terça-feira, 28 de setembro de 2010

Que Mal Há em Ser Burguês?


Eles apenas repetem o que lhes foi determinado pela ideologia esquerdista: que aquele que possui qualquer condição de vida acima de pobre é automaticamente um explorador.

Não entendo porque tanto ódio para com a chamada burguesia. Basta olharmos o horário eleitoral ou andarmos pelas ruas das cidades para verificarmos a repetição automática do mantra esquerdista anti-burguês. De acordo com a moral reinante nas instituições de ensino, no meio artístico e na mídia, o fato de um cidadão pertencer a esta dita classe, o transforma automaticamente em inimigo do povo. Mas por quê? Será que as pessoas que possuem melhores condições de vida conseguiram atingir este patamar exclusivamente através da exploração dos inocentes? Creio que não
Aliás, duvido que a maioria destes universitários, jornalistas e artistas cabeças-ocas saibam o que é a burguesia, como ela surgiu e a importância que ela teve na formação dos Estados modernos. Que foi ela a responsável pelas revoluções que mudaram o rumo de nossa civilização, para o bem ou para o mal (como a queridinha Revolução Francesa) que eles próprios idolatram tanto. Não. Eles apenas repetem o que lhes foi determinado pela ideologia esquerdista: que aquele que possui qualquer condição de vida acima de pobre é automaticamente um explorador. Que todos os empresários pertencem à classe dos porcos chauvinistas exploradores. E, finalmente, que a classe trabalhadora, urbana ou rural, é dotada de santificação inata, que é sempre explorada e que deve, por isto, tomar dos ricos para dividir com os pobres. Em conseqüência, amaldiçoam a burguesia e idolatram a pobreza.
Mas o fato é que, para chegar aonde chegaram, os “ricos” (que no Brasil são aqueles que ganham, pasmem, mais de 2,5 mil reais por mês), não chegaram do nada à sua condição. Tiveram que estudar, trabalhar e batalhar para isto. Mesmo aqueles que têm uma melhor condição econômica advinda de herança não podem ser desmerecidos, pois seus pais, avós, bisavós trabalharam duro para dar a cada geração, melhores condições de vida. Devemos amaldiçoá-los por isto? Evidentemente que não.  Da mesma maneira, não podemos culpar o empresário pela exploração do trabalhador, especialmente aqui no Brasil onde o dono de empresa paga uma carga tributária absurda. Deveríamos sim agradecê-los por, mesmo contra todas as possibilidades econômicas, terem a coragem de abrirem empresas que geram empregos justamente para essas pessoas que depois os criticam. Meio ilógico isto não é?
Por isto, depois de sobreviver à doutrinação socialista da escola e sair da prisão ideológica, eu admiro a burguesia. Na verdade, eu queria ser um burguês, mesmo, com toda a honestidade. Talvez pelo meu soldo de capitão do Exército (e mesmo sabendo que as Forças Armadas possuem a pior remuneração da esfera pública federal) eu seja classificado como tal, então posso ser um burguês. Se o sou, orgulho-me. Afinal, não foi por acaso (e nem por cotas) que cheguei onde estou. Não fico reclamando que pessoas ganham melhores salários que eu, mesmo que sejam de milhões de reais. Tento trabalhar para chegar aonde elas chegaram (apesar de ser bem difícil de atingir a cifra dos milhões). Não as culpo pela minha condição ou das condições nas quais vivem os mais pobres e nem acho que estes devam receber auxílio financeiro, mas oportunidades de trabalho. Entretanto, com uma carga tributária destas e com o encargo trabalhista atual, como pode ser a produção e o empreendedorismo incentivados?
Também não vejo nada de mais em se fazer caridade, em se ajudar os mais necessitados, desde que não seja com o dinheiro alheio. Ninguém deve ser obrigado a ajudar ninguém compulsoriamente como querem os PTs, PSTUs e PSoLs da vida. Caridade é algo que deve partir espontaneamente e não obrigatoriamente. Inúmeros são os casos de pessoas bem sucedidas que fazem doações, fundam instituições e realizam campanhas para ajudar aqueles com dificuldades. Mesmo o McDonald’s, símbolo do “capitalismo malvado” faz doações e campanhas em prol dos necessitados. Muitos empresários também realizam esta atividade de forma anônima e silente, buscando auxiliar às pessoas. Mas algum tentou obrigar os outros a fazerem o mesmo? Não.
E é então que me pergunto: Este pessoal vermelhinho, como o Chico Buarque, o Oscar Niemeyer, o Jô Soares, Lula, Dilma, Tarso, Manuela, Luciana Genro, Serra, Paulo Henrique Amorim, Flávio Tavares, Juremir Machado da Silva e tantos outros integrantes dos círculos acadêmicos, jornalísticos, políticos e artísticos, que pregam que devemos distribuir a riqueza... Será que eles distribuem a sua riqueza? Será que eles destinam uma boa parte de seu dinheiro realizando a sua tão sonhada distribuição de renda para os mais necessitados? Quanto da fortuna de Jô Soares, Chico Buarque e Oscar Niemeyer foram parar nas mãos dos mais necessitados? Quantas casas eles construíram? Quantos pratos de comida distribuíram? Se eles não fazem a sua parte, porque querem obrigar os outros a fazerem?
É a moral socialista: empobrecer o rico. Os valores morais e religiosos que nos ensinam que é pelo trabalho, pela honestidade e pelo auto-aperfeiçoamento que conseguiremos subir nos degraus da pirâmide social são deixados de lado pela luta de classes, onde a burguesia é acusada de ser culpada pelas mazelas do mundo. Além disso, o pobre, o proletário deve violentar, assaltar e arrancar à força o patrimônio construído “pelos ricos” a fim de promover a “justa partilha da riqueza”.
Afinal, distribuir a renda dos outros é muito fácil, não é mesmo?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Democracia "à la PT".

