segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Natal e Capitalismo

Não é um sistema econômico que molda o comportamento de uma população. É sua formação familiar e espiritual que o faz. Não é o capitalismo que transforma uma festa religiosa, um momento de reflexão em família em apenas mais um feriado no calendário. É a progressiva corrupção da instituição família e religião a responsável por isto.

Muitos criticam a falta de espiritualidade nas comemorações do natal. E a principal vítima dos ataques é o capitalismo. Falam que nos tornarmos uma sociedade consumista, que pensa apenas nos presentes, na ceia, e nas festas natalinas espalhadas em pontos turísticos ao redor do mundo. Perdeu-se o valor religioso que tal cerimônia representa, o significado do nascimento do menino Jesus para a humanidade, ou para os cristãos pelo menos. O engraçado é que justamente os opositores do capitalismo e da sociedade de livre mercado (a esquerda) é que são os verdadeiros responsáveis pela transformação de um momento de reflexão e reverência em mera data comercial.
Graças aos estratagemas de socialistas e comunistas, a religiosidade foi progressivamente sendo minada. A cristandade, especialmente a católica, foi progressivamente sendo atacada e corroída. E a esquerda soube muito bem executar o plano de extermínio do catolicismo. Atacou simultaneamente de fora e de dentro da estrutura eclesiástica. Infiltrou sacerdotes comunistas causando uma reviravolta nas estruturas clericais brasileiras. Ao mesmo tempo, atacou a Igreja de fora, através da produção "artística" e "cultural", bem como na produção falsificada de textos históricos onde o catolicismo sempre aparecia como sendo o grande mal do mundo. Utilizando-se de sofismas e de um discursos retóricos, historiadores vermelhos reescreveram a história. Ocupando virtualmente todos os setores formadores de opinião, a esquerda implodiu a religiosidade e, de arrasto, a própria instituição familiar. Faltava criar um bode expiatório para arrematar a estratégia. E a culpa caiu nos ombros do capitalismo e dos ideais liberais.
Mas são justamente esses ideais que conseguem sustentar um pouco do que resta do esfarrapado espírito de natal. Não fosse pelo capitalismo, não se comprariam presentes. E o ato de dar presentes nada mais é do que a representação do que fizeram os Reis Magos ao ofertarem ouro, incenso e mirra ao bebê Jesus. O Papai Noel nada mais é do que a representação de São Nicolau, homem que presenteava as crianças mais necessitadas. E é pela compra de presentes que os funcionários dos mais diversos ramos conseguem seu emprego para poderem ganhar o seu dinheiro para, também, comemorarem o natal.
A ceia de natal não representa apenas comer e beber em vão. É um ato de sacrifício, onde o Peru comprado no supermercado representa o sacrifício feito pelo homem em honra a Deus, e em agradecimento pelo ano que passou. Ao fazer um esforço para comprar a ave especial, sela-se o simbolismo do sacrifício. É como se fosse uma ação de graças pelas coisas conquistadas e pela força dada por Nosso Senhor para enfrentarmos os obstáculos. As luzes, os pinheiros decorados, guirlandas, são representações de alegria pelo nascimento do Messias, e a lembrança de nossa origem europeia. Sim porque, se tem-se orgulho de nossa origem negra, há que se der de nosso sangue europeu porque não. Mas acima de tudo, o capitalismo condensa algo que muito incomoda a esquerda: o fruto do trabalho. Ele mostra que não é por favorecimentos políticos, esmolas governamentais ou pena que se conquista a dignidade. É pelo suor do trabalho de cada dia, quando o operário, o comerciante, o artesão, o empresário, o pequeno, médio e grande agricultor se reúnem à mesa para celebrar em família o espírito natalino, mesmo quando um governo faz de tudo para demonizar a figura daqueles que geram emprego, renda, dignidade.
