sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Invasão da Caserna

Após infiltrarem-se nas escolas militares (dos Colégios Militares à Escola Superior de Guerra) finalmente a esquerda, através do infame Ministério da Defesa, espalha seus tentáculos dentro dos aquartelamentos. O resultado será, inevitavelmente, a desmoralização e desmantelamento progressivo das já dóceis e sucateadas Forças Armadas.

Até 2022, o Exército Brasileiro deverá substituir 22 mil integrantes de seus quadros por servidores civis. Vejam bem, substituídos. Ninguém me disse isso. Ninguém comentou isso comigo. Eu mesmo li o documento, que ordena que seja feito um levantamento de quais vagas constantes no QCP (Quadro de Claros Previstos) ocupadas por integrantes das armas bélicas, de logística e administração podem ser preenchidas por não-militares (aliás, eu mesmo terei que fazer tal levantamento!). O objetivo, segundo o documento do Estado-Maior do Exército, é a valorização do servidor civil, com a ressalva de que é algo muito bom para o Exército, pois estes servidores serão pagos pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, sem ônus para o orçamento da Força.
O apadrinhamento chega às Forças Armadas. Servidores civis, que não estarão submetidos aos regulamentos militares e ao seu código de conduta moral estarão convivendo lado a lado com os militares. Certamente, receberão um salário muito maior do que aquele que atualmente é dado para os integrantes das Forças Armadas nos seus mais diversos postos e graduações. Finalmente, os quartéis tornar-se-ão o que hoje são as estatais: moeda política de troca. Pouco a pouco os militares estão sendo eliminados e silenciados. Foi assim que Stálin desmantelou o Exército Russo. A diferença é que ele efetivamente assassinou os quadros do Exército. Aqui, o assassinato não é físico, mas é moral.
Após infiltrarem-se nas escolas militares (dos Colégios Militares à Escola Superior de Guerra) finalmente a esquerda, através do infame Ministério da Defesa, espalha seus tentáculos dentro dos aquartelamentos. O resultado será, inevitavelmente, a desmoralização e desmantelamento progressivo das já dóceis e sucateadas Forças Armadas. Basta um aumentozinho sem vergonha e a compra de modernos equipamentos militares da década de 70 ou 80 para manter nossos generais sob controle, como pit-bulls com focinheiras. Reação a esta afronta? Nenhuma. Apenas a resposta já batida da turma do amém que comanda as Forças Singulares: Sim Senhor, Ministro da Defesa!
Muitos cidadãos brasileiros acreditam, ingenuamente, que os militares, particularmente o Exército, são a última esperança de contermos o avanço totalitário que tinge de vermelho a nação verde-amarela. Não são. E cada vez mais se mostram apáticos e desprovidos de testículos, pois tremem de medo ao menor sinal de desaprovação governamental. Passaram a ser marionetes, zumbis controlados pelo poder intelectual dos revolucionários que assaltaram o país.
Porém, mais preocupante e avassalador é que os oficiais formados pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) não saem com qualquer defesa contra a ideologia marxista. Mesmo na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, de Comando e Estado-Maior ou Superior de Guerra, não lhes são dados os instrumentos necessários para identificar as ameaças ideológicas, refutá-las e combatê-las. Os ensinamentos da disciplina de Filosofia na AMAN restringem-se apenas à identificação superficial das diversas escolas do pensamento, sem preocupação nenhuma em aprofundar o estudo de cada uma delas. É por isto que, qualquer discurso retórico ou dialético chinfrim enrola mesmo o mais experiente dos generais.
O produto deste estado de coisas é que os próprios militares enxergam como normal, e mesmo desejável, situações como esta de transferir 22 mil cargos hoje ocupados por militares para civis. Não conseguem perceber que isto aumentará ainda mais o controle governamental sobre o pensamento, os valores e a moral militar, tornando as Forças Armadas efetivamente o braço forte (e armado) da revolução comunista em marcha no país. E os militares passarão de guardiões dos reais valores do povo brasileiro a mais um instrumento de engenharia social do partidão.
O governo anuncia investimentos e o reaparelhamento das três forças singulares, tornando-as mais modernas e eficientes. Ao mesmo tempo, destrói a sua essência vital, a sua alma, a sua moral, sua própria razão de existir desmoralizando seus integrantes e corrompendo cada vez mais seus comandantes. Assim, o Exército Brasileiro é como uma árvore infestada por cupins. Por fora, aparenta pujança e vida, mas internamente está à beira da morte. Um morto-vivo que se arrasta e se agarra a migalhas com o intuito apenas de sobreviver.

Privatização? Claro que Sim!


A empresa estatal não serve ao país, serve a governos. É moeda de troca na hora de se formar alianças. Um imenso cabide de emprego para os companheiros desempregados do partido e seus aliados.

