domingo, 22 de agosto de 2010

Lembranças dos "Anos de Chumbo".

Pergunto: existe diferença entre a violência praticada pelos criminosos de hoje e daqueles de outrora? Não.

Durante este final de semana, muitas notícias foram divulgadas sobre um tiroteio entre policiais militares do Rio de Janeiro e criminosos que voltavam de um baile funk. Na fuga, estes bandidos acabaram entrando em um hotel cinco estrelas, da rede Continental, onde fizeram hóspedes de reféns. Após negociação com a força policial, acabaram soltando os reféns e se entregando.
Porque fizeram isto? Ora, porque estavam saindo de uma festa no morro, depararam-se com um bloqueio policial e não tinham alternativa diferente: ou fugiam, ou eram presos. Fugiram.
Agora imaginem a mesma cena, exatamente do mesmo jeito. Porém, troquem a motivação puramente criminosa pela política. Imaginem que estes bandidos são representantes de uma ideologia contrária ao governo. Que ao invés de se entregarem, mantém os turistas como refém e exigem que todos aqueles condenados por crimes como assassinato, sequestro, estupro e roubo, pertencente à mesma facção ideológica que a sua, fossem libertados. Seria esta a condição para que o hotel fosse liberado. Parece surreal não é mesmo? Mas não é. Aliás, é muito mais real do que se possa imaginar. Para ser sincero, cenas semelhantes a esta eram muito comuns no Brasil das décadas de 60 e 70.
Naquele tempo, sequestros de embaixadores e de aviões, assassinatos de estrangeiros, roubos a lojas e a governantes,  atentados a bomba que mutilaram inocentes e mataram pessoas que nem sabiam o porquê daquilo tudo estar acontecendo. Utilizaram da violência e do justiçamento a sangue frio. Espalharam o terror, muito mais do que estes bandidos pé-rapados do Rio. Diziam estar lutando pela democracia, quando na verdade apenas queriam impor um regime ainda mais autoritário no Brasil do chamados "anos de chumbo". Anos de chumbo sim, mas contra os bandidos, terroristas e criminosos que foram quase todos eliminados e liquidados pela força policial, ou pelas Forças Armadas. Anos de chumbo da esquerda, que matou, sequestrou e espalhou o terro.
Aliás, hoje vivemos anos de chumbo, mas de chumbo criminoso. De helicópteros que são derrubados, de arrastões, de morros dominados pelo tráfico. Todos crimes praticados "pelos pobres excluídos, vítimas do malvado capitalismo". E quando a polícia reage, acusam-na de truculência, de excesso de violência. Desmoralizam a força da polícia.
Pergunto: existe diferença entre a violência praticada pelos criminosos de hoje e daqueles de outrora? Não. Afinal, os fins não justificam os meios por mais nobre que aqueles sejam. Pelo menos não para os verdadeiros defensores da verdadeira democracia. E sabem qual foi a condenação que os sequestradores, assassinos, terroristas e estupradores de 60-70 ganharam? Polpudas indenizações, pagas com o meu, o seu, o nosso dinheiro, e cargos valiosos na administração pública. Aliás um deles está prestes a ser a nossa nova Presidente.
Ou seja: você comete inúmeros crimes, é preso justamente por isto, e aqueles que realmente lutaram pela segurança e pela ordem são condenados! Os criminosos foram soltos e ainda por cima anistiados de todos os seus crimes! Diziam eles que lutavam contra a ditadura... Como foi boazinha a nossa ditadura não?

2 comentários:

  1. Muito pertInente esse paradoxo comparativo.
    Agora imagine a seguinte hipótese, como vai ficar a imagem do "traficante da favela" que cresceu na miséria, após uma possível futura instauração de lei que de legalidade as drogas?

    Como no Brasil algumas coisas são esquecidas ou desconsideradas, temos como exemplo o caso de nosso ilustrissimo ex-presidnete Fernando Collor de Melo ressurgindo no cenário político, como a mítica "Ave Fenix" ressurgi das cinzas.
    Isto ja não é mais uma hipótese, é fato!

    Bom não vivi no período da ditadura, só sei o que ouço do meu pai (militar da reserva que viveu esse período intensamente) e em livros e artigos, mas se a imagem dos intitulados "terroristas" da ditadura mudaram para melhor com o passar dos anos, certamente posso esperar que a carreira desses flagelados da atualidade tenham um futuro brilhante, só basta sobreviverem.

    Então postado aqui minha opnião, sou contra muitos métodos empregados na ditadura por parte do governo, mas também não acho que vagabundo, marginal mereça credibilidade, agora basta nos desalienarmos e não insistirmos com os erros do passado, e sim aprender com eles para que não aconteçam mais fatos surreais e previsíveis.

    comentado por:
    Haroldo Athos.

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  2. O grande problema é que todo mundo pensa que os criminosos daquele tempo eram "pobres estudantes que queriam a democracia". Não queriam. Queriam uma ditadura do proletariado, que matou mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo. E não eram estudantes, mas pessoas treinadas para o terrorismo.
    Além do mais, qualquer pessoa que hoje diga que as forças policias brasileiras agiram corretamente é automaticamente taxado de extremista de direita. Aliás, ser de direita no Brasil virou sinônimo de chingamento.
    É esta a democracia que temos no país: uma democracia totalitária, pois não escolhemos entre ideologias diferentes na hora do voto, apenas entre candidatos de uma corrente única de pensamento.

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