domingo, 30 de janeiro de 2011

Hora da Colheita

O colapso dos países europeus era inevitável por basicamente dois motivos: inchaço do estado e políticas migratórias erradas. Com uma população cada vez mais envelhecida, muito fruto da revolução feminista, e de Estados inchados, as contas começaram a ficar impagáveis. O chamado Estado de Bem-Estar Social mostrou-se falido, e o preço que os europeus estão pagando é a falência de todo o sistema.

Quem planta trigo, colhe trigo. Quem planta arroz, colhe arroz. Quem planta soja, colhe soja. E quem planta erva daninha... Bem, este não colhe nada. O velho ditado de que "quem planta, colhe" está mais uma vez ilustrado. Como qualquer simples agricultor familiar sabe, se pragas são plantadas, nada é colhido. Por este motivo, a União Europeia encontra-se em uma crise econômica, social e cultural, fruto de sementes lançadas há décadas atrás. O resultado é que, uma a uma, as outrora poderosas nações do velho continente estão enfrentando crises que foram anunciadas por poucos e sábios estudiosos que à época provavelmente foram chamados de loucos, teóricos da conspiração ou de extremos direitistas.
O colapso dos países europeus era inevitável por basicamente dois motivos: inchaço do estado e políticas migratórias erradas. Com uma população cada vez mais envelhecida, muito fruto da revolução feminista, e de Estados inchados, as contas começaram a ficar impagáveis. O chamado Estado de Bem-Estar Social mostrou-se falido, e o preço que os europeus estão pagando é a falência de todo o sistema. Afastando a iniciativa privada, infinitamente mais eficiente, de áreas como saúde, educação e previdência, os países daquele continente amargam pesado deficit em suas contas nacionais. E para equilibrar as contas, o remédio é amargo: aumento tributário e corte de benefícios. Os protestos são inevitáveis como vimos a cerca de três meses na França. Revoltas por míseros dois anos a mais de trabalho na chamada reforma previdenciária. A população não quer mais trabalhar para obter sua riqueza. Ela deseja, o mais cedo possível, viver a custa da aposentadoria estatal, quando na verdade poderia estar vivendo de um plano de previdência privada, de uma poupança adquirida ao longo de 30, 35 ou 40 anos de trabalho, continuar trabalhando ou a soma  dos dois. Mas não. E o problema é que muitas vezes o dinheiro da previdência é utilizado para tapar os buracos de outras contas públicas como projetos assistencialistas e as políticas para a Imigração.
Sobre este assunto, Walter Laqueur, na sua obra intitulada "Os Últimos dias da Europa", ilustra de maneira precisa como a complacência européia à imigração muçulmana (por intermédio de políticas assistencialistas, frouxidão de culturas e o conceito da New Age de multiculturalidade) está levando o continente europeu a seu ocaso. Milhões de imigrantes latino-americanos e principalmente árabes, turcos e muçulmanos em geral extraem a riqueza do solo europeu e a enviam a seus países de origem. Não contentes, ainda procuram impor seus costumes ao país que os acolheu, rejeitando as tradições locais de cultura, religião e comportamento. Além disso, sua taxa de fecundidade é muito maior que a europeia, o que nos faz concluir que, em breve, toda a Europa estará dominada pela Sharia e rezando para Meca. A questão não é expulsar o repelir os imigrantes, mas fazê-los aceitar a lei, a cultura e os costumes locais. Caso contrário, que voltem para seus países de origem. Mesmo a religião deve ser respeitada pelo imigrante. A Europa é majoritariamente cristã, portanto é normal e desejável que suas leis sigam as tradições do cristianismo. Mas o que acontece é que qualquer tentativa da população europeia em preservar seus valores (como a proibição do véu muçulmano) é tida como xenófoba. Experimente andar com um  Crucifixo e uma Bíblia em terras islâmicas para ver o que acontece?
O produto destes dois fatores é o que estamos acompanhando agora: a falência europeia. Não adianta os bancos europeus  e mundiais injetarem bilhões de euros em economias destinadas ao fracasso. Enquanto o assistencialismo continuar ascendente, o colapso é inevitável. Não é por ser um país de primeiro mundo que o estatismo é diferente. Ele é nefasto, prejudicial e ineficiente. E nem adianta enumerar os países nórdicos pois nestes o sistema aparentemente funciona devido à sua população reduzida. E mesmo eles não parecem estar assim tão bem. 
Os que se surpreendem pelo que ocorre na Europa ou são cegos que não querem ver ou vivem em outro planeta. A crise econômica e social foi plantada décadas atrás. É chegada, pois, a hora da colheita.



sábado, 22 de janeiro de 2011

O Poder Supremo do Estado

Além do poder econômico, o Estado detém o monopólio do conhecimento, da produção cultural e artística e da informação. Como consequência, a população fica sabendo estritamente aquilo que o governo quer que ela saiba.

