sábado, 27 de novembro de 2010

Guerra Urbana

Tão triste quanto ter um governo cúmplice do tráfico e da violência é ter um Exército que cada vez mais se acovarda diante dos mandos e desmandos deste. Nossos generais esquecem que não são servos de um governo, mas sim de uma nação.

Há cerca de três anos, no meu antigo blog, fiz um paralelo entre o câncer e a criminalidade. Procurei mostrar que a melhor maneira de se lidar contra o crime e a violência é a prevenção. Porém, quando essa mazela social contamina virtualmente todo o corpo da nação, é necessário que sejam aplicadas medidas duras. Quando a doença já tomou conta do organismo, precisa-se agir de maneira firme e decisiva. E, salvo melhor juízo, geralmente o remédio é amargo e doloroso. Mas ele precisa ser administrado antes que o paciente morra. E de lá para cá, nada foi feito.
O que acontece no Rio de Janeiro não pode ser motivo de surpresas. É apenas a detonação de uma bomba-relógio já há muito anunciada. É o que décadas de tolerância com a criminalidade plantou, e parece agora colher os frutos. Sucessivos governos do Rio, primeiramente com Brizola, foram extremamente tolerantes com o tráfico. E, a medida que o tempo passava, o monstrinho foi crescendo. O Estado foi se afastando dos locais ocupados pela criminalidade, e essa foi tomando progressivamente o lugar daquele. Verdadeiras zonas de exclusões foram criadas na famigerada Cidade Maravilhosa. Mas a bandidagem não é e nunca será unida. Sempre um quer ser mais forte que o outro, como todas as coisas da natureza humana. O resultado são conflitos por todos os lugares e o consequente aumento no número de mortes, sequestros e roubos.
Mas combater a criminalidade e riscá-la do mapa não adiantará se não for cortada a sua fonte de alimentação. De nada adianta acabar com o tráfico se não impedirmos que as drogas cheguem nas mãos dos bandidos. Caso contrário, destruiremos toda a criminalidade hoje e, em menos de uma década, ela estará lá, mais equipada, com novos líderes e causando as mesmas cenas de guerra que estamos vendo hoje. A pergunta cuja resposta temos medo de saber é: a quem interessa o domínio do tráfico?
Não é surpresa para ninguém que o dinheiro gerado pelos traficantes do Rio alimenta uma rede interna de corrupção dentro da política, da polícia e da justiça. Mas, acima de tudo, o grande interessado em manter essa onde de crime é o corpo esquerdista brasileiro, capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores. Loucura de minha parte? Vejamos: o presidente Lula declarou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deveriam ser tratadas como grupo beligerante, e não grupo terrorista. Declarou, também, que o mesmo grupo deveria tentar atingir o poder pela via política e não através da luta armada (foi assim que os grupos terroristas brasileiros estão hoje no poder). No Foro de São Paulo, organização fundada pelo PT, as FARC são membros cativos e signatários, conforme podemos constatar através de suas atas. No computador de Raul Reyes, foram encontrados inúmeras provas do envolvimento PT-FARC, inclusive que o dinheiro dos narcoterroristas ajudou a financiar a campanha de Lula, convenientemente escondidas pela mídia nacional, cúmplice do terror que hoje vivemos. Esses terroristas comemoraram a eleição da companheira Dilma no Brasil. Como pode, então, o governo lutar contra o maior fornecedor de drogas do mundo se é aliado dele? Como poderia viver sem os milhões de dólares recebidos dessa gente? E, acima de tudo, a canalhada esquerdista jamais deixaria irmãos de luta à mercê do governo colombiano, que tem imposto severas baixas contra os traficantes. Dessa maneira, como conseguiremos acabar com o tráfico sem sequer sua fonte?
Tão triste quanto ter um governo cúmplice do tráfico e da violência é ter um Exército que cada vez mais se acovarda diante dos mandos e desmandos deste. Nossos generais esquecem que não são servos de um governo, mas sim de uma nação. Os Militares são cada vez mais colocados no meio do fogo cruzado não como solução, mas como demonstração de força do Estado que faz muita fumaça, mas não resolve o problema. Se é para que as três Forças Armadas atuem contra a violência, o caso é de guerra. E na guerra, como disse o general Leônidas, não há nada de bonito. Somente a vitória. Ou as forças singulares entram para acabar de vez com o crime e destruir o inimigo, ou que fiquem dentro dos quartéis. Atuando como bucha de canhão, só tendem a se desmoralizar e a se desgastarem à toa, sem qualquer propósito. Para isso é preciso coragem se dizer ao Presidente da República, Ministro da Defesa ou quem quer que seja: nós só atuaremos se for para acabar de uma vez por todas com o problema. Mas a coragem há muito tempo deixou de ser regra entre os fardados.
Como resultado destes dois fatores, temos uma verdadeira guerra urbana que não tem fim, apenas períodos de trégua. Enquanto não acabarmos de vez com a fonte da droga e desmantelarmos o Foro de São Paulo, a novela será sempre a mesma. A esquerda cria o monstro e bota a culpa na sociedade, que deve colocá-la no poder para combater a criatura que ela mesmo criou. Tratar terroristas e guerrilheiros como terroristas e guerrilheiros, bandidos como bandidos e cidadãos como cidadãos. Esta deveria ser a atuação de nossos governantes. Abater aeronaves não autorizadas a sobrevoarem o país, afundar embarcações ilegais e patrulhar as nossas rodovias e áreas de fronteiras com as Forças Armadas e a Polícia Federal. É isso que precisa ser feito. Mas aí as FARC não ganham o seu dinheirinho... E nem o PT.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Opinião, Preconceito e Homofobia.

