sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Invasão da Caserna

Após infiltrarem-se nas escolas militares (dos Colégios Militares à Escola Superior de Guerra) finalmente a esquerda, através do infame Ministério da Defesa, espalha seus tentáculos dentro dos aquartelamentos. O resultado será, inevitavelmente, a desmoralização e desmantelamento progressivo das já dóceis e sucateadas Forças Armadas.

Até 2022, o Exército Brasileiro deverá substituir 22 mil integrantes de seus quadros por servidores civis. Vejam bem, substituídos. Ninguém me disse isso. Ninguém comentou isso comigo. Eu mesmo li o documento, que ordena que seja feito um levantamento de quais vagas constantes no QCP (Quadro de Claros Previstos) ocupadas por integrantes das armas bélicas, de logística e administração podem ser preenchidas por não-militares (aliás, eu mesmo terei que fazer tal levantamento!). O objetivo, segundo o documento do Estado-Maior do Exército, é a valorização do servidor civil, com a ressalva de que é algo muito bom para o Exército, pois estes servidores serão pagos pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, sem ônus para o orçamento da Força.
O apadrinhamento chega às Forças Armadas. Servidores civis, que não estarão submetidos aos regulamentos militares e ao seu código de conduta moral estarão convivendo lado a lado com os militares. Certamente, receberão um salário muito maior do que aquele que atualmente é dado para os integrantes das Forças Armadas nos seus mais diversos postos e graduações. Finalmente, os quartéis tornar-se-ão o que hoje são as estatais: moeda política de troca. Pouco a pouco os militares estão sendo eliminados e silenciados. Foi assim que Stálin desmantelou o Exército Russo. A diferença é que ele efetivamente assassinou os quadros do Exército. Aqui, o assassinato não é físico, mas é moral.
Após infiltrarem-se nas escolas militares (dos Colégios Militares à Escola Superior de Guerra) finalmente a esquerda, através do infame Ministério da Defesa, espalha seus tentáculos dentro dos aquartelamentos. O resultado será, inevitavelmente, a desmoralização e desmantelamento progressivo das já dóceis e sucateadas Forças Armadas. Basta um aumentozinho sem vergonha e a compra de modernos equipamentos militares da década de 70 ou 80 para manter nossos generais sob controle, como pit-bulls com focinheiras. Reação a esta afronta? Nenhuma. Apenas a resposta já batida da turma do amém que comanda as Forças Singulares: Sim Senhor, Ministro da Defesa!
Muitos cidadãos brasileiros acreditam, ingenuamente, que os militares, particularmente o Exército, são a última esperança de contermos o avanço totalitário que tinge de vermelho a nação verde-amarela. Não são. E cada vez mais se mostram apáticos e desprovidos de testículos, pois tremem de medo ao menor sinal de desaprovação governamental. Passaram a ser marionetes, zumbis controlados pelo poder intelectual dos revolucionários que assaltaram o país.
Porém, mais preocupante e avassalador é que os oficiais formados pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) não saem com qualquer defesa contra a ideologia marxista. Mesmo na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, de Comando e Estado-Maior ou Superior de Guerra, não lhes são dados os instrumentos necessários para identificar as ameaças ideológicas, refutá-las e combatê-las. Os ensinamentos da disciplina de Filosofia na AMAN restringem-se apenas à identificação superficial das diversas escolas do pensamento, sem preocupação nenhuma em aprofundar o estudo de cada uma delas. É por isto que, qualquer discurso retórico ou dialético chinfrim enrola mesmo o mais experiente dos generais.
O produto deste estado de coisas é que os próprios militares enxergam como normal, e mesmo desejável, situações como esta de transferir 22 mil cargos hoje ocupados por militares para civis. Não conseguem perceber que isto aumentará ainda mais o controle governamental sobre o pensamento, os valores e a moral militar, tornando as Forças Armadas efetivamente o braço forte (e armado) da revolução comunista em marcha no país. E os militares passarão de guardiões dos reais valores do povo brasileiro a mais um instrumento de engenharia social do partidão.
O governo anuncia investimentos e o reaparelhamento das três forças singulares, tornando-as mais modernas e eficientes. Ao mesmo tempo, destrói a sua essência vital, a sua alma, a sua moral, sua própria razão de existir desmoralizando seus integrantes e corrompendo cada vez mais seus comandantes. Assim, o Exército Brasileiro é como uma árvore infestada por cupins. Por fora, aparenta pujança e vida, mas internamente está à beira da morte. Um morto-vivo que se arrasta e se agarra a migalhas com o intuito apenas de sobreviver.

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