sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Privatização? Claro que Sim!


A empresa estatal não serve ao país, serve a governos. É moeda de troca na hora de se formar alianças. Um imenso cabide de emprego para os companheiros desempregados do partido e seus aliados.

Antes da privatização do sistema “Tele”, comprar um aparelho telefone fixo era um verdadeiro martírio. Além do custo impeditivo, cerca de 4 mil reais em valores atualizados, era necessário esperar por 3, 4 ou mesmo 5 anos em uma grande fila para se obter o aparelho. Existia no país um ramo de negócio chamado aluguel de telefones. Claro que quem podia pagar 8 ou 10 mil reais conseguia uma linha vendida por um particular. Hoje, por cerca de 100 reais, entra-se em uma loja e já se sai com um telefone celular novinho. E isto graças a quê? À privatização do sistema.
Muita gente chiou. Privatizaram as Teles, a Vale, o sistema elétrico, e não foram poucas as acusações de que estavam vendendo o país. Mas a riqueza de uma nação não é medida pela quantidade de empresas que ela possui, mas pela riqueza de cada um de seus integrantes. A administração privada é infinitamente mais eficiente que a pública por dois motivos: busca do lucro e funcionários sem estabilidades. Ou seja, busca-se a eficiência dos serviços e a competência dos funcionários. Se o empregado trabalhar mal ou receber reclamações dos clientes, pode ser posto na rua. No caso da empresa estatal, não.
Particularmente, eu gostaria de ver todas as empresas privatizadas, da Petrobrás ao Banco do Brasil. Muitos certamente cairão em cima de mim, dizendo que quero vender a nação. Não, não quero. A empresa estatal não serve ao país, serve a governos. É moeda de troca na hora de se formar alianças. Um imenso cabide de emprego para os companheiros desempregados do partido e seus aliados. É assim que Dilma é conselheira da Petrobrás, ganhando dezenas de milhares de reais que todos os meses eu e você pagamos aos cofres públicos. É assim que um partido apóia ou não o governo, ou seja, à medida que recebe cargos polpudos e diretorias no Banco do Brasil, nos Correios ou no BNDES. Vão dizer que quero vender o petróleo, e que isto é loucura porque o petróleo é nosso. Então digo: e daí? De que adianta ser “dono do petróleo” se continuo pagando uma das gasolinas mais caras do mundo?
Vão dizer, também, que o empresário só visa o lucro e que se esquece do povo. Mas basta pegarmos o exemplo da telefonia para termos certeza de que, graças ao empresário e a iniciativa privada, o pobre pode ter acesso a um meio de comunicação essencial por preços muito mais baixos do que quando essas empresas estavam sob domínio do Estado. Imagine se uma empresa como a Petrobrás fosse privatizada e a exploração do petróleo aberta. Teríamos redução no preço devido à concorrência e ao enxugamento do quadro de pessoal. Muito dos funcionários que nada fazem além de receber o dinheiro do governo iriam sumir do mapa. Muitos diretores seriam demitidos ou substituídos por pessoas capazes, e não por aliados políticos. O mesmo pode se dizer dos Correios e de tantas outras empresas estatais. Ao governo, bastaria colocar regras claras e recolher os tributos, sem precisar arcar com o ônus de uma folha de pagamento. Afinal, a riqueza não está no petróleo em si, mas no capital que ele gera. Mas ninguém quer largar o osso.
Enquanto o governo for dono do poder econômico, os casos de corrupção se tornarão cada vez mais comuns. É claro que jamais conseguiremos atingir um nível zero. Mas ao tirarmos as empresas do governo, diminuímos consideravelmente esta mazela nacional. Diminuímos, também, o gasto com folha de pagamento, e o Estado passaria a tratar de assuntos que são realmente seus, especialmente a segurança.
O mais desafiador, porém, é modificar a mentalidade brasileira do não merecimento. Afinal, empresas privadas não têm estabilidade e quem não desempenha direito sua função, dança. E o povo do Brasil está acostumado a ter uma teta do governo pra mamar e se atirar nas cordas quando atinge a estabilidade no seu cargo. Não valoriza o trabalho e o desempenho como forma de garantir tanto o seu emprego quanto promoções e melhores remunerações. É assim que o sonho de todo jovem é passar em um concurso público...
E é assim que um Estado do tamanho de uma baleia precisa de mais e mais dinheiro para ser cada vez mais lento, pesado e incompetente! E adivinha quem paga essa conta?

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