sábado, 27 de novembro de 2010

Guerra Urbana

Tão triste quanto ter um governo cúmplice do tráfico e da violência é ter um Exército que cada vez mais se acovarda diante dos mandos e desmandos deste. Nossos generais esquecem que não são servos de um governo, mas sim de uma nação.

Há cerca de três anos, no meu antigo blog, fiz um paralelo entre o câncer e a criminalidade. Procurei mostrar que a melhor maneira de se lidar contra o crime e a violência é a prevenção. Porém, quando essa mazela social contamina virtualmente todo o corpo da nação, é necessário que sejam aplicadas medidas duras. Quando a doença já tomou conta do organismo, precisa-se agir de maneira firme e decisiva. E, salvo melhor juízo, geralmente o remédio é amargo e doloroso. Mas ele precisa ser administrado antes que o paciente morra. E de lá para cá, nada foi feito.
O que acontece no Rio de Janeiro não pode ser motivo de surpresas. É apenas a detonação de uma bomba-relógio já há muito anunciada. É o que décadas de tolerância com a criminalidade plantou, e parece agora colher os frutos. Sucessivos governos do Rio, primeiramente com Brizola, foram extremamente tolerantes com o tráfico. E, a medida que o tempo passava, o monstrinho foi crescendo. O Estado foi se afastando dos locais ocupados pela criminalidade, e essa foi tomando progressivamente o lugar daquele. Verdadeiras zonas de exclusões foram criadas na famigerada Cidade Maravilhosa. Mas a bandidagem não é e nunca será unida. Sempre um quer ser mais forte que o outro, como todas as coisas da natureza humana. O resultado são conflitos por todos os lugares e o consequente aumento no número de mortes, sequestros e roubos.
Mas combater a criminalidade e riscá-la do mapa não adiantará se não for cortada a sua fonte de alimentação. De nada adianta acabar com o tráfico se não impedirmos que as drogas cheguem nas mãos dos bandidos. Caso contrário, destruiremos toda a criminalidade hoje e, em menos de uma década, ela estará lá, mais equipada, com novos líderes e causando as mesmas cenas de guerra que estamos vendo hoje. A pergunta cuja resposta temos medo de saber é: a quem interessa o domínio do tráfico?
Não é surpresa para ninguém que o dinheiro gerado pelos traficantes do Rio alimenta uma rede interna de corrupção dentro da política, da polícia e da justiça. Mas, acima de tudo, o grande interessado em manter essa onde de crime é o corpo esquerdista brasileiro, capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores. Loucura de minha parte? Vejamos: o presidente Lula declarou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deveriam ser tratadas como grupo beligerante, e não grupo terrorista. Declarou, também, que o mesmo grupo deveria tentar atingir o poder pela via política e não através da luta armada (foi assim que os grupos terroristas brasileiros estão hoje no poder). No Foro de São Paulo, organização fundada pelo PT, as FARC são membros cativos e signatários, conforme podemos constatar através de suas atas. No computador de Raul Reyes, foram encontrados inúmeras provas do envolvimento PT-FARC, inclusive que o dinheiro dos narcoterroristas ajudou a financiar a campanha de Lula, convenientemente escondidas pela mídia nacional, cúmplice do terror que hoje vivemos. Esses terroristas comemoraram a eleição da companheira Dilma no Brasil. Como pode, então, o governo lutar contra o maior fornecedor de drogas do mundo se é aliado dele? Como poderia viver sem os milhões de dólares recebidos dessa gente? E, acima de tudo, a canalhada esquerdista jamais deixaria irmãos de luta à mercê do governo colombiano, que tem imposto severas baixas contra os traficantes. Dessa maneira, como conseguiremos acabar com o tráfico sem sequer sua fonte?
Tão triste quanto ter um governo cúmplice do tráfico e da violência é ter um Exército que cada vez mais se acovarda diante dos mandos e desmandos deste. Nossos generais esquecem que não são servos de um governo, mas sim de uma nação. Os Militares são cada vez mais colocados no meio do fogo cruzado não como solução, mas como demonstração de força do Estado que faz muita fumaça, mas não resolve o problema. Se é para que as três Forças Armadas atuem contra a violência, o caso é de guerra. E na guerra, como disse o general Leônidas, não há nada de bonito. Somente a vitória. Ou as forças singulares entram para acabar de vez com o crime e destruir o inimigo, ou que fiquem dentro dos quartéis. Atuando como bucha de canhão, só tendem a se desmoralizar e a se desgastarem à toa, sem qualquer propósito. Para isso é preciso coragem se dizer ao Presidente da República, Ministro da Defesa ou quem quer que seja: nós só atuaremos se for para acabar de uma vez por todas com o problema. Mas a coragem há muito tempo deixou de ser regra entre os fardados.
Como resultado destes dois fatores, temos uma verdadeira guerra urbana que não tem fim, apenas períodos de trégua. Enquanto não acabarmos de vez com a fonte da droga e desmantelarmos o Foro de São Paulo, a novela será sempre a mesma. A esquerda cria o monstro e bota a culpa na sociedade, que deve colocá-la no poder para combater a criatura que ela mesmo criou. Tratar terroristas e guerrilheiros como terroristas e guerrilheiros, bandidos como bandidos e cidadãos como cidadãos. Esta deveria ser a atuação de nossos governantes. Abater aeronaves não autorizadas a sobrevoarem o país, afundar embarcações ilegais e patrulhar as nossas rodovias e áreas de fronteiras com as Forças Armadas e a Polícia Federal. É isso que precisa ser feito. Mas aí as FARC não ganham o seu dinheirinho... E nem o PT.

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