quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cúmplices Silenciosos

Uma pessoa submetida a uma doutrinação ideológica disfarçada em "movimentos de massa", não consegue mais distinguir o que é certo do que é errado...

O candidato a vice-presidente de José Serra, Índio da Costa, resolveu revelar o que Graça Salgueiro, Olavo de Carvalho e Heitor de Paola, entre outros, vem incansavelmente alertando a pelo menos 15 anos: a ligação do PT com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia que se dá via Foro de São Paulo. O próprio Raul Reyes, 02 das FARCs, afirma as ligações do partidão com o grupo terrorista. E qual a reação que nossos formadores de opinião tiveram? Silêncio. E a reação de nossos jornais e revistas? Entre outras, expulsaram Olavo de Carvalho de suas redações, sumariamente expulsando-o da revista Época e dos jornais O Globo e Zero Hora, entre outros.
E agora? Qual é a reação de nossos jornalistas quando esta revelação é feita por um candidato à vice-presidência? Novamente, silêncio. Limitam-se a registrar o fato e a (des) informar que o PT entrará na justiça contra Índio da Costa. Pergunta de seleção: com todas as informações contidas nos diversos artigos escritos pelos estudiosos que mencionei, e com as Atas do Foro de São Paulo disponíveis a quem queira ler porque nenhum repito, nenhum jornalista faz uma reportagem sobre as conexões que existem entre a esquerda nacional e as FARCs (isto sem falar no MIR, no Sandero Luminoso...)? Porque nossos jornalistas insistem em serem cúmplices da maior força de estratégia política que atua em toda a América Latina? Uma entidade tão poderosa que já elegeu os presidentes da Venezuela, Argentina, Chile, Brasil, Uruguai, Paraguai, Peru, Equador, Nicarágua, Bolívia e que queria que o golpista Zelaya retornasse ao poder em Honduras, cometendo um ato que afronta a constituição daquele país! Não é estranho o fato de o presidente Lula estar "cagando e andando" para a justiça e ninguém fala nada a respeito?
A resposta a estas perguntas é uma só: nossa imprensa, na sua esmagadora maioria, não é nada além de mais um tentáculo da revolução que está em curso neste exato momento em nosso país. Seu alcance é longo, atingindo mesmo as nossas crianças nas séries iniciais do ensino. Em nossas faculdades o que se vê nada mais é do que centenas de militantes, prontos a defender a "luta por um mundo melhor e mais justo, contra os interesses do capital". O problema é que este processo iniciou-se ainda nos anos 60, e nada foi feito para combatê-lo. É esta geração que hoje ocupa os espaços, cargos e funções de formadoras de opinião, e o resultado é catastrófico.
Como disse Yuri Bezmenov, ex-espião da KGB, a corrupção de uma sociedade inteira é um processo longo, mas os resultados são muito consistentes. Uma pessoa submetida a uma doutrinação ideológica disfarçada em "movimentos de massa", não consegue mais distinguir o que é certo do que é errado, e mesmo que sejam mostradas a elas, provas irrefutáveis que vão de encontro à suas crenças, sua alienação é tão forte que se recusam a admitir que seus dogmas sejam falsos. Se elas acreditam que uma bola de futebol é quadrada, de nada adianta mostrarmos todos os modelos de bolas de futebol que existem. Elas continuarão convictas de que a bola é quadrada. Para se reverter o estrago é necessário, pelo menos, uma geração inteira sendo novamente educada e orientada nos valores milenares de nossa civilização, assentada na base judaico-cristã, para que possamos recuperar o estrago causado. É por isto que uma revelação como a de que o PT e as FARCs são irmãos de sangue, não causa espanto algum em nossa intelectualidade. Pelo contrário, pode causar mesmo êxtase em alguns setores, especialmente nas universidades, com aqueles estudantes de miolo mole usando camisas do Che.
Nossos jornais, nossas revistas, não irão fazer reportagens especiais desmascarando as ligações terroristas do PT. Não veremos Olavo de Carvalho, Heitor de Paola ou Graça Salgueiro nas páginas amarelas da Veja, nem um Fantástico ou Globo Repórter sobre o assunto. Mesmo no Exército, nada se fala a respeito. O poder do Foro de São Paulo é muito maior do que se pensa. Boris Casoy que o diga.

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