sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Kim Jong-Il e o PC do B

Surpresa seria se a reação do partido fosse justamente a contrária. Isto sim seria surpreendente!

Em nota publicada em seu sítio eletrônico, o PC do B lamenta a morte do ditador da Coréia do Norte e presta seu reconhecimento à contribuição deste para a luta contra o "imperialismo estadunidense", fonte de todo o mal do mundo e etc. Eu, particularmente, não vejo absolutamente nada de anormal em tal declaração. Mas parece que teve gente que se surpreendeu com este fato, como o jornalista Lasier Martins (respeitado comentarista do RS). Ora, como pode um profissional de sua estirpe não saber uma das coisas mais elementares a respeito do PC do B: ele é um partido comunista! (nossa... sério?)
Qualquer pessoa que queira ter verdadeira intensão de investigar os fatos pela sua veracidade e não pela cortina de nosso sistema educacional alienante e doutrinatório (tem gente que acha que o natal é tradição estadunidense...), precisa conhecer sobre o que está falando. Isto é o mínimo que se pode exigir de quem se propõe a esclarecer qualquer fato sobre qualquer assunto. Mas não é isso o que ocorre.
Em seu programa na rádio Gaúcha, o jornalista entra em contato com o presidente do partido para o RS, Adalberto Frasson, e demanda saber se a opinião deste é a mesma daquela externada por José Renato Rabelo. A resposta foi um esperado "não, o PC do B é um partido comunista, que é contra as ditaduras e blá blá blá". O jornalista poderia ter aproveitado para aprofundar a questão mas se contentou com o que falou Frasson. E assim, encerra a entrevista com um "agora está tudo explicado". 
Percebam como é vazio e raso o conhecimento de nossos formadores de opinião e detentores da informação acerca não só deste, mas de muitos outros assuntos. Ora, o PC do B é uma agremiação partidária comunista, surgida como braço brasileiro da Internacional Comunista, cuja inspiração era o regime de Stalin. Posteriormente, por divergências internas, o partido passou a seguir o pensamento de Mao Dze Dong, orientação ideológica que perdura até hoje. É flagrante que este partido apóia e aspira implementar no Brasil um regime ditatorial e comunista! Seus guias espirituais, seus gurus e mestres são os maiores assassinos da história, responsáveis por levar o terror, o medo e a morte a quem ousasse ser contrário à seu modo de pensar.
Não obstante, virtualmente todos os países que tiveram (e tem) o comunismo* como regime foram (são) ditaduras sangrentas e assassinas de fazer Adolf Hitler parecer uma vovozinha tricotando! E vem um renomado jornalista gaúcho, de grande influência dizer que está surpreso com as declarações do presidente nacional do PC do B? Está brincando com minha inteligência, só pode! Surpresa seria se a reação do partido fosse justamente a contrária. Isto sim seria surpreendente!
Já explorei sobre a capacidade que um militante comunista tem de transformar o ato de mentir e ludibriar em um reflexo automático que o impede de identificar sua própria mentira no momento mesmo em que ele  produz. Assim, fica fácil para qualquer integrante deste partido, inclusive aqueles que parecem "tão gente boa" como a deputada Manuela D'ávila, negarem suas próprias convicções com a mesma naturalidade com que respiram. 
Vejamos. Alguém se associa a um partido político, alinhado com o pensamento comunista, milita por este partido, participa ativamente da vida deste partido e depois vem dizer que não concorda com o pensamento do partido? Ora meus senhores! Entendam uma coisa de uma vez por todas: Não há espaço para o pensamento individual dentro de uma organização comunista ou socialista. A única orientação intelectual admissível é aquela que o partido determina. Simples assim.
O fato, claro, notório e escancarado, é que os integrantes do PC do B, bem como PT, PSol, PCO, etc. são todos apologistas de uma ideologia totalitária, que somente gerou ditaduras, mortes e destruição que englobam inclusive o nazi-fascismo, que tanta gente boa acha que é diferente dos demais regimes comunistas. E o fato ainda mais escancarado e consolidado é que nossos jornalistas não possuem o preparo cultural e o conhecimento adequado para exercerem sua profissão com competência ou a coragem intelectual para confrontar seu interlocutor e desnudar o impostor na frente de todos.
A verdade está ali, nua e crua. Mas aqueles que deveriam ser os responsáveis em mostrá-la, insistem em cobri-la com camadas e camadas de roupas feitas de mentiras.

* O termo regime comunista foi utilizado apenas para associar esta forma de governo ao objetivo final do PC do B. O correto seria regimes socialistas, em função do comunismo ser utópico e inalcançável, sendo aquele uma eterna transição para este.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Não Há Luzes em Porto Alegre

A quebra e ataque sistemático aos valores de família, religião, responsabilidade e respeito trás à tona uma leva de jovens e adultos sem qualquer preocupação com a preservação de tradições que nos acompanham a mais de 2000 anos. Para estas pessoas, o natal não é uma celebração do nascimento de Cristo, mas uma mera festividade capitalista e que por isto deve ser combatida.