Antes da privatização do sistema “Tele”, comprar um aparelho telefone fixo era um verdadeiro martírio. Além do custo impeditivo, cerca de 4 mil reais em valores atualizados, era necessário esperar por 3, 4 ou mesmo 5 anos em uma grande fila para se obter o aparelho. Existia no país um ramo de negócio chamado aluguel de telefones. Claro que quem podia pagar 8 ou 10 mil reais conseguia uma linha vendida por um particular. Hoje, por cerca de 100 reais, entra-se em uma loja e já se sai com um telefone celular novinho. E isto graças a quê? À privatização do sistema.
Muita gente chiou. Privatizaram as Teles, a Vale, o sistema elétrico, e não foram poucas as acusações de que estavam vendendo o país. Mas a riqueza de uma nação não é medida pela quantidade de empresas que ela possui, mas pela riqueza de cada um de seus integrantes. A administração privada é infinitamente mais eficiente que a pública por dois motivos: busca do lucro e funcionários sem estabilidades. Ou seja, busca-se a eficiência dos serviços e a competência dos funcionários. Se o empregado trabalhar mal ou receber reclamações dos clientes, pode ser posto na rua. No caso da empresa estatal, não.
Particularmente, eu gostaria de ver todas as empresas privatizadas, da Petrobrás ao Banco do Brasil. Muitos certamente cairão em cima de mim, dizendo que quero vender a nação. Não, não quero. A empresa estatal não serve ao país, serve a governos. É moeda de troca na hora de se formar alianças. Um imenso cabide de emprego para os companheiros desempregados do partido e seus aliados. É assim que Dilma é conselheira da Petrobrás, ganhando dezenas de milhares de reais que todos os meses eu e você pagamos aos cofres públicos. É assim que um partido apóia ou não o governo, ou seja, à medida que recebe cargos polpudos e diretorias no Banco do Brasil, nos Correios ou no BNDES. Vão dizer que quero vender o petróleo, e que isto é loucura porque o petróleo é nosso. Então digo: e daí? De que adianta ser “dono do petróleo” se continuo pagando uma das gasolinas mais caras do mundo?
Vão dizer, também, que o empresário só visa o lucro e que se esquece do povo. Mas basta pegarmos o exemplo da telefonia para termos certeza de que, graças ao empresário e a iniciativa privada, o pobre pode ter acesso a um meio de comunicação essencial por preços muito mais baixos do que quando essas empresas estavam sob domínio do Estado. Imagine se uma empresa como a Petrobrás fosse privatizada e a exploração do petróleo aberta. Teríamos redução no preço devido à concorrência e ao enxugamento do quadro de pessoal. Muito dos funcionários que nada fazem além de receber o dinheiro do governo iriam sumir do mapa. Muitos diretores seriam demitidos ou substituídos por pessoas capazes, e não por aliados políticos. O mesmo pode se dizer dos Correios e de tantas outras empresas estatais. Ao governo, bastaria colocar regras claras e recolher os tributos, sem precisar arcar com o ônus de uma folha de pagamento. Afinal, a riqueza não está no petróleo em si, mas no capital que ele gera. Mas ninguém quer largar o osso.
Enquanto o governo for dono do poder econômico, os casos de corrupção se tornarão cada vez mais comuns. É claro que jamais conseguiremos atingir um nível zero. Mas ao tirarmos as empresas do governo, diminuímos consideravelmente esta mazela nacional. Diminuímos, também, o gasto com folha de pagamento, e o Estado passaria a tratar de assuntos que são realmente seus, especialmente a segurança.
O mais desafiador, porém, é modificar a mentalidade brasileira do não merecimento. Afinal, empresas privadas não têm estabilidade e quem não desempenha direito sua função, dança. E o povo do Brasil está acostumado a ter uma teta do governo pra mamar e se atirar nas cordas quando atinge a estabilidade no seu cargo. Não valoriza o trabalho e o desempenho como forma de garantir tanto o seu emprego quanto promoções e melhores remunerações. É assim que o sonho de todo jovem é passar em um concurso público...
E é assim que um Estado do tamanho de uma baleia precisa de mais e mais dinheiro para ser cada vez mais lento, pesado e incompetente! E adivinha quem paga essa conta?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tropa de Elite, não é da Zélite

 Se o primeiro filme já fez gente torcer o nariz porque segundo eles era "de direita", o segundo desfere um golpe na boca do estômago. Nele, fica claro que, se o riquinho da zona sul financia o tráfico, a esquerda martiriza seus integrantes.