O poder que o Estado Brasileiro possui muitas vezes é ignorado pela imensa maioria da população. Sua atuação literalmente decepa a liberdade de pensamento do indivíduo e todos que tentam romper a barreira da prisão invisível em que vivemos são sumariamente calados por uma série de instrumentos legais que equipam o Estado de tal maneira que é virtualmente impossível o mínimo suspiro de liberdade. O trabalho de alienação fica ainda mais facilitado porque a população brasileira simplesmente desconhece o  que significa ser verdadeiramente livre. Eleger nossos próprios governantes é apenas uma parte ínfima do que é o verdadeiro sentido da palavra liberdade.
Vivemos em um país onde o Estado detém praticamente todo o monopólio da liberdade. Com suas empresas estatais e assemelhados o governo detém, além do poder político inerente à sua condição, o poder econômico. Isto faz com que, uma vez eleito, um partido possa escolher seus opositores por meio de leilões de cargos nas diretorias de empresas como a Vale, Petrobrás, Correios, Eletrobrás, e nas diversas agências reguladoras. Assim, a oposição fica determinada por aqueles que não são agraciados com os cargos da imensa e ineficiente estrutura político-administrativa bem como por diretorias e presidências das empresas estatais. O partido governante pode, pois, escolher seus opositores através do poderio econômico do Estado.
Além deste poder, o Estado detém o monopólio do conhecimento, da produção cultural e artística e da informação. Como consequência, a população fica sabendo estritamente aquilo que o governo quer que ela saiba. Mesmo nos bancos escolares, do maternal aos cursos de pós-doutorado, aos alunos somente é permitido o conhecimento dos assuntos que são julgados próprios pelo governo. Por intermédio do MEC, são determinados como devem ser os livros didáticos e quais universidades receberão ou não o "reconhecimento" de seus cursos. Isto, evidentemente, forma alunos e professores comprometidos com a causa do partido, ignorando a verdade dos fatos e programando a mente dos jovens a pensarem de acordo com a ideologia dominante. No meio artístico e cultural, o monopólio também impera. Por intermédio do poderio econômico, alicerçado em pesadas verbas publicitárias estatais, e do poder de conceder ou não licenças para a operação dos sistemas de radiodifusão e telivisão, além de agências como a ANCINE, o Estado escolhe o que deve ou não ser divulgado e difundido. Escolhe, também, qual emissora de rádio ou televisão receberá uma quantidade maior de verba publicitária. Estas, logicamente, são difundidas nos meios de comunicação que são favoráveis à manutenção do status quo vigente. Aqueles que resolvem explorar áreas proibidas ou que expõe a verdadeira face da dominação ideológica em que vivemos perdem estas verbas e podem, eventualmente, terem suas concessões cassadas, revogadas ou não renovadas. O reflexo deste poderio é sentido nos veículos de (des)informação. Jornais e revistas, sedentos por recursos públicos, evitam aprofundar questões como a carga tributária, a imposição do gayzismo e o Foro de São Paulo.
O Estado, ainda, censura a imprensa. Não de maneira ostensiva, mas velada. Como detém o monopólio do conhecimento, forma historiadores, jornalistas e "intelectuais" comprometidos com um único objetivo: promover a agenda da esquerda. Nas redações dos jornais, qualquer articulista que tente alertar a população é imediatamente taxado de fascista e ultraconservador. Não pelo governo, mas pelos próprios colegas de profissão, editores e chefes de redação que não possuem qualquer visão crítica sobre o mundo à sua volta. Foram programados desde a universidades a pensar e agir de acordo com a ideologia esquerdista. E acabam censurando seus próprios colegas de profissão, numa clara inversão de valores acerca do que é ser um jornalista ou historiador. Os professores também são peças fundamentais no processo. São eles que enxertam, nas cabeças moldáveis dos jovens, a ideologia marxista. São eles que despertam o ódio ao sistema, ao trabalho e ao mérito, tratando de jogar sobre os ombros da "burguesia" toda a culpa pelas mazelas nacionais. São eles que incentivam o jovem a abandonar os valores morais que seus pais ensinaram em troca da construção de "um mundo melhor possível".
Com esta gigantesca (e aparentemente invisível) estrutura, a esquerda consegue manter a população num curioso estado: presa, mas pensando que é livre. A lavagem cerebral é tão grande que toda e qualquer argumentação que possa ser colocada para endossar esse poderio é tratada imediatamente como teoria da conspiração. E aqueles que tratam do assunto são relegados a segundo plano, ou mesmo ridicularizados. Mas a verdade é que o poderio estatal é tamanho que consegue bloquear a nossa percepção acerca do quão poderoso ele é.
Exemplos não faltam. A imposição do gayzismo nas escolas e a erotização precoce de nossas crianças através da distribuição de preservativos, enquanto nossos estudantes têm desempenho pífio em exames internacionais são exemplos do quanto somos presos. Os pais têm cada vez menos direito a educar seus filhos. Quando uma lei impõe a proibição do fumo em locais privados, eis outra demonstração de como nossa liberdade é tolhida sob o pretexto, no caso, do fumo passivo (não lembro de ninguém sendo obrigado a frequentar bares onde clientes fumantes são aceitos). Quando o empresariado alia-se ao governo ao invés de lutar pela redução de impostos e encargos trabalhistas, que emperram a produção, a geração de riqueza e de empregos, vemos como o Estado é poderoso. E isto é só uma mínima amostra do real poder deste verdadeiro Leviatã. Dominando a economia e detendo o monopólio do conhecimento, informação e cultura, o Estado possui, somado ao poder político, um verdadeiro Poder Supremo que impõe sua vontade sobre o desejo nacional.
É por este motivo que não compreendemos o movimento Tea Party nos EUA e os taxamos de ultraconservador. Este movimento nada mais é do que uma reação dos cidadão norte-americanos às tentativas do presidente democrata Barack Obama em retirar deles algo que nós, brasileiros, não temos a mínima noção do que seja: a liberdade.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Educação Revolucionária