Não é um sistema econômico que molda o comportamento de uma população. É sua formação familiar e espiritual que o faz. Não é o capitalismo que transforma uma festa religiosa, um momento de reflexão em família em apenas mais um feriado no calendário. É a progressiva corrupção da instituição família e religião a responsável por isto. Afinal, desde a Revolução Francesa, uma das primeiras ações é destruir a Igreja. Robespierre fez assim, Lênin e Stálin fizeram assim, Mao fez assim, Fidel fez assim. Destruíram e corromperam a família e a Igreja, jogando a culpa no capitalismo. Implodiram os alicerces morais e religiosos que sustentavam a base da sociedade para sobre seus escombros construir o famigerado "novo mundo possível", a custa de mais de 100 milhões de vidas humanas.
O capitalismo não é o vilão consumista. O vilão está em cada um de nós. Se ao darmos um presente de natal a nossos entes queridos, lembrarmos que estamos repetindo um gesto de mais de 2 mil anos em honra de um menino nascido para salvar a humanidade, não estaremos sendo consumistas. Se lembrarmos que é graças à nossa compra que o empresário pode dar emprego a outras pessoas e também tirar o seu sustento, saberemos que estamos, naquele momento, ajudando outras pessoas a fazerem a sua ceia de natal, a darem os seus presentes, por mais simples que sejam. Que estas pessoas podem, assim como nós, repetir gestos milenares que são muito mais do que apenas gestos. São representações das nossas próprias origens. Não porque recebem esmolas, mas porque conseguiram, pelo valor de seu trabalho, um pouco mais de dignidade. Apesar da fome estatal por suas almas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Poder do Arco-Íris

E se um militar for assediado sexualmente por um gay? Que acontece? Será que o homossexual seria punido ou o que sofreu o assédio iria ser preso por homofobia?

O Senado aprovou e Obama assinou. Pronto. Gays no Exército dos Estados Unidos? Yes, they can! Agora a viadagem pode sair do armário sem qualquer problema. Não podem mais haver repreensão pelos seus superiores. Mais uma vitória do movimento gay. Já fico imaginando um soldado, sargento ou oficial do Exército dos EUA de brinco, batom e unha pintadinha.
Certamente, em pouco tempo, a moda vai pegar por aqui. Dentro em breve, as fileiras do Exército Brasileiro deverão também se submeter ao poder que emana de uma classe praticamente intocada, que foi ungida, sabe-se lá por quem, de uma aura santa. É meus amigos. Nos dias de hoje ser contra a boiolagem é caso de polícia. Fico imaginando como seria o convívio diário desses seres com os heterossexuais. E se um militar for assediado sexualmente por um gay? Que acontece? Será que o homossexual seria punido ou o que sofreu o assédio iria ser preso por homofobia? Aliás, porque os gays devem ficar no mesmo alojamento que os heteros? Não seria o caso de se criarem alas especiais somente para os homos? Por este raciocínio, mulheres poderiam dividir o mesmo alojamento dos homens não? É companheiros. O terceiro sexo tem poder, e muito. Podem, pela lógica atual, cometerem qualquer crime. Se forem acusado, bradam que "isto é homofobia!" e imediatamente tem um tratamento mais do que especial.
O argumento para que tomem as fileiras do Exército é de que "na antiguidade, os Exércitos tinham gays. Alexandre Magno era gay e foi um dos maiores generais da história!" Por este argumento, vejo que pouco a pouco voltaremos a seguir outros costumes da antiguidade grega. Cada homossexual poderá ter seu próprio "aprendiz" de 10, 11, 12 anos, conforme acontecia na Grécia Antiga. Ainda, poder-se-ia reavivar a escravidão, outro nobre costume de gregos e romanos. E a mulher, em breve, retornará a sua função primordial greco-romana: reprodutora. Pronto! Voltamos à antiguidade.
Utilizar costumes antigos para validar atuais é canalhice e falta de vergonha na cara. Sabemos que homossexuais sempre existiram, existem e existirão nas Forças Armadas. Sua conduta, entretanto, era a mais discreta possível. Agora não mais. No país do Obaminável, pode-se desmunhecar a hora que se bem entender, mesmo ao comando de uma tropa, no refeitório, ou nos alojamentos. Não tardará para que os gays mais fortões obriguem seus subordinados a terem atos sexuais com eles, sob pena de acusá-los de homofobia. E alguém duvidaria da palavra de um gay?