Então é natal... E a capital gaúcha parece não se importar muito com isso. A decoração natalina da cidade é pífia, restringida aos centros de compras e às fachadas de algumas residências. O poder público não está muito preocupado em decorar as ruas, praças e prédios públicos com a típica decoração que caracteriza essa época. Lamentável e triste, porém não surpreendente. Este tipo de comportamento é cada vez mais comum tanto nas atitudes de nossos governantes quanto de nossa população.
Esta mudança de comportamento não iniciou-se ontem. Porto Alegre, e o Estado do Rio Grande do Sul, como um todo, tem passado continuamente por um processo de desconstrução comportamental e engenharia social. Cada vez mais, os valores tradicionais são corroídos por intermédio da infiltração progressiva de uma ideologia retrógrada e alienante que torna a população alheia a tudo aquilo que representa a "antiga ordem burguesa" em nome de uma nova ordem que nada mais é do que a desconstrução total de todas as crenças e valores que nos impelem a fazer uma decoração natalina, ou cuidar de um jardim ou monumento público por exemplo. 
Por outro lado, seria arriscado fazer da capital gaúcha uma cidade iluminada pelas luzes de natal. A probabilidade de depredação é muito grande, basta verificarmos o estado de conservação de qualquer benfeitoria, desde telefones públicos quebrados e pichados até estátuas e placas destruídas ou roubadas. Assim, fica complicado de se saber: ou a cidade está apagada por omissão do poder público ou por temor de ter sua decoração destruída, como é de praxe acontecer na capital dos revoltadinhos.
O fato é que a cidade está morna, apagada, sem vida. Nem parece que chegou o natal. E a culpa é de quem? Ora, os culpados são exatamente as pessoas que estão nos governando. São eles que aprovam leis como a que proíbe os pais de educarem seus filhos. São eles que saem a dizer nos jornais que um estudante não pode reprovar em sala de aula, que a polícia é violenta e que os bandidos são "vítimas da malvada sociedade". Os culpados são, também, toda essa corja de educadores, filósofos, jornalistas pedagogos e tutti quanti que retiram as noções de responsabilidade de nossos estudantes e a autoridade dos pais e professores. 
A quebra e ataque sistemático aos valores de família, religião, responsabilidade e respeito trás à tona uma leva de jovens e adultos sem qualquer preocupação com a preservação de tradições que nos acompanham a mais de 2000 anos. Para estas pessoas, o natal não é uma celebração do nascimento de Cristo, mas uma mera festividade capitalista e que por isto deve ser combatida. 
Não é difícil de se constatar este tipo de mentalidade. Basta lembrar do episódio do relógio dos 500 anos do Brasil que foi destruído por um bando de acéfalos, mera massa de manobra utilizada pelo pessoalzinho da esquerda, onde tudo é símbolo do imperialismo norte-americano, exceto o que foi erigido pelo partido. 
Não há luzes em Porto Alegre, e não só luzes de natal. Não há luzes, sequer lampejos, de inteligência ou de esperança em recuperarmos valores que nos caracterizam como gaúchos, especialmente o apego às tradições. O povo do Rio Grande sempre foi ligado muito às tradições, sempre foi um povo conservador. Infelizmente parece que estamos nos esquecendo disto. Somos seduzidos cada vez mais por discursos demagógicos que envenenam nossas cabeças. Mesmo nossas lideranças conservadores são cada vez mais rarefeitas, silenciadas e acovardadas.
Vestir bota e bombacha não nos torna tradicionalistas. Tradicionalismo está na alma e no coração, mas eles já foram entregues à sedutora melodia do "novo mundo é possível".




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Comissão da Verdade e Outras Mentiras

Muitas pessoas com as quais tenho conversado sobre a Comissão da Verdade têm me dito para não me preocupar porque "não haverá perseguições e criminalizações. A comissão está aí apenas para apurar o que aconteceu. O pessoal do governo já deixou isso bem claro". Ao ouvir este e outros argumentos que tentam me convencer que este processo inquisitório não é assim tão ruim, dois sentimentos me dominam: uma esperança moribunda de que realmente eu estou vendo chifre em cabeça de égua e uma tristeza, quase pena, daqueles que acreditam nas palavras dos políticos.
Este último sentimento fica ainda mais forte quando leio em uma reportagem da revista Veja da semana passada, que o PT falsificou assinaturas e documentos para criar um "mensalão tucano" e, assim, mostrar ao povo brasileiro que tal prática é algo corriqueiro e normal dentro da política tupiniquim. Não bastasse o PT, que se auto intitulava o bastião da ética, protagonizar a tentativa de compra do Congresso Nacional, agora o todo poderoso partido falsifica provas para, por intermédio do relativismo moral, eximir-se da culpa em ter protagonizado um dos momentos mais sujos, imorais e degradantes das relações políticas, como "nunca antes na história deste país".
Para algumas pessoas o fato surge como algo surpreendente. Mas não o é para aquelas que estudam e conhecem, por mínimo que seja, a formação ideológica desta agremiação política (bem como de seus aliados). Ética e verdade definitivamente não fazem parte de sua postura, pois seus integrantes não devem qualquer tipo de lealdade ao país, à família, à religião ou a qualquer grupo. A única coisa que tem a sua lealdade e dedicação total é a revolução socialista. É ela e somente ela que aglutina todos os esforços de seus integrantes. É por ela que se comprometem e utilizam de todos os expedientes de enganação, embuste, mentiras e trapaças. O processo de mentir, enganar e falsificar está tão arraigado dentro de suas mentes que seus membros sequer conseguem perceber que estão se utilizando destas ferramentas para atingir seu objetivo final. Sendo pela vitória do socialismo, até assassinatos são tolerados (o caso Celso Daniel até hoje continua no limbo...).
Um outro exemplo é o famigerado kit gay que seria distribuído para as escolas. Devido à reação da sociedade a doutrinação gay foi veemente negada e impedida de ser colocada nas mentes de nossas crianças. Ao mesmo tempo, por debaixo dos panos, criaturas ignóbeis como Marta Suplicy e Jean Wyllys trabalham em silêncio para que o kit atinja seu público alvo e consiga seu objetivo principal, que é o de recrutar novos gays. Ao mesmo tempo que negam, as mesmas pessoas trabalham para sua distribuição numa mentira sórdida que é dita com a mesma naturalidade com que respiramos.
Como pode-se, então, acreditarmos que um partido, que a corrente socialista como um todo, esteja falando a verdade justamente no caso da Comissão homônima? Uma comissão que explorará apenas um lado dos fatos? Impossível! Exemplos são fartos, e não somente no Brasil. Mundo afora sempre os socialistas e comunistas utilizaram-se da mentira e da trapaça para atingir seus objetivos. Enganar e iludir está na raiz de qualquer militante deste tipo de organização. Crer nestas pessoas é prova cabal de idiotismo, ignorância, inocência ou cumplicidade. Qualquer pessoa com mais de um neurônio sabe que nada que sai da boca dessas criaturas merece a mínima credibilidade. 
São tão verdadeiros como uma nota de 3 reais, ou como a História que nos ensinam na escola.


domingo, 27 de novembro de 2011

Feiticeiros do Século XXI

Não são poucos os sintomas que comprovam o estado senil do tecido social. A vulgarização da imagem da mulher, a indiferença diante da corrupção em todos os sentidos e a sexualização cada vez mais precoce de nossas crianças são alguns poucos exemplos de que, se não estamos na UTI, caminhamos a passos largos para ela.