O governo federal vem colocando na mídia uma série de peças publicitárias que pregam a valorização da educação como forma de alcançarmos o desenvolvimento atingido pelas nações mais ricas do mundo. Do incentivo para que o jovem escolha a carreira do magistério até a imposição velada aos pais para que coloquem seus filhos nos estabelecimentos educacionais desde a idade dos quatro anos, a campanha é ampla. A intenção parece boa (como todas aquelas que estão no inferno) mas o que ocorre é que o sistema educacional brasileiro, após décadas de infiltração marxista, deixou de ser difusor do conhecimento para tornar-se apenas um instrumento doutrinatório da ideologia comunista. O resultado é que nossas crianças são progressivamente expostas a um sistema de desmoralização de valores familiares e religiosos irreversível. Tudo em busca "de um mundo novo possível".
Assim, nossos filhos vão sendo literalmente sequestrados, mesmo estando em nosso convívio diário. Seu cativeiro não é mais uma casa abandonada ou uma tapera no interior. Na verdade, não é sequer uma estrutura física. Nossas crianças acabam ficando cativas em seu próprio cérebro, encarceiradas dentro de suas almas, ambos abduzidos pelo poder cada vez mais crescente da ideologia marxista, sequestradora de caráter e espírito. Quando saem dos bancos escolares e entram na vida intelectual, política e econômica da nação, estão programadas a agir como máquinas de difusão da ideologia revolucionária, degenerando cada vez mais as bases familiares e religiosas sobre as quais se assenta nossa sociedade. Não possuem senso crítico ou qualquer liberdade de pensamento. Sua liberdade estará para sempre aprisionada dentro de seu intelecto, moldado e construído desde a mais tenra idade a ir de encontro a todos os princípios de liberdade.
É assim que uma nação vai sendo corrompida. O processo é longo, mas progressivo e inexorável, pois os que se dão conta do que se passa são automaticamente desacreditados pela massa amorfa e sem conhecimento. Claro que isto não começou da noite para o dia. Desde os anos 70 a infiltração marxista no meio cultural , jornalístico e universitário produziu milhares de "intelectuais" que perverteram tudo aquilo que nossos pais nos ensinaram. Agora passa-se a uma fase ainda mais sinistra do processo, onde o Estado garante que os pais possam trabalhar tranquilos enquanto deixam seus filhos entregues à mercê de um sistema educacional altamente politizado e militante, cujo objetivo não é ensinar ou educar, mas apenas doutrinar.
O mantra mágico é que a educação é dever do Estado, quando não é. Educação é dever e direito dos pais. Dever porque cabe fundamentalmente à eles a educação de seus filhos da maneira que acharem melhor, mesmo que seja educando-os nas disciplinas acadêmicas dentro de casa. Direito porque, sentindo-se incapazes de fornercer a educação dita "formal", cabe ao Estado garanti-la.
O papel da escola é puramente o de repassar e incentivar a busca do conhecimento científico e não comportamental. Quando vemos camisinhas sendo distribuídas em escolas e todo mundo achando isto a coisa mais positiva do mundo, vê-se a distorção a que chegou o papel da escola. Questões sexuais e religiosas devem ser repassadas dos pais a seus filhos e não pela escola. Valores como família, trabalho, dinheiro, caráter, moral e ética também.
Entretanto, o que acontece é muito diferente. Escolas ensinado às crianças como se tornarem pervertidas (mas com segurança, vide a camisinha) e tratando de assuntos como o homossexualismo pela imposição de uma visão unilateral e distorcida do assunto fazendo parecer que seja algo "natural", uma atividade que sequer pode ser criticada ou contrariada, não é definitivamente benéfico. Tratar bandidos como se fossem vítimas da sociedade e propor a distribuição compulsória de dinheiro público para famílias pobres para acabar com a pobreza também não. O ganho de capital pelo trabalho é relegado a segundo plano, e todo aquele que consegue, por seu esforço, ser bem sucedido na vida é tratado imediatamente como um porco capitalista responsável pelas mazelas do mundo.
Entregar nossas crianças aos cuidados do Estado é exatamente o que os vermelhos querem. Só assim eles poderão sequestrar suas almas e moldar seus caráteres e suas mentes, fazendo com que deixem de ser nossos filhos e passem a ser os filhos da revolução.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Há Oito Anos Atrás