Tropa de Elite 2 consegue uma proeza difícil de ser alcançada: consegue ser tão bom (superior na minha humilde opinião) quanto o primeiro. A narrativa, o roteiro, a fotografia, a interpretação dos atores, a direção, enfim, todo o filme é muito bem feito. Mas o grande diferencial desta película, como já fora a primeira, é tocar em algumas feridas ideológicas que a intelectualidade como um todo não gosta. No primeiro, o "burguês" era co-responsável pelo tráfico e sua violência. Entretanto, o romantismo esquerdista não contaminou o filme: os bandidos eram bandidos, e não "pobres almas esquecidas pela sociedade malvada". A morte da badidagem era desejada, e a conivência das ONGs com o tráfico também foi retratada. O resultado foi um estrondoso sucesso, mostrando que o público se identificava com o filme. O capitão Nascimento não é visto como um assassino. É um herói, que faz aquilo que a grande maioria da população tem vontade de fazer: mandar bandido "pra vala".
O segundo filme vai fundo no jogo de interesse político que existe dentro das favelas, ou melhor, comunidade (como querem o beautiful people), e das ligações entre os políticos e as milícias policiais. Só faltou mesmo arrematar com a aliança FARC-PT para ser perfeito. Mas alguns opinadores não gostaram muito. Na sua coluna diária, o vermelhinho Juremir Machado da Silva, no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, diz que a tropa recuou porque não culpa mais a burguesia endinheirada pelo tráfico e a violência no Rio e joga a responsabilidade no poder político. Por isto, segundo ele, o filme é inferior ao primeiro. Tive que ver para conferir. E obtive a resposta do porquê de o filme não ter agradado a mente esquerdista de indivíduos como o sr Juremir.
Se o primeiro filme já fez gente torcer o nariz porque segundo eles era "de direita", o segundo desfere um golpe na boca do estômago. Nele fica claro que, se o riquinho da zona sul financia o tráfico, a esquerda martiriza seus integrantes. É assim que quando um policial do BOPE mata o líder do bando que provocara uma rebelião no presídio (e tinha um professor de história e ativista dos "direitos humanos" na mira de seu revólver) é transformado em assassino... Pelo refém. Este vai à mídia e denuncia o "assassinato promovido pelo BOPE", ocasionando o afastamento do policial. Nascimento, que comandava a operação, era para ser afastado. Mas a voz do povo é certeira. Ele é aclamado como herói. E os vermelhinhos ficam desmascarados. É por isto que Juremir disse que a tropa recuou. Não Juremir, a tropa se infiltrou na alma de seres como você e extraiu a verdade. 
Tropa de Elite 2 retrata, pois, a realidade de maneira fidedigna: a mídia e a intelectualidade classificam de barbárie o fato de um policial matar um bandido. O povo classifica como ato de heroísmo. Afinal, bandido bom é bandido morto. Fica claro que o que lemos na mídia e é defendido pelos ativistas dos direitos humanos não reflete a opinião e o desejo da maioria da população. O que a obra mostra é justamente este paradoxo e como através da força da televisão uma opinião que  não reflete o pensamento da maioria é tomado como verdadeiro desejo desta. Mostra que, para a população, o que aconteceu no Pará com os Sem-Terra e especialmente no Carandiru com os presos foram apenas a afirmação da autoridade da polícia, e não um massacre deliberado como a esquerda quer fazer parecer. Não eram inocentes sendo assassinados. Eram bandidos que foram enquadrados na lei.
O simples fato de Tropa 2 ter rompido com os valores revolucionários da esquerda e colocar na tela grande um pensamento mais a direita já faz dele uma mosca branca dentro da produção cinematográfica brasileira. Arrebanhar multidões ao cinema, mostra que o pensamento brasileiro não é tão esquerdista quanto os vermelhos supunham. Aliás, o brasileiro é um povo conservador. Um povo que acha que bandido tem que ser preso e, se não acatar a autoridade do agente da lei, eliminado. Que os Direitos Humanos devem existir para as pessoas de bem, e não para assassinos, estupradores e sequestradores. E isto incomoda muito a intelectualidade tupiniquim. 



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Teatro Gaúcho Merece "Muita Merda"!

...justamente a produção cultural gaúcha não é valorizada pelos gaúchos. O exemplo mais claro, são os teatros. Peças locais, de qualidade não têm a valorização do seu próprio público. Mas basta uma produção do eixo Rio-São Paulo, que tenha um ator de uma "Malhação" da vida e... voi-lá!

