domingo, 5 de dezembro de 2010

Forças Armadas e o Partidão

Será que as nossas Forças Armadas serão transformadas nas tropas vermelhas da antiga URSS, que esmagava qualquer resistência ou oposição ao governo, fosse ela qual fosse?

O progressivo desmonte moral das Forças Armadas brasileiras segue sem que a vítima apresente qualquer resistência. Muito pelo contrário. Os chefes militares aceitam qualquer  atividade que mostrem para a população que os militares são sim importantes. Baseiam-se, entretanto, não na opinião da população, mas na dos formadores de opinião que habitam as salas de imprensa, os corredores das universidades, teatros, cinema, música e literatura. Como resultado, aceitam com melancólica passividade os mandos e desmandos do  partidão. Deixam de ser defensores da Pátria Brasileira e passam a defender uma ideologia, um partido, um governo. Não se enganem. A democracia brasileira (se é que existe) está caminhando a passos largos para a extinção.
A brilhante estratégia da esquerda já é conhecida e foi explorada algumas vezes, inclusive nesse espaço. Com estratégias que parecem não serem descobertas pelos altos comandantes militares, os socialistas deixaram de reivindicar o poder pelas armas e entraram na política. Infiltraram seus agentes de desinformação pela elite cultural, militar, científica e intelectual do país, fazendo-os verdadeiros fantoches em suas habilidosas mãos. Os militares não perceberam (e ainda não percebem) esta ameaça. E os assassinos, sequestradores e terroristas contra os quais lutaram, hoje são aqueles que governam o país. Foi essa a dica que o presidente Lula deu a seus amiguinhos das FARC: "larguem as armas e conquistem o poder pela via política". E sendo as FARC fornecedoras de treinamento paramilitar, drogas e armas para as facções criminosas especialmente de RJ e SP e, ainda, aliada do PT (e de toda a curriola esquerdista) como podemos acreditar no sucesso efetivo das operações policiais conduzidas no Morro do Alemão?
Na Ordem do Dia 19 de novembro do corrente ano, dia da bandeira, o Comandante do Exército escreveu que o Exército passará por grandes transformações e que é preciso que os militares estejam preparados. Que transformação será essa? Será que as nossas Forças Armadas serão transmutadas nas tropas vermelhas da antiga URSS, que esmagava qualquer resistência ou oposição ao governo, fosse ela qual fosse? A infestação comunista atinge especialmente os postos de alto-comando, que são, em última análise, cargos muito mais políticos do que combatentes. Tal invasão não é de hoje. O parasita comunista alimenta-se dos militares desde a década de 80 pelo menos, quando os cidadãos fardados foram virtualmente proibidos de expressar suas posições políticas. O militar tornou-se apolítico, e consequentemente, deixou de exercer o seu papel de defensor da essência brasileira. Passou a "dançar conforme a música". O primeiro passo para a destruição e posterior reconstrução das Forças Armadas (agora ao molde comunista) já estava dado. E outro parece que está sendo concretizado nesse momento.
A pergunta é: porque os militares estão ocupando os morros? Foi decretado Estado de Emergência? Foi decretado Estado de Sítio? Não. Mas o partidão todo poderoso impôs aos militares uma atuação que pode inclusive ser inconstitucional. Militares não são policiais. São treinados para a guerra. Se quisessem fazer a coisa realmente bem feita, seria decretado Estado de Emergência, ou mesmo de Sítio e intervenção federal. A cidade seria zoneada e os locais onde as operações ocorreriam seriam zonas de guerra. E guerra é guerra. Evidentemente que nenhum governo pagaria este preço político. A operação, parece, foi um sucesso. Mas nós sabemos que em pouco tempo, os traficantes estarão soltos novamente. Se não voltarem para o Rio, irão para Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte. Porque a fonte que alimenta este tipo de criminalidade não secou.
Poderia o leitor perguntar se sou contra a participação do Exército no combate a criminalidade. Não sou, sou a favor. Mas aí tem que fazer as coisas bem feitas. No combate, prisioneiro de guerra não é necessariamente criminoso. É um soldado lutando pelo seu país. No combate contra o tráfico, o prisioneiro é inimigo da nação, do povo. Sendo assim, deve ser feito prisioneiro somente em último caso. Se é para chamar as Forças Armadas, que seja para que elas literalmente matem toda a bandidagem. Radical? Pode até ser. Mas existe uma solução menos traumática, mais coerente e, acima de tudo, dentro da legalidade. Basta colocar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para fazer o que tem que ser feito. Patrulhamento das fronteiras secas, do mar e do espaço aéreo, com uma lei do abate decente, e não essa palhaçada esquerdista. Coloca-se o policial no morro para dar segurança à população, e os militares para impedir que a droga e o armamento cheguem nas mãos da bandidagem. Se isto for feito, começarem a efetivamente enfrentar o problema. Mas para isso teríamos que sufocar as FARC. E as FARC são aliadas e companheiras de luta do partidão.
Percebe-se cada vez mais que a função dos militares está sendo cada vez mais modificada, a revelia da Constituição Federal. A ocupação dos morros cariocas é uma delas. Os comandantes, em todos os níveis, as aceitam, pois precisam dar uma "razão de existir" para as Forças Armadas. Não percebem que estão sendo usados para a sovietização do país. Um exemplo é a inteligência militar. Outrora utilizada para investigar movimentos criminosos como o MST e as ameaças internacionais à integridade da nação como as FARC e o MIR, hoje ela é posta para espionar o "público interno". Isto vai se tornando cada vez mais perigoso, pois os oficiais e praças que possuam consciência do que está se passando no país, poderão ser impedidos de chegar aos mais altos cargos de comando. Stálin matou todos os oficiais do Exército para que pudesse por em marcha a sua máquina de engenharia social sem qualquer resistência. Lula os deixa vivo, mas só dá o comando a quem é submisso aos objetivos vermelhos. E o "último baluarte de resistência" está cada vez mais podre e enfraquecido.
Os militares são, ainda, os maiores defensores da pátria, pois empenham sua vida em solene juramento para defendê-la. Entretanto, todo o homem tem seu preço, e a esquerda sabe muito bem disto. Só não esperava que os militares estavam em liquidação.

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