domingo, 12 de setembro de 2010

Sob os Olhos do Estado

Aqui mesmo no Brasil temos exemplos distintos de um Estado Autoritário e não Totalitário e de um Estado Totalitário e não Autoritário.


Há certa confusão, mesmo nos meios ditos mais esclarecidos, acerca do que vem a ser o totalitarismo.  Muitos imaginam que um Estado Totalitário é aquele marcado por governos fortes e autoritários. Chegam mesmo a achar que, para haver totalitarismo é necessário que haja também a força da autoridade. Mas não é bem assim.
Um país, um governo, pode muito bem ser totalitário sem utilizar-se do autoritarismo. Existem casos mesmo de democracia totalitária. Este tipo peculiar de sistema acontece em Cuba e na Venezuela, onde todos podem votar nas diversas eleições. Só há um pequeno senão: nesses países, só existe um partido (o Partido Socialista Único). É errado associar automaticamente um a outro.
Aqui mesmo no Brasil temos exemplos distintos de um Estado Autoritário e não Totalitário e de um Estado Totalitário e não Autoritário.
O primeiro ocorreu durante o período militar. A lei era aplicada sem distinção. Em contrapartida, não eram violados sigilos fiscais a revelia da legislação. Por mais "dura" que possa ter sido aquela época, as quebras de sigilos e de garantias individuais eram praticadas sob o manto legal, não nas sombras. Convém lembrar, ainda, que o país passava por um momento grave de perturbação da ordem, onde gente como José Dirceu, Flávio Tavares, Dilma, Lamarca e Brizola, organizava atos de terrorismo, assaltando, sequestrando, assassinando ou torturando. Era contra este tipo de escória que a lei do Estado era aplicada. Mesmo a dita censura foi muito, mas muito pequena diante da ameaça de nos tornarmos uma "República Popular". As pessoas de bem, aquelas que queriam apenas trabalhar e cuidar de seus afazeres particulares, jamais foram incomodadas pelos militares, pelo contrário. Basta perguntarmos aos mais velhos e eles nos dirão que, naquele tempo, segurança não era problema, e que ninguém saia quebrando sigilos fiscais, telefônico ou postal sem que houvesse todo um processo que justificasse tais ações. Ninguém se metia em como os pais criavam seus filhos, e nem se corria o risco de ser preso por achar que o homossexualismo é antinatural.
O segundo caso ocorre precisamente nos tempos de agora. O Estado brasileiro não é autoritário, mas é totalitário. Nunca antes na história deste país o governo se meteu tanto na vida privada do cidadão como agora. Foi-nos retirado o direito de educarmos nossos filhos (seja com palmadas, seja sem). Foi-nos retirado o direito de sermos contrário ao homossexualismo, ao islamismo, e de ser contrário aos ideias esquerdistas. Nem na época do Império o cidadão brasileiro esteve tão vigiado, tão controlado. Não há mais nem a possibilidade de irmos a um bar onde fumantes são aceitos. Aliás, não há sequer a possibilidade do dono do bar aceitá-los, porque o Estado já proibiu. Perdemos nossas liberdades individuais, e parece que ninguém se dá conta disto. Nem nossos dados fiscais são protegidos, como estamos acompanhando o caso da quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB ou daqueles ligados ao candidato Serra. Vejam que eu não estou preocupado com o fato de serem os tucanos as vítimas, mas com o fato de cidadãos terem seus dados expostos a revelia de qualquer legislação. Este sim é um estado totalitário, que se infiltra em todas as facetas da vida privada do cidadão. Este sim é um exemplo mais do que claro de que não é preciso ser autoritário para ser totalitário. O PT está fazendo isto com maestria. Estamos a cada dia que passa mais parecida com a antiga União Soviética, ou com Cuba e Venezuela, onde todos aqueles que ousam levantar sua voz contra este totalitarismo, são presos e perseguidos.
Não se enganem. Aonde quer que formos, o Big Brother estará nos vigiando e nos controlando como suas marionetes. Em breve, seremos livres apenas para respirar. Isto se o Estado permitir.

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