É curioso esta pretenciosa ambição do gaúcho em sentir-se orgulhoso das coisas de sua terra. Cantam o hino do Estado quando é tocado o Hino Nacional. E acham isto a apoteose da rebeldia. Não sei bem o que passa na cabeça daqueles que têm esta atitude. Preferem comprar um produto local a ter que se dobrar a marcas "forasteiras". Orgulham-se de uma capital atrasada, retrógada, onde uma orla lamentável é ovacionada como sendo uma das maravilhas do mundo, só porque possui um belíssimo pôr-do-sol (aliás, a orla não merece o ocaso que tem). Pensam que isto é demonstrar independência, que são estas as formas de expressar o seu "diferencial" em relação "ao império". Ilusão de provinciano.
O que marca a identidade, a independência, o diferencial de um grupo social em relação a outro é a sua cultura, seu folclore. E é aí que os revoltadinhos baixam a crista, e mostram-se frangos, não galos. Porque justamente a produção cultural gaúcha não é valorizada pelos gaúchos. O exemplo mais claro, são os teatros. Peças locais, de qualidade não têm a valorização do seu próprio público. Mas basta uma produção do eixo Rio-São Paulo, que tenha um ator de uma "Malhação" da vida e... voi-lá! Ingressos vendidos, e casa lotada. Por pior que seja a produção, se ela vem de fora (e tem o status da Globo) todos vão assistir "ao grande espetáculo"... Enquanto isto, temas locais, religiosos  e comportamentais muitas vezes são explorados de forma brilhante por companhias teatrais aqui mesmo do Estado. Mas o público não corresponde. E pouco a pouco, o espaço para os atores de nossas cidades vão minguando. Praticamente a produção cultural restringe-se à Porto Alegre e, numa escala menor, Pelotas. Somente a música tradicionalista gaúcha parece ainda resistir aos modismos do centro do país.
Como consequência os teatros vão minguando. Vemos os espaços públicos destinados a esta atividade cada vez mais deteriorados. A população se afasta  dos artistas de sua cidade e cada vez mais vai perdendo o gosto pela cultura local, especialmente pelas artes cênicas. E acabam perdendo oportunidades de assistirem a espetáculos de qualidade, que poderiam muito bem estar nos grandes palcos de Rio e São Paulo. Como exemplo, cito duas peças espíritas que recentemente encerraram suas temporadas: "Uma Vovó no Além" e "Caminhos que Cruzei, Amigos que Encontrei". São espetáculos de temática espírita mas a plateia não se sente numa sessão de doutrinação espírita. E este é, para mim, o grande mérito dessas produções. Mais interessante é que são gêneros diferentes. A primeira, uma comédia. A segunda, um drama. Claro que existem momentos de um e de outro em ambas. E o espectador, quando se dá conta, está completamente envolvido pela história, quer ele já tenha contato com o espiritismo ou não. A profundidade de "Caminhos" é realmente impressionante. Uma história densa sem ser complicada. Prende a atenção do início ao fim. Não me surpreende que tenha tido um bom público, mesmo com dez anos de estrada. Mas poderia ser mais valorizada, assim como todo o teatro gaúcho. Acreditem, existe vida inteligente nos palcos do Rio Grande.
Não que todas as produções de fora do Estado sejam ruins, não são. Mas existem muitos espetáculos bons sem a grife da Globo. Valorizá-las é exaltar a produção cultural, diretores e atores locais, fundamentais para ficarmos livres da imposição cultural "estrangeira". Não que não devêssemos assitir produções de fora. Mas deveríamos apoiar muito mais o que é produzido de bom em nosso Estado. Talvez assim, os teatros sucateados das cidades do Rio Grande do Sul possam voltar a serem, novamente,  fontes de prazer, entretenimento, lazer e discussão na comunidade local. Só temos a ganhar com isto. Ou não é melhor o jovem e o adulto gastarem 10, 30, 50 reais por um ingresso de teatro a pagar para terem maconha, cocaína ou crack?

 

domingo, 17 de outubro de 2010

Um Fio de Esperança

Oras, mas não seria justamente esta a missão de um padre, ou bispo? A de defender o seu rebanho? Se o catolicismo (o verdadeiro, não esta demonologia da libertação) e os cristãos como um todo são contrários à prática do aborto, a Igreja tem mais é que informar seus fiéis com quem estão lidando. 

Li uma notícia do site G1, que parece ser um pequeno fio de esperança para a Igreja Católica e para os cristãos em geral. A impressão de 2,1 milhões de panfletos contendo orientações ao fiel para que não dirija seu voto a apoiadores do aborto. "Recomendamos encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de suas convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à discriminalização do aborto", diz o texto. É claro que é uma advertência sobre a candidata Dilma.
O curioso é que o tom da reportagem faz parecer que aqueles que mandaram imprimir os folhetos são malfeitores. Oras, mas não seria justamente esta a missão de um padre, ou bispo? A de defender o seu rebanho? Se o catolicismo (o verdadeiro, não esta demonologia da libertação) e os cristãos como um todo são contrários à prática do aborto, a Igreja tem mais é que informar seus fiéis com quem estão lidando. São até tímidos! Panfletos deveriam ser distribuídos em todas as dioceses, em todas as Igrejas, em todas as casas, justamente para que o eleitor não se engane. Dilma é a favor do aborto, seu partido é a favor do aborto.Esta é a verdade.
Parece que até processo a diocese de Guarulhos pode sofrer. Quem tem que ser processada é a senhora Dilma, por estar enganando a população, por estar mentindo. Além disso, desde quando falar a verdade é crime? Que crime existe em orientar seus fiéis a não votarem em quem vai contra os seus princípios? Me apontem um crime nesta atitude, unzinho! A Igreja apenas utiliza a sua liberdade de expressão. Não está caluniando, não está acusando a sra Dilma de nada do que ela não seja. Vergonhoso é o bispo Don Vilson Dias de Oliveira "lamentar o caso". Ora, deveria lamentar a pouca quantidade impressa! Deveria lamentar o desmonte que sua Igreja vem sofrendo por conta dos canalhas do PT e da CNBB! Deveria agradeçar às pessoas que trataram de alertar os fiéis seguidores da Igreja sobre com quem estão lidando, isto sim!
A impresa, podre, trata o assunto com um tom de ameaça à Igreja por ter impresso os folhetos, como se ela estivesse cometendo um crime. Como se a Igreja não pudesse se posicionar sobre algo que a atinge frontalmente. Como se devesse permanecer em cima do muro, alheia a uma tentativa de ludibriarem seus fiéis. A Igreja, em especial os católicos, preferiu se vender ao PT. A CNBB, apóia tudo o que o partido manda, e tudo o que ele manda vai contra os seus princípios. E justamente aqueles que defendem os princípios do verdadeiro catolicismo são perseguidos, dentro da própria Igreja. Mas parece que, mesmo no meio da podridão, ainda existem pessoas que lutam pela vida e pela verdade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Além do Aborto

