domingo, 4 de julho de 2010

A Ficha da Dilma

Os militares, sob um discurso covarde de apolitismo, nada falam, nada comentam. Tornam-se cúmplices da falsificação histórica que assola todos os pólos formadores de opinião do país.


Não são poucos os e-mails que recebo de companheiros de profissão ou de amigos preocupados em desmascar a candidata Dilma através de seu passado obscuro e criminoso. Infelizmente, este esforço é em vão e o tiro sai verdadeiramente pela culatra.
A falta de informações acerca do período militar, bem como o silêncio covarde dos chefes militares, determina que tudo aquilo que é mostrado sobre os terroristas de outrora tenha efeito nulo. Seus crimes são imediatamente convertidos em atos de luta contra aquele "cruel e bruto regime" (tão bruto que todos eles estão aí, vivinhos da silva pra contar a história!). Desta maneira, crimes cometidos por Dirceu, Genoíno, Gushiken, Dilma e tantos outros dentro e fora da política (Flávio Tavares, Frei Beto entre outros) não são visto como atos criminosos em si, mas como a luta armada em defesa da democracia. E assim, documentos como este aqui ao lado se transformam de prova criminal a prova de heroísmo.
Para que a população acorde do torpor coletivo que encontra-se para poder enxergar o que realmente ocoreu naqueles anos, demorar-se-ia uma geração inteira. Os militares, sob um discurso covarde de apolitismo, nada falam, nada comentam. Tornam-se cúmplices da falsificação histórica que assola todos os pólos formadores de opinião do país. Tentar desmascarar a curriola esquerdista através da história é uma luta desigual, desgastante e demorada. E os últimos esforços espamódicos da direita concentra-se justamente nessa abordagem. Como agravante, são iniciativas dissolvidas e desunidas, que nada podem contra uma militância esquerdista que é organizada, treinada e articulada.
Para atacar a candidata petista e mesmo o tucano vermelho (Zé Serra), não precisamos recorrer ao passado. Basta buscarmos o presente. Basta que os chefes militares que, apesar da covardia moral e intelectual, ainda são depositários de uma distante esperança, coloquem a tona as ligações que o PT e a esquerda como um todo tem com os regimes totalitários de Fidel e Chávez, bem como com o grupo terrorista FARC. E não precisa ser nenhum integrante do sistema de informações para saber disto. Basta ler e pesquisar. Basta acessar sites como o de Olavo de Carvalho, Heitor de Paola, Graça Salgueiro, ou o do Mídia Sem Máscara. Lá, é farta a documentação que prova a conexão entre a esquerda nacional e grupos guerrilheiros, terroristas e governos da América Latina empenhados em impor a ditadura do proletariado. É no Foro de São Paulo que está a essência da estratégia política de poder e dominação do PT, PSOL, PSTU etc. Ali está o centro, o cerne de seus planos e projetos que precisam ser desvendados para o grande público, sob o risco de nos tornármos um novo "leste europeu", conforme consta dos objetivos desta entidade nas atas de suas reuniões: "recuperar na América Latina o que perdemos no leste europeu".
Mesmo assim, a tarefa é árdua. Boris Casoy foi demitido da Record por haver perguntado ao então candidato Lula sobre suas ligações com as FARCs. Vejam o poder do movimento! O homem nem era presidente ainda e o jornalista foi censurado por sua própria emissora! O desafio de desmascarar a bandida Dilma para o grande público é muito difícil. É preciso que os grupos isolados da direita se unam em prol de combater um inimigo comum e muito organizado e poderoso, com tentáculos que dominam a imprensa, as universidades e o meio artítico.
E por favor, parem de mandar a ficha da Dilma. Ela apenas fornece mais argumentos que ratificam seu "heroísmo em combater a ditadura".

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