Quando adoecemos, nosso corpo apresenta vários sintomas: Febres, dores, erupções cutâneas, problemas circulatórios ou neurológico, dentre outros. Rapidamente, o primeiro reflexo é buscarmos atenuar os efeitos da moléstia através da administração de medicamentos que vão atacar as consequências de um agente biológico que conseguiu despistar as defesas do corpo e se instalar em suas células, onde se reproduz e as destrói. Assim adoecemos. Bactérias, vírus, fungos e outros microorganismos hostis atacam a constituição básica do organismo: a célula. Não os vemos, mas sabemos que estão atuando pelos sintomas produzidos. Mas nem sempre foi assim.
Na Antiguidade, e mesmo no início da Idade Média, doenças eram atribuídas a espíritos demoniácos, ou à ira dos deuses. Era preciso se fazer sacrifícios e festivais para manter o povo saudável, ou seguir as orientações da Igreja, a fim de que fosse mantida um estado de higidez razoável e impedir que os demônios dominassem as pessoas. Qualquer um que ousasse desafiar este entendimento e buscar uma explicação mais lógica e científica era acusado de feitiçaria, ou de se envolver com as forças ocultas. Assim, por muito tempo, estudiosos passaram anos no ostracismo, sendo seus estudos somente levados a sério séculos mais tarde, ou ficando limitado a seu tempo aos manuscritos dos templos e igrejas.
Hoje, verificamos que a situação de outrora pode ser aplicada com precisão assustadora. Mas, evidentemente, não no campo da medicina. Afinal, não são mais as doenças do indivíduo que não entendemos, mas aquelas que atingem um outro corpo: o corpo da sociedade.
Não são poucos os sintomas que comprovam o estado senil do tecido social. A vulgarização da imagem da mulher, a indiferença diante da corrupção em todos os sentidos e a sexualização cada vez mais precoce de nossas crianças são alguns poucos exemplos de que, se não estamos na UTI, caminhamos a passos largos para ela. Felizmente, conforme ocorrera séculos, milênios atrás, temos nos dias de hoje pessoas que enxergam a causa da doença que aflige nossa sociedade. Infelizmente, porém, a eles é dado a alcunha de teóricos da conspiração, um nome moderninho para feiticeiros e bruxos. Estamos doentes por um motivo simples: nossas células estão cada vez mais fracas e debilitadas. E a célula da sociedade é a família.
Confirmar o diagnóstico não é difícil. Com o avanço totalitário da agenda homossexual, a família se torna cada vez mais um amontoado de gente (e futuramente coisas) onde um mero desejo sexual, fantasia, desordem, doença ou seja lá o que for, consegue se impor de maneira tão agressiva que sequer pode ser criticada. Quando alguém se desculpa porque disse que prefere não ser homossexual, temos noção da gravidade da coisa. Pensadores e analistas como Olavo de Carvalho e Júlio Severo previram com exatidão cirúrgica que este tipo de coisa iria acontecer. Foram acusados de "feitiçaria".
A pressão e o lobby pró gay é tamanho que, após conseguirem retirar por mera pressão política o homossexualismo da lista de doenças psicológicas, agora existem estudos para que a pedofilia seja retirada do rol desse tipo de doença, e passe a ser encarada apenas como mais um desejo, ou preferência. Surpresa? Claro que não. Foi o mesmo raciocínio utilizado para que o homossexualismo passasse a ser uma coisa bacana, e até desejável hoje em dia, considerando a apologia que se faz a este tipo de conduta.
Minando a noção tradicional de família, mina-se toda a estrutura moral de qualquer sociedade, independente dos valores nos quais ela se assenta. Em SC, já se concedeu pensão às duas amantes de um homem casado com uma terceira. Ou seja, acabou-se de vez a noção de responsabilidade e de construção de laços duradouros. Afinal, se a outra (ou outras, ou outros) começam a ter direitos semelhantes ao do cônjuge, porque então se preocupar em ter um relacionamento duradouro e fiel, com todos os problemas inerentes à convivência? Para que se preocupar em ter filhos. Afinal, hoje, todo mundo é de ninguém e de todo mundo também não é mesmo?
Com a família cada vez mais deteriorada, não tardará a acontecer cenas como a de um episódio de  "Os Simpsons", onde Homer é pastor de sua própria igreja e passa a realizar casamentos entre "qualquer coisa e qualquer coisa". Este é um futuro muito provável quando um desejo ou preferência sexual subverte a ordem natural das coisas. Em breve, teremos movimentos contra a pedofilia, a coprofilia, a zoofilia, a poligamia e tantos outros desvios sexuais. Não é teoria da conspiração, é apenas a evolução lógica da doença que se instalou em nossa sociedade. Antes, homossexuais faziam suas atividades e ninguém se importava com eles, desde que não invadissem a vida privada de terceiros. Hoje eles não só invadem como impedem qualquer reação contrária à sua orientação sexual.
Qualquer pessoa que ouse fazer uma ligação, por mais acertada que seja, da imposição da agenda gay com a deteriorização de todos os valores morais de nossa sociedade é imediatamente colocada na fogueira. São os novos feiticeiros, os bruxos do século XXI. Seus carrascos? Os representantes e defensores da hegemonia gay. Esses tornaram-se os mais intolerantes dos seres humanos. 







domingo, 20 de novembro de 2011

A Falência da Social Democracia

A intervenção estatal na economia requer a emissão de papel-moeda, o que aumenta a taxa de inflação, e retira de todo o processo a característica que o torna justo e próspero: a competição. Bancos e empresas que são má administradas recebem ajuda para se sustentarem, fazendo com que perdedores mantenham-se eternamente em condições de vencerem.