Relendo a história, parece mesmo que a melhor coisa a se fazer é não contrariar as bichinhas. Porque uma "bicha loca" pode ser desastroso. Explico. Diziam que Calígula era gay, assim como Alexandre, Napoleão e Hitler. Percebem os exemplos? Quando eles sobem nas tamancas, sai de perto! É sangue para todos os lados. Se foram viados, foram dos mais brabos. Mataram, assassinaram, torturaram e varreram povos inteiros do mapa (ou pelo menos tentaram). Ai de quem ser contrário a seu modo de vida.
No politicamente correto de hoje, não existe atividade mais nobre do que o doar o esfíncter anal a um parceiro do mesmo sexo. Tal atitude é tida hoje como nobre e desejável até. Mesmo nossos filhos serão obrigados a verem vídeos onde os guris e gurias descobrem sua sexualidade homossexual na maior naturalidade, como se fosse a coisa mais desejável do mundo. E ai dos pais que disserem a seus filhos que esta atitude é condenada por Deus e pela Bíblia! Correm o risco de terem seus filhos sequestrados pelo Estado e criados pelos infames Conselhos Tutelares.
É minhas caríssimas senhoras e meus digníssimos senhores. O poder do arco-íris é muito maior do que se pensa. Ele censura e silencia mais do que qualquer ditadura jamais sonhou. É incriticável, é blindado, é irrestrito. Contra ele, todo argumento contrário, todo pensamento de oposição se torna o crime mais horrendo da humanidade. Toda crítica se torna preconceito. 
Mas os partidários do homossexualismo não criticam os verdadeiros homofóbicos. Porque? Bem porque Alá responde com Bombas, não palavras.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A República Imperial das Bananas

Todos estes mandos e desmandos das entidades executivas, legislativas e judiciárias estão escritas na bíblia (conhecida pelo nome popular de Constituição Federal de 1988). E o livro sagrado da República Imperial das Bananas é seguido cegamente, desde que para beneficiar as divindades que, afinal, a escreveram.

A organização brasileira está longe de ser republicana ou federativa. Está mais para monárquica e teológica, como nas antigas civilizações Egípcia, Grega e Romana. Até o panteão de divindades o Brasil possui. Adiciona-se à sopa política uma pitada dos reinos europeus da Idade Média e voi-là! Eis que conseguimos saber como se organiza de fato nossa "República Imperial das Bananas"!
No Olimpo tupiniquim (conhecido como Poder Judiciário), estão os deuses. Intocáveis, detentores da verdade absoluta. A eles nenhuma lei atinge. Estão acima do bem e do mal, pois emanam mesmo a noção do que é cada um desses conceitos. São imunes a qualquer crítica ou aplicação as penas previstas, mesmo quando pegos em ato ilegal. Jamais são presos ou condenados, mesmo em flagrante delito. Seu poder divino é tamanho que basta um dedo em riste ou o som de suas palavras para lançar a fúria do Olimpo sobre os mortais. E esta nunca tarda.
Mas o Olimpo não pode ter contato com o povão assim diretamente. É preciso que alguém o represente sobre a terra. E esta pessoa é o Faraó, ou o Rei (aqui chamado Presidente da República). A ele é confiado a representatividade do poder das divindades. Ele está lá, do alto de seu trono, aplicando a lei divina sobre a plebe nacional. Como os deuses, é imune à criticas e a qualquer denúncia que possa atingir o seu caráter, mesmo quando não possui um. É o homem-deus. A encarnação das vontades celestiais sobre a Terra. Nunca sabe de nada, mas distribui pão e circo ao povo, garantindo o silêncio dos seus milhões de servos e a aprovação majoritária destes. Como homem-deus, também é ungido de características divinas, e a lei sobre ele não pode incidir.
