sexta-feira, 2 de abril de 2010

Atacando o Efeito, Não a Causa.

O aumento do consumo de drogas e da violência parecem caminhar de mãos dadas com o desmantelamento de nossos valores familiares e religiosos e com a crise de autoridade que paira sobre a vida nacional...

A explosão do consumo de drogas entre a juventude tem causado extrema comoção em todos os meios de comunicações e em todos os setores da sociedade. O crack, particularmente, tem sido alvo de pesada campanha contra o seu consumo por ser uma droga relativamente barata e de extrema letalidade. É a forma mais rápida e barata de se ingerir cocaína. Mais tocante ainda, são as cenas de grávidas e crianças ingerindo a droga, sejam moradores de ruas, sejam integrantes das classes mais altas da sociedade. E então, como forma de frear seu consumo, campanhas são conduzidas visando mostrar todos os males causados pelas drogas. Mas estariam essas campanhas atacando o problema da maneira correta? Não estariam atacando a consequência ao invés da causa?
O aumento do consumo de drogas e da violência parecem caminhar de mãos dadas com o desmantelamento de nossos valores familiares e religiosos e com a crise de autoridade que paira sobre a vida nacional. A destruição do poder pátrio diante da imposição do politicamente correto através de legiões de padagogos, psicólogos e educadores estatais, bem como de inúmeros especialistas, retiram por completo a responsabilidade dos pais de criar seus filhos a maneira que aqueles acham mais conveniente. Ao mesmo tempo, tratam de atacar com todas as forças o cigarro, no instante em que defendem a legalização da maconha. Livros, revistas e a própria escola, assumem a responsabilidade de ensinar a nossos filhos coisas que são privativas dos pais, como educação sexual, religiosa e moral. A igreja, outra instituição que outrora fora formadora do caráter do indivíduo, é cada vez mais difamada e desmoralizada em prol de rituais ancestrais e retrógrados que em nada auxiliam à formação do caráter, mas antes estimulam o consumo de drogas, como o Santo Daime e as religiões africanas antigas.
O resultado, são seres humanos cada vez mais desprovidos de qualquer senso de responsabilidade e moral, sem saber o que é certo e errado pois, de acordo com a new age, certo e errado é uma questão de ponto de vista. Sem referências familiares, os jovens buscam no meio das drogas uma forma de autoafirmação que os deixam com uma sensação de poder e de inserção a um grupo social, que deveria ser a família. Sem a educação adequada de um núcleo familiar debilitado pela ausência de responsabilidade paterna (os pais não precisam educar seu filhos: o estado e a mídia o fazem por eles), não há como acontecer a formação da moral de um indivíduo. Quando mesmo uma palmada educativa é vista como agressão, as coisas estão em um nível preocupante. Eu mesmo já apanhei de ficar marcado e ter que ir para a escola assim, ou ficar ajoelhado por horas em grãos de milhos. E nem por isto deixei de amar meus pais, que sempre me conduziram pelo caminho correto, me dando responsabilidades e formando o meu caráter. Nunca tive curiosidade alguma em experimentar qualquer tipo de droga, e nem fiquei traumatizado por ter apanhado. Eles me educaram como acharam que deveriam, e estavam certos.
Além da destruição da família e da religião, vivemos uma crise de autoridade sem precedentes. Quando o bandido é sempre o coitadinho vítima da cruel sociedade e a força policial é retratada como sendo a mão repressora "dos ricos e poderosos", perde-se por completo a referência de quem são os bons e de quem são os maus. Quando um policial atira para matar em um criminoso ele é repreendido e passeatas são feitas em prol dos direitos humanos. Quando um policial é morto, nada é noticiado. Se presidiários ateiam fogo a colchões, rapidamente o Estado providencia outros novinhos, enquanto nas Forças Armadas, recrutas dormem sobre estrados de madeira ou em colchões de espessura pouco superior a uma folha de papelão.
Assim, a criminalidade fica cada vez mais a vontade para cometer seus delitos na certeza da impunidade e do apoio popular. São pintados como vítimas, e não como pessoas que escolheram aquele estilo de vida. O resultado é o aumento do consumo de substâncias ilícitas debaixo dos olhos da autoridade policial que nada pode fazer. Se prende o infeliz, ele é solto sob as mais diversas alegações. Se deixa solto, o consumo e o tráfico persistem. É uma situação paradoxal, como é paradoxo o tratamento dado por nossos intelectuais à questão: exigem comportamentos que eles próprios condenam.
De nada adianta arrancar as folhas da erva daninha se não arrancarmos suas raízes mais profundas. E, neste caso, as raízes do problema foram plantadas e fortificadas por aqueles que agora querem arrancar somente as folhas. Sob a batuta do movimento revolucionário, destroem tudo o que foi construído por milênios de evolução da civilização em prol de ideologias que, como sereias, atraem com aparente beleza os ingênuos para em seguida devorá-los como aperitivo da contrução de "um novo mundo possível".

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