Votar no PT é votar na agenda socialista, que significa: acabar com a propriedade privada; acabar com a liberdade de imprensa, destruir os valores familiares; acabar com a liberdade de expressão; destruir a religião e acabar com a liberdade individual de pensamento e de opinião.

Não me incomoda o fato de Dilma ser favorável ao aborto. Qualquer um que conheça a agenda petista  saberia disto. O apoio petista ao aborto é tão flagrante que os deputados Luiz Bastos (BA) e Henrique Afonso (AC) foram suspensos do partido pela comissão de ética POR SEREM CONTRÁRIOS AO ABORTO!
Qualquer declaração da candidata petista que não apoie esta prática covarde e assassina não passa de oportunismo eleitoreiro. O controle da imprensa através da criação de comissões e observatórios governamentais também faz parte do projeto do PT. Não foram poucas as vezes que o presidente Lula demonstrou querer controlar a imprensa, mesmo ela sendo extremamente conivente com os escândalos, mandos e desmandos de seu governo. Votar no PT é votar na agenda socialista, que significa: acabar com a propriedade privada; acabar com a liberdade de imprensa; destruir os valores familiares; acabar com a liberdade de expressão; destruir a religião e acabar com a liberdade individual de pensamento e de opinião.
O que realmente me incomoda na candidata petista, e na esquerda como um todo, é o fato de terem duas caras. Para angariar votos, mudam suas convicções ideológicas como quem troca de sapatos. Seria como o Zico vestir a camiseta do Vasco da Gama para ganhar votos, ou o Falcão beijar o escudo gremista para ser eleito. Ela foge de suas convicções justamente por saber que suas idéias são diametralmente opostas aos valores da população brasileira. E o povo cai na lorota.
Mas não é só a questão do aborto que está em, jogo. Os superdireitos aos homossexuais também faz parte da agenda petista. A proteção aos guerrilheiros das FARCs também. A centralização cada vez mais flagrante do poder central com o enfraquecimento dos Estados é objetivo petista. Mas claro que eles escondem, dissimulam e são eleitos através de falsas promessas e falsos compromissos. Um deles é a carta aberta da Dilma.
Ela vai se comprometer a zelar pelos valores religiosos e firmará sua posição contrária ao aborto. Sabe o que acontecerá? O Congresso Nacional irá aprovar a liberação do aborto, e a guerrilheira com a maior cara de sonsa irá declarar: "Eu não sabia de nada, e agora não posso ir de encontro a uma mdecisão soberana e independente do Poder Legislativo". Ela passa por inocente e a culpa recai sobre o parlamento (no qual tem maioria). Simples não é. Se o presidente Lula, diante do maior esquema de corrupção da história do Brasil, segue com sua popularidade alta, Dilma sairá como "traída".
A verdade é que o PT, a esquerda e a imprensa conseguem uma vitória que merece ser destacada: elas impõem a vontade da minoria em detrimento da opinião da maioria. Assim, os gays e os abortistas (assim como os negros) deixam de ter direitos iguais e são tratados como seres superiores, que têm direitos acima de nós, pobres mortais, mesmo que a maioria da população seja contrária a eles! (como isto é possível, será tema de outro post).
Assim, o PT segue a sua agenda. Na época da eleição, adota valores religiosos e mesmo conservadores. Depois de eleito esquece tudo o que prometeu e passa a aplicar aquilo que sempre defendeu, com o apoio da Igreja, da imprensa, do meio artístico e com a reprovação da maioria da população. Infelizmente, o povo segue caindo na mesma amardilha, iludido pela política econômica e assistencialista do governo. Já vendeu sua alma a muito tempo, e não tem ninguém para fazê-lo despertar do feitiço.
Sorte do Batman não ter que encarar a verdadeira Duas-Caras.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Wall-E e a Europa

O problema é que os europeus não querem acordar de seu sono profundo. Não querem ter o trabalho de economizar seu dinheiro para pagar pelos serviços. Ora, o governo dá tudo gratuitamente! Se o trabalhador quer uma aposentadoria mais digna, porque não pagar um plano de previdência privada? Se quer um atendimento de saúde de alta qualidade, porque não ter um plano de saúde?