Abaixo da escala teocrática, estão os semideuses (deputados e senadores). A eles resta apenas aprovar as vontades do panteão, representado pelo Faraó, utilizando o nome da "maioria". Como não são completamente divinos, a eles não é garantida a total imunidade diante da lei. Entretanto, raríssimos são os semideuses que respondem a ela. Os direitos, é claro, estão garantidos. Assim, quando os deuses querem mais, os semideuses querem também. Se as divindades querem mais sacrifícios humanos, os semideuses querem também. Se aqueles querem mais dinheiro, estes também irão se beneficiar. E assim, em nome do povo, votam leis em causa própria e jamais ousam afrontar o poder divino. Nos Estados e Municípios, a organização é similar, fazendo com que a República Imperial das Bananas tenha um "quê" de Império Romano (com "mesclas" dos feudos europeus), onde as províncias tinham sua organização política, mas eram vassalos de Roma.
Mas uma nação teocrática não pode viver sem o clero. Ele é responsável pela adoração particularmente do Rei-deus, dos deuses e em menor escala dos semideuses. E nas terras de Pindorama, o clero é composto pelos, religiosos, artistas, intelectuais, empresários, jornalistas, celebridades, altos oficiais militares, professores e universitários, sendo que os quatro últimos compõe o chamado baixo clero. O alto clero é responsável por criar o culto aos deuses e emanar a ideologia nacional, de acordo com a diretriz do Faraó. O baixo clero trata de disseminar esta ideologia, validá-la e fomentá-la. São os idiotas úteis.
Na base da estrutura social da República Imperial das Bananas está a plebe. Esta é composta dos médios e pequenos empresários, produtores rurais, trabalhadores dos três setores da economia e de alguns intelectuais que contestam o culto aos deuses. Todos eles compõem o povo, a plebe. A ela cabe trabalhar para sustentar o panteão de divindades e os caprichos do deus-imperador e dos semideuses. Fazem sacrifícios e pagam pesados impostos ao seu senhor feudal em troca de... Bom, deveria ser segurança, mas nem isto os deuses garante a seus servos. Mas os deuses são muito bons e generosos! Todos os anos, fazem inúmeras comemorações de carnaval e proporcionam horas de lazer com o futebol. E para que o imperador posso distribuir esmolas aos que não trabalham (e também às famílias dos presos), é necessário que a plebe pague por isto. E por cinco, quase seis meses, esta camada da população trabalha para seus senhores. Durante quase meio ano, nada de seu trabalho é revertido para o seu próprio bem-estar. Tudo é enviado diretamente para os cofres do faraó.
Mas existe uma classe de pessoas singulares na nação: os intocáveis. Esta é composta por gays, sem-terras, sindicatos, e toda sorte de minorias. São os únicos que ousam desafiar o poder dos deuses sem medo de represálias. Aliás, com o passar dos anos, vão se tornando verdadeiras eminências pardas do Olimpo, fazendo com que novas leis sejam produzidas e invocadas para a sua imunidade. Não podem sequer serem criticados. Em breve, tornar-se-ão os novos deuses. É questão de tempo.
Todos estes mandos e desmandos das entidades executivas, legislativas e judiciárias estão escritas na bíblia (conhecida pelo nome popular de Constituição Federal de 1988). E o livro sagrado da República Imperial das Bananas é seguido cegamente, desde que para beneficiar as divindades que, afinal, a escreveram.
É por este motivo que um aumento salarial da ordem de 60% para ministros, parlamentares e presidente é absolutamente constitucional. E as províncias, claro, seguirão o exemplo, num efeito cascata. Os deuses (juízes) quiseram aumento. O deus-rei também, assim como os semideuses. Tudo dentro da legalidade, mas absolutamente fora da moralidade claro. E de onde sairá o dinheiro para tudo isto? Para pagar 26,7 mil reais a cada parlamentar e ministro? Da plebe, do povão, dos otários como eu e você.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Morte do Engenheiro

Qual seria o interesse de transformar os alunos mais brilhantes das salas de aula em profissionais desmotivados e universitários sem qualquer perspectiva de brilhar na carreira escolhida, além de semear o ódio entre alunos e professores? 