Acusar qualquer opinião como sendo uma atitude preconceituosa ou homofóbica é atitude extremamente intolerante.

Mais uma parada gay tratada com grande destaque nacional nos mais diversos meios de comunicações aconteceu em Copacabana. Milhares de Gays, Lésbias, Simpatizantes e tutti quanti, mostraram o seu “orgulho gay” para os olhos de quem quisesse e pudesse ver. As matérias, em uníssona aprovação a tal “evento”, pipocaram no noticiário nacional. Páginas e mais páginas dedicadas ao fomento, apoio e glamourização do gayzismo. Virou moda ser homossexual, e ninguém parece se importar muito com isso. Pudera! Qualquer mínima opinião que divirja da agenda gay é automaticamente taxada de homofóbica, fascista, e outras bobagens. Nos nossos dias, opinião, preconceito e homofobia são sinônimos.
Mesmo para o mais tenro aluno do curso médio ou mesmo fundamental, existe diferenças claras entre as três definições. Opinião nada mais é do que um pensamento formado, baseado em um raciocínio que parece lógico à ótica de seu possuidor. Por seu conhecimento, quer prático ou teórico, suas experiências de vida, suas conclusões e ponderações, o indivíduo ou mesmo um grupo, formula uma ideia acerca de um determinado assunto. E esta ideia pode ou não ir ao encontro do pensamento de um outro grupo. Quando elas divergem, temos um debate que, se bem conduzido e cujos participantes não utilizem-se dos mecanismos da dialética erística, pode conduzir à uma síntese, ou seja, tese, antítese, e síntese. Assim, qualquer elemento que se posicione contrário à prática homossexual, quer por convicções pessoais, quer por convicções religiosas ou mesmo científicas, não pode ser acusado de preconceituoso ou homofóbico. Este, está apenas emitindo a sua opinião.
O caso da universidade cristã Mackenzie é exemplo de opinião. Esta instituição de ensino condenou (e condena) a atividade homossexual, baseado nos seus valores bíblicos e cristãos. Em nenhum momento, entretanto, incita a violência ou propõe o extermínio dos gays. Muito pelo contrário. Oferece a ajuda religiosa sincera para aqueles que desejam abandonar a prática do homossexualismo, considerado pecado segundo as Sagradas Escrituras. Ao mesmo tempo, aprendem a amar e a respeitar os irmãos envoltos nesse pecado como filhos de Deus que são. Em nenhum momento pregam o extermínio, a quarentena ou a violência contra esse grupo. Em nenhum momento forçam esses indivíduos a modificarem sua orientação sexual. Apenas a condenam. Seria este pensamento, preconceito ou homofobia por parte da universidade? Não. Assim como não é preconceito e homofobia o fato dos pais educarem seus filhos a se posicionarem contrários a essa prática.
Preconceito, nada mais é do que um....Pré conceito! É uma ideia que se tem sobre algo sem no entanto conhecê-lo mais aprofundadamente. Na cultura do politicamente correto, preconceito sempre está associado a algo nefasto, negativo. Ter preconceito é, de acordo com ela, ser automaticamente um fascista e um porco capitalista. Ironicamente, isso é um preconceito para com quem supostamente tem preconceito! Dizer que todo o flamenguista é favelado ou que só é gay o passivo são dois exemplos que ilustram bem seu significado. Afirmar que todo o paulista é trabalhador e todo