Mesmo assim, Lula saiu do governo com 87% de popularidade, de aprovação. Conseguiu este feito fazendo exatamente o que fez o seu antecessor. Conseguiu galgar tamanha popularidade mesmo se alinhando a governos assassinos e intolerantes como a China, o Irã, Cuba e Venezuela. As questões com a Bolívia e o Paraguai corroboram para ilustrar como nosso país é cada vez mais diminuído e engolido pelo movimento revolucionário.

Em 2002, o Brasil foi Pentacampeão Mundial de futebol. Em 2002, mais uma turma de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras estava formada para ser graduada como Aspirantes-a-Oficial, dentre os quais, eu lá estava. Em 2002, tivemos um pleito eleitoral entre a esquerda e a esquerda (PT x PSDB). E deste, saiu o nosso presidente que iria repetir o feito em 2006. E por oito anos, o Brasil foi governado por um "trabalhador". Isto encheu de orgulho à nação, como se o sexo, a cor, a religião ou a condição social fossem parâmetros para se avaliar um governante.
Há oito anos atrás, o Brasil tinha alguns problemas. A segurança pública continuava a ser a grande preocupação da população. Os postos de saúde e hospitais públicos estavam superlotados e muitos cidadãos morriam nas intermináveis filas para atendimento. A educação era politizada e militante; o estudante brasileiro mostrava desempenho pífio em testes de avaliação internacionais. No campo, invasões de "movimentos sociais" tiravam a terra de quem produzia para promover assentamentos que, de produção, apenas geravam novos militantes vermelhos. A infra-estrutura nacional era ineficiente e sucateada. Nossa logística era baseada no caro transporte rodoviário, mesmo sendo o país de dimensões continentais e possuidor de rios navegáveis que viabilizariam os transportes ferroviário e fluvial, mais eficientes e baratos.
Há oito anos, o Brasil colhia os frutos das privatizações no setor energético e telefônico, proporcionando que a população pudesse ter acesso a serviços que antes jamais poderia imaginar em ter. É fato que estes ainda são ineficientes, mas se estivessem na mão do governo, uma linha de celular custaria dois ou três mil reais, fora a burocracia. As Forças Armadas estavam mal pagas, mal equipadas e cada vez mais desmoralizadas. Mas  o plano real e a estabilização da economia garantiam a ilusão de que "agora o Brasil vai!" No plano da social-esmola, tínhamos o vale-gás, bolsa-escola e o bolsa alimentação, que possibilitaram que milhares de brasileiros saíssem da condição de miseráveis. O país ainda encontrava-se em recuperação pelas crises mexicanas, asiáticas e russa, que fizeram com que o governo acabasse com o câmbio fixo e adotasse, progressivamente, o modelo flutuante. Naqueles tempos, as minorias cada vez mais impunham suas vontades, obrigando à grande maioria da população uma submissão servil a seus pensamentos e ideias. Progressivamente, o movimento gay, afro, indígena e tutti quanti foram impondo suas regras e tornando-se cada vez mais santificados, não podendo sequer terem suas condutas criticadas (caso dos homossexuais). 
O Brasil, ainda, estava com seus sistema de energia saturado e as estruturas básicas de saneamento, especialmente o tratamento de esgoto estavam distantes da imensa maioria da população. A carga tributária era uma das maiores do mundo, e os serviços prestados pelo Estado eram ruins e ineficientes. A previdência estatal estava cada vez mais deficitária.
