sexta-feira, 30 de julho de 2010

Afinal Presidente: Temos Ou Não Uma Direita?

Que direita? Se o próprio presidente comemora a democracia unideológica, conclui-se, acertadamente, que a oposição golpista que habita os delírios lulistas é... De esquerda!

Ao comemorar a ausência de candidatos "da direita" nas eleições do corrente ano como sendo o maior exemplo de democracia "da história deste país", nosso presidente mostrou sua real posição antidemocrática. Lula é um totalitarista, e seu sonho é que as eleições brasileiras, em algum dia, ocorram aos moldes da cubana: muitos candidatos, mas um só partido. É a democracia totalitária, sonho de consumo de qualquer esquerda. Logicamente, nada a respeito desta declaração foi comentado pela imprensa.
Intrigante, porém não surpreendente, foi a sua declaração ontem, dia 29, durante sua visita a Porto Alegre. Disse o seguinte: a esquerda faz oposição, e a direita é golpista. A cada 24 horas, segundo Lula, a direita tenta dar um golpe. Sim mas... Que direita? Se o próprio presidente comemora a democracia unideológica, conclui-se, acertadamente, que a oposição golpista que habita os delírios lulistas é... De esquerda! Ou alguém acha que DEM, PSDB e Cia são partidos de direita? Francamente!
Aliás, o fratricídio da esquerda é algo mais do que provado e comprovado através da observação dos diversos governos socialistas que governam países. Da Rússia à China, da Coréia do Norte à Cuba, inúmeras foram as mortes entre companheiros de ideologia. Ninguém matou mais comunistas no mundo do que os comunistas. E, de novo, a imprensa nada fala sobre esta flagrante contradição, inerente, aliás, a todo o cenário político e intelectual brasileiro.
O silêncio midiático acerca do envolvimento PT-FARCs continua. Nada é investigado pelos grandes jornais. Pelo contrário. Parece que existe uma verdadeira campanha velada em tentar a todo custo desviar as atenções da população deste para outros assuntos. É por este motivo que ninguém consegue entender porque o governo brasileiro é tão infeliz tanto em sua política internacional, aproximando-se de ditaduras sangrentas ao redor do mundo, quanto na interna, ao impor cada vez mais o controle estatal na vida privada.
Ao esconder estes fatos, e ao deixar de comentar suas incoerências e suas ligações perigosas, nossos jornais deixam de prestar o único serviço a que se destinam: a informação. Deixam de trazer ao conhecimento da população quem realmente os está governando, e quem realmente são os candidatos. Se fizessem seu papel, talvez tivessem hoje pelo menos um candidato ou partido que fosse comprometido ideologicamente com a direita e com o projeto conservador. Sem informação, não pode haver democracia. O problema é que todos aqueles que tentam mostrar a realidade dos fatos são automaticamente e sumariamente calados. Assim, os articulistas e os editoriais dos veículos de informação são todos orientados em uma só ideologia: a esquerda. Pelo menos, por uma questão de respeito para com os seus leitores, estes veículos deveriam expor seu posicionamento ideológico, e não ficarem posando-se de isentos, quando não o são.
Enquanto isto, tudo continua ficando no dito pelo não dito. E os eleitores continuam sendo feito de palhaços, achando que, ao escolher o candidato da oposição, estarão realmente escolhendo um opositor.

sábado, 24 de julho de 2010

Silêncio

A última da petista foi afirmar que é a favor da vida, mas ela não é a favor do aborto? Então como pode ser isto possível. É, no mínimo, contraditório.

É inacreditável a injustiça que o PT, na pessoa do presidente Lula, comete para com a imprensa. Afinal, nunca antes na história deste país, a imprensa foi tão benevolente quanto à relação desta com o PT, e a esquerda em geral. Jornais, rádios, televisões, portais da internet, todos se eximem de, pelo menos por um instante, promover uma investigação mais aprofundada sobre as inúmeras atitudes controversas que o partidão vem tomando. A aproximação do Estado brasileiro com as ditaduras mais sangrentas do globo não é discutida pelos jornais. O programa de governo dos dois principais candidatos não é analisado. São soltas somente frases vazias ao vento.
O filho do presidente vai a Fernando de Noronha com um avião da Força Aérea e... Silêncio. Lula chama os mais sanguinários mandatários do planeta, quer na Ásia, quer na África, de democratas e... Silêncio. Lula, como presidente, faz aberta e ilegal campanha para Dilma nos palanques e... Silêncio. Índio da Costa acusa com razão a ligação óbvia do PT com as FARCs e... Silêncio. Dilma afirma que não leu seu plano de governo e... Silêncio. A última da petista foi afirmar que é a favor da vida, mas ela não é a favor do aborto? Então como pode ser isto possível. É, no mínimo, contraditório. E a imprensa... Silêncio.
Até hoje, o caso do prefeito Celso Daniel assassinado de maneira bastante, digamos, estranha ainda não foi esclarecido. Mesmo o partido não quer o esclarecimento do crime. Como pode uma agremiação não querer esclarecer a morte de um de seus integrantes? Houve investigação jornalística? Adivinhe... Silêncio!
Em contrapartida, não faltam motivos para que estes assuntos de vital importância para o entendimento do que realmente é o PT, e a esquerda como um todo, sejam colocados em segundo plano. É gravidez de famosa, separação de celebridades, os arquivos da ditadura e, recentemente, o goleiro do flamengo.
O caso do goleiro Bruno, veio a calhar. Encaixou-se como uma luva para o partido governante, ao desviar o foco das atenções da imprensa de seu envolvimento mais do que comprovado com as FARCs, para um caso de homicídio. A cúpula esquerdista deve estar saltitante, feliz da vida com a morte de Eliza. Sobre as declarações de Índio da Costa, aconteceu o que eu já havia antecipado anteriormente: para as acusações, notas de rodapé. Para os acusados, manchetes pela conquista do direito de resposta.
Agora me respondam: é ou não injusta a reclamação do PT de que a imprensa é “golpista” e “de direita” (como se ser de direita fosse crime)? Em que país do mundo fatos como estes seriam deixado de lado pelos jornalistas? Elementar meu caro Watson. No país do futebol, as notícias também são redondas. Não como bola, mas como pizzas, produzidas, criadas e vendidas na internet, no rádio, na televisão e nas bancas de jornais.
E nem adianta mandar e-mails e mensagens às redações, reclamando da falta de informações de seus veículos. A resposta é aquela conhecida... Silêncio