mineiro é quieto também o são, mesmo que tenham conotações positivas. A guria que rotulou os nordestinos de atrasados, subdesenvolvidos e burros por supostamente terem eleito Dilma foi preconceituosa também. O preconceito é geralmente abraçado ou por idiotas e ignorantes, que de maneira irracional adotam ideais sem qualquer lógica, ou por preguiçosos, que não se esforçam para estudar este ou aquele assunto com maior profundidade, deixando-se dominar por paradigmas falsos e inconsistentes. Muitas vezes essas pessoas fomentam atitudes realmente hostis a determinados grupos ou até mesmo fazendo apologia à violência, como foi neste caso.
Homofobia, numa interpretação literal, seria o medo de homossexuais. Mas num campo mais amplo, adquire um significado mais próximo ao ódio. Um homofóbico não exitaria em assassinar ou espancar um gay apenas pelo simples fato de a pessoa ser gay. A homofobia real não é conhecida no Brasil. Mesmo o caso do militar que atirou em um integrante da parada gay não é suficiente para declarar que vivemos em constante perigo de homofobia. Fosse assim, o militar ao invés de ser indiciado por assassinato seria condecorado por sua atitude. É assim que acontece nos países islâmicos, onde o homossexualismo é crime punido com a pena de morte. Nesses países, não existe paradas. E nenhum grupo defensor dos direitos dos GLS faz algum protesto defronte às embaixadas e consulados destes países que são verdadeiramente homofóbicos. No Brasil, são raríssimos os registros de homicídios cuja motivação tenha sido a opção sexual da vítima.
Os ativistas gays não querem respeito e reconhecimento para seus semelhantes. Querem “superpoderes, supergarantias e superdireitos” que não são concedidos a nenhum outro grupo. Almejam calar qualquer opinião que seja contrária ao seu modo de viver. Acusam de preconceituosos e homofóbicos, pessoas e instituições que não concordam com seu modo de vida, mas defendem o seu direito de tê-la, como os cristãos. Em contrapartida, fazem muito ou nenhum barulho contra aqueles que realmente querem varrê-los do mapa, como os países islâmicos.
Um crime contra um homossexual não pode ter tratamento especial por ter sido cometido contra um homossexual, mas por sê-lo contra um ser humano. A grande maioria dos gays vítimas de atitudes criminosas o são não devido à sua condição sexual, mas por fazerem parte da população como um todo que está à mercê dos criminosos de maneira igualitária. Gays cometem crimes e são vítimas deles na exata proporção de sua representatividade populacional.
Acusar qualquer opinião como sendo uma atitude preconceituosa ou homofóbica é atitude extremamente intolerante. Agindo desta maneira, os gayzistas de plantão acusam os que divergem de seus conceitos e valores daquilo que eles mesmos são. Querem tolerância, mas são intolerantes com os que possuem qualquer opinião, por mínima que seja, contrária à suas convicções.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O "Big Brother" Lanterninha

Afinal, a quem compete a educação de nossas crianças: aos pais, com sua bagagem de experiência e valores religiosos, morais e éticos solidificados por mais de 2 mil anos de civilização ocidental, ou ao Estado, que muda seus valores e sua moral a cada eleição?

