sexta-feira, 30 de julho de 2010

Afinal Presidente: Temos Ou Não Uma Direita?

Que direita? Se o próprio presidente comemora a democracia unideológica, conclui-se, acertadamente, que a oposição golpista que habita os delírios lulistas é... De esquerda!

Ao comemorar a ausência de candidatos "da direita" nas eleições do corrente ano como sendo o maior exemplo de democracia "da história deste país", nosso presidente mostrou sua real posição antidemocrática. Lula é um totalitarista, e seu sonho é que as eleições brasileiras, em algum dia, ocorram aos moldes da cubana: muitos candidatos, mas um só partido. É a democracia totalitária, sonho de consumo de qualquer esquerda. Logicamente, nada a respeito desta declaração foi comentado pela imprensa.
Intrigante, porém não surpreendente, foi a sua declaração ontem, dia 29, durante sua visita a Porto Alegre. Disse o seguinte: a esquerda faz oposição, e a direita é golpista. A cada 24 horas, segundo Lula, a direita tenta dar um golpe. Sim mas... Que direita? Se o próprio presidente comemora a democracia unideológica, conclui-se, acertadamente, que a oposição golpista que habita os delírios lulistas é... De esquerda! Ou alguém acha que DEM, PSDB e Cia são partidos de direita? Francamente!
Aliás, o fratricídio da esquerda é algo mais do que provado e comprovado através da observação dos diversos governos socialistas que governam países. Da Rússia à China, da Coréia do Norte à Cuba, inúmeras foram as mortes entre companheiros de ideologia. Ninguém matou mais comunistas no mundo do que os comunistas. E, de novo, a imprensa nada fala sobre esta flagrante contradição, inerente, aliás, a todo o cenário político e intelectual brasileiro.
O silêncio midiático acerca do envolvimento PT-FARCs continua. Nada é investigado pelos grandes jornais. Pelo contrário. Parece que existe uma verdadeira campanha velada em tentar a todo custo desviar as atenções da população deste para outros assuntos. É por este motivo que ninguém consegue entender porque o governo brasileiro é tão infeliz tanto em sua política internacional, aproximando-se de ditaduras sangrentas ao redor do mundo, quanto na interna, ao impor cada vez mais o controle estatal na vida privada.
Ao esconder estes fatos, e ao deixar de comentar suas incoerências e suas ligações perigosas, nossos jornais deixam de prestar o único serviço a que se destinam: a informação. Deixam de trazer ao conhecimento da população quem realmente os está governando, e quem realmente são os candidatos. Se fizessem seu papel, talvez tivessem hoje pelo menos um candidato ou partido que fosse comprometido ideologicamente com a direita e com o projeto conservador. Sem informação, não pode haver democracia. O problema é que todos aqueles que tentam mostrar a realidade dos fatos são automaticamente e sumariamente calados. Assim, os articulistas e os editoriais dos veículos de informação são todos orientados em uma só ideologia: a esquerda. Pelo menos, por uma questão de respeito para com os seus leitores, estes veículos deveriam expor seu posicionamento ideológico, e não ficarem posando-se de isentos, quando não o são.
Enquanto isto, tudo continua ficando no dito pelo não dito. E os eleitores continuam sendo feito de palhaços, achando que, ao escolher o candidato da oposição, estarão realmente escolhendo um opositor.

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