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cúmplices Silenciosos

Uma pessoa submetida a uma doutrinação ideológica disfarçada em "movimentos de massa", não consegue mais distinguir o que é certo do que é errado...

O candidato a vice-presidente de José Serra, Índio da Costa, resolveu revelar o que Graça Salgueiro, Olavo de Carvalho e Heitor de Paola, entre outros, vem incansavelmente alertando a pelo menos 15 anos: a ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que se dá via Foro de São Paulo. O próprio Raul Reyes, 02 das FARCs, afirma as ligações do partidão com o grupo terrorista. E qual a reação que nossos formadores de opinião tiveram? Silêncio. E a reação de nossos jornais e revistas? Entre outras, expulsaram Olavo de Carvalho de suas redações, sumariamente expulsando-o da revista Época e dos jornais O Globo e Zero Hora, entre outros.
E agora? Qual é a reação de nossos jornalistas quando esta revelação é feita por um candidato à vice-presidência? Novamente, silêncio. Limitam-se a registrar o fato e a (des) informar que o PT entrará na justiça contra Índio da Costa. Pergunta de seleção: com todas as informações contidas nos diversos artigos escritos pelos estudiosos que mencionei, e com as Atas do Foro de São Paulo disponíveis a quem queira ler porque nenhum repito, nenhum jornalista faz uma reportagem sobre as conexões que existem entre a esquerda nacional e as FARCs (isto sem falar no MIR, no Sandero Luminoso...)? Porque nossos jornalistas insistem em serem cúmplices da maior força de estratégia política que atua em toda a América Latina? Uma entidade tão poderosa que já elegeu os presidentes da Venezuela, Argentina, Chile, Brasil, Uruguai, Paraguai, Peru, Equador, Nicarágua, Bolívia e que queria que o golpista Zelaya retornasse ao poder em Honduras, cometendo um ato que afronta a constituição daquele país! Não é estranho o fato de o presidente Lula estar "cagando e andando" para a justiça e ninguém fala nada a respeito?
A resposta a estas perguntas é uma só: nossa imprensa, na sua esmagadora maioria, não é nada além de mais um tentáculo da revolução que está em curso neste exato momento em nosso país. Seu alcance é longo, atingindo mesmo as nossas crianças nas séries iniciais do ensino. Em nossas faculdades o que se vê nada mais é do que centenas de militantes, prontos a defender a "luta por um mundo melhor e mais justo, contra os interesses do capital". O problema é que este processo iniciou-se ainda nos anos 60, e nada foi feito para combatê-lo. É esta geração que hoje ocupa os espaços, cargos e funções de formadoras de opinião, e o resultado é catastrófico.
Como disse Yuri Bezmenov, ex-espião da KGB, a corrupção de uma sociedade inteira é um processo longo, mas os resultados são muito consistentes. Uma pessoa submetida a uma doutrinação ideológica disfarçada em "movimentos de massa", não consegue mais distinguir o que é certo do que é errado, e mesmo que sejam mostradas a elas, provas irrefutáveis que vão de encontro à suas crenças, sua alienação é tão forte que se recusam a admitir que seus dogmas sejam falsos. Se elas acreditam que uma bola de futebol é quadrada, de nada adianta mostrarmos todos os modelos de bolas de futebol que existem. Elas continuarão convictas de que a bola é quadrada. Para se reverter o estrago é necessário, pelo menos, uma geração inteira sendo novamente educada e orientada nos valores milenares de nossa civilização, assentada na base judaico-cristã, para que possamos recuperar o estrago causado. É por isto que uma revelação como a de que o PT e as FARCs são irmãos de sangue, não causa espanto algum em nossa intelectualidade. Pelo contrário, pode causar mesmo êxtase em alguns setores, especialmente nas universidades, com aqueles estudantes de miolo mole usando camisas do Che.
Nossos jornais, nossas revistas, não irão fazer reportagens especiais desmascarando as ligações terroristas do PT. Não veremos Olavo de Carvalho, Heitor de Paola ou Graça Salgueiro nas páginas amarelas da Veja, nem um Fantástico ou Globo Repórter sobre o assunto. Mesmo no Exército, nada se fala a respeito. O poder do Foro de São Paulo é muito maior do que se pensa. Boris Casoy que o diga.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pais. ACORDEM!

Não é Teoria da Conspiração. São fatos.