Não sou crítico de cinema, nem sei se seria bom nesta atividade. Também sei que o filme nem está em cartaz nas salas de exibições. Mas olhando a programação da TV por assinatura, resolvi assistir novamente ao filme Wall-E. Não, não tenho filhos, nem crianças convivem rotineiramente comigo. Apenas gosto de rever filmes bons, e este é o caso.
Wall-E é uma daquelas animações que vão muito além de um simples entretenimento para as crianças. A história aparentemente inocente de um robozinho solitário que encontra uma amiga robótica super avançada que o leva a aventurar-se no espaço é apenas um pano de fundo para uma trama de grande profundidade. A libertação da humanidade de uma escravidão intelectual e tecnológica.
Com referências que vão do clássico "2001 - Uma Odisséia no Espaço" ao revolucionário "Matrix", Wall-E retrata de maneira muito eficaz a escravidão a que estamos submetidos. Ao encontrar os humanos que há muito tempo se evadiram da Terra, percebe que estes estão presos a uma vida de conforto, alheios a qualquer tipo de responsabilidade, evitando outro tipo de contato que não seja o virtual. As pessoas têm tudo a mão. Não precisam fazer qualquer tipo de esforço para nada. Suas necessidades são plenamente atendidas, e absolutamente ninguém percebe o mundo a seu redor. Vivem em uma imensa espaçonave que lhes dá tudo o que precisam, enquanto preparam-se para retornar ao planeta. O sistema todo é controlado por um computador que faz o papel do Big Brother, que tudo sabe e tudo coordena. Enquanto vivem presos a cadeiras automatizadas, os homens perdem completamente a sua liberdade. Não questionam nada. Apenas aproveitam os benefícios de uma civilização sem responsabilidades e preocupações. E é aí que entra Wall-E, acordando a humanidade do hipnótico efeito da despreocupação impune, e os desperta para serem livres novamente.
Traçando um  paralelo, é o que acontece hoje na sociedade européia. A doutrina do Estado de Bem-Estar Social, que retira da população suas noções de responsabilidades, está fazendo com que os países deste continente comecem a ruir. Tal qual a espaçonave e o computador do filme controlavam os humanos, os governos europeus fazem o mesmo, e estão caminhando para uma inevitável quebra. Ao tomarem as rédeas da vida da população, dando-lhes de graça saúde, educação, previdência e em alguns casos, transporte e seguro-desemprego o Estado retira dos cidadãos o hábito sadio da poupança individual, que lhes possibilitaria pagar à iniciativa privada por todos estes serviços, desonerando a máquina estatal. Esta, estaria mais livre para investir o dinheiro recolhido nos impostos na melhoria dos dois setores onde a presença do Estado é realmente necessária: segurança e infra-estrutura.
O problema é que os europeus não querem acordar de seu sono profundo. Não querem ter o trabalho de economizar seu dinheiro para pagar pelos serviços. Ora, o governo dá tudo gratuitamente! Se o trabalhador quer uma aposentadoria mais digna, porque não pagar um plano de previdência privada? Se quer um atendimento de saúde de alta qualidade, porque não ter um plano de saúde? Afinal, todos sabemos que, na previdência estatal por exemplo, o dinheiro arrecadado é utilizado para o custeio de toda uma rede de assistencialismo e na melhoria das duas áreas essenciais. Como consequência, o déficit cresce e o governo se vê numa encruzilhada: ou aumenta impostos ou diminui benefícios. E ambos geram muitos protestos e manifestações. Desestatizar a Europa é condição fundamental para salvá-la da completa falência, pois a empresa privada é mais eficiente, produtiva e lucrativa que a estatal. Assim,  poderiam diminuir impostos e aplicar os recursos em áreas que são realmente de sua competência. Com menos órgãos e funcionários, certamente as finanças seriam equilibradas. E com menos impostos, a população teria recursos suficientes para pagar pelos serviços da iniciativa privada.
Mas para que isto aconteça, é necessário que se faça a reeducação do povo europeu, para que este retome o controle de sua vida. É preciso que retornem às suas raízes de responsabilidade e trabalho como forma de fazer uma nação crescer. Caso contrário, a bomba fiscal irá estourar, e a Europa afundará como um grande Titanic. Para que isto não ocorra, basta que os europeus levantem-se de suas confortáveis cadeiras automatizadas e busquem a sua liberdade, destruindo o Big Brother que retira sua liberdade em troca de uma falsa sensação de segurança.
Mesmo que não tenhamos, entre nós, Wall-E

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pacto Com o Diabo

Por incrível que pareça, é muito mais seguro fazer um pacto com o diabo do que com o PT. Por quê? Ora, porque com o demo sabemos de quem se trata. Com o PT, não.