Aqui estamos no ano de 2011, oito anos após a assunção da (assim chamada) oposição ao poder. Em oito anos, o presidente Lula seguiu fielmente a receita de seu antecessor e foi ajudado por condições extremamente favoráveis da economia mundial. Juntou o vale gás com o bolsa-escola e o bolsa alimentação e mudou o nome para bolsa família. O MST continuou as suas invasões, mas agora era cada vez menos um grupo criminosos para ganhar a alcunha de movimento social. Ano após ano, a carga tributária bateu recordes de arrecadação, com o governo sempre conseguindo mais e mais dinheiro. A previdência continua deficitária, a educação continua militante e nossos estudantes continuam sendo os últimos colocados quando da realização de exames internacionais. As minorias ganharam cada vez mais direitos, tanto que hoje o movimento gay está acima do bem e do mal. Nossa base energética continua virtualmente em colapso e a logística continua sendo baseada no transporte rodoviário, mesmo acontecendo uma tímida evolução na atividade portuária. Nossas Forças Armadas continuam sucateadas e cada vez mais desmotivadas e desmoralizadas, aceitando qualquer "missão" dada pelo poder central como forma de justificar sua razão de ser.
Em contrapartida, aumentaram-se os cargos de confiança e a criação de novos ministérios e secretarias deu emprego aos companheiros de causa. A imprensa nunca foi tão complacente com um presidente e um partido que possuem envolvimento comprovado com as FARC e por consequência, com o tráfico de drogas no país. A segurança pública foi novamente negligenciada, e mesmo a ação do Exército no Alemão é comemorada com pompa e circunstância (não lembro de ter sido decretado Estado de Emergência no RJ), tanto pelo governo quanto pelas Forças Armadas, mergulhadas em profunda crise existencial.
Mesmo assim, Lula saiu do governo com 87% de popularidade, de aprovação. Conseguiu este feito fazendo exatamente o que fez o seu antecessor. Conseguiu galgar tamanha popularidade mesmo se alinhando a governos assassinos e intolerantes como a China, o Irã, Cuba e Venezuela. As questões com a Bolívia e o Paraguai corroboram para ilustrar como nosso país é cada vez mais diminuído e engolido pelo movimento revolucionário. Distribuindo esmolas e emperrando a formação de emprego, Lula conseguiu grande popularidade. Afinal, brasileiro é malandro e quer ganhar dinheiro sem trabalhar. Se as mesmas pessoas atendidas pelo bolsa-esmola estivessem empregadas, talvez sua popularidade não fosse tão alta.
Os próximos anos prometem ser ainda mais monótonos na abordagem dos problemas nacionais, mas serão muito movimentados na questão de doutrinação esquerdista e homossexual de nossos filhos. Serão anos onde os verdadeiros empecilhos ao real desenvolvimento não serão combatidos. Anos de recordes de arrecadações. Anos de consolidação do PNDH-3. Em oito anos de FHC o Brasil mudou pouco. Em oito anos de Lula, o Brasil mudou pouco. 
É, realmente somos o eterno "país do futuro!"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Assassinato? Não... Crime Político!

