segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Glória Democrática

A direita, a oposição brasileira está esmagada, sem voz, sem representante. Tal Napoleão, a máquina do Foro de São Paulo a dividiu e a conquistou, tomando, inclusive, todas as manifestações do Poder Nacional, mesmo as Forças Armadas, que estão tombando inertes diante da estratégia esquerdista que não souberam compreender ou não quiseram acreditar.

Já explanei anteriormente os motivos pelos quais não voto. E a eleição presidencial apenas veio confirmar o que é mais do que notório: não há oposição no Brasil. O pleito eleitoral poderia ser definido como uma partida de futebol entre  Inter x Inter-B. Não importa o resultado, o Inter será vencedor. E, neste caso, o Inter é a esquerda.
PT ou PSDB? PSDB ou PT? Na verdade, não importa. O final da história é o mesmo. As diferenças são ínfimas perto do objetivo comum dos partidos, que é estabelecer no país um governo socialista. O PT é mais revoltadinho, um adolescente rebelde que quer impor tudo "pra ontem". O PSDB já é um adulto jovem que sabe como conquistar a confiança da nação para depois impor a sua agenda. Aliá, faz isso tão bem que chamam a tucanada de "direita". E aí vem a pergunta: e o DEM? Oras, que esperar de um partido inspirado na esquerda dos EUA? PMDB? Este é como uma massa de pão. Adapta-se conforme a forma. Não tem identidade própria, não tem voz que não seja uníssona com a do governo, não importa de que partido ele seja.
Essa é a democracia de Lula. Aquela que não tem direita, não tem oposição. Pouco a pouco a dinastia petista vai se instalando no palácio da alvorada. A situação é tão grave que ela pode se dar ao luxo de escolher quem será seu adversário em 2014. Basta não dar uma teta do governo ao partido escolhido e voi-là! Criou-se a oposição.
A direita, a oposição brasileira está esmagada, sem voz, sem representante. Tal Napoleão, a máquina do Foro de São Paulo a dividiu e a conquistou, tomando, inclusive, todas as manifestações do Poder Nacional, mesmo as Forças Armadas, que estão tombando inertes diante da estratégia esquerdista que não souberam compreender ou não quiseram acreditar. Jornais, universidades, Igreja. Tudo está infestado pela praga socialista que carrega 100 milhões de mortes nas suas costas. 
Documentos como o PNDH-3 seguirão seus caminhos totalitários, amordaçando a imprensa (que já se autocensura), acabando com a autoridade dos pais para com seus filhos, concedendo superdireitos às minorias, destruindo a propriedade privada, quer urbana, quer rural. Tudo isso em nome da igualdade, enquanto os poderosos, os partidários, os "copanhêros" estão nadando no dinheiro recolhidos  através dos impostos mais pesados do mundo. E acreditem, com Serra não seria muito diferente.
A máquina estatal continua seu processo de fusão com o governo. Estado, País, Partido e Governo são cada vez unidos num monstro só, que se alimenta do poder econômico e do capital para distribuir cargos a correligionários por intermédio de suas estatais e empresas públicas que nada mais são do que cabides de emprego e moedas de troca. 
A imprensa segue calada. Poderia ter feito a diferença caso denunciasse o emprego dado a integrantes das FARCs na Casa Civil, ou fizesse uma reportagem investigativa sobre as atas do Foro de São Paulo ou do computador de Raul Reyes. Se tivesse lembrado ao povo o escândalo do mensalão, do caso do prefeito Celso Daniel e de tantos outros crimes um tanto suspeitos (como a morte "acidental" de uma testemunha do caso do Detran-RS). Mas para eles, vidas humanas não são importantes. Corrupção, compra do congresso, alianças internacionais com o crime organizado e o tráfico de droga também não são importantes. Importante é o dólar baixo, a bolsa em alta e o assistencialismo. E Dirceu, Palocci, Genoíno e Gushiken estão de volta!
O mais intrigante e assustador é que o nosso país é formado por um povo majoritariamente cristão e conservador,  que é governado por políticos ateus e revolucionários. É um estranho caso onde a soma das partes é diferente do todo. Onde a vontade da maioria é esmagada por uma minoria, sem qualquer sinal de reação daquela. Não temos representantes da verdadeira direita, talvez por medo de críticas dos artistas, da imprensa e da intelectualidade. Certamente, um conservador seria chamado de fascista, nazista, etc. Mas o caso do referendo do desarmamento mostrou-nos que não adianta mil atores, cantores, políticos, jornalistas e acadêmicos tentarem impor sua vontade goela abaixo. O brasileiro sabe o que quer. Precisa apenas de alguém que o represente para mostrar sua vontade. E é justamente a falta deste representante que é comemorada pelo presidente como a suprema glória democrática, conquistada no seu governo, claro.



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