Em reportagem do portal da RBS a senhora Simone Spadari, promotora de justiça do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, proibiu os pais de levarem seus filhos menores de 16 anos para assistirem ao filme Tropa de Elite 2. Tudo começou quando um leitor de um jornal da cidade escreveu uma carta dizendo que tinha visto uma criança de 10 anos (acompanhada dos seus pais)  no cinema que estava exibindo a película. O argumento utilizado foi a de que crianças com menos de 16 anos não tem maturidade para entender que o filme é uma obra de ficção, embora baseada em fatos reais. Segundo a reportagem, ela afirma que "as cenas são muito violentas para a criança, que ainda não está com maturação suficiente para assimilar as imagens e mensagens desse filme. Ele não só expõe violência explícita, de execução sumária, mas também implícita, de tráfico de influência, de corrupção. E é preciso estar melhor preparado para fazer a interpretação".  E ainda diz que tomou a decisão porque os pais não estão preparados! O resultado: menores de 16 anos não podem ver o filme acompanhado dos pais. É o Big Brother lanterninha!
Vejam a que ponto o Estado intervém na vida privada do cidadão. O pai não pode levar seu filho para ver um filme porque ele não está preparado para decidir o que é ou não é bom para a educação da criança. Ora! Quem a senhora Simone Spadari pensa que é para saber se os pais estão ou não preparados? Desde quando um promotor, juiz, desembargador ou o raio que o parta tem o poder absoluto de decidir se os pais são capazes ou não assim, genericamente? Afinal, a quem compete a educação de nossas crianças: aos pais, com sua bagagem de experiência e valores religiosos, morais e éticos solidificados por mais de 2 mil anos de civilização ocidental, ou ao Estado, que muda seus valores e sua moral a cada eleição?
E porque os menores de 16 anos não estão preparados para as cenas (verídicas) de Tropa 2, mas podem ver um beijo gay, uma traição entre cônjuges e a iniciação sexual precoce exibidas diariamente na novela das 8.... Para ver a realidade violenta e corrupta na qual vivemos não estão preparados. Mas para ver as imoralidades rolando solta na TV, aí são maduros? Aí os pais, milagrosamente, são completamente preparados para discernir? Isso é, no mínimo paradoxal né "dotora". Cada vez mais, os pais estão perdendo o direito sagrado e natural de serem os educadores de seus filhos para o Estado, sob o aplauso caloroso de nossos pedagogos, psicólogos, educadores e intelectuais de plantão. Assim, fica facilitado o caminho para a doutrinação de nossa juventude de acordo com o ideal totalitário do partido, exatamente como fez Hitler, Stálin, Lênin, Solano López e tantos outros mandatários de regimes sangrentos, assassinos e totalitários.
É mister que a sociedade solte seu grito de liberdade entalado na garganta. É preciso vencer o processo de doutrinação sistemática do qual estamos sendo vítimas. Os homens que honram suas calças e as verdadeiras mulheres de fibra e coragem precisam despertar da hipnose socialista. Precisam mostrar a este e aos futuros governos que os filhos são educados e pertencem a seus pais. Não são filhos do Estado.
Os pais têm que ter o direito de levarem seus filhos a participarem de qualquer atividade que eles julgam ser importante para o processo educacional, desde que esta atividade não seja ilegal. Cinema não é ilegal não é mesmo? 
Sugerir uma faixa etária aos pais para a exibição de determinado filme ou espetáculo é uma coisa. Impô-la é totalitarismo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Monteiro Lobato Racista?

