sábado, 10 de abril de 2010

O Czar Proletário

As declarações recentes do presidente Lula mostram ao grande público e especialmente ao judiciário algo que qualquer pessoa com o mínimo senso crítico e inteligência já sabe há muito tempo: Lula é um proto-ditador.

Desobedecer à justiça. Eis o recado de nosso presidente em discurso recente em prol da candidata do governo, a Dilma. Como se não bastasse o fato do presidente fazer abertamente campanha política, abstendo-se dos problemas nacionais e das responsabilidades do governo executivo para o qual foi eleito, o apedeuta insiste em obter todo o poder em suas mãos. Mesmo com os Poderes Legislativo e Judiciário estando em total submissão, mesmo que velada, às vontades do Executivo, e por extensão ao PT, parece não ser suficiente. Lula não quer a presidência para seu partido. Quer que este se transforme em uma dinastia monárquica, com poderes imperiais compatíveis aos antigos Czares russos.
Defender a legalidade nunca foi o forte das esquerdas, exceto quando esta os beneficia diretamente. Quando a lei é aplicada de maneira igualitária e atinge os interesses do partidão, imediatamente surgem idéias de reprovação e de reforma política ou judiciária para permitirem aos companheiros fazerem o que bem entenderem, sem se preocuparem com as amarras legais. Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros. O simples fato do chefe do Poder Executivo Federal estar empenhado ferrenhamente em campanha eleitoral, define por si só a verdadeira face do nosso governante, que somente almeja a perpetuação no poder de sua casta partidária e ideológica para que sejam mantidos os privilégios e os cargos distribuídos aos seus aliados e apoiadores. Desta maneira, o aparelhamento do Estado continua, e os agentes ideológicos podem continuar a progressiva destruição da democracia, ao mesmo tempo em que juram defendê-la.
Estranho, mas não surpreendente, é que nesta hora os críticos do governo se calam. O presidente está utilizando o seu cargo e sua influência em campanha eleitoral, e isto é claro como água. Não me recordo que dentre as atribuições constitucionais do presidente da República esteja a realização de campanha eleitoral para eleger sua sucessora. Parece que, entre um martelinho e outro, o molusco esqueceu que ele é o presidente do Brasil, e não um cabo eleitoral. E parece que, entre uma verbinha publicitária oficial e outra, a imprensa também se esqueceu deste detalhe.
Sob um discurso pseudo-democrático, Lula coloca progressivamente nas mentes do povo e da elite universitária e jornalística contaminada pelo discurso marxista suas idéias totalitárias e ditatoriais, e é recebido como se fosse o próprio cordeiro ungido. As declarações recentes do presidente Lula mostram ao grande público, e especialmente ao judiciário, algo que qualquer pessoa com o mínimo senso crítico e inteligência já sabe há muito tempo: Lula é um proto-ditador. Este mesmo judiciário que é submisso aos interesses partidários de nosso governo não consegue entender que, à medida que se submete em troca de novos aumentos e blindagem total, tece a própria corda na qual será enforcado.
E assim, lentamente, o povo começa a perceber que, para que o Brasil seja "um país de todos", é necessária a extinção de tudo o que possa intervir nas vontades e decisões do executivo. E isto significa um parlamento completamente submisso e um judiciário de fantasia. Será o início do reinado do Czar Proletário, um ditador defensor da "democracia".

Nenhum comentário:

Postar um comentário