Recebi um e-mail de meu irmão onde um engenheiro relata a falta completa de valorização da sua profissão desde o ambiente acadêmico. No artigo, o autor mostra como os melhores alunos dos diversos colégios e escolas vão tendo sua auto-estima destruída e esfacelada ao longo do curso superior na área das engenharias em contraste com a progressiva valorização de outros cursos, especialmente a medicina e principalmente o direito. Nestes dois cursos em particular, o universitário vai progressivamente obtendo o status profissional, sendo tratado, nos semestres finais do curso, não como meros alunos, mas como o doutor fulano ou doutor sicrano, futuros médicos e advogados. O modo como se vestem e as atitudes que têm são mostras do aumento da auto-estima dos futuros doutores. E isto seguramente proporciona o surgimento de novos integrantes no mercado de trabalho que estejam, pelo menos, motivados.
Analisando o artigo do engenheiro (cujo nome infelizmente foge à minha memória), bem como as atrocidades que meu irmão relata acontecerem no curso de engenharia da UFRGS, especialmente no Departamento de Engenharia Elétrica, não pude deixar de me perguntar o porquê disto acontecer. Qual seria o interesse de transformar os alunos mais brilhantes das salas de aula em profissionais desmotivados e universitários sem qualquer perspectiva de brilhar na carreira escolhida, além de semear o ódio entre alunos e professores?
A resposta (ou respostas) que me ocorrem é que, por trás deste processo de desvalorização dos engenheiros, está a ideologia revolucionária da esquerda. Sim, vão dizer que é loucura ou "teoria da conspiração". Afinal, o que a filosofia revolucionária comunista "tem a ver" com este processo de castração da engenharia (e dos engenheiros)? Ora, tudo!
Um engenheiro de qualquer área precisa ter necessariamente um dom natural para as ciências exatas. Consequentemente o seu pensamento é exponencialmente mais lógico do que "o pessoal das ciências humanas e sociais". Por este motivo, os alunos que se dedicam ao estudo das ciências matemáticas são praticamente imunes ao discurso da esquerda. E quando são contaminados por eles, rapidamente conseguem verificar suas incoerências mediante o estudo de um artigo ou mera análise lógica. Suas mentes dificilmente são dominadas pela sereia comunista, ao  contrário do pessoal do direito, da economia, da história e da medicina por exemplo. Sendo assim, não é de interesse do partidão (e da intelectualidade esquerdista) que a atividade de engenharia seja valorizada, a não ser quando há maneiras de inserir a famigerada "consciência social" na cabeça desses profissionais. É por este motivo que, de todas as engenharias, a civil é a mais valorizada pelo partido e pelo governo. Afinal, é preciso casa para os "excluídos" morarem (sustentados pelo nosso dinheiro, claro).
O resultado deste descaso está ao alcance de qualquer pessoa que consiga enxergar. Pouco desenvolvimento tecnológico e alta dependência científica de nações estrangeiras. Pior é quando vemos reportagens no Jornal Nacional enaltecendo que um brasileiro descobriu "tal coisa"... no MIT! E não em terras brasileiras! 
Queiramos ou não, são os engenheiros os responsáveis pelas grandes revoluções e descobertas que trazem riqueza para uma nação. São eles que inovam, que produzem conhecimento palpável. Desde os primórdios da civilização, os povos que dedicaram sua riqueza e seu tempo à formação de engenheiros foram irrestritamente, os mais desenvolvidos. É pelas mentes brilhantes produzidas nos bancos das escolas de engenharia que melhorou-se a agricultura, as telecomunicações, os transportes, a genética, a eletrônica, a produção e consumo eficiente de energia, o meio-ambiente,  robótica e o consequente aumento da eficiência da produção industrial. E tudo isto barateia custos, gera emprego, gera riqueza e distribui renda, não por imposição estatal, mas pelo força do trabalho de cada indivíduo. Enquanto isto, o grande avanço tecnológico brasileiro é... É o que mesmo? Há, o automóvel flex. (E lá na Europa, a indústria de defesa da Itália (se a memória não me trai) produz um motor que queima desde benzina até gas natural, passando por diesel, gasolina e álcool).