Enquanto é anunciado que o PIB brasileiro vai crescer mais de 5%, e de que a classe média aumentou significativamente (aliás, considerar classe média quem ganha entre R$ 1200,00 e R$ 5000,00 é um verdadeiro insulto. Como sempre, o PT não enriquece os pobres. Empobrece os ricos), a máquina de engenharia social vermelha avança silenciosamente por entre os jornais, rádio e televisão em busca do seu objetivo de controlar a vida privada de cada um dos cidadãos brasileiros. A comprovação? Uma manobra vermelha que vai punir os pais que disciplinarem seus filhos com castigos físicos, uma espécie de emenda ao ECA, aquele Estatuto que mal serve para limpar a bunda.
O cerco está cada vez mais apertado. O Estado está retirando cada vez mais direitos, intrometendo-se cada vez mais na vida privada de seus cidadãos. Pais! Reajam! Exijam o seu direito sagrado e milenar de educar os seus filhos. São vocês que devem assumir a responsabilidade e o dever de cuidar de suas crianças, e não deixá-las à mercê do Estado. Não há violência num puxão de orelha, numa palmada, num beliscão, ou mesmo no uso do cinto e da varinha de marmelo quando estes castigos são aplicados como forma de educar seus filhos. Eu mesmo já ajoelhei no milho e já fui riscado de uma surra para a sala de aula. O resultado? Tornei-me uma pessoa normal, responsável, que respeita a opinião alheia, que credita nos valores familiares e religiosos e, acima de tudo, que questiona e acredita na liberdade individual de pensamento. Agradeço todos os dias a Deus por ter me dado pais que souberam afagar e disciplinar com sabedoria. Mas não são pessoas assim que a esquerda quer. Eles querem uma juventude militante desde o momento do nascimento. Igualzinho à juventude nazista.
É preciso que os pais acordem para a verdadeira violência que é praticada contra as nossas crianças. A violência que vemos todos os dias na televisão e nas escolas, onde nossos pequenos são ensinados a como ter relações sexuais, homossexuais, e toda a sorte de erotização precoce. Descobrem um prazer que eles ainda não estão preparados, e cuja preparação não é de forma alguma atribuição de um governo, mas da família. Suas mentes são preparadas desde as mais tenras idades para irem contra seus pais, invertendo o papel natural das coisas, invertendo a ordem da natureza. Pais educam filhos e não o contrário.
Foi assim que o nazismo e o comunismo conseguiram formar sua massa de seguidores. Crianças e adolescentes que são desde cedo hipnotizados pelo canto da sereia vermelha que lhes suga a alma, deixando para trás apenas zumbis militantes que nada fazem a não ser apoiarem o partidão.
O intrigante é que praticamente ninguém comenta a relação de causa e efeito que há entre a queda sistemática da autoridade familiar e paterna com o aumento substancial  nos índices de violência física e sexual, praticado tanto por menores quanto por adultos, fora o consumo de drogas. Que podemos esperar de um Estado que incute na cabeça das crianças que o homossexualismo é algo normal e natural, e que o prazer sexual é "algo que os adultos querem que vocês não saibam, e que vocês podem e devem desfrutar sem medo (responsabilidade)"? Ou que fala às crianças que denunciem seus pais sempre que se sentirem tolhidas de sua "liberdade". Não é paradoxal a condenação justa da pedofilia conviver lado a lado com a sexualização precoce de meninos e meninas ainda mesmo na primeira infância? Não é paradoxal esta campanha para proteger as crianças ao mesmo tempo em que estas mesmas pessoas querem matá-las no ventre de suas mães?
O domínio do Leviatã está cada vez mais patente cada vez mais ostensivo. Os jornais nada falam, artistas nada falam acadêmicos nada falam. Compactuam com este processo estratégico de reconstrução e revolução social, como Robespierre fez na França. Não é Teoria da Conspiração. São fatos.

domingo, 11 de julho de 2010

Fardados, Sem Alma, Sem Culhões e Sem Voto

Cada vez mais as Forças Armadas estão sendo destruídas e extintas, sem que seus integrantes percebam, pois ficam maravilhados com cada brinquedinho novo (embora antigo) que o governo adquire para "equipá-las".