A crise que assola os países europeus não pode ser considerada surpreendente ou imprevisível. Qualquer pessoa que fizesse uma análise imparcial e despida de ideologias constataria que a atual situação daquele continente era previsível e evitável. Um dos fatores que deram origem a este produto são as políticas "sociais" praticadas pelos partidos socialistas que assumiram o poder, ainda na década de 90, em países como a Grécia, França, Inglaterra, Itália e Espanha por exemplo. Suas sociais-democracias plantaram, décadas atrás, as sementes dos frutos amargos que a Europa colhe e, ao que tudo indica, os EUA de Obama colherão nos próximos anos.
Somados a essas políticas "sociais" adicionamos a adoção da economia keynesiana pela imensa maioria dos países ocidentais e temos uma mistura explosiva capaz de destruir continentes inteiros. A socialdemocracia tem tornado o Estado cada vez mais intervencionista e suas políticas assistencialistas privilegiam os desocupados e oneram os verdadeiros trabalhadores e a iniciativa privada, que se veem cada vez mais mergulhados em impostos, taxas e contribuições que tornam o ato de empregar alguém uma atividade tão cara que muitas empresas resolvem falir. Além disso, os governos deixam de serem meros garantidores da manutenção das regras do mercado e passam a ser agentes do mesmo. Substituem a mão invisível pela mão visível do Estado, causando consequências catastróficas!
Além do intervencionismo e assistencialismo, os governos praticam uma seleção artificial às avessas, mantendo os menos capazes em iguais condições de competir com os mais capacitados. Esta situação é facilmente comprovada. Para tanto, basta verificarmos as repetidas ajudas emergenciais que são dadas aos bancos quando estes estão insolúveis e prestes a falirem. Bilhões de euros são destinados a socorrê-los, premiando maus administradores com a benevolência estatal. O mesmo ocorre com as relações laborais. Seguros, bolsas e previdência social são distribuídos à parcela economicamente inativa da população. E quem paga por estes benefícios? Os trabalhadores ativos e empresários. 
Com o arroxo tributário, salários são diminuídos, greves se tornam recorrentes e imediatamente protestos anticapitalistas são organizados. Acusam justamente um sistema que, se seguido pelo viés do liberalismo clássico, não permitiria que chegássemos a este estado de coisas.
A intervenção estatal na economia requer a emissão de papel-moeda, o que aumenta a taxa de inflação, e retira de todo o processo a característica que o torna justo e próspero: a competição. Bancos e empresas que são má administradas recebem ajuda para se sustentarem, fazendo com que perdedores mantenham-se eternamente em condições de vencerem. O discurso utilizado é a "proteção dos trabalhadores", quando na verdade os governos deveriam deixar que o processo de depuração natural excluísse do ambiente os menos capacitados.
Para socorrer bancos e garantir os benefícios aos não trabalhadores, o Estado precisa de dinheiro. Para isso, aumenta impostos e contribuições sociais. Assim, as mercadorias se tornam mais caras, o custo para contratar um empregado se torna mais caro e o custo para a produção de todos os setores da economia aumenta. E o círculo vicioso é continuamente aumentado, tornando-se uma bola de neve que não tardará a entrar em colapso. E foi o que aconteceu na Europa. A população começou a rejeitar os partidos socialistas para que o continente fosse salvo. E aí entra outro problema.
Quando a doença econômica está instalada e os Estados nacionais virtualmente falidos, os remédios para a sua cura são amargos, muito amargos. É preciso retirar o governo da economia, diminuir taxas e impostos e valorizar as pessoas pelo trabalho produzido, e não porque "todos somos iguais". E isto implica na retirada de benefícios sociais, corte da ajuda econômica aos incompetentes e a uma progressiva desestatização da economia. Durante esta depuração, muitos protestos surgirão e muitos empregos serão extintos. Progressivamente, porém, novos postos de trabalho aparecerão com a vantagem de pagarem menos encargos sociais, menos impostos e menos taxas. As empresas poderão contratar com mais facilidade, o trabalhador receberá pelo que ele trabalhou e o custo de produção cairá drasticamente. Assim, o preço final ao consumidor diminui, o consumo aumenta, e o Estado fica preocupado em garantir a segurança e a obediência às regras do mercado, não participando dele.
Durante este período, entretanto, a crise não será solucionada. Afinal, é preciso um período de tempo considerável para que o tecido econômico recupere-se da doença que o acometeu. Os partidos socialistas, responsáveis por ela, clamarão pelo seu retorno como salvadores da pátria, acusando o governo de retirar direitos dos trabalhadores e de ser "capitalista". 
Toda vez que o Estado interfere na economia e na vida privada o resultado que temos é o de crises intermináveis e prisões e mortes imensuráveis. A história está aí para ser consultada. O socialismo, transição eterna para o comunismo, é um regime assassino, maléfico e incompetente. Nas decadas passadas, resistiu sob a bandeira socialdemocrata, o que o fez  chegar ao poder em diversos países europeus. O resultado é este que vemos, previsto anos atrás pelos "teóricos da conspiração”.
O risco está na população acreditar mais uma vez no conto da carochinha e recolocar os socialistas no poder como solução para uma crise que eles próprios criaram. O remédio do conservadorismo e do liberalismo econômico é amargo, ruim e incômodo no começo, mas é a maneira para se evitar que toda a Europa decrete falência por não poder mais sustentar sua massa cada vez mais crescente de desocupados e estudantes-militantes.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Fábrica de Militantes

Do alto de sua total falta de caráter e responsabildade e do dinheiro gratuito e imerecido que recebem de seus pais, estes estudantes não tem nada a temer. São uma minoria apoiada por uma estrutura partidária consolidada dentro dos portões de nossas universidades