O povão não percebe, mas a cada momento em que apóia o PT e a esquerda como um todo está, na verdade, aumentando o buraco de sua própria sepultura

Escândalos na Casa Civil, na Receita Federal e no Congresso Nacional fazem parte da vida do governo PT. Mensalão, tráfico de influência, quebra de sigilo fiscal, assassinatos (não os do tempo da militância armada, refiro-me ao caso Celso Daniel), são as maneiras nada sutis com as quais o partido tomou o poder e agora faz um país para todos, o que significa acabar com todo e qualquer valor familiar filosófico e religioso que tenha qualquer ligação com a milenar moral judaico-cristã, que moldou-nos como somos hoje. E mesmo com todos estes atos totalitários, esta intervenção na vida privada, as pesquisas apontam que Estela será Presidente da República. Nada consegue atingir o partidão. Eis a recompensa por duas, três décadas de paciente infiltração revolucionária no âmago da sociedade. Fomos atingidos no tronco cerebral e nada mais somos capazes de sentir.
É por este motivo que, por mais que estourem denúncias, crimes, escândalos, enfim, toda a sorte de atividades que revelam o caráter totalitário e ditatorial do governo petista, não daremos importância. Afinal, para nós, somente interessa  a queda da taxa de juros e financiamentos a perder de vista para comprarmos um carro ou um imóvel. É este o preço de nossas almas.
Agora parece que os tentáculos petistas estão novamente assediando a liberdade de imprensa através de projetos de leis que amordaçam a nossa auto-censurada mídia. É apenas mais uma faceta do Estado Totalitário e não Autoritário em que vivemos. Estão construindo a gaiola que nos aprisionará sem que notemos. E nós estamos dando todos os votos para eles. O povão não percebe, mas a cada momento em que apóia o PT e a esquerda como um todo está, na verdade, aumentando o buraco de sua própria sepultura. 
É este o exemplo de democracia que temos no Brasil. Uma democracia onde não há partidos de direita concorrendo no pleito eleitoral (e o presidente quase tem um orgasmo com isto) não parece ser muito democrática. Uma democracia onde um partido tem que ser extirpado da política nacional  (palavras do mandatário-mor) não me parece muito plural. Parece muito com a ideologia de um certo austríaco de bigodinho que aceitava toda e quaquer opinião, desde que fosse alinhada com o partido nazista.
Se  a mesma situação ocorresse com qualquer outra agremiação, certamente o presidente já estaria impedido de proseguir no cargo. Mas como é a esquerda, o PT, nada é feito. Onde estão os cara-pintadas? Será que ninguém entende que, perto de Lula, Collor é uma freira? Será que não percebem que mesmo nos famigerados "anos de chumbo", o Estado não tinha tamanho poder? E chamam a este período de ditadura. Se aquilo era ditadura, o que será que vivemos agora? 
Nunca neste país estivemos sob controle desta maneira. Somos monitorados todo o dia, mesmo sem percebermos. Nosso sigilo fiscal, financeiro, postal e telefõnico não podem ser garantidos. Conversas ao telefone, trocas de e-mails, declarações de imposto de renda e o saldo de nossas aplicações financeiras... Não estarão elas neste exato momento sendo ouvidas, lidas e acompanhadas pelo partidão? Ah, mas vão dizer que isto é teoria da conspiração. Golpe Branco e Direita golpista não é né! Sei... Como se neste país tivéssemos uma direita, uma oposição à ideologia reinante. Nossa escolha é basicamente a mesma que os russos faziam. Lá era Stálin ou Trotsky. Mas o socialismo continuaria de um jeito ou de outro. Aqui temos a escolha entre PT e PSDB...
Anestesiados pelo parasita socialista, somos incapazes de reagir às ondas de denúncias que assolam este governo. Somos incapazes de compreender que estamos diante de um Estado cada vez mais totalitário. Somos incapazes de entender que os crimes cometidos pelo PT são dos mais graves que se possa cometer. Ou a compra de todo um congresso e o "desaparecimento" providencial de testemunhas chaves em investigações são coisas normais e corrigueiras num "Estado Democrático de Direito"?
Quebra de sigilo fiscal na Receita Federal; tráfico de influência na Casa Civil; compra de todo um Congresso Nacional; assassinato do prefeito Celso Daniel; censura à imprensa; manipulação de dados do IBGE; desrespeito à determinações judiciais (como no caso do TSE)... É isto que é democracia?





domingo, 12 de setembro de 2010

Sob os Olhos do Estado

Aqui mesmo no Brasil temos exemplos distintos de um Estado Autoritário e não Totalitário e de um Estado Totalitário e não Autoritário.