Infelizmente, no Brasil, as mentes mais brilhantes são exportadas para o Japão, os EUA, a União Européia e mesmo China e Índia. Os que ficam no solo pátrio vêm seus sonhos transformados em poeira ao terem que deixar sua curiosidade criativa dar lugar a meras funções burocráticas.  Não há pesquisas em universidades, e nem empresas que produzam tecnologia em solo brasileiro, pois a sociedade não valoriza este tipo de atividade. Perdem o brilho no olhar, a vontade de serem engenheiros, inovadores, criadores. Por fim, acabam buscando uma carreira  estatal ou de ensino. Como profissionais, são meros burocratas do governo. Como professores, são pessoas frustradas. O Estado, enfim, suga-lhes a alma, e os escraviza.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Estado na Telinha... Paga!!

Mas aí cabe a pergunta: que consumidor, cidadão, pessoa, animal ou vegetal paga TV por assinatura para ter o "direito de acesso à produção nacional"? Será que esta criatura acha que o assinante é burro ou idiota? Imagine ter que assistir a programas tupiniquins mesmo em canais estrangeiros. Seria a tortura intelectual mais impiedosa a que seriam submetidos o cérebro do telespectador.

Leio no portal do msn que a inclusão de cotas para produção nacional na TV por assinatura ainda divide opiniões. Segundo a reportagem, o tema cria opiniões diversas em variados setores da chamada sociedade. Há os que são contra e os que são a favor. 
Aqueles que são contra esta imposição nazista, o são por um motivo muito simples: O Estado não pode obrigar o consumidor a assitir um conteúdo à revelia de sua vontade. Este fato deveria ser suficiente para encerrar o assunto. Mas parece que não. O governo não consegue ver um fio de liberdade de expressão em qualquer meio de comunicação que já se apressa em se apossar de seu conteúdo. Não basta o financiamento estatal para conteúdo nacional. É preciso que o consumidor (mais conhecido como otário), também pague para que sejam elaborados programas 100% made in Brazil.
Para os que apóiam esta intervenção do Big Brother o argumento que utilizam é que os produtores brasileiros ficam "totalmente fora do mercado", como disse a diretora da associação que representa produtoras brasileiras - ABPA, Tereza Trautman. Segundo ela, a produção brasileira é feita com incentivos fiscais, dinheiro público. E, sendo assim, o contribuinte tem direito de acesso a essa obra, pois são os impostos pagos que os subsidiam. Mas aí cabe a pergunta: que consumidor, cidadão, pessoa, animal ou vegetal paga TV por assinatura para ter o "direito de acesso à produção nacional"? Será que esta criatura acha que o assinante é burro ou idiota? Imagine ter que assistir a programas tupiniquins mesmo em canais estrangeiros. Seria a tortura intelectual mais impiedosa a que seriam submetidos o cérebro do telespectador. Ora dona Tereza, vocês estão fora do mercado porque só produzem porcaria! Simples assim.
Outra entusiasta das cotas, senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse  que“O difícil é trocar de canal centenas de vezes e não ver nada nacional. Não há inconstitucionalidade, há, sim, defesa do povo brasileiro”. Não senadora. O difícil é ter que aturar declarações idiotas como esta. E que negócio é este de defesa do povo brasileiro? O povo brasileiro, todo ele, paga por TV por assinatura? Não. O que a senhora e este partido totalitário da qual faz parte quer é que eu e os demais assinantes paguem para que sejam produzidos programas que exaltem os valores comunistas, que ataquem a Igreja e destruam a família, além de aumentar os empregos a seus amiguinhos artistas vermelhinhos. Não basta o dinheiro que eu deposito nesta porcaria de produção nacional (contra a minha vontade) via impostos. Agora gente como a senhora quer que o assinante pague por eles goela abaixo.