As manifestações ocorridas na USP monstram a total falência da educação superior no país. Estudantes exigindo o fim do policiamento para que possam consumir drogas sem serem incomodados nos dão uma amostragem do que podemos esperar para o futuro da nação. Eis nossos intelectuais, nossos humanistas do amanhã. Não é surpresa alguma que os manifestantes sejam oriundos da faculdade de filosofia, letras e ciências humanas. É ali que está o pólo disseminador da militância política que se instalou em todos os campus universitários do Brasil, cuja fonte está na USP. Não se formam mais pesquisadores ou professores, mas apenas replicadores socialistas cujo objetivo é manter o pensamento de todos sobre cerrado patrulhamento.
Os alunos desta faculdade são invariavelmente preparados para comporem a nova geração da militância intelectual que legitimará suas opiniões baseados em diplomas que lhes conferem títulos que não possuem, especialmente o de "filósofos", como se o mero conhecimento das escolas de pensamento fosse suficiente para que um indivíduo se torne um flósofo. É o mesmo que dizer que alguém formado em letras passa a ser automatiamente um escritor.
Quem toma esses protestos como surpreendentes fatalmente encontra-se alienado da realidade brasileira. A USP há muitas décadas deixou de ser um pólo irradiador de conhecimento e alta cultura para se tornar formadora de think tanks da ideologia socialistas, fundamentais para a continuação do processo gramscista no Brasil. Em seus bancos escolares não são produzidos intelectuais capazes de raciocinar sobre o contexto mundial com suas ameaças religiosas e ideológicas à sobrevivência de nossa sociedade, mas repetidores de uma doutrina hegemônica.
A eles cabe a tarefa de consolidar cada vez mais o processo de corrupção moral que se instalou no país, legitimando cada vez mais questões sobre as quais a sociedade brasileira, majoritariamente conservadora, possui um pensamento formado como a religião, o homossexualismo, o aborto, a legalização das drogas e afrouxamento da legislação penal. Estes novos rebeldes sem causa são parte da continuação do processo da chamada "transformação social", que nada mais é do que modificar o pensamento individual por um falso pensamento coletivo para atingir interesses de minorias que passam a estar acima da lei, da moral, da família e da religião. E ali, nos parques e corredores da USP, está reproduzido num microcosmo o que a futura "elite intelectual" encontrará no restante do país.
Esta afirmação é facilmente comprovável. No instante em que os manifestantes vermelhinhos pediam o fim do policiamento, grande parte dos estudantes se mostravam contrário a esta atitude. O problema é que estes não tem algo fundamental para que sejam ouvidos: apoio político. Os DCEs espalhados pelo país nada mais são que postos avançados da ideologia marxista responsáveis por insuflar as mentes fracas e maleáveis de adolescentes que perderam noções básicas de responsabilidade, autoridade, disciplina e justiça. O fato fica ainda mais evidente quando professores e alunos se unem em torno de algo que vai de encontro a qualquer análise lógica acerca do ocorrido. 
Todos querem fumar um baseado, e não pestanejam em trocar sua própria segurança pela oportunidade de se evadirem da realidade pelos efeitos entorpecentes causados pela maconha, comprovadamente psicotrópica apesar de estudos fajutos que revelam o contrário.
As atitudes desses estudantes refletem, também, o ambiente no qual foram criados. Seus pais são impedidos de utilizar sua autoridade, seja pela coação estatal, seja pelo doutrinamento ideológico que eles mesmo carregam. Assim, noções de justiça, como o receber pelo que se trabalhou ou estudou; autoridade, respeitando as leis, regulamentos e as pessoas que os representam quer sejam forças policiais ou professores; responsabilidade, responder pelos próprios atos; e disciplina vão sendo cada vez mais perdidas. Seus cérebros, fritados por uma produção artística, cultural e jornalística de viés completamente socialista, os tornam rebeldes sem causa. 
Comentem crimes, como dano ao patrimônio público, cientes de que sairão impunes porque fazem parte de um dos grupos que tem direito a quase tudo. Fazem de sua atividade uma profissão, chegando a declarar greve estudantil (!). Tempos atrás todos estariam expulsos da universidade. Afinal, este é um lugar para estudar, ganhar conhecimento e desenvolver o raciocínio e não pra se fazer militância política. Infelizmente, o papel das instituições de ensino superior tomaram o rumo inverso.
Do alto de sua total falta de caráter e responsabilidade e do dinheiro gratuito e imerecido que recebem de seus pais, estes estudantes não tem nada a temer. São uma minoria apoiada por uma estrutura partidária consolidada dentro dos portões de nossas universidades. No DCE, possuem a legitimidade política, sendo este um verdadeiro comitê partidário. Em seus professores, a base ideológica para suas revoluções. Muitos são apenas massa de manobra, cujo objetivo é semear a discórdia e o atrito entre instituições ditas "burguesas" como  a polícia e a população, condição fundamental para a continuidade de nossa realidade socialista. Outros são identificados e preparados para se tornarem futuros líderes em sua área de "conhecimento".
Assim, seguimos caindo cada vez mais rápido no abismo da incultura, corrupção e violência. E ainda me criticam quando digo que este país não tem solução.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Fracasso da Marcha

A sociedade brasileira encontra-se em estágio terminal do processo de corrupção. E este conceito não pode ser simplificado com o simples ato de roubar ou desviar dinheiro público ou aceitar subornos. Estes são apenas sintomas, não a causa da doença. Encontrar a raiz deste fenômeno e arrancá-la é fundamental para que se possa efetivamente realizar um combate contra ela. O grave é que a rede radicular da corrupção está cada vez mais impregnada no tecido social, tornando comportamentos corrompidos aceitáveis ou que causem pouca reação.