Há certa confusão, mesmo nos meios ditos mais esclarecidos, acerca do que vem a ser o totalitarismo.  Muitos imaginam que um Estado Totalitário é aquele marcado por governos fortes e autoritários. Chegam mesmo a achar que, para haver totalitarismo é necessário que haja também a força da autoridade. Mas não é bem assim.
Um país, um governo, pode muito bem ser totalitário sem utilizar-se do autoritarismo. Existem casos mesmo de democracia totalitária. Este tipo peculiar de sistema acontece em Cuba e na Venezuela, onde todos podem votar nas diversas eleições. Só há um pequeno senão: nesses países, só existe um partido (o Partido Socialista Único). É errado associar automaticamente um a outro.
Aqui mesmo no Brasil temos exemplos distintos de um Estado Autoritário e não Totalitário e de um Estado Totalitário e não Autoritário.
O primeiro ocorreu durante o período militar. A lei era aplicada sem distinção. Em contrapartida, não eram violados sigilos fiscais a revelia da legislação. Por mais "dura" que possa ter sido aquela época, as quebras de sigilos e de garantias individuais eram praticadas sob o manto legal, não nas sombras. Convém lembrar, ainda, que o país passava por um momento grave de perturbação da ordem, onde gente como José Dirceu, Flávio Tavares, Dilma, Lamarca e Brizola, organizava atos de terrorismo, assaltando, sequestrando, assassinando ou torturando. Era contra este tipo de escória que a lei do Estado era aplicada. Mesmo a dita censura foi muito, mas muito pequena diante da ameaça de nos tornarmos uma "República Popular". As pessoas de bem, aquelas que queriam apenas trabalhar e cuidar de seus afazeres particulares, jamais foram incomodadas pelos militares, pelo contrário. Basta perguntarmos aos mais velhos e eles nos dirão que, naquele tempo, segurança não era problema, e que ninguém saia quebrando sigilos fiscais, telefônico ou postal sem que houvesse todo um processo que justificasse tais ações. Ninguém se metia em como os pais criavam seus filhos, e nem se corria o risco de ser preso por achar que o homossexualismo é antinatural.
O segundo caso ocorre precisamente nos tempos de agora. O Estado brasileiro não é autoritário, mas é totalitário. Nunca antes na história deste país o governo se meteu tanto na vida privada do cidadão como agora. Foi-nos retirado o direito de educarmos nossos filhos (seja com palmadas, seja sem). Foi-nos retirado o direito de sermos contrário ao homossexualismo, ao islamismo, e de ser contrário aos ideias esquerdistas. Nem na época do Império o cidadão brasileiro esteve tão vigiado, tão controlado. Não há mais nem a possibilidade de irmos a um bar onde fumantes são aceitos. Aliás, não há sequer a possibilidade do dono do bar aceitá-los, porque o Estado já proibiu. Perdemos nossas liberdades individuais, e parece que ninguém se dá conta disto. Nem nossos dados fiscais são protegidos, como estamos acompanhando o caso da quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB ou daqueles ligados ao candidato Serra. Vejam que eu não estou preocupado com o fato de serem os tucanos as vítimas, mas com o fato de cidadãos terem seus dados expostos a revelia de qualquer legislação. Este sim é um estado totalitário, que se infiltra em todas as facetas da vida privada do cidadão. Este sim é um exemplo mais do que claro de que não é preciso ser autoritário para ser totalitário. O PT está fazendo isto com maestria. Estamos a cada dia que passa mais parecida com a antiga União Soviética, ou com Cuba e Venezuela, onde todos aqueles que ousam levantar sua voz contra este totalitarismo, são presos e perseguidos.