A eleição presidencial que se aproxima já aponta para a virtual derrota dos militares. Dilma, Serra ou Marina representam, para o cidadão fardado, a derrocata moral que diante de uma guerra cultural que estão enfrentando desde o governo FHC, quando as Forças Armadas foram completamente desmotivadas, desmoralizadas e desalmadas. Sim, porque o que foi sugado dos militares brasileiros foi a sua própria força vital. E não é somente a questão salarial que torna a profissão das armas cada vez mais marginalizada. A falta de equipamentos, de condições de trabalho, e a desmoralização progressiva do soldado frente à sociedade brasileira fazem com que a evasão torne-se inevitável.
Dentro das casernas, a sensação é a de que, hoje, o Exército não passa de uma grande milícia. Sem equipamentos adequados, sem alimentação, sem munição. Chega-se ao cúmulo do ridículo de soldados recrutas terem que imitar os sons dos disparos de fuzil com a boca porque não há festim. Ou de soldados-cidadãos desfilando com chinelos havaianas porque não existem coturnos e fardamentos suficientes. É o preço do embuste, do mantra imbecil do "a missão tem que ser cumprida".
O jovem que entra nas fileiras da caserna depara-se com uma decepção sem tamanho. A propaganda dos exercícios militares e manejo de armamentos dão lugar a treinamentos infindáveis de formaturas, faxinas e, fora raras oportunidades, o cano do fuzil é substituído pelo cabo da vassoura. Não há motivação, a não ser o vencimento que, embora seja o pior de todo o funcionalismo federal, ainda sim é melhor do que pagaria a iniciativa privada, pois esta ainda é punida com pesada carga tributária e trabalhista que a impede de proporcionar melhores salários.
Mas o problema maior não é este. O problema é quando vemos que os chefes militares, do alto de seus postos e cercados de inúmeros aspones, nada fazem. Calam-se amedrontados pela possibilidade da perda da "boca". De suas vozes, apenas houve o som dos mantras surrados do tipo "o governos está atento" ou "quando chegar à hora de uma guerra, as coisas mudam" ou ainda "a missão tem que ser cumprida". Pior que tudo isto é ser obrigado a vivenciar, como eu vivenciei, vivencio e vivenciarei a cena humilhante do militar tendo que pedir esmolas aos demais órgãos do poder executivo para conseguir folhas de ofício, ou combustível. Muito mais humilhante é ser chamado à atenção porque não "decorou o clube para o jantar com os formadores de opinião: faltou a toalha da mesa". Isto é o cúmulo do amadorismo. Um oficial tendo que se preocupar em arrumar a decoração de um local qualquer é o fim da picada. Mas se ele não fizer tudo direitinho, será sancionado na conceituação. Quer dizer, atirar, manusear o material militar não importa. O que importa é a mesa bem arrumada para o jantar e o ambiente decorado.
A culpa disto tudo, porém, é exclusivamente dos militares que anistiaram a corja que hoje os governam. A culpa é dos chefes, dos comandantes que, ao menor sinal, enfiam o rabo entre as pernas e, cabisbaixos e impotentes, dizem apenas "sim senhor". E hoje, ao invés de exporem a razão de existir de um exército, ficam mendigando missões de toda a natureza para justificar sua existência, ignorando que estão sendo esmagados pela mão revolucionária da esquerda.
Acima de tudo, o militar é um ser invejoso por natureza. Basta lembrar a piadinha dos caldeirões do inferno, onde o único que não tinha um diabinho guardando era o caldeirão dos militares, pois um dava um jeito de puxar o outro para baixo sempre que alguém tentava sair. É por esta razão que temos somente um deputado, Bolsonaro, que pode defender os homens de fardas e, inexplicavelmente, ele é criticado e bombardeado por generais e coronéis. E ai do milico que tente se candidatar e não vença a eleição, especialmente se for oficial: uma "transferência por necessidade do serviço" para a "Casa do C..." o espera.
A verdade é que aqueles que estão diariamente nos quartéis não têm nos altos comandos qualquer tipo de apoio, qualquer tipo de lealdade ou camaradagem. Pior é o oficial que sai da AMAN e queira sair para a vida civil. Além de ter que esperar por 5 anos para não pagar indenização à união, o conhecimento acadêmico adquirido naquela instituição de ensino superior não serve, a rigor, para coisa nenhuma no mercado de trabalho.
Somando isto tudo com a falsificação progressiva da história pela esquerda, mais o silêncio e a covardia dos milicos, o quadro não é dos melhores. Cada vez mais as Forças Armadas estão sendo destruídas e extintas, sem que seus integrantes percebam, pois ficam maravilhados com cada brinquedinho novo (embora antigo) que o governo adquire para "equipá-las". É um preço muito baixo pelo valor inestimável de uma alma de soldado.
Quando os chefes militares prestam sua continência a qualquer presidente, seja ele qual for (ou o que vier), estão traindo toda a história de seus antepassados, pois se calam como cães raivosos açoitados pelo dono, que nada fazem a não ser meter o rabinho entre as pernas. Dilma, Serra, ou Marina, tanto faz. Diferem-se os meios, mas o fim é o mesmo. E ele é muito sombrio.

Bobagens ao Norte do Brasil.

Folhando as páginas do jornal roraimense Folha de Boa Vista em busca dos classificados, deparei-me com uma frase do artigo escrito pelo defensor público Jaime Brasil Filho que chamou minha atenção: O capitalismo está perdido. Curioso, comecei a lê-lo na íntegra, na esperança de satisfazer minha curiosidade. Ledo engano. À medida que a leitura avançava, ficava claro que ali estava mais um exemplo de texto extraído do forno ideológico nacional, ou seja, um monte de bobagens.
Não seria viável colocar todo o artigo neste espaço, mas basta acessar este link para verificá-lo na sua totalidade, e o leitor pode, então, tirar suas próprias conclusões. A seguir, os trechos principais do escrito:

Jaime Brasil Filho *

O capitalismo está perdido. (...)

Após décadas de domínio ideológico e prático dos conceitos econômicos liberais, em que o Estado tinha que ser aprisionado e a iniciativa privada livre para fazer o que bem entendesse, os países do mundo se vêem em um grave dilema, pois as necessidades sistêmicas não se adaptam à lógica predatória dos “donos do mundo”.

Neste primeiro parágrafo, a primeira contradição. Nas últimas décadas, desde Getúlio Vargas, é a iniciativa privada, e não o Estado que está aprisionada. Ou a carga de impostos e tributos somados à legislação trabalhista draconianas não colocam o capitalismo de joelhos, como o próprio Hitler descreveu o capitalismo de Estado.

