quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Refém da Ignorância


Comparar a “ditadura militar” com as FARCs além de falta de conhecimento é de uma canalhice, de uma sem-vergonhice sem tamanho.

"G1 - O que você achou da eleição da primeira mulher à Presidência no Brasil, Dilma?
Betancourt -
Gostei muito. Devo confessar que gostei muito. Por muitas razões. Obviamente, porque é uma mulher, mas não só por isso. Mas porque é ela. Penso que é uma mulher muito complexa, que tem muitas facetas, obviamente de êxito profissional, mas também é uma pessoa que sofreu na ditadura, e, portanto acho que deve valorizar infinitamente os direitos humanos e o valor da democracia.
E é muito interessante porque foi uma pessoa muito de esquerda, mas chega à Presidência democraticamente. Creio que isso, espero, que contribua para o distanciamento das FARCs. E que finalmente o Brasil entenda que as FARCs são um grupo terrorista que está fazendo mal. O mesmo mal que fizeram a ela na ditadura, que fez com que fosse vítima, torturada, é o que estão fazendo, pelos mesmos motivos ideológicos, com o mesmo extremismo, mas de um ponto oposto no espectro político, é o que estão fazendo as FARCs. Então acho que é muito importante que nos posicionemos pela democracia, contra o terrorismo, seja de onde venha, do Estado ou da subversão."

O trecho acima, extraído de entrevista ao portal de notícias G1 concedida por Ingrid Betancourt , onde ela afirma que “as FARCs fazem hoje o mesmo mal que a ditadura fez à Dilma” demonstra a total falta de conhecimento da ex-refém acerca da articulação político-revolucionária em curso no continente. Falar que Dilma irá se distanciar das FARCs é, no mínimo, falta de conhecimento. Ou ela se esqueceu que o presidente Lula não as considera um grupo terrorista e é do mesmo partido desta “democrata”?
Mas se Ingrid Betancourt insistir que as FARCs fazem o mesmo mal que a ditadura fez à Dilma, pode esquecer um afastamento. Que mal fizeram os militares à presidente eleita? Nada. Foi presa? Sim. Afinal, assaltar um banco, roubar armas de quartéis e ser mandante de assassinatos (se as coisas não mudaram) são crimes não? Torturada? Dilma? Faça-me o favor... Se o exército não tivesse agido em 64, sabe o que teríamos aqui no Brasil nos dias de hoje dona Ingrid? Uma versão das FARCs aqui na república dos bananas! E sabe quem seriam seus comandantes? Dilma, Dirceu, Lamarca, Flávio Tavares e Quartim de Moraes. Betancourt deveria sim agradecer às Forças Armadas brasileiras por terem impedido que aqui tivéssemos um grupo terrorista como este, e não idolatrar a figura de uma mulher que simpatiza com ele.
Comparar a “ditadura militar” com as FARCs além de falta de conhecimento é de uma canalhice, de uma sem-vergonhice sem tamanho. O exército não seqüestrou, não estuprou. Mesmo as mortes (inevitáveis quando se está em conflito) não foram assassinatos, mas baixas em combate. Morreram terroristas, bandidos que queria impor ao Brasil a ditadura do proletariado, que só em Cuba já ceifou 150 mil almas, deixando um rastro de morte de 100 milhões de pessoas na ex-URSS, China, Vietnã, Laos, Camboja e na Coréia do Norte. Houve exageros? Sim. Mas nada comparável ao que fazem as FARCs. Aliás a turma que a Dilma defendia foi que mandou um tenente da PM comer seu próprio escroto antes de matá-lo a sangue frio. É esta pessoa que Betancourt chama de democrata.
Dilma não foi de esquerda, é de esquerda. O grupo terrorista colombiano é, para ela, apenas companheiros de causa. Eles são aquilo que Dilma e toda esta corja esquerdista que é dona das universidades, dos jornais e do governo se tornariam caso vencessem a luta armada. E agora, por debaixo do nariz de toda a nação, o seu partido articula uma maneira de fazer com que as FARCs tomem o poder na Colômbia da mesma maneira que eles tomaram aqui no Brasil: dominando a cultura, a política, a imprensa e a educação.
Se as FARCs fizessem o mesmo mal à Ingrid Betancourt que a ditadura militar fez a Dilma Rousseff, ela deveria estar muito feliz. Teria hoje um cargo com gorda remuneração na Petrobrás e seria Presidente da República. Ingrid não é mais refém das FARCs, mas parece ser refém da ignorância... Ou de sua ideologia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário