terça-feira, 15 de junho de 2010

Deuses da Vida

Calma, calma. Não estou diminuindo esta conquista, que é grande sim, apenas estou dizendo que não foi criada vida artificialmente como querem nos fazer acreditar.

Depois de dominarmos as técnicas agrícolas, os animais, decifrarmos a genética e até mesmo controlar o futuro climático do planeta, eis que o homem chega aparentemente ao ápice divino: criamos vida! Bom, pelo menos é o que esteve sendo noticiado aos quatro ventos durante as últimas semanas. Uma equipe de cientistas criou uma célula vivente através da inserção de um genoma artificial criado por um computador. E a célula funcionou. E a vida foi criada... É mas não é bem assim não.
Se deixarmos de lado a cobertura midiática que, numa análise superficial nos faz crer que realmente o homem criou vida, verificamos que o furo é mais embaixo. Não criamos vida artificialmente. Copiamos vida artificialmente. O que fizemos foi algo parecido como uma engenharia reversa do que vem a ser vida. Somos como que uma China divina, onde Deus cria a vida e nós a "pirateamos" conforme a potência comunista faz com a aparelhagem de alta tecnologia produzida especialmente pelos EUA.
A vida, de acordo com estudos esotéricos, místicos e religiosos pode ser criada a partir de qualquer coisa desde que esta coisa tenha três componentes básicos: matéria, alma e a vontade divina (por vezes chamada cósmica). Se qualquer um destes três elementos faltarem, não a vida. Do ponto de vista científico (que não sei porque cargas d'água insiste em se afastar do plano metafísico sem perceber que ambos se complementam), é preciso que um organismo, para ser considerado vivo, seja capaz de retirar energia do ambiente, multiplicar-se e por fim morrer, mesmo que dê origem a novos clones de si mesmo como acontece na reprodução assexuada. Me parece que nossos cientistas criaram vida a partir de algo... vivo, apenas modificando sua estrutura genética (ou melhor, criando a sua estrutura genética).
Calma, calma. Não estou diminuindo esta conquista, que é grande sim, apenas estou dizendo que não foi criada vida artificialmente como querem nos fazer acreditar. Aliás, acredito que esta descoberta trará inúmeros benefícios para a humanidade nos mais diversos campos, tanto das ciências médicas como nas econômicas e sociais (manipulação de órgãos para transplantes, melhoria das sementes de alimentos etc.). O avanço é inegável, mas estamos longe do feito divino de, a partir de um amontoado de átomos, arranjá-los e criar vida.
Efetivamente, esta pequena exposição tem como propósito responder a pergunta: afinal, o que é vida? Bom, aparentemente, nos dias atuais e para a nossa intelectualidade, a resposta é: depende.
Seria esta célula manipulada pelos cientistas realmente um ser vivo ou apenas uma máquina biológica? Poderia existir vida não biológica, como aqueles exemplos que vemos nos filmes de ficção científica? Novamente, a resposta é relativista. Se for para provar que Deus é uma invenção de nossas cabeças e que nós podemos fazer tudo o que Ele faz, bem, então uma mísera célula pode ser considerado um ser vivo, bem como um robô inteligente também poderia sê-lo. Agora, se for para afirmarmos o nosso poder para decidirmos o que é ou não vida, então mesmo um ser humano em gestação não pode ser considerado vivo, e por este motivo pode ser abortado. Vejam que situação paradoxal: uma célula com DNA de computador é considerada um ser vivo. Um embrião humano não. Intrigante não? São dois pesos e duas medidas. Os revolucionários defensores do aborto por considerarem um feto como não-vivo são os mesmo que querem nos fazer crer que uma célula tem mais requisitos para ser considerada viva do que aquele. Tudo isto porque querem nos afastar da religião, porque a religião é causa de todos os males da humanidade. Faça-me o favor!
O que parece que ninguém vê é que, para os detratores da ordem divina das coisas é dado tudo. Para seus defensores, nada. Não há diálogo sobre o assunto. O que existe é um monólogo repetitivo e massante. O monólogo revolucionário.

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