...verificamos a relativização da vida humana pela esquerda, aqui representada pelo senhor Juremir. Na visão torpe deste, não importa a natureza do crime. Se foi cometido em nome dos "ideais utópicos da esquerda" passam a ser crimes políticos, imunes portanto ao processo de extradição conforme nossa constituição. Por este raciocínio, não importa se o militante assassinou, estuprou, sequestrou, roubou ou explodiu um carro-bomba. Se ele fez isto em nome dos companheiros marxista, tudo bem!

A decisão de manter o criminoso Cesare Battisti na condição de refugiado político em terras brasileiras não pode ser encarada como surpreendente. Os que esperavam desfecho diferente ao episódio ou são ingênuos que ainda acreditam que Lula e o PT são a personificação da Trindade, ou são ignorantes completos que não conhecem e nem estudaram a ideologia por trás de nosso governo. A esquerda jamais deixaria que um dos seus fosse julgado por seus crimes. Foi assim no  Brasil. Porque seria diferente no caso de um italiano?
Este último ato diplomático do lulo-petismo fecha com chave de ouro a tônica de nossas relações internacionais nos últmos oito anos (e abre a dos quatro que virão). Afastamento progressivo dos "porcos capitalistas" e aproximação constante com as "verdadeiras democracias", como a Coréia do Norte, o Irã, a China, Cuba e a Venezuela. O círculo está cada vez mais fechado e conforme o tempo anda, mais complicado fica para a população identificar a armadilha na qual estão caindo. É assim a moral esquerdista: qualquer crime cometido por um militante de esquerda é automaticamente transformado em "crime político". Qualquer crime cometido pelas forças "de direita", por simples que sejam, são automaticamente classificados como os atos mais hediondos cometidos contra a humanidade.
É evidente que este pensamento não fica resumido à classe política. Os ditos intelectuais também compartilham da mesma lógica irracional. Exemplo disto pude encontrar na coluna de Juremir Machado da Silva, no jornal gaúcho Correio do Povo escrita hoje. Entre outras coisas ele acusa os críticos da decisão do ex presidente de serem antipetistas e anti-esquerdistas. Afirma que Cesare Battisti fora julgado à revelia e que a condenação foi baseada em depoimentos de testemunhas, sem processo investigativo. Convém esclarecer, porém, que Battisti estava refugiado na França e que não se apresentou à justiça italiana para ser julgado. Porque fugia? Quem não deve não teme não é mesmo? Vale lembrar a seu Juremir que a Itália é um país democrático, onde o réu pode se defender. Não é um Irã, uma Cuba ou China onde ao acusado pelo Estado (comunista no caso dos dois últimos) resta apenas torcer para a sua família ter dinheiro para pagar pelo projétil do fuzil. 
O colunista afirma, ainda, que os crimes cometidos pelo acusado foram de cunho político. Neste momento, verificamos a relativização da vida humana pela esquerda, aqui representada pelo senhor Juremir. Na visão torpe deste, não importa a natureza do crime. Se foi cometido em nome dos "ideais utópicos da esquerda" passam a ser crimes políticos, imunes portanto ao processo de extradição conforme nossa constituição. Por este raciocínio, não importa se o militante assassinou, estuprou, sequestrou, roubou ou explodiu um carro-bomba. Se ele fez isto em nome dos companheiros marxista, tudo bem!
No Brasil estamos coalhados de exemplos similares. Dilma roubou, participou de sequestro, foi mandante de assassinatos, como o do cap do Exército dos EUA Chandler. Quartim de Moraes, idem. José Dirceu, Genoíno também cometeram inúmeros crimes. o que aconteceu: foram perdoados porque os assassinatos, sequestros e roubos, eram apenas "crimes políticos". Lamarca fez um policial militar comer o próprio escroto e matou a coronhadas um tenente da PM, além de roubar fuzis de quartéis militares matar o pessoal de serviço no quartel enquanto dormiam. Foi punido? Não. Seus crimes foram "políticos", e sua família recebe um salário de general todos os meses após polpuda indenização paga com o nosso dinheiro. Agora veja o que aconteceu com as forças do governo, dito de direita à época, que cometeram os mesmos crimes? São assassinos, torturadores e devem ser punidos por isso. Neste caso não houve motivação política, pois os militares que estavam no poder não eram da esquerda. Não eram companheiros da causa, do partidão. Suas vidas valem menos que os dos guerrilheiros. É assim que gente como o seu Juremir tratam a vida humana: de maneira relativa.
No seu artigo, ele ainda diz que Cesare Battisti foi condenado por depoimento de vítimas e testemunhas e que isto era injusto. Mas e os ditos torturados pela "ditadura"? Em que se baseiam suas provas? Ora, em depoimentos de vítimas e testemunhas. Porque a palavra de uma suposta vítima de esquerda que foi torturada pela malvada ditadura vale mais que a palavra de um cidadão comum que foi atacado, sequestrado, torturado estuprado e violentado por militantes comunistas?
O governo italiano tentará reverter a decisão. Será em vão. Os companheiros não entregarão o assassino Battisti. A não ser que ele fosse um pugilista cubano fugindo da perseguição política de seu país.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Distribuição x Geração de Renda

