quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Assassinato? Não... Crime Político!

...verificamos a relativização da vida humana pela esquerda, aqui representada pelo senhor Juremir. Na visão torpe deste, não importa a natureza do crime. Se foi cometido em nome dos "ideais utópicos da esquerda" passam a ser crimes políticos, imunes portanto ao processo de extradição conforme nossa constituição. Por este raciocínio, não importa se o militante assassinou, estuprou, sequestrou, roubou ou explodiu um carro-bomba. Se ele fez isto em nome dos companheiros marxista, tudo bem!

A decisão de manter o criminoso Cesare Battisti na condição de refugiado político em terras brasileiras não pode ser encarada como surpreendente. Os que esperavam desfecho diferente ao episódio ou são ingênuos que ainda acreditam que Lula e o PT são a personificação da Trindade, ou são ignorantes completos que não conhecem e nem estudaram a ideologia por trás de nosso governo. A esquerda jamais deixaria que um dos seus fosse julgado por seus crimes. Foi assim no  Brasil. Porque seria diferente no caso de um italiano?
Este último ato diplomático do lulo-petismo fecha com chave de ouro a tônica de nossas relações internacionais nos últmos oito anos (e abre a dos quatro que virão). Afastamento progressivo dos "porcos capitalistas" e aproximação constante com as "verdadeiras democracias", como a Coréia do Norte, o Irã, a China, Cuba e a Venezuela. O círculo está cada vez mais fechado e conforme o tempo anda, mais complicado fica para a população identificar a armadilha na qual estão caindo. É assim a moral esquerdista: qualquer crime cometido por um militante de esquerda é automaticamente transformado em "crime político". Qualquer crime cometido pelas forças "de direita", por simples que sejam, são automaticamente classificados como os atos mais hediondos cometidos contra a humanidade.
É evidente que este pensamento não fica resumido à classe política. Os ditos intelectuais também compartilham da mesma lógica irracional. Exemplo disto pude encontrar na coluna de Juremir Machado da Silva, no jornal gaúcho Correio do Povo escrita hoje. Entre outras coisas ele acusa os críticos da decisão do ex presidente de serem antipetistas e anti-esquerdistas. Afirma que Cesare Battisti fora julgado à revelia e que a condenação foi baseada em depoimentos de testemunhas, sem processo investigativo. Convém esclarecer, porém, que Battisti estava refugiado na França e que não se apresentou à justiça italiana para ser julgado. Porque fugia? Quem não deve não teme não é mesmo? Vale lembrar a seu Juremir que a Itália é um país democrático, onde o réu pode se defender. Não é um Irã, uma Cuba ou China onde ao acusado pelo Estado (comunista no caso dos dois últimos) resta apenas torcer para a sua família ter dinheiro para pagar pelo projétil do fuzil. 
O colunista afirma, ainda, que os crimes cometidos pelo acusado foram de cunho político. Neste momento, verificamos a relativização da vida humana pela esquerda, aqui representada pelo senhor Juremir. Na visão torpe deste, não importa a natureza do crime. Se foi cometido em nome dos "ideais utópicos da esquerda" passam a ser crimes políticos, imunes portanto ao processo de extradição conforme nossa constituição. Por este raciocínio, não importa se o militante assassinou, estuprou, sequestrou, roubou ou explodiu um carro-bomba. Se ele fez isto em nome dos companheiros marxista, tudo bem!
No Brasil estamos coalhados de exemplos similares. Dilma roubou, participou de sequestro, foi mandante de assassinatos, como o do cap do Exército dos EUA Chandler. Quartim de Moraes, idem. José Dirceu, Genoíno também cometeram inúmeros crimes. o que aconteceu: foram perdoados porque os assassinatos, sequestros e roubos, eram apenas "crimes políticos". Lamarca fez um policial militar comer o próprio escroto e matou a coronhadas um tenente da PM, além de roubar fuzis de quartéis militares matar o pessoal de serviço no quartel enquanto dormiam. Foi punido? Não. Seus crimes foram "políticos", e sua família recebe um salário de general todos os meses após polpuda indenização paga com o nosso dinheiro. Agora veja o que aconteceu com as forças do governo, dito de direita à época, que cometeram os mesmos crimes? São assassinos, torturadores e devem ser punidos por isso. Neste caso não houve motivação política, pois os militares que estavam no poder não eram da esquerda. Não eram companheiros da causa, do partidão. Suas vidas valem menos que os dos guerrilheiros. É assim que gente como o seu Juremir tratam a vida humana: de maneira relativa.
No seu artigo, ele ainda diz que Cesare Battisti foi condenado por depoimento de vítimas e testemunhas e que isto era injusto. Mas e os ditos torturados pela "ditadura"? Em que se baseiam suas provas? Ora, em depoimentos de vítimas e testemunhas. Porque a palavra de uma suposta vítima de esquerda que foi torturada pela malvada ditadura vale mais que a palavra de um cidadão comum que foi atacado, sequestrado, torturado estuprado e violentado por militantes comunistas?
O governo italiano tentará reverter a decisão. Será em vão. Os companheiros não entregarão o assassino Battisti. A não ser que ele fosse um pugilista cubano fugindo da perseguição política de seu país.



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