos fundaram as bases legais de nossa civilização. Foi essa mesma unidade religiosa que permitiu o surgimento da identidade dos judeus, árabes e dos povos do oriente. Foi graças à unidade religiosa que a Europa resistiu ao invasor externo, possibilitando que o mundo seja como o conhecemos hoje.  
A velocidade com que nossos valores cristãos (afinal, somos um país cristão sim) foram deteriorados é aterradora. Em duas décadas, nossos estudiosos e difusores do pensamento e conhecimento conseguiram fazer com a fé cristã o que milênios de perseguições não conseguiram, mesmo quando os romanos assassinavam cristãos simplesmente pelo fato de serem cristãos. Nos bancos universitários das ciências humanas e sociais, tudo o que é relativo à igreja cristã é maléfico, ao passo que tudo relativo à chamada "verdadeira cultura nacional" (uma mistura de cultos africanos e indígenas), é tido como verdade absoluta, como se fôssemos culturalmente todos descendentes de africanos e indígenas, quando na verdade nossa raiz cultural é majoritariamente européia e ocidental. O caso chega ao ponto em que atacar o candomblé e a umbanda possa ser crime de preconceito ou mesmo racismo. Quando o ataque se volta à cristandade, vira liberdade de opinião.
Destruindo a religião ataca-se também a família, pois esta é originária daquela. Os núcleos familiares somente começaram a ocorrer quando o ser humano começou a cultuar os seus mortos naquilo que era o início da noção de religiosidade. Várias formas de cultos religiosos surgiram e um sempre tentou sobrepujar o outro. Foi durante a Revolução Francesa, entretanto, que surgiu a idéia de destruir por completo a religião no sentido metafísico, místico e filosófico que a compõe em prol de um culto baseado exclusivamente na razão. De lá para cá, toda a forma de revolução procura realizar o mesmo, tornando o próprio Estado uma forma de religião, segundo eles, a mais pura e correta.
Páscoa, é muito mais do que ovos de chocolates e coelhinhos para os cristãos. É a prova contundente de que a fé vence a morte, e de que a mais valiosa das virtudes não é o amor, mas o perdão verdadeiro, sem ressentimentos. É o maior dos mistérios da fé.
Nossos formadores de opinião, em coro, repetem o discurso e cada vez mais transformam datas místicas e de valor profundamente emocional e filosófico em mais um dia vermelho no calendário para que possamos ir à praia. E assim, lentamente, vamos perdendo nossa identidade familiar e religiosa que nos define como civilização.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Atacando o Efeito, Não a Causa.

O aumento do consumo de drogas e da violência parecem caminhar de mãos dadas com o desmantelamento de nossos valores familiares e religiosos e com a crise de autoridade que paira sobre a vida nacional...

A explosão do consumo de drogas entre a juventude tem causado extrema comoção em todos os meios de comunicações e em todos os setores da sociedade. O crack, particularmente, tem sido alvo de pesada campanha contra o seu consumo por ser uma droga relativamente barata e de extrema letalidade. É a forma mais rápida e barata de se ingerir cocaína. Mais tocante ainda, são as cenas de grávidas e crianças ingerindo a droga, sejam moradores de ruas, sejam integrantes das classes mais altas da sociedade. E então, como forma de frear seu consumo, campanhas são conduzidas visando mostrar todos os males causados pelas drogas. Mas estariam essas campanhas atacando o problema da maneira correta? Não estariam atacando a consequência ao invés da causa?
O aumento do consumo de drogas e da violência parecem caminhar de mãos dadas com o desmantelamento de nossos valores familiares e religiosos e com a crise de autoridade que paira sobre a vida nacional. A destruição do poder pátrio diante da imposição do politicamente correto através de legiões de padagogos, psicólogos e educadores estatais, bem como de inúmeros especialistas, retiram por completo a responsabilidade dos pais de criar seus filhos a maneira que aqueles acham mais conveniente. Ao mesmo tempo, tratam de atacar com todas as forças o cigarro, no instante em que defendem a legalização da maconha. Livros, revistas e a própria escola, assumem a responsabilidade de ensinar a nossos filhos coisas que são privativas dos pais, como educação sexual, religiosa e moral. A igreja, outra instituição que outrora fora formadora do caráter do indivíduo, é cada vez mais difamada e desmoralizada em prol de rituais ancestrais e retrógrados que em nada auxiliam à formação do caráter, mas antes estimulam o consumo de drogas, como o Santo Daime e as religiões africanas antigas.
O resultado, são seres humanos cada vez mais desprovidos de qualquer senso de responsabilidade e moral, sem saber o que é certo e errado pois, de acordo com a new age, certo e errado é uma questão de ponto de vista. Sem referências familiares, os jovens buscam no meio das drogas uma forma de autoafirmação que os deixam com uma sensação de poder e de inserção a um grupo social, que deveria ser a família. Sem a educação adequada de um núcleo familiar debilitado pela ausência de responsabilidade paterna (os pais não precisam educar seu filhos: o estado e a mídia o fazem por eles), não há como acontecer a formação da moral de um indivíduo. Quando mesmo uma palmada educativa é vista como agressão, as coisas estão em um nível preocupante. Eu mesmo já apanhei de ficar marcado e ter que ir para a escola assim, ou ficar ajoelhado por horas em grãos de milhos. E nem por isto deixei de amar meus pais, que sempre me conduziram pelo caminho correto, me dando responsabilidades e formando o meu caráter. Nunca tive curiosidade alguma em experimentar qualquer tipo de droga, e nem fiquei traumatizado por ter apanhado. Eles me educaram como acharam que deveriam, e estavam certos.
Além da destruição da família e da religião, vivemos uma crise de autoridade sem precedentes. Quando o bandido é sempre o coitadinho vítima da cruel sociedade e a força policial é retratada como sendo a mão repressora "dos ricos e poderosos", perde-se por completo a referência de quem são os bons e de quem são os maus. Quando um policial atira para matar em um criminoso ele é repreendido e passeatas são feitas em prol dos direitos humanos. Quando um policial é morto, nada é noticiado. Se presidiários ateiam fogo a colchões, rapidamente o Estado providencia outros novinhos, enquanto nas Forças Armadas, recrutas dormem sobre estrados de madeira ou em colchões de espessura pouco superior a uma folha de papelão.
Assim, a criminalidade fica cada vez mais a vontade para cometer seus delitos na certeza da impunidade e do apoio popular. São pintados como vítimas, e não como pessoas que escolheram aquele estilo de vida. O resultado é o aumento do consumo de substâncias ilícitas debaixo dos olhos da autoridade policial que nada pode fazer. Se prende o infeliz, ele é solto sob as mais diversas alegações. Se deixa solto, o consumo e o tráfico persistem. É uma situação paradoxal, como é paradoxo o tratamento dado por nossos intelectuais à questão: exigem comportamentos que eles próprios condenam.
De nada adianta arrancar as folhas da erva daninha se não arrancarmos suas raízes mais profundas. E, neste caso, as raízes do problema foram plantadas e fortificadas por aqueles que agora querem arrancar somente as folhas. Sob a batuta do movimento revolucionário, destroem tudo o que foi construído por milênios de evolução da civilização em prol de ideologias que, como sereias, atraem com aparente beleza os ingênuos para em seguida devorá-los como aperitivo da contrução de "um novo mundo possível".