E veio o segundo turno! Depois de declarar que nem mesmo Jesus Cristo tiraria sua vitória no primeiro turno, Dilma agora irá enfrentar José Serra, que possui um grande trunfo, se bem utilizado: seu candidato à vice presidência, Índio da Costa. O PSDB pode sim chegar ao Palácio do Planalto, se aglutinar os ideais dos órfãos conservadores do país, que representam bem mais do que a metade da população nacional. Para quem não sabe quem são os conservadores, explico: são pessoas que não querem o aborto, que defendem a família e a religião como bases da sociedade, que acreditam no trabalho e no ensino como maneiras para melhorarem cada vez mais suas condições de vida. Conservadores são pessoas que não querem o governo dizendo para elas como devem educar seus filhos. Que preferem uma economia privatizada e eficiente a uma estatal e corrupta. Que fazem doações para os mais necessitados, mas não obrigam os outros a fazê-lo. Que preferem dar oportunidades ao invés de distribuir bolsas. Pessoas que acreditam que justiça é tratar os desiguais com desigualdade à medida que se desigualam, e não culpar a sociedade malvada pelo surgimento de assassinos, estupradores, sequestradores, etc. São pessoas, pois, que são contra tudo o que o PT e Cia defendem.
O exaltado sucesso econômico do governo PT nada mais é do que a repetição sistemática do que o PSDB fez durante seus 8 anos. Com o êxito da manutenção daquela política para a economia, a quadrilha vermelha conseguiu recursos suficientes para comprar as almas dos eleitores. Conseguiram, assim, a absolvição completa de sua culpa pelo surgimento de todo um processo de destruição social que está em progresso no Brasil, e aparentemente nada nem ninguém consegue abrir os olhos da população desalmada. Por incrível que pareça, é muito mais seguro fazer um pacto com o diabo do que com o PT. Porque? Ora, porque com o demo sabemos de quem se trata. Com o PT, não. Este consegue ser mais mentiroso do que o capeta e, após o pacto firmado, ninguém é capaz de fazer a vítima perceber que foi enganada. No caso do coisa-ruim, sabemos de início qual o preço de termos vendido nossas almas. Exagero?
Será que os cristãos de todas as correntes (e, porque não, os praticantes das demais religiões) sabem realmente o plano de governo do PT e, por extensão, de Dilma? Será que eles sabem qual é o preço a ser pago pelo voto dado à copanhêra? Não, também não. Ou um verdadeiro cristão votaria a favor do aborto? Votaria a favor da sexualização precoce de seus filhos? Votaria a favor da remoção do direito dos pais de educar seus filhos? Será que uma pessoa que crê em Deus votaria em alguém que deseja expurgar a religião da vida de toda uma sociedade? Ora, evidente que não. E é exatamente isto o que quer Dilma e o PT. Teoria da Conspiração? Elementar meu caro Watson, basta dar uma olhada no Projeto Nacional dos Direitos Humanos. Neste documento, produto genuinamente made in PT  tudo está bem claro: legalização total do aborto, doutrinação ideológica de nossas crianças, incentivo à homossexualidade, retirada progressiva do direito dos pais na educação de seus filhos, ridicularização da religiosidade. Isto só para começar! Nem estou insistindo na relação mais do que comprovada que existe entre as FARC e o partido.
E é neste ponto que entra o vice do José Serra. Índio da Costa já demonstrou que é bom de briga ao declarar a existência da relação PT-FARCmpara a imprensa. Se ele, e Serra, escancararem a verdade escondida por trás do programa de governo de Dilma, poderá ocorrer uma verdadeira reviravolta na campanha eleitoral neste segundo turno. Mas será uma tarefa difícil e árdua. Terão que lutar contra a CNBB, a imprensa e os artistas, todos a serviço da ideologia marxista que assola o nosso país, e sem apoio de nenhum integrante da intelectualidade tupiniquim. Precisarão mostrar que o governo de uma nação é muito mais amplo do que simplesmente uma política econômica de assistencialismo social, que classifica como classe média alguém que recebe 2500,00 reais por mês. Eles terão que escancarar aos eleitores o que realmente é o Partido dos Trabalhadores e que o que está em jogo é a liberdade do indivíduo, da vida e da família.
Acordar a população do feitiço não é fácil. Suas almas estão sendo compradas através de bolsas e de ganhos econômicos. Enquanto isto, cada vez mais o governo está invadindo a privacidade das famílias, quer na área econômica, religiosa ou educacional. As intromissões ilegais e imorais nos arquivos da Receita Federal é apenas a ponta do iceberg.
O diabo tem muito a aprender com  o PT.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Falsos Politizados


Dizer que o povo do Rio Grande do Sul é o mais politizado do Brasil, como proclamam aos quatro ventos, é talvez o maior erro que se possa cometer. O gaúcho é tão ou mais influenciável quanto qualquer outro integrante do Brasil.