Quando Lênin escreveu o “Imperialismo: fase superior do capitalismo”, no começo do século passado, já reconhecia que a livre concorrência no capitalismo, se existiu, durou pouco tempo, que já no século XIX as empresas maiores tratavam de dominar e subjugar cada vez mais as menores, criando-se monopólios que se tornariam cada vez mais amplos e globais. Lênin previu o que hoje chamamos de globalização.
Viu-se que Lênin estava certo, e que esses oligopólios globais tomaram de assalto as estruturas estatais da maioria dos países. São as grandes empresas e os grandes interesses financeiros aqueles que elegem os governos da maioria dos países, e, por conseguinte, dizem o que eles devem ou não fazer. O povo nem chega a fazer diferença na hora da tomada das decisões mais importantes.

Aqui fica difícil reconhecer se o discurso é de um acadêmico ou de um sindicalista. Ou o autor esqueceu-se que o maior exemplo de monopólio que temos hoje em nosso país é a Petrobrás, uma empresa... Estatal. Ora, o Estado tem e precisa ter mecanismos que salvaguardem a livre concorrência, mas não precisa ser dono de empresas para fazê-lo. Afinal, o simples fato de uma empresa estatal não visar lucro já torna a concorrência automaticamente desleal. A propósito, Lênin edificou o seu comunismo com a base capitalista estatal e monopolista mais desastrosa da história.

Com os países asiáticos praticamente escravizando os seus trabalhadores, (...) os demais países que ainda quisessem manter algum tipo de indústria tinham que “baixar os seus custos”, leia-se, escravizar os seus trabalhadores também, eis que somente assim teriam como fazer competir os seus produtos no mercado mundial. A outra alternativa seria criar barreiras fiscais (...)

Escravizar trabalhadores? Foi o que fez a URSS do seu ídolo Lênin lembra? Para baixar o custo de produção de um país a conta é simples: enxugue o Estado, o deixe apenas com os serviços essenciais. Consequentemente, os custos da máquina diminuem. Os impostos diminuem, e os preços diminuem. E não me venha com esta história de que os malvados capitalistas não repassariam os lucros para os seus empregados através de aumento de salários Sr Jaime: tudo o que um capitalista quer é compradores, e se os trabalhadores não forem remunerados tão bem quanto possível, não haverá compradores, OK?

A mão invisível do mercado (...). Aqui no Brasil as grandes corporações “pagaram”, se somarmos tudo, míseros bilhões por patrimônios que valiam centena de vezes mais. A mão invisível do mercado fez também com que países devedores como o Brasil adotassem normas para alcançar o que eles chamam de “responsabilidade fiscal”, que nada mais é do que o dinheiro do povo que deixa de ser gasto em saúde, educação, em infra-estrutura e que vai direto para as mãos dos especuladores financeiros, (...), que também são os mesmos que escravizam os trabalhadores no mundo inteiro e que levaram todo o sistema à falência em 2008. A mão invisível do mercado causou grandes estragos ambientais no mundo inteiro, inclusive com a expansão do agronegócio e o aumento da produção e a exportação de comoditties (matérias-primas). A mão invisível do mercado elegeu presidentes mundo afora fomentando guerras, a exemplo do Iraque, onde o único interesse sempre foi o petróleo. A mão invisível do mercado praticamente recebeu de graça a Embratel, empresa criada e desenvolvida com o suor do povo brasileiro. Hoje, essa mesma mão nos saqueia com as tarifas telefônicas mais caras do mundo e com péssimos serviços.

Responsabilidade fiscal é simplesmente não gastar mais do que se arrecada. Mas com tantos copanhêros querendo mamar nas tetas da nação, fica complicado né? Aliás, é o seu, o meu, o nosso dinheiro que pagam esta corja. A falência de 2008 ocorreu justamente pela farta distribuição de crédito a pessoas que não poderiam pagar por ele. Quanto à desestatização, embora tímida, foi decisiva para que o país se modernizasse e os serviços fossem finalmente democratizados. Mais uma vez, não é a ganância dos empresários que nos saqueiam: É o Big Brother vermelho o buraco negro fiscal. Cascatas de impostos e leis trabalhistas escravizam aqueles que geram empregos e os que pagam pelos serviços prestados. Quanto à militância ambiental, sem comentários. Ah, só uma informação: as reservas de petróleo dos EUA são maiores que as brasileiras e árabes somadas... Mas os democratas (a esquerda americana) não as querem exploradas.

A mão invisível do mercado se apoderou da riqueza e do patrimônio do povo, se apoderou das estruturas governamentais para destruir o Estado e terminar de saqueá-lo, (...). Enquanto isso o povo não recebe ajuda alguma, ao contrário, vê o Estado gastando menos dinheiro com a população mais pobre para garantir a saúde financeira dos bancos, companhia de seguros e empresas que justamente foram as responsáveis pela crise.

What? Pirou? E as bolsas-esmolas? E a transferência de riqueza dos que trabalham para os que não trabalham? Não conta? Mercado se apoderando da estrutura governamental? Faça-me o favor! O que acontece é justamente o contrário, é o Estado que cada vez mais se apodera das estruturas do mercado! (e da religião, da cultura, da educação, da família...)

(...)