Não se enganem. Aonde quer que formos, o Big Brother estará nos vigiando e nos controlando como suas marionetes. Em breve, seremos livres apenas para respirar. Isto se o Estado permitir.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Outra Face

Na concepção moral que paira na imprensa e na intelectualidade em geral, o assassinato não é  digno de indignação, mas queimar o Corão o é.

A total falta de qualquer senso de proporções por parte de nossa imprensa pode ser observada precisamente neste momento. Bastou um louco norte-americano ameaçar queimar o Corão que, imediatamente, hordas de jornalistas e intelectuais em geral, soltassem seus gritos de horror diante de tamanha afronta contra a religião islâmica. O temor de uma reposta violenta por parte dos países muçulmanos com certeza reforça a ideia de que este homem tem que ser impedido, a todo custo, de executar tamanha afronta religiosa.
Mas porque esta mesma comoção, este mesmo sensacionalismo não é observado quando o objeto muda do Corão para a Bíblia, por exemplo? Cristãos mundo afora são impedidos de entrarem em território muçulmano portando o seu Livro Sagrado, e ninguém fala nada. Imagens sacras do cristianismo, como o crucifixo, são ridicularizadas pelo mundo artístico, e nada é falado, nada é comentado. Seria o Corão mais sagrado que a Bíblia? Porque queimar aquele é um ato de afronta, e ao mesmo tempo construir uma mesquita no ponto zero do 11 de setembro é ato democrático? Porque se pode queimar a bandeira dos EUA e não o Livro Sagrado muçulmano?
Todo ano, milhares de cristãos são assassinados na China, no Iran, no Iraque e no mundo árabe em geral, pelo simples fato de serem seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sobre isto, nenhuma palavra. Sobre esta limpeza religiosa, silêncio. Na concepção moral que paira na imprensa e na intelectualidade em geral, o assassinato não é  digno de indignação, mas queimar o Corão o é. E ainda existem pessoas que tem a coragem de acusar os cristãos e os estadunidenses de serem os responsáveis pelas mazelas do mundo. Imaginem se os EUA resolvessem responder pela poder das armas a cada vez que sua bandeira é queimada? Pensem no que poderia acontecer se, a cada cristão morto pelos muçulmanos, a cristandade reagisse como eles? Certamente, não haveria mais sobre a Terra uma nação islâmica sequer.
Mas não. O cristianismo é o movimento religioso mais pacífico que existe sobre a face da Terra. Não vemos atentados cristãos. Não vemos terrorismo cristão contra outras religiões. Os exemplos que temos de violência cristã (que é muito rara ao longo da história) ocorrem,entre suas próprias ramificações, e nunca de maneira a impor seu pensamento pela força como acontece na Jihad. Preferem "dar a outra face". Mesmo as Cruzadas aconteceram apenas para que a cristandade recuperasse seus locais sagrados que lhes foram tomados violentamente pelos seguidores de Maomé.
Tempos de inversão este em que vivemos. Todos se mostram surpresos e perplexos pelo fato de um homem querer exercer seu direito de liberdade religiosa e queimar o Corão, como se isto fosse a pior coisa do mundo. Em contrapartida, ninguém se incomoda com os atentados terroristas dos muçulmanos. Pelo contrário! Os legitimam como reação à nossa "intolerância religiosa". Matar cristãos e inocentes... Pode! Queimar o Corão... Não pode!

