terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Distribuição x Geração de Renda

Distribuir renda e gerar renda são coisas muito diferentes. Quando se distribui renda, faz-se o que os vermelhos têm feito: pegam dos "ricos" e dão aos pobres, fazendo com que a valorização do trabalho seja cada vez mais relegada a segundo plano.

Em grande coro, comemora-se o grande feito do nosso ex-presidente, agora quase santo, Luís Inácio Lula da Silva. Com ele, milhões de brasileiros saíram da miséria. Ele promoveu talvez a maior distribuição de renda "da história deste país" por intermédio do bolsa-família, programa que, no final das contas, nada mais foi do que a manutenção dos programas assistencialistas de FH. Juntou-se bolsa-escola, vale-gás e outros programas tucanos num bolo só e formou-se o bolsa-família. Se a política econômia que, segundo o Lula, fez o Brasil entrar depois na crise mundial e sair antes, era fórmula do PSDB, parece que a grande vedete de seu governo também é cria tucana. Efetivamente, tivemos apenas o continuísmo da agenda esquerdista, com o diferencial que o PT é mais vermelho que o PSDB. E só. Fica claro que estes partidos ditos opostos entre si possuem a ideologia comum. Ambos são de esquerda e socialistas.
Tanto FH como Lula promoveram a distribuição de renda, isto é inegável. Mas só tem um problema cara-pálida. Eles distribuíram a minha renda, a sua renda, a nossa renda. Taxaram-nos com uma carga tributária astronômica e mantiveram as amarras burocráticas e elevados impostos àqueles que geram riqueza no país para poderem distribuir aos mais necessitados. Quem paga o bolsa-família não é o governo. São os trabalhadores e empresários que pagam, especialmente os que ganham mais, como se estes fossem culpados pelas mazelas nacionais.
Distribuir renda e gerar renda são coisas muito diferentes. Quando se distribui renda, faz-se o que os vermelhos têm feito: pegam dos "ricos" e dão aos pobres, fazendo com que a valorização do trabalho seja cada vez mais relegada a segundo plano. Se os milhões (bilhões?) de reais gastos para dar esmolas às famílias fossem aplicados em redução da carga tributária e melhorias na infra-estrutura, certamente as pessoas que hoje recebem o bolsa-família estariam empregadas. Com maior quantidade de trabalhadores, estaríamos gerando riqueza, e não distribuindo a dos outros. As pessoas iriam colher os frutos do seu trabalho. 
(Os defensores do programa dirão que ele coloca as crianças na escola. Mas a educação não é atribuição fundamental do Estado, e sim dos pais. Dar educação aos filhos é obrigação, direito e dever dos pais. Remunerá-los por isso é retirar-lhes a responsabilidade pela educação de seus descendentes. Ao governo resta apenas garantir que os genitores possam educar os seus, disponibilizando a educação pública àqueles que não podem pagar por um ensino privado ou não têm instrução para educar em casa.)
Mas para a esquerda, especialmente o PT, o mérito não tem importância. Como produto da política populista do pão e circo, temos um governo com 87% de aprovação. Um governo que nada mais fez além de equipar o Estado e distribuir esmolas. Um governo que aumentou a burocracia e o poder econômico estatal.
A pergunta que não quer calar é: será que estes 87% estão satisfeitos com a saúde, segurança, impostos, educação e infra-estrutura?

Um comentário:

  1. Carga tributária absurda e assistencialismo barato, associados à cumplicidade estatal com o crime organizado (desde os terroristas islâmicos lá do quinto dos infernos até os baderneiros do MST e Via Campesina promovendo o terror no campo, passando pelos nóias de crack "pedindo" ameaçadoramente a idosos e pichadores depredando o patrimônio de cidadãos que suaram para o obter), são o motivo pelo qual o Brasil está tão atolado na lama do atraso esquerdista.

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