domingo, 11 de julho de 2010

Fardados, Sem Alma, Sem Culhões e Sem Voto

Cada vez mais as Forças Armadas estão sendo destruídas e extintas, sem que seus integrantes percebam, pois ficam maravilhados com cada brinquedinho novo (embora antigo) que o governo adquire para "equipá-las".

A eleição presidencial que se aproxima já aponta para a virtual derrota dos militares. Dilma, Serra ou Marina representam, para o cidadão fardado, a derrocata moral que diante de uma guerra cultural que estão enfrentando desde o governo FHC, quando as Forças Armadas foram completamente desmotivadas, desmoralizadas e desalmadas. Sim, porque o que foi sugado dos militares brasileiros foi a sua própria força vital. E não é somente a questão salarial que torna a profissão das armas cada vez mais marginalizada. A falta de equipamentos, de condições de trabalho, e a desmoralização progressiva do soldado frente à sociedade brasileira fazem com que a evasão torne-se inevitável.
Dentro das casernas, a sensação é a de que, hoje, o Exército não passa de uma grande milícia. Sem equipamentos adequados, sem alimentação, sem munição. Chega-se ao cúmulo do ridículo de soldados recrutas terem que imitar os sons dos disparos de fuzil com a boca porque não há festim. Ou de soldados-cidadãos desfilando com chinelos havaianas porque não existem coturnos e fardamentos suficientes. É o preço do embuste, do mantra imbecil do "a missão tem que ser cumprida".
O jovem que entra nas fileiras da caserna depara-se com uma decepção sem tamanho. A propaganda dos exercícios militares e manejo de armamentos dão lugar a treinamentos infindáveis de formaturas, faxinas e, fora raras oportunidades, o cano do fuzil é substituído pelo cabo da vassoura. Não há motivação, a não ser o vencimento que, embora seja o pior de todo o funcionalismo federal, ainda sim é melhor do que pagaria a iniciativa privada, pois esta ainda é punida com pesada carga tributária e trabalhista que a impede de proporcionar melhores salários.
Mas o problema maior não é este. O problema é quando vemos que os chefes militares, do alto de seus postos e cercados de inúmeros aspones, nada fazem. Calam-se amedrontados pela possibilidade da perda da "boca". De suas vozes, apenas houve o som dos mantras surrados do tipo "o governos está atento" ou "quando chegar à hora de uma guerra, as coisas mudam" ou ainda "a missão tem que ser cumprida". Pior que tudo isto é ser obrigado a vivenciar, como eu vivenciei, vivencio e vivenciarei a cena humilhante do militar tendo que pedir esmolas aos demais órgãos do poder executivo para conseguir folhas de ofício, ou combustível. Muito mais humilhante é ser chamado à atenção porque não "decorou o clube para o jantar com os formadores de opinião: faltou a toalha da mesa". Isto é o cúmulo do amadorismo. Um oficial tendo que se preocupar em arrumar a decoração de um local qualquer é o fim da picada. Mas se ele não fizer tudo direitinho, será sancionado na conceituação. Quer dizer, atirar, manusear o material militar não importa. O que importa é a mesa bem arrumada para o jantar e o ambiente decorado.
A culpa disto tudo, porém, é exclusivamente dos militares que anistiaram a corja que hoje os governam. A culpa é dos chefes, dos comandantes que, ao menor sinal, enfiam o rabo entre as pernas e, cabisbaixos e impotentes, dizem apenas "sim senhor". E hoje, ao invés de exporem a razão de existir de um exército, ficam mendigando missões de toda a natureza para justificar sua existência, ignorando que estão sendo esmagados pela mão revolucionária da esquerda.
Acima de tudo, o militar é um ser invejoso por natureza. Basta lembrar a piadinha dos caldeirões do inferno, onde o único que não tinha um diabinho guardando era o caldeirão dos militares, pois um dava um jeito de puxar o outro para baixo sempre que alguém tentava sair. É por esta razão que temos somente um deputado, Bolsonaro, que pode defender os homens de fardas e, inexplicavelmente, ele é criticado e bombardeado por generais e coronéis. E ai do milico que tente se candidatar e não vença a eleição, especialmente se for oficial: uma "transferência por necessidade do serviço" para a "Casa do C..." o espera.
A verdade é que aqueles que estão diariamente nos quartéis não têm nos altos comandos qualquer tipo de apoio, qualquer tipo de lealdade ou camaradagem. Pior é o oficial que sai da AMAN e queira sair para a vida civil. Além de ter que esperar por 5 anos para não pagar indenização à união, o conhecimento acadêmico adquirido naquela instituição de ensino superior não serve, a rigor, para coisa nenhuma no mercado de trabalho.
Somando isto tudo com a falsificação progressiva da história pela esquerda, mais o silêncio e a covardia dos milicos, o quadro não é dos melhores. Cada vez mais as Forças Armadas estão sendo destruídas e extintas, sem que seus integrantes percebam, pois ficam maravilhados com cada brinquedinho novo (embora antigo) que o governo adquire para "equipá-las". É um preço muito baixo pelo valor inestimável de uma alma de soldado.
Quando os chefes militares prestam sua continência a qualquer presidente, seja ele qual for (ou o que vier), estão traindo toda a história de seus antepassados, pois se calam como cães raivosos açoitados pelo dono, que nada fazem a não ser meter o rabinho entre as pernas. Dilma, Serra, ou Marina, tanto faz. Diferem-se os meios, mas o fim é o mesmo. E ele é muito sombrio.

Um comentário:

  1. Foi-se minha esperança. Parece não haver homens de honra, defensores da pátria no exército brasileiro. Bom seria se houvesse aqui homens com postura e coragem como em honduras.

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