domingo, 5 de setembro de 2010

Enlatados dos USA

O que ocorre em nosso país é que a população está tão acostumada, tão anestesiada a acompanhar programas vazios e sem sentidos, repetitivos e pueris que qualquer coisa que os faça pensar minimamente se torna algo chato e desanimador.

Sou telespectador dos seriados televisivos norte-americanos, ou melhor, estadunidenses. E assisto a estes programas por um motivo muito simples: são infinitamente superiores em relação a qualquer coisa que se passa na tela da televisão nacional. Comédia, ação, drama, ficção científica, polêmicos ou politicamente corretos, todos conseguem a façanha de serem melhores do que qualquer novela tupiniquim, mesmo o pior deles. Não me sinto frustrado ou irritado por isto. Sinto-me sim um  privilegiado de ter acesso a uma programação de qualidade, coisa que não acontece por aqui.
No Brasil, o gênero predominante é a telenovela, com suas tramas repetitivas e que oscilam conforme a maré da audiência. E o resultado final é a mesma estrutura básica em qualquer trama. O fato de serem diárias limita enormemente a capacidade de aprofundamento da história, e mesmo da personagem. Em contrapartida, o fato das séries made in USA serem exibidas semanalmente lhes dão uma maior profundidade narrativa que não encontra paralelo nas produções brasileiras. Não há por estas terras o surgimento de personagens complexos como House, da série homônima, Patrick Jane de The Mentalist, Bill Henrickson, de Big Love ou Monk. Mesmo nossas comédias são paupérrimas e sequer podem competir com o humor politicamente incorreto dos desenhos The Simpsons, American Dad ou Family Guy. Isto sem falar de Seinfeld, ou Friends.
O que pode explicar, então, o fracasso retumbante de audiência quando estas e outras séries são televisionadas para cá? Seria esta a prova de que a nossa programação é superior àquela dos irmãos do norte? Obviamente que não.
O que ocorre em nosso país é que a população está tão acostumada, tão anestesiada a acompanhar programas vazios e sem sentidos, repetitivos e pueris que qualquer coisa que os faça pensar minimamente se torna algo chato e desanimador. Qualquer trama mais aprofundada ou uma comédia que seja politicamente incorreta é rechaçada. Acostumamos-nos a sermos medíocres, a não pensarmos. Não queremos ter o trabalho de olhar um programa que instigue a nossa mente. E, como resultado, vemos a qualidade de nossa produção cultural cair em um poço de mediocridade sem fim.
Resta-nos o teatro onde, pelo menos em tese, os espetáculos podem ter uma profundidade um pouco maior do que os programas oferecidos via televisão. O problema é que a grande maioria das peças de sucesso são obras dos mesmos atores, diretores e produtores televisivos, o que transforma os palcos em uma extensão dos estúdios de televisão. Os diretores, atores e roteiristas que ousam apostar em uma obra densa e profunda pagam o preço de sua audácia através de baixa divulgação e pouca propaganda, além do baixo público que continua preferindo o feijão com arroz televisivo.
O intrigante é que aqueles que acompanham os enlatados dos USA são os mesmos que preferem os espetáculos densos, profundos e de qualidade. E são criticados por isto.