(...) Por ter sido mais “atrasado” em adotar mais profundamente as regras liberais, quando explodiu a crise o Brasil se viu mais protegido. Um bom exemplo são as regras de proteção ao trabalhador, as garantias de assistência social, e outras normas combatidas pelos liberais que aumentavam os custos de produção no Brasil. Justamente essas garantias foram um fator de proteção da economia, de circulação do capital e de possibilidade de manutenção dos níveis de consumo. Sarkozi que foi eleito na França para liberalizar a economia francesa, hoje agradece à sorte por não ter tido tempo de fazê-lo, ele nem fala mais em mudar as leis trabalhistas, sendo que a França “atrasada”, como o Brasil, na adoção completa do modelo liberal sofre, hoje, bem menos que a Inglaterra, essa sim “liberalíssima” e que agora está no fundo do poço.

O que salvou o Brasil não foram as políticas protecionistas, mas as mais altas taxas de juros do mundo. Garantia de assistência social? Só se for virtual, porque a seguridade social brasileira está falida. E a França, está em colapso fiscal, bem como toda a Europa não só por fatores demográficos, mas pelo famigerado Estado de bem-estar social, que onera sobremaneira o país que o sistema simplesmente entra em colapso. A Inglaterra está “no fundo do poço” justamente porque aderiu à onda esquerdista de que o coletivo se sobrepõe ao indivíduo. Basta verificarmos que, tanto na terra da rainha quanto na do Tio Sam, seu maior ciclo de desenvolvimento foi na década de 80, justamente quando a economia estava realmente conduzida pela mão invisível e pelo Estado mínimo.

(...) Nosso país insiste em ser o grande exportador de matérias-primas e isso traz grandes problemas. (...) exportar matéria-prima nunca foi estrategicamente bom para país nenhum, pois além do custo ambiental e social, exportar produtos sem agregar valor tecnológico faz com que, no final de tudo, tenhamos que importar produtos bem mais caros e sofisticados feitos, aliás, com as nossas matérias-primas. (...) o Brasil fica dependente da retomada do crescimento dos mercados consumidores de produtos que usam as nossas matérias-primas, o que nos coloca numa posição de total fragilidade, já que, como dito antes, o velho e descontrolado modelo liberal se espatifou e o mundo ainda não conseguiu adotar um outro sistema para controlar a mão invisível.

O que se espatifou, foi a demasiada intromissão estatal. Enquanto tivermos 43 ministérios e secretarias com seus status, não conseguiremos reduzir nossa carga tributária e, consequentemente, não conseguiremos atrais tecnologia, pois não geramos conhecimento e segurança. O Estado brasileiro falha justamente nas áreas em que o Estado deve existir: segurança e infra-estrutura. Fosse ele diminuído, e a conseqüente redução do custo - Brasil, não precisaríamos de mercado externo: a própria demanda interna daria conta de fomentar o crescimento econômico.
(...) Será que uma mão invisível nos salvará agora? Ou arregaçaremos as mangas e usaremos as nossas próprias mãos para a construção de um outro mundo?

Infelizmente, caro Defensor Público, a mão não é invisível, e tampouco irá nos salvar: A mão é grande e pesada. É a mão do Estado que esmagará nossos corpos como baratas, bem a seu gosto por sinal.

* Defensor Público

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Gravidez Humana: O Horror da Natureza

...a definição da mulher como sexo frágil é completamente equivocada. Sob o argumento do feminismo e do movimento abortista, mulher, hoje, é sexo fácil.


Cada vez mais, chego à conclusão de que a vida humana é totalmente descartável. Também descubro que a gravidez é algo dos mais horrendos que pode acontecer com uma mulher. Preciso esquecer aquela lenga-lenga que minha mãe, minhas tias e avós contavam  que "estar grávida para uma mulher, é a realização do sonho de ser mãe". Sinceramente, quanto mais o tempo passa, mais observo que esta afirmação não é verdadeira.
Se fosse, como explicar a onda de movimentos abortistas que assola toda a nossa sociedade? Como pode alguém em sã consciência declarar que "a mulher tem que ter direito sobre o próprio corpo?" O corpo de um ser humano em gestação pertence ao corpo da mãe? Ora, claro que não! É certo e indiscutível que, sem o suporte vital do corpo materno, o feto morre. Mas isto não o torna parte integrante da mãe. Fosse por este raciocínio torpe, fazendo uma analogia com as demais criaturas da natureza, não existiriam interações entre animais e plantas, seja de forma simbiótica ou de forma parasitária. Um animal ou planta que seja hospedeiro de outra(o) seria automaticamente considerada parte integrante deste.
Na verdade, o aborto nada mais é do que mais uma ferramenta utilizada pelos grandes  governos e ONGs pró-morte e esquerdistas (perdão pela redundância), no seu esforço de cada vez mais retirar a senso de responsabilidade do ser humano. E neste nicho, o movimento feminista é pródigo. Prega uma liberdade sexual sem a contrapartida da responsabilidade. O resultado é que hoje, para "comer alguém" o homem só precisa se preocupar em escolher o bar, danceteria ou festa que ele vai. É fatal sair destes locais, após trocadas duas ou três palavras, e pronto:  já pra cama! Sinto pena das prostitutas que oferecem sexo pago. Se os homens fossem inteligentes elas morreriam de fome. Realmente, vejo que a definição da mulher como sexo frágil é completamente equivocada. Sob o argumento do feminismo e do movimento abortista, mulher, hoje, é sexo fácil.
Que elas queiram dar mais que chuchu na serra, isto é problema delas. Agora, se foi mulher pra dar, tem que ser também para arcar com uma gravidez indesejada. Afinal, cada ato tem uma consequência não? Mas não parece ser isto o que pensam os governos socialistas e revolucionários ao redor do mundo. Basta verificarmos o que está acontecendo na Espanha, onde um projeto de lei permite a adolescentes de 16 e 17 anos a abortarem, sem restrições, sua gravidez até 14 semanas após a concepção. É mais uma peça no ciclo vicioso que retira por completa qualquer noção de responsabilidade da mulher (e do homem também). A mensagem é clara: trepem a vondade chiquitas e chiquitos! Se engravidarem, o bondoso Estado ajuda vocês a matarem o filho indesejado. Ser responsável? Não, isto é coisa de conservador...




