sábado, 22 de janeiro de 2011

O Poder Supremo do Estado

Além do poder econômico, o Estado detém o monopólio do conhecimento, da produção cultural e artística e da informação. Como consequência, a população fica sabendo estritamente aquilo que o governo quer que ela saiba.

O poder que o Estado Brasileiro possui muitas vezes é ignorado pela imensa maioria da população. Sua atuação literalmente decepa a liberdade de pensamento do indivíduo e todos que tentam romper a barreira da prisão invisível em que vivemos são sumariamente calados por uma série de instrumentos legais que equipam o Estado de tal maneira que é virtualmente impossível o mínimo suspiro de liberdade. O trabalho de alienação fica ainda mais facilitado porque a população brasileira simplesmente desconhece o  que significa ser verdadeiramente livre. Eleger nossos próprios governantes é apenas uma parte ínfima do que é o verdadeiro sentido da palavra liberdade.
Vivemos em um país onde o Estado detém praticamente todo o monopólio da liberdade. Com suas empresas estatais e assemelhados o governo detém, além do poder político inerente à sua condição, o poder econômico. Isto faz com que, uma vez eleito, um partido possa escolher seus opositores por meio de leilões de cargos nas diretorias de empresas como a Vale, Petrobrás, Correios, Eletrobrás, e nas diversas agências reguladoras. Assim, a oposição fica determinada por aqueles que não são agraciados com os cargos da imensa e ineficiente estrutura político-administrativa bem como por diretorias e presidências das empresas estatais. O partido governante pode, pois, escolher seus opositores através do poderio econômico do Estado.
Além deste poder, o Estado detém o monopólio do conhecimento, da produção cultural e artística e da informação. Como consequência, a população fica sabendo estritamente aquilo que o governo quer que ela saiba. Mesmo nos bancos escolares, do maternal aos cursos de pós-doutorado, aos alunos somente é permitido o conhecimento dos assuntos que são julgados próprios pelo governo. Por intermédio do MEC, são determinados como devem ser os livros didáticos e quais universidades receberão ou não o "reconhecimento" de seus cursos. Isto, evidentemente, forma alunos e professores comprometidos com a causa do partido, ignorando a verdade dos fatos e programando a mente dos jovens a pensarem de acordo com a ideologia dominante. No meio artístico e cultural, o monopólio também impera. Por intermédio do poderio econômico, alicerçado em pesadas verbas publicitárias estatais, e do poder de conceder ou não licenças para a operação dos sistemas de radiodifusão e telivisão, além de agências como a ANCINE, o Estado escolhe o que deve ou não ser divulgado e difundido. Escolhe, também, qual emissora de rádio ou televisão receberá uma quantidade maior de verba publicitária. Estas, logicamente, são difundidas nos meios de comunicação que são favoráveis à manutenção do status quo vigente. Aqueles que resolvem explorar áreas proibidas ou que expõe a verdadeira face da dominação ideológica em que vivemos perdem estas verbas e podem, eventualmente, terem suas concessões cassadas, revogadas ou não renovadas. O reflexo deste poderio é sentido nos veículos de (des)informação. Jornais e revistas, sedentos por recursos públicos, evitam aprofundar questões como a carga tributária, a imposição do gayzismo e o Foro de São Paulo.
O Estado, ainda, censura a imprensa. Não de maneira ostensiva, mas velada. Como detém o monopólio do conhecimento, forma historiadores, jornalistas e "intelectuais" comprometidos com um único objetivo: promover a agenda da esquerda. Nas redações dos jornais, qualquer articulista que tente alertar a população é imediatamente taxado de fascista e ultraconservador. Não pelo governo, mas pelos próprios colegas de profissão, editores e chefes de redação que não possuem qualquer visão crítica sobre o mundo à sua volta. Foram programados desde a universidades a pensar e agir de acordo com a ideologia esquerdista. E acabam censurando seus próprios colegas de profissão, numa clara inversão de valores acerca do que é ser um jornalista ou historiador. Os professores também são peças fundamentais no processo. São eles que enxertam, nas cabeças moldáveis dos jovens, a ideologia marxista. São eles que despertam o ódio ao sistema, ao trabalho e ao mérito, tratando de jogar sobre os ombros da "burguesia" toda a culpa pelas mazelas nacionais. São eles que incentivam o jovem a abandonar os valores morais que seus pais ensinaram em troca da construção de "um mundo melhor possível".
Com esta gigantesca (e aparentemente invisível) estrutura, a esquerda consegue manter a população num curioso estado: presa, mas pensando que é livre. A lavagem cerebral é tão grande que toda e qualquer argumentação que possa ser colocada para endossar esse poderio é tratada imediatamente como teoria da conspiração. E aqueles que tratam do assunto são relegados a segundo plano, ou mesmo ridicularizados. Mas a verdade é que o poderio estatal é tamanho que consegue bloquear a nossa percepção acerca do quão poderoso ele é.
Exemplos não faltam. A imposição do gayzismo nas escolas e a erotização precoce de nossas crianças através da distribuição de preservativos, enquanto nossos estudantes têm desempenho pífio em exames internacionais são exemplos do quanto somos presos. Os pais têm cada vez menos direito a educar seus filhos. Quando uma lei impõe a proibição do fumo em locais privados, eis outra demonstração de como nossa liberdade é tolhida sob o pretexto, no caso, do fumo passivo (não lembro de ninguém sendo obrigado a frequentar bares onde clientes fumantes são aceitos). Quando o empresariado alia-se ao governo ao invés de lutar pela redução de impostos e encargos trabalhistas, que emperram a produção, a geração de riqueza e de empregos, vemos como o Estado é poderoso. E isto é só uma mínima amostra do real poder deste verdadeiro Leviatã. Dominando a economia e detendo o monopólio do conhecimento, informação e cultura, o Estado possui, somado ao poder político, um verdadeiro Poder Supremo que impõe sua vontade sobre o desejo nacional.
É por este motivo que não compreendemos o movimento Tea Party nos EUA e os taxamos de ultraconservador. Este movimento nada mais é do que uma reação dos cidadão norte-americanos às tentativas do presidente democrata Barack Obama em retirar deles algo que nós, brasileiros, não temos a mínima noção do que seja: a liberdade.


Um comentário:

  1. E ainda há quem diga que isso é democracia, sem demonstrar conhecimento sobre as reais intenções da agenda esquerdista. Infelizmente até mesmo o serviço militar vem pegando moleques influenciados por esse verdadeiro crime de lesa-pátria e os atuais chefes de estado-maior parecem não perceber que existe um ambiente favorável a uma nova tomada de poder pelos militares antes que sejam ainda mais amarrados e passem a não poder fazer nada pela soberania nacional.

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