É engraçada a noção e democracia da esquerda. Vejam, os ÚNICOS interessados no assunto não estão sendo ouvidos, que são os assinantes. Duvido que se fosse aberta a opção de conteúdo nacional obrigatório em todos os canais da TV por assinatura, o cliente a aceitaria. Ainda mais com o evidente aumento do valor da mensalidade. Cada vez mais o Big Brother está controlando a vida privada do cidadão. Impedindo o conteúdo estrangeiro, impede também a formação de uma mentalidade diferente da ordenada do centro do império, da mesma maneira que faz a Coréia do Norte, China, Cuba e a ex-URSS. Em nome do povo brasileiro atrofiam cada vez mais a liberdade cultural e intelectual do brasileiro. Uma censura unilateral da SKY ao canal FOXNews, retirado da grade de programação com um argumento mais falso que uma nota de três reais, mostra que já existe um sistema de auto-censura dentro da mídia nacional. Tudo em nome do bem da sociedade. O consumidor, o cliente que sustenta e paga pelo serviço, esse é um otário, ou um maldito burguês que deve ser eliminado, ou obrigado a financiar conteúdo ideológico nacional.
Sugiro àqueles que apoiam este tipo de iniciativa o seguinte: Que as operadoras de TV por assinatura sejam obrigadas a fornecerem um pacote de canais e conteúdo nacional à parte. Quem os quiser, pagará por eles. além de ser o caminho mais justo, mostrará que o assinante de TV paga quer, basicamente, distância do esgoto cultural produzido pela imensa maioria das produtoras nacionais. E não irá interferir na sagrada liberdade de escolha do senhor absoluto de qualquer empresa privada ou estatal prestadora de serviço ou fornecedora de produtos: o consumidor

domingo, 5 de dezembro de 2010

Forças Armadas e o Partidão

Será que as nossas Forças Armadas serão transformadas nas tropas vermelhas da antiga URSS, que esmagava qualquer resistência ou oposição ao governo, fosse ela qual fosse?

O progressivo desmonte moral das Forças Armadas brasileiras segue sem que a vítima apresente qualquer resistência. Muito pelo contrário. Os chefes militares aceitam qualquer  atividade que mostrem para a população que os militares são sim importantes. Baseiam-se, entretanto, não na opinião da população, mas na dos formadores de opinião que habitam as salas de imprensa, os corredores das universidades, teatros, cinema, música e literatura. Como resultado, aceitam com melancólica passividade os mandos e desmandos do  partidão. Deixam de ser defensores da Pátria Brasileira e passam a defender uma ideologia, um partido, um governo. Não se enganem. A democracia brasileira (se é que existe) está caminhando a passos largos para a extinção.
A brilhante estratégia da esquerda já é conhecida e foi explorada algumas vezes, inclusive nesse espaço. Com estratégias que parecem não serem descobertas pelos altos comandantes militares, os socialistas deixaram de reivindicar o poder pelas armas e entraram na política. Infiltraram seus agentes de desinformação pela elite cultural, militar, científica e intelectual do país, fazendo-os verdadeiros fantoches em suas habilidosas mãos. Os militares não perceberam (e ainda não percebem) esta ameaça. E os assassinos, sequestradores e terroristas contra os quais lutaram, hoje são aqueles que governam o país. Foi essa a dica que o presidente Lula deu a seus amiguinhos das FARC: "larguem as armas e conquistem o poder pela via política". E sendo as FARC fornecedoras de treinamento paramilitar, drogas e armas para as facções criminosas especialmente de RJ e SP e, ainda, aliada do PT (e de toda a curriola esquerdista) como podemos acreditar no sucesso efetivo das operações policiais conduzidas no Morro do Alemão?