Redes sociais foram utilizadas, em peso, em massa. Convocações foram feitas e muitos pareciam realmente indignados e dispostos a perder um dia de trabalho ou estudo para protestar contra a corrupção. E o que se viu? Manifestações vazias, com poucos integrantes e sem a presença de nenhum sindicato, conselho de classe ou da UNE. Sim, a marcha contra a corrupção foi um fracasso. E se a mesma fórmula for mantida, futuras manifestações semelhantes irão continuar irrelevantes.
Vários são os motivos que tornaram este evento inócuo. A falta de organização e expressão política do pensamento conservador brasileiro é uma. A falta de compreensão do que efetivamente seja a corrupção, é outra. O movimento que se desenhara como um possível suspiro de esperança mostrou-se um espasmo de derrota. Combater a corrupção desta maneira é como retirar ervas daninhas sem arrancar-lhes as raízes. O problema é que pouquíssimas pessoas conseguem entender qual é a verdadeira fonte que leva à desmoralização completa de uma determinada sociedade e que acaba sendo refletida na classe política.
A sociedade brasileira encontra-se em estágio terminal do processo de corrupção. E este conceito não pode ser simplificado com o simples ato de roubar ou desviar dinheiro público ou aceitar subornos. Estes são apenas sintomas, não a causa da doença. Encontrar a raiz deste fenômeno e arrancá-la é fundamental para que se possa efetivamente realizar um combate contra ela. O grave é que a rede radicular da corrupção está cada vez mais impregnada no tecido social, tornando comportamentos corrompidos aceitáveis ou que causem pouca reação.
Corromper significa alterar, decompor ou modificar algo. E é precisamente isto que vem ocorrendo em nossa sociedade. Décadas de infiltração cultural modificaram progressivamente parâmetros morais e éticos, fazendo com que valores tradicionais como probidade, honra, verdade e responsabilidade, dentre outros, fossem progressivamente sendo destruídos por intermédio de uma estratégia muito bem planejada pela esquerda: a revolução cultural.
Através deste movimento, inspirado em pensadores como Gramsci e na estratégia de subversão soviética, os agentes corruptores foram lentamente decompondo valores básicos de nossa sociedade, através de infiltração nas redações dos jornais, na mídia e nas universidades.Exemplos não são difíceis de serem encontrados. Basta olharmos a nossa volta para verificarmos a progressiva perda da autoridade dos pais sobre seus filhos, sendo esta substituída por agentes do Estado, o que permite a doutrinação e modificação de pensamentos à luz da nova cultura imposto, ao invés de se manter a longa tradição moral e ética que molda a sociedade ocidental a mais de dois milênios.
O mesmo ocorre em outros setores do organismo social brasileiro (e porque não mundial?). Professores são submetidos à todo tipo de desrespeito por parte de alunos indisciplinados e que possuem as costas protegidas por um intrincado sistema legal, cujo ápice é o ECA, que nada mais faz do que incentivar comportamentos delituosos e retirar a autoridade de pais e professores. Mas não é só a relação entre aluno-professor ou pais e filhos que foi modificada. O simples fato da educação sexual ter se transformado em imposição escolar quando deveria ser função dos pais demonstra o foco do sistema educacional: ensinem as crianças a utilizar camisinhas; matemática, ciências, línguas e humanidades não é necessário. O resultado são adolescentes que sabem tudo sobre sexo e nada sobre as operações mais básicas com números ou a conjugação de um verbo irregular.
No meio artístico, a situação não é diferente. Novelas com apologia ao relacionamento sexual desenfreado mesmo que este faça parte de um ato de traição de uma esposa a seu marido ou vice-versa, exemplificam a que estado de coisas chegamos. O empresário, o fazendeiro e a classe mais abastada é sempre mostrada como sendo algo nefasto a ser eliminado, composta de pessoas sem escrúpulos e que só pensam em humilhar o seu semelhante, como se ser uma pessoa de sucesso fosse algo pecaminoso, como se o esforço de cada indivíduo na busca pela riqueza de nada valha. Os heróis são sempre pobres e idealistas mocinhos, geralmente com características de líder sindical, que surgem para por um fim à dominação "porco-capitalista".
O caso mais grave, entretanto, é a destruição de algo que se constitui no pilar basilar de qualquer civilização: a religião. É ela que através dos tempos manteve povos inteiros em desenvolvimento por todas as partes do mundo. Todas as civilizações que perderam a sua religião caíram invariavelmente em declínio, desde os egípcios e os mesopotâmeos até os Maias e os Incas. É por este motivo que o grande objetivo da subversão de uma sociedade é a aniquilação de sua religião, substituindo-a por cultos desconexos e de valor questionável. É também por este motivo que a manutenção da religião é fator determinante para se evitar que uma sociedade seja corrompida. Afinal, é ela que fornece às populações um código de valores e ética que servirão de inspiração para a elaboração de leis, visto que estas descendem daqueles.
Quebrada a autoridade paterna e o culto religioso, fica extremamente fácil dominar completamente uma sociedade utilizando-se, inclusive, a própria religião, escola e família como fonte de irradiação de valores corrompidos que serão responsáveis, futuramente, pelos tão alardeados atos de corrupção. Antigos valores morais são progressivamente substituídos pelo relativismo moral, dando margem a interpretações errôneas e à modificação de costumes. O resultado é o surgimento de grupos minoritários que brigam por seus direitos, mesmo que estes direitos impliquem na destruição do direito de outrem, como o movimento gayzista, feminista (pró-aborto), sem-terras, etc. Aos agentes da corrupção não interessa atender a estes movimentos, mas apenas criar o atrito entre um setor minoritário da sociedade e ela própria. Poucos anos atrás, pessoas praticavam o homossexualismo, e ninguém dava a menor importância para isto. De uma hora para outra, eles querem ter direitos iguais aos casais heterossexuais, mesmo sendo, evidentemente, diferentes. O objetivo é, neste e tantos outros exemplos que não ficam restritos ao movimento gayzista, apenas a geração da crise. Assim, pode-se deteriorar a família e a Igreja, corrompendo-se, assim, a população.
No estágio atual brasileiro, toda a sociedade está completamente corrompida, desde a própria instituição família à alta cultura. Tudo está modificado e trabalhado para seguir a agenda da esquerda, de maneira que possa ser facilitado a adoção progressiva de um regime cada vez mais totalitário e socialista sem que as pessoas percebam o que está acontecendo.  A população já está tão desmoralizada, tão corrompida que atos de roubos, desvios ou peculatos causados pelo servidor público não causam indignação suficiente para levar multidões às ruas. Ademais, o monopólio das manifestações pertence aos sindicatos, UNE, e a Igreja, e todas estas entidades seguem a agenda da esquerda, motivo pelo qual não podem se unir contra aquilo que os inspira.
O parlamentar ou o chefe de executivo que frauda um painel de votação, uma licitação, que se utiliza de sua influência para auferir vantagens não chega a causar grandes paixões. Acontece uma comoção rápida, porém efêmera, pois cada brasileiro pensa que poderia estar no lugar deste indivíduo, praticando os mesmos atos. As noções que tinha de respeito ao indivíduo, à propriedade privada e ao bem público lhe foi retirada ainda nos bancos escolares, e tudo o que quer é "se dar bem". Triste é observar que crimes que envolvem dinheiro tenham repercussão muito maior do que os crimes contra a vida, fruto do trafico de drogas principalmente, cuja ligações com as FARCs estão mais que comprovadas (bem como destas com o partido governante, basta verificarmos as atas do Foro de São Paulo). São mais de 40 mil mortes por ano no país, mas ninguém parece se importar, desde que as exportações batam recordes, o salário mínimo aumente e o empresariado possa obter lucros. Isto sim é uma sociedade corrompida.
Combater a corrupção da maneira que está sendo realizada é simplesmente ineficiente. As sucessivas denúncias e comprovações de corrupção em todas as esferas da sociedade brasileira nada mais são do que o reflexo desta própria sociedade que há muito tempo deixou de cultuar valores que impediriam que atitudes como esta ocorressem. Complicado é, porém, identificar que esta infiltração esteja realmente acontecendo, em virtude do alcance temporal das modificações. O corruptor não planeja suas ações para o prazo de uma ou duas décadas mas para, no mínimo, uma geração inteira, motivo pelo qual não conseguimos nos dar conta da mudança, visto que esta se processará ao longo de nossa própria existência e muitas vezes não estaremos vivos para vermos o processo ser consolidado.
Não obstante, as pessoas que viveram a 60 ou 70 anos não conseguiram se dar conta de que a corrupção da sociedade brasileira já começara, dado a lentidão do processo e sua infiltração praticamente simultânea em todos os setores, da Igreja às redações dos jornais. Prova disto é o tom consonante das notícias que são disseminadas na esmagaora maioria dos veículos de informação e no progressivo apoio que padres e bispos católicos têm dado à agenda comunista, motivo inclusive pra sua excomunhão compulsória. Assim, perdemos completamente a memória do que era o povo brasileiro e de seus verdadeiros valores morais. A última fonte que ainda podemos consultar são as Forças Armadas, em virtude do fracasso, até agora, em corrompê-las moralmente.
Combater a corrupção é preciso sim, e é urgente. Mas para isto, é preciso que as forças conservadoras tenham representatividade política. Para terem representatividade política, é preciso que, no mínimo, estejam presentes de forma igualitária no meio artístico e da alta cultura brasileira. Como o pensamento conservador não só foi aniquilado da cultura nacional como demonizado pela esquerda dominante, é preciso que se processe a reconquista do espaço perdido, para se poder ter influência política e aí sim tentar combater a corrupção da maneira que as pessoas  a entendem, ou seja, como mero desvio de conduta moral de políticos.
Para que se chegue a este pronto é necessário que, imediatamente, uma nova geração seja redirecionada para a verdadeira sociedade brasileira, não esta coisa corrompida que conhecemos. Se isto começasse hoje, levaríamos uma geração inteira para termos os primeiros intelectuais e formadores de opinião conservadores, para a partir deste ponto tentar-se quebrar a hegemonia esquerdista e reestabelecer um equilíbrio de forças.
Como este movimento sequer começou, provavelmente não estarei mais neste mundo quando o Brasil voltar a ser o que era no Império, uma sociedade profundamente arraigada a seus valores morais e um Estado infinitamente mais republicano que a república. Isto se realmente conseguirmos nos livrar da verdadeira corrupção que nos atinge.