domingo, 4 de julho de 2010

A Ficha da Dilma

Os militares, sob um discurso covarde de apolitismo, nada falam, nada comentam. Tornam-se cúmplices da falsificação histórica que assola todos os pólos formadores de opinião do país.


Não são poucos os e-mails que recebo de companheiros de profissão ou de amigos preocupados em desmascar a candidata Dilma através de seu passado obscuro e criminoso. Infelizmente, este esforço é em vão e o tiro sai verdadeiramente pela culatra.
A falta de informações acerca do período militar, bem como o silêncio covarde dos chefes militares, determina que tudo aquilo que é mostrado sobre os terroristas de outrora tenha efeito nulo. Seus crimes são imediatamente convertidos em atos de luta contra aquele "cruel e bruto regime" (tão bruto que todos eles estão aí, vivinhos da silva pra contar a história!). Desta maneira, crimes cometidos por Dirceu, Genoíno, Gushiken, Dilma e tantos outros dentro e fora da política (Flávio Tavares, Frei Beto entre outros) não são visto como atos criminosos em si, mas como a luta armada em defesa da democracia. E assim, documentos como este aqui ao lado se transformam de prova criminal a prova de heroísmo.
Para que a população acorde do torpor coletivo que encontra-se para poder enxergar o que realmente ocoreu naqueles anos, demorar-se-ia uma geração inteira. Os militares, sob um discurso covarde de apolitismo, nada falam, nada comentam. Tornam-se cúmplices da falsificação histórica que assola todos os pólos formadores de opinião do país. Tentar desmascarar a curriola esquerdista através da história é uma luta desigual, desgastante e demorada. E os últimos esforços espamódicos da direita concentra-se justamente nessa abordagem. Como agravante, são iniciativas dissolvidas e desunidas, que nada podem contra uma militância esquerdista que é organizada, treinada e articulada.
Para atacar a candidata petista e mesmo o tucano vermelho (Zé Serra), não precisamos recorrer ao passado. Basta buscarmos o presente. Basta que os chefes militares que, apesar da covardia moral e intelectual, ainda são depositários de uma distante esperança, coloquem a tona as ligações que o PT e a esquerda como um todo tem com os regimes totalitários de Fidel e Chávez, bem como com o grupo terrorista FARC. E não precisa ser nenhum integrante do sistema de informações para saber disto. Basta ler e pesquisar. Basta acessar sites como o de Olavo de Carvalho, Heitor de Paola, Graça Salgueiro, ou o do Mídia Sem Máscara. Lá, é farta a documentação que prova a conexão entre a esquerda nacional e grupos guerrilheiros, terroristas e governos da América Latina empenhados em impor a ditadura do proletariado. É no Foro de São Paulo que está a essência da estratégia política de poder e dominação do PT, PSOL, PSTU etc. Ali está o centro, o cerne de seus planos e projetos que precisam ser desvendados para o grande público, sob o risco de nos tornármos um novo "leste europeu", conforme consta dos objetivos desta entidade nas atas de suas reuniões: "recuperar na América Latina o que perdemos no leste europeu".
Mesmo assim, a tarefa é árdua. Boris Casoy foi demitido da Record por haver perguntado ao então candidato Lula sobre suas ligações com as FARCs. Vejam o poder do movimento! O homem nem era presidente ainda e o jornalista foi censurado por sua própria emissora! O desafio de desmascarar a bandida Dilma para o grande público é muito difícil. É preciso que os grupos isolados da direita se unam em prol de combater um inimigo comum e muito organizado e poderoso, com tentáculos que dominam a imprensa, as universidades e o meio artítico.
E por favor, parem de mandar a ficha da Dilma. Ela apenas fornece mais argumentos que ratificam seu "heroísmo em combater a ditadura".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Os Novos Feudos

...o que vemos são milhares de bolsas, abonos, cargos públicos, funcionalismo público, empresas públicas e até sindicatos (!!!!) que são pagos com o dinheiro que nós, os palhaços trabalhadores, deixamos compulsoriamente para o grande elefante brasileiro.