Distribuir renda e gerar renda são coisas muito diferentes. Quando se distribui renda, faz-se o que os vermelhos têm feito: pegam dos "ricos" e dão aos pobres, fazendo com que a valorização do trabalho seja cada vez mais relegada a segundo plano.

Em grande coro, comemora-se o grande feito do nosso ex-presidente, agora quase santo, Luís Inácio Lula da Silva. Com ele, milhões de brasileiros saíram da miséria. Ele promoveu talvez a maior distribuição de renda "da história deste país" por intermédio do bolsa-família, programa que, no final das contas, nada mais foi do que a manutenção dos programas assistencialistas de FH. Juntou-se bolsa-escola, vale-gás e outros programas tucanos num bolo só e formou-se o bolsa-família. Se a política econômia que, segundo o Lula, fez o Brasil entrar depois na crise mundial e sair antes, era fórmula do PSDB, parece que a grande vedete de seu governo também é cria tucana. Efetivamente, tivemos apenas o continuísmo da agenda esquerdista, com o diferencial que o PT é mais vermelho que o PSDB. E só. Fica claro que estes partidos ditos opostos entre si possuem a ideologia comum. Ambos são de esquerda e socialistas.
Tanto FH como Lula promoveram a distribuição de renda, isto é inegável. Mas só tem um problema cara-pálida. Eles distribuíram a minha renda, a sua renda, a nossa renda. Taxaram-nos com uma carga tributária astronômica e mantiveram as amarras burocráticas e elevados impostos àqueles que geram riqueza no país para poderem distribuir aos mais necessitados. Quem paga o bolsa-família não é o governo. São os trabalhadores e empresários que pagam, especialmente os que ganham mais, como se estes fossem culpados pelas mazelas nacionais.
Distribuir renda e gerar renda são coisas muito diferentes. Quando se distribui renda, faz-se o que os vermelhos têm feito: pegam dos "ricos" e dão aos pobres, fazendo com que a valorização do trabalho seja cada vez mais relegada a segundo plano. Se os milhões (bilhões?) de reais gastos para dar esmolas às famílias fossem aplicados em redução da carga tributária e melhorias na infra-estrutura, certamente as pessoas que hoje recebem o bolsa-família estariam empregadas. Com maior quantidade de trabalhadores, estaríamos gerando riqueza, e não distribuindo a dos outros. As pessoas iriam colher os frutos do seu trabalho. 
(Os defensores do programa dirão que ele coloca as crianças na escola. Mas a educação não é atribuição fundamental do Estado, e sim dos pais. Dar educação aos filhos é obrigação, direito e dever dos pais. Remunerá-los por isso é retirar-lhes a responsabilidade pela educação de seus descendentes. Ao governo resta apenas garantir que os genitores possam educar os seus, disponibilizando a educação pública àqueles que não podem pagar por um ensino privado ou não têm instrução para educar em casa.)
Mas para a esquerda, especialmente o PT, o mérito não tem importância. Como produto da política populista do pão e circo, temos um governo com 87% de aprovação. Um governo que nada mais fez além de equipar o Estado e distribuir esmolas. Um governo que aumentou a burocracia e o poder econômico estatal.
A pergunta que não quer calar é: será que estes 87% estão satisfeitos com a saúde, segurança, impostos, educação e infra-estrutura?