segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Paquiderme Europeu

Não fosse o poderio econômico alemão, há muito a chamada zona do Euro já teria desabado.

O velho mundo está ruindo diante da nova ordem. Pouco a pouco, a Europa está deixando de ser européia em virtude da permeabilidade de suas fronteiras e da legislação benevolente com os imigrantes. Esta perigosa combinação destruiu progressivamente as identidades nacionais, agravada com a criação da União Européia. Parece que a única nação dentro da Europa que ainda resiste à planificação cultural é a Inglaterra, muito embora ela mesma já esteja completamente desfigurada do que um dia já fora.
Um livro interessante sobre o assunto foi escrito por Walter Laqueur: Os Últimos Dias da Europa. Nesta obra, o autor desdobra e investiga os fatores que determinam a morte lenta do velho mundo, através das sucessivas invasões de estrangeiros e a crescente distribuição de benefícios sociais a esta população imigrante. Em busca do "Estado do Bem-Estar Social", a novo contingente populacional sai de regiões limítrofes ao continente como o norte da África e os Orientes Próximo e Médio (islâmicos) na esperança de obterem na benevolência européia aquilo que não têm em sua terra natal. O resultado é o surgimento de grupos sociais dentro do território da Europa que são completamente diferentes daquilo que significa ser europeu. Essas pessoas vêm de países com cultura, religião e leis peculiares e insistem em implementá-las nos países aos quais migram. Em certos casos, bairros (e mesmo cidades inteiras) praticamente não respondem às leis, costumes e religião nativa e passam a ser contaminadas pelos valores dos países de origem dos imigrantes. Já vimos tal situação ocorrer, praticamente no mesmo local, quando a Europa era conhecida por Império Romano.
Regados com os inúmeros benefícios estatais concedidos aos imigrantes pelas diversas brechas legais, os estrangeiros acabam progressivamente impondo seus hábitos e costumes à revelia da legislação vigente naquele país. O caso das vestimentas islâmicas é um bom exemplo desta imposição. Bastou alguns países cogitarem proibir estes trajes e a comunidade islâmica prontamente reagiu apoiada por grupos de direitos humanos e, claro, pela "diplomacia do carro bomba!" Agora: experimente usar um crucifixo ou tomar uma cervejinha em um país islâmico para ver o que acontece?
No entanto, a imigração não é o pior problema europeu. A bem da verdade, poderia mesmo ser a solução devido ao crescente envelhecimento da população, desde que as pessoas que fossem morar e viver nos países europeus assimilasse e aceitasse a cultura européia, e não tentar impor a sua própria. Sem este entendimento, a perda das características básicas que dão noção de nação a um povo é inevitável. E é precisamente isto o que acontece neste momento em todo o continente europeu, inclusive na Inglaterra. Se antes a Europa era dividida em pequenos países, cada um com sua característica própria, hoje ela parece ser um país só, que impõe goela abaixo de seus membros, os ditames de um dito Parlamento Europeu, que extingue as identidades nacionais, sem se importar com a opinião dos moradores destes lugares. E assim, pouco a pouco, a Europa vai se tornando alvo fácil para a revolução cultural que lhe é imposta de maneira segura e progressiva.
Não obstante, a crise cultural, que transformou aquele continente de fonte de cultura e conhecimento para um verdadeiro museu a céu aberto, não é a causa principal da crise atual. Esta advém das políticas econômicas adotadas, que estão se mostrando cada vez mais ineficientes e equivocadas. Não fosse o poderio econômico alemão, há muito a chamada zona do Euro já teria desabado.
Isto ocorre porque na maioria dos países, optou-se pelo chamado "Estado do Bem-Estar Social". Este modelo é muito lindo e maravilhoso no papel, mas quando é traduzido para o mundo real, o resultado é este que estamos vendo na Grécia, na Espanha, Portugal, Itália, Irlanda, e possivelmente levará à bancarrota todo o bloco. Os benefícios sociais que os governos distribuem às populações causam um desequilíbrio óbvio nas contas públicas. Para acalmar e equilibrar as finanças, é utilizado aquele velho e conhecido remédio: aumento de impostos. Este aumento de impostos recai sobre os produtores de riquezas, ou seja, empresários e trabalhadores da iniciativa privada que, sem perceberem, pagam os diversos seguros e bolsas que são distribuídos aos "excluídos". Além disso, o crescimento do funcionalismo estatal, com servidores remunerados pelos cofres públicos, agrava ainda mais a situação e gera serviços de qualidade e eficiência questionável (lá é como cá!). Quem trabalha, efetivamente, financia o ócio dos que não trabalham. E o déficit público tende somente a aumentar. O cidadão deixou de ter a poupança pessoal e a liberdade econômica como meios de garantir a sobrevivência de seu país. Através de anos e anos de progressivo ataque aos seus valores familiares e religiosos essas idéias, e a noção de que é pelo trabalho que se obtém a riqueza, foram deixados em segundo plano. Em seu lugar, foi instituído que cabe ao Estado, este ente benevolente e carinhoso, decidir os rumos da vida do cidadão, e não ele próprio.
Para fazer isto, é necessário que tenhamos um Estado-Elefante: inchado, lento e pesado, mas difícil de confrontar e praticamente impossível de ser derrubado por agentes externos. E a maneira que se tem para criar este paquiderme governamental é o aumento de tributos, e do funcionalismo público. Para manter seu poderio, ele distribui generosos benefícios sociais para manter a população sob controle, numa escravidão de luxo que confina a todos sem que percebam.

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