O filme Gladiador, mesmo sendo uma história de ficção, possui em seu roteiro algumas verdades históricas acerca do império romano que muitos historiadores negligenciam, com o objetivo de exaltar este período clássico em detrimento do que o seguiu, a Idade Média ou "das Trevas". Na película, verificamos que o general Maximus, assim como todos (ou a grande maioria) os integrantes da nobreza romana, tinham como propriedade não casarões urbanos, mas retiros rurais. Desta maneira, eram os sítios ou fazendas, e não os imóveis urbanos, que representavam efetivamente a aquisição de status por parte de um cidadão romano. Na área urbana ficava a grande maioria da população, desde os trabalhadores braçais até a baixa nobreza ou funcionários dos escalões mais baixos do império. Nobres trabalhavam na cidade e iam descansar em seus bucólicos imóveis, onde além deles, habitavam também os criados e escravos.
Esta liberdade de movimentação quer da zona rural para a urbana, quer dentro da zona urbana por parte de seus moradores, que usufruíam das facilidades e do serviço público do império ou da iniciativa privada, era possível porque Roma conseguia cumprir o papel primordial de qualquer Estado: prover a segurança. E o que aconteceu quando a segurança imperial não mais pode ser mantida? Os invasores bárbaros empurraram as fronteiras cada vez mais para a capital, até a sua invasão e saque no século V. Não mais era garantida a segurança para os habitantes das terras romanas. A população dos outrora seguros e pulsantes centros urbanos não tinham mais condições de habitar as cidades, ou mesmo de se deslocar entre sua área urbana para as propriedades rurais sem ter que arriscar sua pele. Os únicos lugares que poderiam prover certo grau de segurança eram justamente os sítios e fazendas da nobreza romana. E foi para estes locais que todo mundo correu. Surgiam os feudos, não como uma maneira de escravizar pessoas como alguns acham, mas como modo de preservar a cultura, a ciência, o conhecimento e o próprio povo romano. Em troca do trabalho de seus servos, o senhor feudal dava-lhes aquilo que o estado não poderia mais dar: segurança. Fora dos limites feudais, a morte era praticamente certa. E assim se organizou a sociedade medieval.
Progressivamente, foram surgindo feudos cada vez maiores, onde o maior era soberano do menor. Pouco a pouco foram criadas zonas de segurança que permitiam o deslocamento de comerciantes entre os castelos. E foi para manter esta segurança que, novamente, os grupos humanos se uniam em torno daquele que possuía a maior riqueza, e poderia montar um exército que assegurasse a... Segurança! E assim surgiram os reinos e os estados nacionais modernos. Ninguém exigia do soberno-mor, o rei, educação, saúde ou entretenimento. Exigiam apenas que o território fosse mantido a salvo dos invasores externos. Dentro das propriedades do reino, o senhor feudal era livre para determinar suas leis e a iniciativa privada da burguesia garantia o entretenimento e o lazer, ficando a cultura a cargo dos mosteiros católicos que protegeram o conhecimento clássico das invasões estrangeiras.
Mas você leitor, deve estar se perguntando: sim, e daí? Disto eu já sabia! Mas o que poucos notam é que exatamente neste momento, novos feudos estão sendo construídos tanto na área rural, quanto na área urbana. E seu processo de evolução de sua construção é por demais parecido com o que aconteceu desde a Roma antiga. Explico.
Quando fui a Porto Alegre, verifiquei que inúmeras construtoras estão implantando os bairros planejados. Confesso que não sabia disto, e certamente a situação não fica restrita à capital gaúcha. São sempre espaços amplos com todo o tipo de serviço e facilidades educacionais aliados à contratação de uma empresa de segurança privada. Um sonho de consumo não! Imagine criar seus filhos num bairro permanentemente guarnecido por seguranças, com vigilância interna rodeado por áreas de difícil acesso e que contenha clube, escola, academia, farmácia... Enfim praticamente tudo! Confesso que ao conhecer um destes projetos achei a idéia simplesmente fantástica! Mas aí veio uma faísca de raciocínio e... Conclui que os bairros planejados são... feudos modernos. E qual é a razão para a demanda por estes espaços urbanos estar tão aquecida? Adivinhem... SE-GU-RAN-ÇA. É segurança, aquele negócio que é responsabilidade do Estado prover. Aquela coisa que é a razão de ser de um governo, de um país. Pois este Estado faminto de impostos não consegue prover a única coisa que deveria! Se lá na Idade Média o servo pagava a seu senhor pela segurança, hoje nós pagamos a uma empresa privada pela segurança de nossos bairros planejados e ao governo para prover esta mesma segurança. Mas o que vemos são milhares de bolsas, abonos, cargos públicos, funcionalismo público, empresas públicas e até sindicatos (!!!!) que são pagos com o dinheiro que nós, os palhaços trabalhadores, deixamos compulsoriamente para o grande elefante brasileiro. Pagamos serviços que, além de não serem essenciais se fossem extintos e colocados para a iniciativa privada causariam apenas o aumento de sua eficiência e a diminuição da carga tributária desumana que nos assola.
Mas ao invés de garantir nossa segurança, nosso Big Brother fica preocupado em dar bolsas-esmolas, em apoiar ao MST, dar dinheiro a sindicatos trabalhistas e manter uma política econômica que beneficia os grandes bancos. Tudo isto, aliado a um discurso retórico, faz com que pensemos que está tudo bem. Afinal, podemos pagar para morarmos em casas com grades, alarmes, cães, vigilantes, monitoramento eletrônico, verdadeiras fortalezas. Outros podem pagar para morarem em condomínios fechados, ou em bairros fechados. Parece positivo, mas é ilusório. Segurança é dever e obrigação do estado, aliás, essencialmente, esta é sua única obrigação. Uma obrigação que não é cumprida por ele.
Enquanto assassinos, estupradores, traficantes, seqüestradores e assaltantes ficam soltos pelas ruas, parques e espaços públicos, nós ficamos entorpecidos e alienados dentro de nossas luxuosas prisões que são, em última análise, os novos feudos do século XXI.