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Forças Armadas... Para Quê?

Os homens e mulheres que estão ali, incansáveis, muitas vezes sem ter mínimas condições materiais ou financeiras não estão ligados a nada que não seja a simples vontade de servir, de auxiliar, de impor a segurança e de levar aos mais distantes rincões do Brasil não este ou outro governo, mas a presença do Estado.

 

Volta e meia, entre rodas de debates, artigos jornalísticos e discussões acadêmicas, surge uma questão recorrente que, embora esquecida diante dos recentes acontecimentos ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, é feita: para que o Brasil precisa de Forças Armadas? Não estaria o país utilizando recursos para manter uma instituição cuja utilidade é aparentemente questionável em virtude de não termos uma ameaça iminente de conflito? Guerra? Onde? Forças Armadas... Para Quê?
As pessoas que pensam desta maneira certamente não representam de maneira alguma a opinião da população brasileira. São elementos que possuem objetivos obscuros e que procuram de toda a forma denegrir a imagem de nossos militares. Pessoas que ao menor sinal de qualquer acontecimento negativo que envolva o Exército, a Marinha e a Força Aérea passam a utilizá-lo para tentar justificar seu posicionamento. O exemplo da imprensa é o mais marcante: tudo o que os militares fazem de benéfico ganha pouco ou nenhum espaço na mídia, ao passo que o mínimo acontecimento negativo toma proporções nacionais, como se a presença dos cidadãos fardados fosse algo maléfico por si mesmo. Porém, apesar do ataque maciço de grupos diversos como os militantes de organizações de Direitos Humanos, ONGs "humanitárias", correntes políticas, artistas, intelectuais e a imprensa em geral, as Forças Armadas continuam estando, de maneira permanente, entre as duas instituições de maior prestígio nacional.
A atitude hostil destes elementos não se resume apenas às críticas diretas, e também atinge todas as pessoas que manifestam, de uma maneira ou de outra, o mais mínimo pensamento que se alinhe com aqueles que se identificam com os valores e a cultura militar. Podemos verificar tal fato ao observarmos o que aconteceu com o antigo técnico da Seleção Brasileira de futebol, Dunga. Em suas entrevistas não foram raras as vezes que este cidadão demonstrou e explicitou valores como patriotismo, comprometimento, lealdade e coragem física e moral na condução da equipe. Mesmo tendo tido sucessos flagrantes em sua passagem, especialmente se compararmos o que acontece com o atual treinador, sempre foi hostilizado. Bastou um jogo perdido e pronto. Todo o seu trabalho foi jogado numa latrina e ele acabou sendo demonizado de todas as maneiras. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
O Brasil precisa de Forças Armadas? A resposta depende daquele que responde à indagação. Caso a questão seja dirigida a um jornalista, um filósofo, um acadêmico, artista ou presidente de ONG, na grande maioria das vezes a resposta será relutante e tendendo para a negativa. Em contrapartida, se a mesma pergunta for dirigida a um ribeirinho da Amazônia, um morador de áreas sujeitas a catástofres, aos habitantes das fronteiras, um nordestino em pleno semi-árido, ou do cidadão comum que anda pelas ruas e vive na realidade (não no mundo imaginário da intelectualidade) a resposta será um seguro e enfático sim. 
São estas pessoas que sentem na pele a importância dos homens e mulheres de farda que não medem esforços para, diuturnamente, levar-lhes a água em época de seca, o médico, o dentista e mesmo a educação em áreas onde nenhum outro ente estatal chega, mesmo quando estruturas de órgãos governamentais são previstas e muitas vezes construídas, como é o caso do Programa Calha Norte.
O brasileiro, o povo brasileiro, sabe que quando vierem as enchentes, quando os morros deslizarem, quando a violência atingir níveis de terrorismo ou quando a situação dos crimes nas fronteiras se tornarem alarmantes, podem confiar nos seus soldados. Ele sabe e tem a certeza de que desvios de caráter, roubo de donativos, tentativas de suborno ou qualquer outro procedimento imoral ou criminoso não irão acontecer e se acontecerem, não haverá impunidade; que pelo menos estes desvios serão investigados e, caso comprovada a culpa ou envolvimento de algum integrante  das Forças Armadas, estes serão extirpados da instituição, pois os militares não toleram o comportamento corrupto e imoral, pois cultuam a verdade, a coragem, a disciplina, a honestidade e a honra, valores que fazem parte da formação cultural do brasileiro, tão corrompidos por campanhas artísticas e ideológicas.
A população sabe que por trás de cada soldado, de cada atitude, não estão envolvidos interesses políticos, pessoais ou tentativa de autopromoção. Os homens que estão ali, vigilantes, garantindo a sua segurança, o seu amparo, a sua água, não o fazem com o intuito de angariar votos ou receber qualquer tipo de recompensa ou pagamento. Os homens e mulheres que estão ali, incansáveis, muitas vezes sem ter mínimas condições materiais ou financeiras não estão ligados a nada que não seja a simples vontade de servir, de auxiliar, de impor a segurança e de levar aos mais distantes rincões do Brasil não este ou outro governo, mas a presença do Estado. 
São muito mais que apenas servidores militares: representam talvez a última chama de esperança que se pode ter para o futuro. Estão ali porque empenharam sua palavra em solene juramento e o honram, pois sabem que as palavras proferidas diante do tremulante Pavilhão Nacional não é uma mera formalidade que se perde com o tempo, como observamos em formaturas de universidades e outras carreiras. Ali, se empenha a vida pelo país, quer seja para a guerra, quer seja para a paz, sem escolher o dia, a hora ou o local.