Intrigante mesmo é o preconceito que se tem contra o pobre do macaquinho. Mas não é dito aos quatro ventos que descendemos destes inteligentes animais? (pelo menos de acordo com Darwin). Porque tantos ficam incomodados quando são feitas comparações com ele? Logo o macaco, nosso “primo”, que possui provavelmente o maior grau de inteligência entre os animais... 
O Conselho Nacional de Educação recuou, e o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, foi liberado para ser estudado nas escolas. A proibição à obra literária foi proposta porque um professor da universidade de Brasília considerou o livro racista. Passagens que diziam que Tia Anastácia “tem carne negra” e outra em que afirma “que trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro”, seriam provas do racismo contido dentro do texto.
Particularmente, acredito que o racismo, ou o preconceito, estão dentro de cada pessoa, e não em um texto ou passagem literária. O escritor utiliza-se de inúmeras figuras de linguagem para poder passar ao leitor as suas idéias e contar sua história. Foi o que Monteiro Lobato utilizou, e não conteúdo racista. Percebo que o racista da história é esse professor e o próprio Conselho Nacional de Educação.
Curioso é que ninguém iria chiar se a personagem Tia Anastácia fosse branca e as passagens fossem “tem carne branca” e “que trepou que nem uma macaca albina pelo mastro”. Seria isto considerado uma passagem racista? Provavelmente não.
Intrigante mesmo é o preconceito que se tem contra o pobre do macaquinho. Mas  não é dito aos quatro ventos que descendemos destes inteligentes animais? (pelo menos de acordo com Darwin). Porque tantos ficam incomodados quando são feitas comparações com ele? Logo o macaco, nosso “primo”, que possui provavelmente o maior grau de inteligência entre os animais... Se Tia Anastácia tivesse trepado no mastro como uma gata de carvão, seria isto considerado racismo? Muito provavelmente não.
Décadas já se passaram desde a publicação de “Caçadas de Pedrinho”. Parece-me que jamais a obra foi acusada de ter conteúdo racista, ou de fomentar a rixa entre negros e brancos, que também não são raças diferentes. Somos seres humanos, e não cachorros, gatos ou cavalos para sermos classificados por raças. Mas é evidente que os vários ambientes habitados pelos humanos provocaram mudanças em algumas de nossas características, justamente para que pudéssemos sobreviver desde os causticantes desertos africanos até as geladas calotas polares. De maneira alguma, entretanto, essas mudanças foram suficientes para nos dividir em raças.
Isto é apenas uma pequena amostra de como o Estado está intervindo cada vez mais na vida do cidadão, e como ele procura moldar a cabeça de nossas crianças de acordo com os seus propósitos, assim como fez Stálin e Hitler. Utilizando-se de pretextos como este para justificar a censura deste ou daquele material, vai progressivamente anestesiando a opinião pública, fazendo-a acreditar que calar a liberdade de opinião é a maneira mais adequada de proteger-nos contra o racismo e o preconceito. 
Felizmente, desta vez não conseguiram. Mas o regime é paciente e perserverante. Cedo ou tarde, sentiremos a mão pesada do Estado calar nossas bocas e destruir nossas mentes.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Refém da Ignorância


Comparar a “ditadura militar” com as FARCs além de falta de conhecimento é de uma canalhice, de uma sem-vergonhice sem tamanho.

"G1 - O que você achou da eleição da primeira mulher à Presidência no Brasil, Dilma?
Betancourt -
Gostei muito. Devo confessar que gostei muito. Por muitas razões. Obviamente, porque é uma mulher, mas não só por isso. Mas porque é ela. Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e, portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia.
E é muito interessante porque foi uma pessoa muito de esquerda, mas chega à Presidência democraticamente. Creio que isso, espero, que contribua para o distanciamento das FARCs. E que finalmente o Brasil entenda que as FARCs são um grupo terrorista que está fazendo mal. O mesmo mal que fizeram a ela na ditadura, que fez com que fosse vítima, torturada, é o que estão fazendo, pelos mesmos motivos ideológicos, com o mesmo extremismo, mas de um ponto oposto no espectro político, é o que estão fazendo as FARCs. Então acho que é muito importante que nos posicionemos pela democracia, contra o terrorismo, seja de onde venha, do Estado ou da subversão."

