segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Morte do Engenheiro

Qual seria o interesse de transformar os alunos mais brilhantes das salas de aula em profissionais desmotivados e universitários sem qualquer perspectiva de brilhar na carreira escolhida, além de semear o ódio entre alunos e professores? 
Recebi um e-mail de meu irmão onde um engenheiro relata a falta completa de valorização da sua profissão desde o ambiente acadêmico. No artigo, o autor mostra como os melhores alunos dos diversos colégios e escolas vão tendo sua auto-estima destruída e esfacelada ao longo do curso superior na área das engenharias em contraste com a progressiva valorização de outros cursos, especialmente a medicina e principalmente o direito. Nestes dois cursos em particular, o universitário vai progressivamente obtendo o status profissional, sendo tratado, nos semestres finais do curso, não como meros alunos, mas como o doutor fulano ou doutor sicrano, futuros médicos e advogados. O modo como se vestem e as atitudes que têm são mostras do aumento da auto-estima dos futuros doutores. E isto seguramente proporciona o surgimento de novos integrantes no mercado de trabalho que estejam, pelo menos, motivados.
Analisando o artigo do engenheiro (cujo nome infelizmente foge à minha memória), bem como as atrocidades que meu irmão relata acontecerem no curso de engenharia da UFRGS, especialmente no Departamento de Engenharia Elétrica, não pude deixar de me perguntar o porquê disto acontecer. Qual seria o interesse de transformar os alunos mais brilhantes das salas de aula em profissionais desmotivados e universitários sem qualquer perspectiva de brilhar na carreira escolhida, além de semear o ódio entre alunos e professores?
A resposta (ou respostas) que me ocorrem é que, por trás deste processo de desvalorização dos engenheiros, está a ideologia revolucionária da esquerda. Sim, vão dizer que é loucura ou "teoria da conspiração". Afinal, o que a filosofia revolucionária comunista "tem a ver" com este processo de castração da engenharia (e dos engenheiros)? Ora, tudo!
Um engenheiro de qualquer área precisa ter necessariamente um dom natural para as ciências exatas. Consequentemente o seu pensamento é exponencialmente mais lógico do que "o pessoal das ciências humanas e sociais". Por este motivo, os alunos que se dedicam ao estudo das ciências matemáticas são praticamente imunes ao discurso da esquerda. E quando são contaminados por eles, rapidamente conseguem verificar suas incoerências mediante o estudo de um artigo ou mera análise lógica. Suas mentes dificilmente são dominadas pela sereia comunista, ao  contrário do pessoal do direito, da economia, da história e da medicina por exemplo. Sendo assim, não é de interesse do partidão (e da intelectualidade esquerdista) que a atividade de engenharia seja valorizada, a não ser quando há maneiras de inserir a famigerada "consciência social" na cabeça desses profissionais. É por este motivo que, de todas as engenharias, a civil é a mais valorizada pelo partido e pelo governo. Afinal, é preciso casa para os "excluídos" morarem (sustentados pelo nosso dinheiro, claro).
O resultado deste descaso está ao alcance de qualquer pessoa que consiga enxergar. Pouco desenvolvimento tecnológico e alta dependência científica de nações estrangeiras. Pior é quando vemos reportagens no Jornal Nacional enaltecendo que um brasileiro descobriu "tal coisa"... no MIT! E não em terras brasileiras! 
Queiramos ou não, são os engenheiros os responsáveis pelas grandes revoluções e descobertas que trazem riqueza para uma nação. São eles que inovam, que produzem conhecimento palpável. Desde os primórdios da civilização, os povos que dedicaram sua riqueza e seu tempo à formação de engenheiros foram irrestritamente, os mais desenvolvidos. É pelas mentes brilhantes produzidas nos bancos das escolas de engenharia que melhorou-se a agricultura, as telecomunicações, os transportes, a genética, a eletrônica, a produção e consumo eficiente de energia, o meio-ambiente,  robótica e o consequente aumento da eficiência da produção industrial. E tudo isto barateia custos, gera emprego, gera riqueza e distribui renda, não por imposição estatal, mas pelo força do trabalho de cada indivíduo. Enquanto isto, o grande avanço tecnológico brasileiro é... É o que mesmo? Há, o automóvel flex. (E lá na Europa, a indústria de defesa da Itália (se a memória não me trai) produz um motor que queima desde benzina até gas natural, passando por diesel, gasolina e álcool).
Infelizmente, no Brasil, as mentes mais brilhantes são exportadas para o Japão, os EUA, a União Européia e mesmo China e Índia. Os que ficam no solo pátrio vêm seus sonhos transformados em poeira ao terem que deixar sua curiosidade criativa dar lugar a meras funções burocráticas.  Não há pesquisas em universidades, e nem empresas que produzam tecnologia em solo brasileiro, pois a sociedade não valoriza este tipo de atividade. Perdem o brilho no olhar, a vontade de serem engenheiros, inovadores, criadores. Por fim, acabam buscando uma carreira  estatal ou de ensino. Como profissionais, são meros burocratas do governo. Como professores, são pessoas frustradas. O Estado, enfim, suga-lhes a alma, e os escraviza.

Um comentário:

  1. Há uma grande arrogância da quase totalidade dos BACHARÉIS em Medicina e Direito, que parecem viciados em ostentar um título acadêmico que não possuem como se fosse um pronome de tratamento que lhes fosse devido. Esquecem que doutor é quem tem doutorado e se aproveitam da ignorância popularesca para perpetuar esse costume arcaico. Alguns bacharéis em medicina insistem que a "sabedoria" popular consagrou a eles o título antes que qualquer universidade o fizesse, mas um povo que elege petistas para qualquer cargo pode ser qualquer coisa menos sábio...

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