terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Há Oito Anos Atrás

Mesmo assim, Lula saiu do governo com 87% de popularidade, de aprovação. Conseguiu este feito fazendo exatamente o que fez o seu antecessor. Conseguiu galgar tamanha popularidade mesmo se alinhando a governos assassinos e intolerantes como a China, o Irã, Cuba e Venezuela. As questões com a Bolívia e o Paraguai corroboram para ilustrar como nosso país é cada vez mais diminuído e engolido pelo movimento revolucionário.

Em 2002, o Brasil foi Pentacampeão Mundial de futebol. Em 2002, mais uma turma de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras estava formada para ser graduada como Aspirantes-a-Oficial, dentre os quais, eu lá estava. Em 2002, tivemos um pleito eleitoral entre a esquerda e a esquerda (PT x PSDB). E deste, saiu o nosso presidente que iria repetir o feito em 2006. E por oito anos, o Brasil foi governado por um "trabalhador". Isto encheu de orgulho à nação, como se o sexo, a cor, a religião ou a condição social fossem parâmetros para se avaliar um governante.
Há oito anos atrás, o Brasil tinha alguns problemas. A segurança pública continuava a ser a grande preocupação da população. Os postos de saúde e hospitais públicos estavam superlotados e muitos cidadãos morriam nas intermináveis filas para atendimento. A educação era politizada e militante; o estudante brasileiro mostrava desempenho pífio em testes de avaliação internacionais. No campo, invasões de "movimentos sociais" tiravam a terra de quem produzia para promover assentamentos que, de produção, apenas geravam novos militantes vermelhos. A infra-estrutura nacional era ineficiente e sucateada. Nossa logística era baseada no caro transporte rodoviário, mesmo sendo o país de dimensões continentais e possuidor de rios navegáveis que viabilizariam os transportes ferroviário e fluvial, mais eficientes e baratos.
Há oito anos, o Brasil colhia os frutos das privatizações no setor energético e telefônico, proporcionando que a população pudesse ter acesso a serviços que antes jamais poderia imaginar em ter. É fato que estes ainda são ineficientes, mas se estivessem na mão do governo, uma linha de celular custaria dois ou três mil reais, fora a burocracia. As Forças Armadas estavam mal pagas, mal equipadas e cada vez mais desmoralizadas. Mas  o plano real e a estabilização da economia garantiam a ilusão de que "agora o Brasil vai!" No plano da social-esmola, tínhamos o vale-gás, bolsa-escola e o bolsa alimentação, que possibilitaram que milhares de brasileiros saíssem da condição de miseráveis. O país ainda encontrava-se em recuperação pelas crises mexicanas, asiáticas e russa, que fizeram com que o governo acabasse com o câmbio fixo e adotasse, progressivamente, o modelo flutuante. Naqueles tempos, as minorias cada vez mais impunham suas vontades, obrigando à grande maioria da população uma submissão servil a seus pensamentos e ideias. Progressivamente, o movimento gay, afro, indígena e tutti quanti foram impondo suas regras e tornando-se cada vez mais santificados, não podendo sequer terem suas condutas criticadas (caso dos homossexuais). 
O Brasil, ainda, estava com seus sistema de energia saturado e as estruturas básicas de saneamento, especialmente o tratamento de esgoto estavam distantes da imensa maioria da população. A carga tributária era uma das maiores do mundo, e os serviços prestados pelo Estado eram ruins e ineficientes. A previdência estatal estava cada vez mais deficitária.
Aqui estamos no ano de 2011, oito anos após a assunção da (assim chamada) oposição ao poder. Em oito anos, o presidente Lula seguiu fielmente a receita de seu antecessor e foi ajudado por condições extremamente favoráveis da economia mundial. Juntou o vale gás com o bolsa-escola e o bolsa alimentação e mudou o nome para bolsa família. O MST continuou as suas invasões, mas agora era cada vez menos um grupo criminosos para ganhar a alcunha de movimento social. Ano após ano, a carga tributária bateu recordes de arrecadação, com o governo sempre conseguindo mais e mais dinheiro. A previdência continua deficitária, a educação continua militante e nossos estudantes continuam sendo os últimos colocados quando da realização de exames internacionais. As minorias ganharam cada vez mais direitos, tanto que hoje o movimento gay está acima do bem e do mal. Nossa base energética continua virtualmente em colapso e a logística continua sendo baseada no transporte rodoviário, mesmo acontecendo uma tímida evolução na atividade portuária. Nossas Forças Armadas continuam sucateadas e cada vez mais desmotivadas e desmoralizadas, aceitando qualquer "missão" dada pelo poder central como forma de justificar sua razão de ser.
Em contrapartida, aumentaram-se os cargos de confiança e a criação de novos ministérios e secretarias deu emprego aos companheiros de causa. A imprensa nunca foi tão complacente com um presidente e um partido que possuem envolvimento comprovado com as FARC e por consequência, com o tráfico de drogas no país. A segurança pública foi novamente negligenciada, e mesmo a ação do Exército no Alemão é comemorada com pompa e circunstância (não lembro de ter sido decretado Estado de Emergência no RJ), tanto pelo governo quanto pelas Forças Armadas, mergulhadas em profunda crise existencial.
Mesmo assim, Lula saiu do governo com 87% de popularidade, de aprovação. Conseguiu este feito fazendo exatamente o que fez o seu antecessor. Conseguiu galgar tamanha popularidade mesmo se alinhando a governos assassinos e intolerantes como a China, o Irã, Cuba e Venezuela. As questões com a Bolívia e o Paraguai corroboram para ilustrar como nosso país é cada vez mais diminuído e engolido pelo movimento revolucionário. Distribuindo esmolas e emperrando a formação de emprego, Lula conseguiu grande popularidade. Afinal, brasileiro é malandro e quer ganhar dinheiro sem trabalhar. Se as mesmas pessoas atendidas pelo bolsa-esmola estivessem empregadas, talvez sua popularidade não fosse tão alta.
Os próximos anos prometem ser ainda mais monótonos na abordagem dos problemas nacionais, mas serão muito movimentados na questão de doutrinação esquerdista e homossexual de nossos filhos. Serão anos onde os verdadeiros empecilhos ao real desenvolvimento não serão combatidos. Anos de recordes de arrecadações. Anos de consolidação do PNDH-3. Em oito anos de FHC o Brasil mudou pouco. Em oito anos de Lula, o Brasil mudou pouco. 
É, realmente somos o eterno "país do futuro!"

Um comentário:

  1. Há 3 coisas que um cidadão não faz duas vezes na vida: nascer, morrer e votar no PT.

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