O trecho acima, extraído de entrevista ao portal de notícias G1 concedida por Ingrid Betancourt , onde ela afirma que “as FARCs fazem hoje o mesmo mal que a ditadura fez à Dilma” demonstra a total falta de conhecimento da ex-refém acerca da articulação político-revolucionária em curso no continente. Falar que Dilma irá se distanciar das FARCs é, no mínimo, falta de conhecimento. Ou ela se esqueceu que o presidente Lula não as considera um grupo terrorista e é do mesmo partido desta “democrata”?
Mas se Ingrid Betancourt insistir que as FARCs fazem o mesmo mal que a ditadura fez à Dilma, pode esquecer um afastamento. Que mal fizeram os militares à presidente eleita? Nada. Foi presa? Sim. Afinal, assaltar um banco, roubar armas de quartéis e ser mandante de assassinatos (se as coisas não mudaram) são crimes não? Torturada? Dilma? Faça-me o favor... Se o exército não tivesse agido em 64, sabe o que teríamos aqui no Brasil nos dias de hoje dona Ingrid? Uma versão das FARCs aqui na república dos bananas! E sabe quem seriam seus comandantes? Dilma, Dirceu, Lamarca, Flávio Tavares e Quartim de Moraes. Betancourt deveria sim agradecer às Forças Armadas brasileiras por terem impedido que aqui tivéssemos um grupo terrorista como este, e não idolatrar a figura de uma mulher que simpatiza com ele.
Comparar a “ditadura militar” com as FARCs além de falta de conhecimento é de uma canalhice, de uma sem-vergonhice sem tamanho. O exército não seqüestrou, não estuprou. Mesmo as mortes (inevitáveis quando se está em conflito) não foram assassinatos, mas baixas em combate. Morreram terroristas, bandidos que queria impor ao Brasil a ditadura do proletariado, que só em Cuba já ceifou 150 mil almas, deixando um rastro de morte de 100 milhões de pessoas na ex-URSS, China, Vietnã, Laos, Camboja e na Coréia do Norte. Houve exageros? Sim. Mas nada comparável ao que fazem as FARCs. Aliás a turma que a Dilma defendia foi que mandou um tenente da PM comer seu próprio escroto antes de matá-lo a sangue frio. É esta pessoa que Betancourt chama de democrata.
Dilma não foi de esquerda, é de esquerda. O grupo terrorista colombiano é, para ela, apenas companheiros de causa. Eles são aquilo que Dilma e toda esta corja esquerdista que é dona das universidades, dos jornais e do governo se tornariam caso vencessem a luta armada. E agora, por debaixo do nariz de toda a nação, o seu partido articula uma maneira de fazer com que as FARCs tomem o poder na Colômbia da mesma maneira que eles tomaram aqui no Brasil: dominando a cultura, a política, a imprensa e a educação.
Se as FARCs fizessem o mesmo mal à Ingrid Betancourt que a ditadura militar fez a Dilma Rousseff, ela deveria estar muito feliz. Teria hoje um cargo com gorda remuneração na Petrobrás e seria Presidente da República. Ingrid não é mais refém das FARCs, mas parece ser refém da ignorância... Ou de sua ideologia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Glória Democrática

A direita, a oposição brasileira está esmagada, sem voz, sem representante. Tal Napoleão, a máquina do Foro de São Paulo a dividiu e a conquistou, tomando, inclusive, todas as manifestações do Poder Nacional, mesmo as Forças Armadas, que estão tombando inertes diante da estratégia esquerdista que não souberam compreender ou não quiseram acreditar.