Avanço Totalitário

E assim, o Exército de Caxias vai tornando sua farda camuflada cada vez mais vermelha. E o último possível foco de resistência está minado.

Sem que a grande maioria da população perceba, lentamente o Brasil caminha para um regime democrático totalitário. Neste tipo de sistema, a população pode escolher livremente seus governantes, mas todos eles pertencem a um mesmo partido. Oficialmente ainda não estamos nesta fase. Ideologicamente, entretanto, vivemos esta situação a pelo menos oito anos. Afinal, a orientação política de TODOS os partidos é única: todos são de esquerda. Qualquer movimento feito para a direita é automaticamente esmagado não pela política, mas pelo meio intelectual e jornalístico, que imediatamente qualifica o mínimo suspiro moribundo direitista de golpe branco, golpe de Estado e outras bobagens. O resultado está aí. Realizamos o sonho democrático lulista, pois ele mesmo declarou que o fato de termos somente partidos de esquerda nas eleições de 2010 é prova cabal da evolução democrática nacional. É pessoal, o PT não está para brincadeira. O totalitarismo se aproxima, e não tardará a chegar.
A única força que poderia segurar o ímpeto socialista e totalitário petista reside nos quartéis das três forças singulares. Os militares são a única esperança de resistência a esta imposição a um regime que sepultará para sempre a liberdade individual. Ou melhor, eram. Progressivamente e de maneira brilhante, a estratégia comunista de tomada do poder começa a chegar a seus passos decisivos. Começou com a criação do Ministério da Defesa, e agora surge o Estado-Maior das Forças Armadas, mais um órgão recheado de civis que progressivamente quebra a espinha dorsal da hierarquia, fazendo com que o comando das Forças deixe de ser exercido por um chefe militar e passa a ser feito por uma espécie de comissariado, ao melhor estilo soviético. E assim, o Exército de Caxias vai tornando sua farda camuflada cada vez mais vermelha. E o último possível foco de resistência está minado.
O mais incrível disto tudo é a passividade dos próprios militares. Nenhuma reação, nenhuma declaração. Apenas a aceitação passiva de mais este movimento revolucionário. É claro que isto tudo tem uma explicação. A infiltração comunista dentro das Forças Armadas, mesmo em suas escolas de altos estudos é a grande responsável pelo enfraquecimento mental dos militares. Na própria Academia Militar das Agulhas Negras, nada é ensinado sobre a estratégia comunista de tomada de poder, sobre a verdade acerca do movimento democrático de 64. Limita-se a aspectos totalmente militares, o que transforma o Exército de guardião da soberania nacional, em apenas mais um instrumento a ser utilizado pelos donos do poder.
A estratégia para a compra das mentes fardadas é simples: aumentos irrisórios de salários, novos equipamentos (como blindados da década de 70) para os quartéis e uma ou outra liberação de recursos para operações militares. Isto  basta para manter os militares ocupados com seus "brinquedinhos" enquanto o verdadeiro inimigo atua dentro de suas almas, de sua mente. Imaginam inimigos ao norte, quando este está incrustado no centro cerebral das Forças Armadas, correndo e devorando seu cérebro a cada dia que passa.
E como o cérebro não sente dor, nossos generais seguem felizes ao verem o Exército participando da vida nacional. Não percebem que, de fato, os militares estão se tornando cada vez mais o punho de ferro da revolução. E quando (se) perceberem será tarde.