sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Outra Face

Na concepção moral que paira na imprensa e na intelectualidade em geral, o assassinato não é  digno de indignação, mas queimar o Corão o é.

A total falta de qualquer senso de proporções por parte de nossa imprensa pode ser observada precisamente neste momento. Bastou um louco norte-americano ameaçar queimar o Corão que, imediatamente, hordas de jornalistas e intelectuais em geral, soltassem seus gritos de horror diante de tamanha afronta contra a religião islâmica. O temor de uma reposta violenta por parte dos países muçulmanos com certeza reforça a ideia de que este homem tem que ser impedido, a todo custo, de executar tamanha afronta religiosa.
Mas porque esta mesma comoção, este mesmo sensacionalismo não é observado quando o objeto muda do Corão para a Bíblia, por exemplo? Cristãos mundo afora são impedidos de entrarem em território muçulmano portando o seu Livro Sagrado, e ninguém fala nada. Imagens sacras do cristianismo, como o crucifixo, são ridicularizadas pelo mundo artístico, e nada é falado, nada é comentado. Seria o Corão mais sagrado que a Bíblia? Porque queimar aquele é um ato de afronta, e ao mesmo tempo construir uma mesquita no ponto zero do 11 de setembro é ato democrático? Porque se pode queimar a bandeira dos EUA e não o Livro Sagrado muçulmano?
Todo ano, milhares de cristãos são assassinados na China, no Iran, no Iraque e no mundo árabe em geral, pelo simples fato de serem seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sobre isto, nenhuma palavra. Sobre esta limpeza religiosa, silêncio. Na concepção moral que paira na imprensa e na intelectualidade em geral, o assassinato não é  digno de indignação, mas queimar o Corão o é. E ainda existem pessoas que tem a coragem de acusar os cristãos e os estadunidenses de serem os responsáveis pelas mazelas do mundo. Imaginem se os EUA resolvessem responder pela poder das armas a cada vez que sua bandeira é queimada? Pensem no que poderia acontecer se, a cada cristão morto pelos muçulmanos, a cristandade reagisse como eles? Certamente, não haveria mais sobre a Terra uma nação islâmica sequer.
Mas não. O cristianismo é o movimento religioso mais pacífico que existe sobre a face da Terra. Não vemos atentados cristãos. Não vemos terrorismo cristão contra outras religiões. Os exemplos que temos de violência cristã (que é muito rara ao longo da história) ocorrem,entre suas próprias ramificações, e nunca de maneira a impor seu pensamento pela força como acontece na Jihad. Preferem "dar a outra face". Mesmo as Cruzadas aconteceram apenas para que a cristandade recuperasse seus locais sagrados que lhes foram tomados violentamente pelos seguidores de Maomé.
Tempos de inversão este em que vivemos. Todos se mostram surpresos e perplexos pelo fato de um homem querer exercer seu direito de liberdade religiosa e queimar o Corão, como se isto fosse a pior coisa do mundo. Em contrapartida, ninguém se incomoda com os atentados terroristas dos muçulmanos. Pelo contrário! Os legitimam como reação à nossa "intolerância religiosa". Matar cristãos e inocentes... Pode! Queimar o Corão... Não pode!

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