segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ilusão Cosmopolita

É este o chamado Estado Democrático de Direito, onde uma sociedade inteira tem que aceitar e se adaptar aos mandos e desmandos de uma minoria?

Nunca deixei de expressar meu amor pela capital dos gaúchos. Existem coisas que não explicamos, apenas sentimos. E a atração e o fascínio que Porto Alegre exerce sobre mim é muito grande. E é justamente por ter esta paixão pela cidade que não posso deixar de notar como progressivamente a minha outrora fascinante capital tem se transformado em uma cidade sem identidade, de múltiplas facetas, como querendo ser uma Nova Iorque dos pampas, cosmopolita e dita politizada. E é precisamente por querer transpirar tais características que Porto Alegre está progressivamente sendo arruinada desde dentro, como uma árvore frondosa infestada de cupins. Uma cidade que cada vez mais se ilude em ser "vanguardista", quando na verdade é apenas um pólo irradiador de ideais e atitudes que progressivamente destruirão os últimos resquícios de nossos valores e crenças.
Para exemplificar tal fato, basta observar o que está acontecendo com o tradicional bairro boêmio da Cidade Baixa, especificamente com o Cinema Guion. Embora localizado em um centro comercial, esta instalação ainda pode ser considerada um cinema de rua, e que está prestes a fechar suas portas devido à situação deplorável que acontece em suas imediações. Basicamente o que ocorre, de acordo com o proprietário do cinema, é a concentração de homossexuais e adolescentes que protagonizam atos pornográficos, depredações e consumo de drogas, afastando a população do local, caracterizando uma ameaça concreta ao direito constitucional de ir e vir de todo cidadão. Mesmo acionando a força policial, esta muitas vezes não responde e por vezes se vê incapaz de solucionar o caso, conforme declaração dada pelo dono do estabelecimento.
Temos neste simples fato, que não é nem isolado e tampouco exclusividade da capital dos gaúchos, a confirmação de que aqueles que defendem os homossexuais como um grupo inofensivo e sempre vítima de preconceitos infundados e violências gratuitas não têm a mínima noção da realidade. Estes grupos não querem igualdade perante nós, cidadãos comuns. Querem a proteção total e irrestrita do Estado para que possam praticar livremente atos destas natureza. São colocados num pedestal sacrossanto que faz com que aqueles que ousam criticá-los são automaticamente taxados de preconceituosos e homofóbicos. Mas como ficar indiferente diante de pessoas que possuem condutas que vão totalmente de encontro a todos os valores que aprendemos a respeitar e acreditar desde que somos crianças? E este bando de intelectuais acha este tipo de atitude a coisa mais normal do mundo! Uma minoria dita e impõe valores a uma maioria, e são protegidos pela imprensa, pela intelectualidade e pelas leis! Mas onde já se viu isto? É este o chamado Estado Democrático de Direito, onde uma sociedade inteira tem que aceitar e se adaptar aos mandos e desmandos de uma minoria?
O estado de coisa é tão preocupante que chega a inviabilizar uma opção de entretenimento de rua como os cinemas, que cada vez mais estão confinados aos Shopping Centers, e mesmo neles, existe o assédio de homossexuais que ficam espreitando nas entradas dos banheiros procurando satisfazer seus sagrados desejos. Será que aconteceria o mesmo se, ao invés de homossexuais, casais de heterossexuais estivessem fazendo a mesma coisa? Certamente, uma chuva de manifestações ocorreria contra estes atos de violência moral que "poluem as mentes de nossas crianças e de nossos jovens". Certamente se, no meio destes casais, houvesse mães e pais, estes teriam os cães dos conselhos tutelares e a cartilha do ECA no seu encalço, perdendo o seu pátrio poder sobre seus filhos sob o argumento de não terem "capacidade moral para educar suas crianças".
Como são homossexuais, estão automaticamente eximidos de qualquer tipo de culpa e de repreensão moral. São ungidos de um ar beato que os autoriza a cometerem toda e qualquer tipo de violência, quer física, quer moral. Afinal, gozam de uma espécie de preconceito positivo, segundo o qual são sempre as vítimas discriminadas por uma sociedade preconceituosa.

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