Na Ordem do Dia 19 de novembro do corrente ano, dia da bandeira, o Comandante do Exército escreveu que o Exército passará por grandes transformações e que é preciso que os militares estejam preparados. Que transformação será essa? Será que as nossas Forças Armadas serão transmutadas nas tropas vermelhas da antiga URSS, que esmagava qualquer resistência ou oposição ao governo, fosse ela qual fosse? A infestação comunista atinge especialmente os postos de alto-comando, que são, em última análise, cargos muito mais políticos do que combatentes. Tal invasão não é de hoje. O parasita comunista alimenta-se dos militares desde a década de 80 pelo menos, quando os cidadãos fardados foram virtualmente proibidos de expressar suas posições políticas. O militar tornou-se apolítico, e consequentemente, deixou de exercer o seu papel de defensor da essência brasileira. Passou a "dançar conforme a música". O primeiro passo para a destruição e posterior reconstrução das Forças Armadas (agora ao molde comunista) já estava dado. E outro parece que está sendo concretizado nesse momento.
A pergunta é: porque os militares estão ocupando os morros? Foi decretado Estado de Emergência? Foi decretado Estado de Sítio? Não. Mas o partidão todo poderoso impôs aos militares uma atuação que pode inclusive ser inconstitucional. Militares não são policiais. São treinados para a guerra. Se quisessem fazer a coisa realmente bem feita, seria decretado Estado de Emergência, ou mesmo de Sítio e intervenção federal. A cidade seria zoneada e os locais onde as operações ocorreriam seriam zonas de guerra. E guerra é guerra. Evidentemente que nenhum governo pagaria este preço político. A operação, parece, foi um sucesso. Mas nós sabemos que em pouco tempo, os traficantes estarão soltos novamente. Se não voltarem para o Rio, irão para Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte. Porque a fonte que alimenta este tipo de criminalidade não secou.
Poderia o leitor perguntar se sou contra a participação do Exército no combate a criminalidade. Não sou, sou a favor. Mas aí tem que fazer as coisas bem feitas. No combate, prisioneiro de guerra não é necessariamente criminoso. É um soldado lutando pelo seu país. No combate contra o tráfico, o prisioneiro é inimigo da nação, do povo. Sendo assim, deve ser feito prisioneiro somente em último caso. Se é para chamar as Forças Armadas, que seja para que elas literalmente matem toda a bandidagem. Radical? Pode até ser. Mas existe uma solução menos traumática, mais coerente e, acima de tudo, dentro da legalidade. Basta colocar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para fazer o que tem que ser feito. Patrulhamento das fronteiras secas, do mar e do espaço aéreo, com uma lei do abate decente, e não essa palhaçada esquerdista. Coloca-se o policial no morro para dar segurança à população, e os militares para impedir que a droga e o armamento cheguem nas mãos da bandidagem. Se isto for feito, começarem a efetivamente enfrentar o problema. Mas para isso teríamos que sufocar as FARC. E as FARC são aliadas e companheiras de luta do partidão.
Percebe-se cada vez mais que a função dos militares está sendo cada vez mais modificada, a revelia da Constituição Federal. A ocupação dos morros cariocas é uma delas. Os comandantes, em todos os níveis, as aceitam, pois precisam dar uma "razão de existir" para as Forças Armadas. Não percebem que estão sendo usados para a sovietização do país. Um exemplo é a inteligência militar. Outrora utilizada para investigar movimentos criminosos como o MST e as ameaças internacionais à integridade da nação como as FARC e o MIR, hoje ela é posta para espionar o "público interno". Isto vai se tornando cada vez mais perigoso, pois os oficiais e praças que possuam consciência do que está se passando no país, poderão ser impedidos de chegar aos mais altos cargos de comando. Stálin matou todos os oficiais do Exército para que pudesse por em marcha a sua máquina de engenharia social sem qualquer resistência. Lula os deixa vivo, mas só dá o comando a quem é submisso aos objetivos vermelhos. E o "último baluarte de resistência" está cada vez mais podre e enfraquecido.
Os militares são, ainda, os maiores defensores da pátria, pois empenham sua vida em solene juramento para defendê-la. Entretanto, todo o homem tem seu preço, e a esquerda sabe muito bem disto. Só não esperava que os militares estavam em liquidação.