O brasileiro sabe que quando a situação complica, quando tudo parece perdido, lá estarão os seus militares, prontos e dispostos a atuarem para fazer frente a qualquer ameaça. Comprovamos isto nas operações Arcanjos desencadeadas no Complexo do Alemão. Nesta operação, apesar de estar envolvido em um estado de normalidade que limita o seu poder de atuação, os militares demonstraram que estão sim preparados para enfrentar esta e qualquer tipo de situação, mesmo quando os "entendidos" insistem em dizer que o soldado é preparado para a guerra, que irá matar indiscriminadamente e promover a violência gratuita. 
O que se viu foi uma atitude de extremo profissionalismo e preparo, fruto de soldados altamente adestrados e comandantes dotados de liderança e conhecimento, algo cada vez mais raro nos órgãos de segurança pública. Se a operação não acabar com o crime na região, certamente não será pela vontade dos militares, mas por interesses obscuros que certamente impossibilitaram o emprego da Força como deveria ser feito, ou seja, como último argumento do Estado, para efetivamente resolver a situação. 
Mesmo assim, ao receber a missão, a tropa foi preparada e empregada, e antes que se questione a validade ou não do seu emprego numa situação de restrição jurídica, é preciso que se ressalte que algo deveria ser feito, que a situação no Rio de Janeiro não poderia permanecer como estava, e que se a Nação julgou que esta era a maneira de se empregar a força militar, então assim ela seria empregada. Quem mais poderia tomar tal território sem envolver-se em corrupção, propina, ou aos "arregos" que não as Forças Armadas? Quem mais poderia levar a lei e a ordem a uma área onde a corrupção moral está completamente consolidada pela falta do Estado, onde um verdadeiro poder paralelo estava instaurado e consolidado de maneira firme e ao mesmo tempo solidária? Que outra instituição poderia abrir mão de diárias, do convívio familiar, do conforto e da segurança de seus integrantes para honrar um juramento que para muitos não passa de palavras ao vento?
Não fosse suficiente a confiança que a população tem nos seus soldados, as Forças Armadas são hoje talvez o último baluarte de resistência dos valores éticos e morais que fazem parte não apenas da cultura militar, mas da própria cultura brasileira, posto que aquela é reflexo desta, mesmo que nos dias atuais tantas campanhas sejam feitas para tentar se provar o contrário. 
A confiança e credibilidade que possuem os homens de farda não se restringe à competência de seus integrantes, à visão estratégica de seus comandantes e à certeza de que sua missão será cumprida. Acima disto, está a certeza de que dentro dos quartéis valores intangíveis ainda são cultuados, que o patriotismo, a honra e o valor da palavra e do exemplo ainda são respeitados, onde a camaradagem, o respeito, a verdade e a responsabilidade são indissociáveis da alma do militar. São lugares onde estes são ensinados, cultuados e praticados dia após dia, onde o mérito sobrepuja o apadrinhamento, onde um menino humilde pode sonhar em ser um General-de Exército pelo seu esforço, caráter e mérito. 
Não é apenas a ameaça externa (que existe e é bem real embora os "pensadores" insistem em dizer o contrário) que justifica a presença e a existência das Forças Armadas. Elas representam a verdadeira essência cultural e moral do brasileiro que ainda resiste como uma espécie de memória viva e acessível, uma lembrança perene àqueles que insistem em modificar o comportamento, a cultura, a ética e a moralidade do brasileiro (com sucesso em virtualmente todos os setores, inclusive a Igreja) como uma luz de vela que ilumina as trevas que embora não deixe o ambiente totalmente claro, segue guiando os caminhos através da escuridão.
Talvez as pessoas que queiram o fim das Forças Armadas, que tentam denegrir sua imagem, que insistem em questionar seu propósito sejam aquelas que já corromperam moralmente virtualmente toda a sociedade e tem os militares como uma barreira inexpugnável. Talvez estas pessoas tenham receio que a população um dia realmente acorde e vá buscar nos seus soldados, guardiões fiéis das verdadeiras características de nossa população, a inspiração para despertarem e darem um basta na contínua tentativa de perversão que vivemos dia após dia.
O Exército e as demais Forças Singulares estarão sempre prontos para responder ao chamado do Estado Brasileiro, da Nação e do Povo, quer seja para fazer frente a uma ameaça externa, uma calamidade pública, um desastre natural, ou a falência dos Órgãos de Segurança Pública mercê de qualquer tipo de articulação, pois além do dever de servir e do espírito de cumprimento de missão, os Comandantes e Chefes militares estão atentos a todos os fatores envolvidos no emprego da Força.
Criticar, denegrir e questionar este ou aquele aspecto da utilização dos militares é fácil quando se está confortavelmente fora da área de atuação ou desprovido de qualquer compromisso para com a Nação e o Povo brasileiro. Do sofá da residência com segurança particular, localizada em condomínio fechado é muito fácil criticar. Difícil é explicar o porquê de não empregar as Forças Armadas quando o cidadão está aterrorizado e virtualmente sitiado, na incerteza se vai acordar com vida no dia seguinte.
Das profundezas da Floresta Amazônica ao frio gélido do vento minuano gaúcho, os militares estarão sempre vigiando as terras, as águas e os céus do país, enfrentando todo tipo de privação de ordem material e financeira, eternos sentinelas prontos a serem empregados em qualquer atividade, quer seja no combate ferrenho e mortal contra criminosos ou invasor externo, quer seja levando esperança às populações abandonadas. Os soldados brasileiros, cidadãos fardados, não deixaram de atender o chamado do dever, onde o sentimento da missão cumprida ou um simples "muito obrigado" é recompensa muito mais digna e gratificante do que a riqueza material ou cerimônias pomposas realizadas em palácios. É este sentimento que os torna diferenciados e depositários das mais profundas esperanças do povo brasileiro.
E ainda existem pessoas que insistem em perguntar: Forças Armadas: Para Quê?