quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Estado na Telinha... Paga!!

Mas aí cabe a pergunta: que consumidor, cidadão, pessoa, animal ou vegetal paga TV por assinatura para ter o "direito de acesso à produção nacional"? Será que esta criatura acha que o assinante é burro ou idiota? Imagine ter que assistir a programas tupiniquins mesmo em canais estrangeiros. Seria a tortura intelectual mais impiedosa a que seriam submetidos o cérebro do telespectador.

Leio no portal do msn que a inclusão de cotas para produção nacional na TV por assinatura ainda divide opiniões. Segundo a reportagem, o tema cria opiniões diversas em variados setores da chamada sociedade. Há os que são contra e os que são a favor. 
Aqueles que são contra esta imposição nazista, o são por um motivo muito simples: O Estado não pode obrigar o consumidor a assitir um conteúdo à revelia de sua vontade. Este fato deveria ser suficiente para encerrar o assunto. Mas parece que não. O governo não consegue ver um fio de liberdade de expressão em qualquer meio de comunicação que já se apressa em se apossar de seu conteúdo. Não basta o financiamento estatal para conteúdo nacional. É preciso que o consumidor (mais conhecido como otário), também pague para que sejam elaborados programas 100% made in Brazil.
Para os que apóiam esta intervenção do Big Brother o argumento que utilizam é que os produtores brasileiros ficam "totalmente fora do mercado", como disse a diretora da associação que representa produtoras brasileiras - ABPA, Tereza Trautman. Segundo ela, a produção brasileira é feita com incentivos fiscais, dinheiro público. E, sendo assim, o contribuinte tem direito de acesso a essa obra, pois são os impostos pagos que os subsidiam. Mas aí cabe a pergunta: que consumidor, cidadão, pessoa, animal ou vegetal paga TV por assinatura para ter o "direito de acesso à produção nacional"? Será que esta criatura acha que o assinante é burro ou idiota? Imagine ter que assistir a programas tupiniquins mesmo em canais estrangeiros. Seria a tortura intelectual mais impiedosa a que seriam submetidos o cérebro do telespectador. Ora dona Tereza, vocês estão fora do mercado porque só produzem porcaria! Simples assim.
Outra entusiasta das cotas, senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse  que“O difícil é trocar de canal centenas de vezes e não ver nada nacional. Não há inconstitucionalidade, há, sim, defesa do povo brasileiro”. Não senadora. O difícil é ter que aturar declarações idiotas como esta. E que negócio é este de defesa do povo brasileiro? O povo brasileiro, todo ele, paga por TV por assinatura? Não. O que a senhora e este partido totalitário da qual faz parte quer é que eu e os demais assinantes paguem para que sejam produzidos programas que exaltem os valores comunistas, que ataquem a Igreja e destruam a família, além de aumentar os empregos a seus amiguinhos artistas vermelhinhos. Não basta o dinheiro que eu deposito nesta porcaria de produção nacional (contra a minha vontade) via impostos. Agora gente como a senhora quer que o assinante pague por eles goela abaixo.
É engraçada a noção e democracia da esquerda. Vejam, os ÚNICOS interessados no assunto não estão sendo ouvidos, que são os assinantes. Duvido que se fosse aberta a opção de conteúdo nacional obrigatório em todos os canais da TV por assinatura, o cliente a aceitaria. Ainda mais com o evidente aumento do valor da mensalidade. Cada vez mais o Big Brother está controlando a vida privada do cidadão. Impedindo o conteúdo estrangeiro, impede também a formação de uma mentalidade diferente da ordenada do centro do império, da mesma maneira que faz a Coréia do Norte, China, Cuba e a ex-URSS. Em nome do povo brasileiro atrofiam cada vez mais a liberdade cultural e intelectual do brasileiro. Uma censura unilateral da SKY ao canal FOXNews, retirado da grade de programação com um argumento mais falso que uma nota de três reais, mostra que já existe um sistema de auto-censura dentro da mídia nacional. Tudo em nome do bem da sociedade. O consumidor, o cliente que sustenta e paga pelo serviço, esse é um otário, ou um maldito burguês que deve ser eliminado, ou obrigado a financiar conteúdo ideológico nacional.
Sugiro àqueles que apoiam este tipo de iniciativa o seguinte: Que as operadoras de TV por assinatura sejam obrigadas a fornecerem um pacote de canais e conteúdo nacional à parte. Quem os quiser, pagará por eles. além de ser o caminho mais justo, mostrará que o assinante de TV paga quer, basicamente, distância do esgoto cultural produzido pela imensa maioria das produtoras nacionais. E não irá interferir na sagrada liberdade de escolha do senhor absoluto de qualquer empresa privada ou estatal prestadora de serviço ou fornecedora de produtos: o consumidor

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