Gaúchos adoram aparentar o que não são. Dizem-se conservadores e amantes da tradição, mas não se importam em desvirtuar a música gaúcha para o sertanejo, nem com o casamento gay, nem com a destruição da família e da religião. Querem ser independentes e acham que cantar o Hino Rio - Grandense no lugar do Nacional é a última demonstração de uma mentalidade autônoma. Em contrapartida, consomem Sertanejo, Rio e São Paulo na cultura. Mas falar sobre isto demandaria um post exclusivo para o assunto e o foco, agora, não é este. É outra idiotice plantada no estado gaúcho dentre tantas outras (imortalidade do grêmio, Brizola democrata, Jango e Getúlio como os grandes presidentes da história da nação, etc.). Trata-se da politização da sociedade gaúcha.
Dizer que o povo do Rio Grande do Sul é o mais politizado do Brasil, como proclamam aos quatro ventos, é talvez o maior erro que se possa cometer. O gaúcho é tão ou mais influenciável quanto qualquer outro integrante do Brasil. Possui a memória curta, e é incapaz de ver a realidade que se desfralda a sua frente, deixando-se iludir por palavras de ordens, denúncias sem provas e por promessas impossíveis de serem cumpridas. A prova deste fato foi a eleição, em primeiro turno, de Tarso Genro. Esta ocorreu pelo fato da governadora Yeda ter tido a árdua tarefa de medicar o paciente enfermo. E o remédio foi amargo. A omissão da imprensa sobre a administração petista tanto no RS quanto em Porto Alegre também contribuiu para que a população continuasse desinformada e alienada de tudo o que ocorreu durante a administração petista tanto no Estado quando na prefeitura da capital. Ao invés disto, deu destaque notório às denúncias contra o governo que nunca foram provadas.
Quando o  governo Olívio deixou o Piratini, o estado do RS estava quebrado. O sistema de previdência estava em frangalhos e os investimentos foram embora do solo gaúcho. Promessas, como o aumento de 80% aos professores não foram cumpridas, mas o CEPERS não se incomodou com o fato. Indústrias deixaram o estado e os impostos aumentaram. Germano Rigotto começou a reestruturar o estado, começando pelo Instituto de Previdência do Estado, IPE. Coube a Yeda a árdua tarefa de equilibrar as finanças e recolocar o RS no caminho do desenvolvimento. Cumpriu a sua promessa de sanear as dívidas e trouxe as maiores taxas de crescimento. Não foi suficiente. Denúncias de corrupção em seu governo foram recorrentes. Nenhuma delas provadas. E a governadora incentivava àqueles que tinham suspeitas de irregularidades a apresentarem suas queixas junto ao judiciário que os fatos seriam apurados. Poucas foram as representações, e quando existiam culpados eles eram punidos e retirados do governo. Muito ao contrário do que ocorre no governo do PT (o mensalão é o caso mais notório).
O remédio para a reestruturação do estado foi amargo. Aumentos não puderam ser dados às categorias como aos professores, não por má vontade de Yeda, mas pela impossibilidade financeira. Enquanto os poderes legislativo e judiciário se auto concediam aumentos salariais, ficava muito pouco para o executivo. Aliás, esta é das falhas mais gritantes no sistema administrativo brasileiro: quem paga (executivo) não pode negar aumentos aprovados no legislativo e no judiciário. Em consequência, entidades de classes e a militância petista caíram em cima do governo. Acusações infundadas, nunca provadas, tomaram proporções de escândalos que, na verdade, nunca ocorreram. O corte do ponto dos grevistas e a valorização do mérito na carreira do funcionalismo público geraram revoltas por parte dos servidores. Mas não é justo cortar o ponto dos que não trabalham e promover e gratificar os que se destacam? Premia-se, desta maneira, os mais dedicados. Mas os militantes de plantão acham que se devem premiar igualitariamente tanto quem trabalha bem, quando quem trabalha mal. E o povo gaúcho foi com este discurso retórico e dialético erístico, literalmente enrolado na bandeira.
Se o povo gaúcho soubesse como o PT deixou a prefeitura de Porto Alegre em frangalhos, queimando e destruindo todos os registros de suas secretarias certamente jamais este partido teria conseguido sequer um segundo turno. Mas ao que consta, o livro de Políbio Braga, Herança Maldita, não foi difundido no âmbito do Estado, e nem a imprensa jamais resolveu fazer uma análise aprofundada sobre os governos PTs. E o povo mais politizado do Brasil se torna o povo mais alienado do Brasil. E sob a batuta dos sindicatos, elege um governo que sucateou Porto Alegre e mergulhou o RS numa crise profunda que teve de ser sanada pelos governos Rigotto e Yeda.
Com a falta de memória e a pseudo-erudição política do povo gaúcho, fica fácil explicar porque Yeda, que fez um governo exemplar cumprindo com sua promessa de sanear as finanças estaduais, não foi eleita. Olívio, no seu governo, quebrou o Estado ao ampliar o número de funcionários do governo e conceder aumentos além da realidade. Rigotto e Yeda tiveram que frear estes aumentos para reconstruir o RS. E agora, Tarso é eleito com o discurso de que Yeda não deu aumento ao funcionalismo público, que foram concedidos no governo Olívio. Pronto. A gauchada assim é ludibriada. Depois que Tarso quebrar o Estado, outro governador terá que consertar a bagunça. E o remédio será amargo. O Círculo vicioso de mentiras e omissões continuará, e o povo mais politizado do Brasil continuará sendo apenas mais uma amostra do que é o povo brasileiro: uma imensa massa de manobra nas mãos da intelectualidade e da imprensa marxista do Brasil.