Já explanei anteriormente os motivos pelos quais não voto. E a eleição presidencial apenas veio confirmar o que é mais do que notório: não há oposição no Brasil. O pleito eleitoral poderia ser definido como uma partida de futebol entre  Inter x Inter-B. Não importa o resultado, o Inter será vencedor. E, neste caso, o Inter é a esquerda.
PT ou PSDB? PSDB ou PT? Na verdade, não importa. O final da história é o mesmo. As diferenças são ínfimas perto do objetivo comum dos partidos, que é estabelecer no país um governo socialista. O PT é mais revoltadinho, um adolescente rebelde que quer impor tudo "pra ontem". O PSDB já é um adulto jovem que sabe como conquistar a confiança da nação para depois impor a sua agenda. Aliá, faz isso tão bem que chamam a tucanada de "direita". E aí vem a pergunta: e o DEM? Oras, que esperar de um partido inspirado na esquerda dos EUA? PMDB? Este é como uma massa de pão. Adapta-se conforme a forma. Não tem identidade própria, não tem voz que não seja uníssona com a do governo, não importa de que partido ele seja.
Essa é a democracia de Lula. Aquela que não tem direita, não tem oposição. Pouco a pouco a dinastia petista vai se instalando no palácio da alvorada. A situação é tão grave que ela pode se dar ao luxo de escolher quem será seu adversário em 2014. Basta não dar uma teta do governo ao partido escolhido e voi-là! Criou-se a oposição.
A direita, a oposição brasileira está esmagada, sem voz, sem representante. Tal Napoleão, a máquina do Foro de São Paulo a dividiu e a conquistou, tomando, inclusive, todas as manifestações do Poder Nacional, mesmo as Forças Armadas, que estão tombando inertes diante da estratégia esquerdista que não souberam compreender ou não quiseram acreditar. Jornais, universidades, Igreja. Tudo está infestado pela praga socialista que carrega 100 milhões de mortes nas suas costas. 
Documentos como o PNDH-3 seguirão seus caminhos totalitários, amordaçando a imprensa (que já se autocensura), acabando com a autoridade dos pais para com seus filhos, concedendo superdireitos às minorias, destruindo a propriedade privada, quer urbana, quer rural. Tudo isso em nome da igualdade, enquanto os poderosos, os partidários, os "copanhêros" estão nadando no dinheiro recolhidos  através dos impostos mais pesados do mundo. E acreditem, com Serra não seria muito diferente.
A máquina estatal continua seu processo de fusão com o governo. Estado, País, Partido e Governo são cada vez unidos num monstro só, que se alimenta do poder econômico e do capital para distribuir cargos a correligionários por intermédio de suas estatais e empresas públicas que nada mais são do que cabides de emprego e moedas de troca. 
A imprensa segue calada. Poderia ter feito a diferença caso denunciasse o emprego dado a integrantes das FARCs na Casa Civil, ou fizesse uma reportagem investigativa sobre as atas do Foro de São Paulo ou do computador de Raul Reyes. Se tivesse lembrado ao povo o escândalo do mensalão, do caso do prefeito Celso Daniel e de tantos outros crimes um tanto suspeitos (como a morte "acidental" de uma testemunha do caso do Detran-RS). Mas para eles, vidas humanas não são importantes. Corrupção, compra do congresso, alianças internacionais com o crime organizado e o tráfico de droga também não são importantes. Importante é o dólar baixo, a bolsa em alta e o assistencialismo. E Dirceu, Palocci, Genoíno e Gushiken estão de volta!
O mais intrigante e assustador é que o nosso país é formado por um povo majoritariamente cristão e conservador,  que é governado por políticos ateus e revolucionários. É um estranho caso onde a soma das partes é diferente do todo. Onde a vontade da maioria é esmagada por uma minoria, sem qualquer sinal de reação daquela. Não temos representantes da verdadeira direita, talvez por medo de críticas dos artistas, da imprensa e da intelectualidade. Certamente, um conservador seria chamado de fascista, nazista, etc. Mas o caso do referendo do desarmamento mostrou-nos que não adianta mil atores, cantores, políticos, jornalistas e acadêmicos tentarem impor sua vontade goela abaixo. O brasileiro sabe o que quer. Precisa apenas de alguém que o represente para mostrar sua vontade. E é justamente a falta deste representante que é comemorada pelo presidente como a suprema glória democrática, conquistada no seu governo, claro.