sábado, 26 de fevereiro de 2011

Estado Laico, Estado Ateu, Estado-Deus

A esquerda quer transformar o Estado em ateu. Tentam ludibriar as massas  (e a intelectualidade de plantão, que é parte integrante dela) de que o sistema legal precisa ser ateu também. Em seus discursos, que não encontram resistência por parte da dita "oposição", sonegam a informação de que todo e qualquer sistema legal criado pelo homem será nada mais nada menos do que a aplicação das leis divinas. A religião veio antes das leis e estas devem suas origens aos ensinamentos daquela. 

O Estado brasileiro não possui religião oficial, e nem impõe a seus cidadãos o batismo compulsório em qualquer prática religiosa. O Presidente da República não é chefe da igreja. Ou seja, o Brasil é um estado Laico. 
Desde a antiguidade egípcia até a derrocada do chamado antigo regime, reis, imperadores e faraós exerciam suas funções como representantes de Deus na terra ou como seus escolhidos. O Estado tinha, portanto, uma religião oficial a qual todos deveriam crer e seguir. Ambos estavam unidos em uma coisa só.
Com a chegada da Idade Moderna, as populações deixaram de crer que Deus estava lhes governando por intermédio de um mortal, e que este não era Ele. A reforma protestante reforçou este entendimento. Surge, pois, o Estado Laico dissociado de qualquer religião, onde o governante supremo era apenas um ser humano sem poderes divinos que conduzia o país ao desenvolvimento.
Muito se tem utilizado esta expressão, a de Estado Laico, para tentar se justificar algumas reivindicações de grupos humanitários, quer seja o assassinato de embriões e fetos ainda no ventre de suas mães, quer seja a concessão de super direitos a minorias, como os homossexuais.
Foi baseado nesta premissa que o deputado federal Jean Wyllys discursou sobre a PEC do casamento gay na câmera federal, invocando que "se o Estado é laico, os homossexuais têm de ter todos os direitos e leis garantidos. Inclusive o direito ao casamento civil". Por este argumento, podemos entender que a reivindicação tem fundamento.
Mas o que é o casamento? Ora, casamento é a união entre pessoas de sexo diferentes, cujo objetivo é a formação de um núcleo familiar para assegurar a reprodução da espécie humana. Sendo assim, teriam os homossexuais o direito de casar? Não se trata de algo jurídico ou religioso, mas de algo natural. O mesmo raciocínio pode ser aplicado quando da adoção de crianças por companheiros homossexuais. Não é questão de convenção social, mas de direito natural. Homossexuais não podem ter filhos. É antinatural. 
Considerando que estes dois temas vão de encontro às leis da natureza, criadas por Deus, e verificando os argumentos da comunidade gay e de ativistas de todos os matizes, concluímos que o que eles querem não é um Estado laico, mas um Estado ateu. Afinal, ir de encontro ao ordenamento natural é ir de encontro ao próprio Deus. Por estes argumentos, porque não poderíamos aceitar a poligamia ou a pedofilia? Porque só os homossexuais podem rasgar as leis naturais e exigirem direitos que não são seus? Porque não existem campanhas contra a "pedófilofobia e contra a poligamofobia?" Não seriam tais comportamentos apenas preferências sexuais, precisamente como no caso dos gays? Que sentimentos nos fazem reprovar estas condutas que não os morais? E de onde emana nossa noção de moral que não de nossas crenças religiosas?
Ora, as leis foram criadas por inspiração nas tradições de nossa religião. Sendo o Brasil herdeiro da milenar tradição moral judaico-cristã é de se esperar que suas leis as reflitam. É por este motivo que o casamento gay não pode ser legalizado. Simplesmente ele é algo antinatural, um natimorto, pois em essência, a união homossexual não foi não é, e nem será um casamento, quer queiram, quer não.
A esquerda quer transformar o Estado em ateu. Tentam ludibriar as massas (e a intelectualidade de plantão, que é parte integrante dela) de que o sistema legal precisa ser ateu também. Em seus discursos, que não encontram resistência por parte da dita "oposição", sonegam a informação de que todo e qualquer sistema legal criado pelo homem será nada mais nada menos do que a aplicação das leis divinas. A religião veio antes das leis e estas devem suas origens aos ensinamentos daquela. 
No Estado ateu, os donos do poder ignoram por completo esta relação milenar e acabam mesmo ignorando a lei da natureza. Vão de encontro à religião (pois querem ser "laicos") e por extensão, contra a natureza. O resultado é que progressivamente indivíduos desiguais dentro da sociedade acabam exigindo igualdade, corrompendo o princípio da isonomia. Não podemos garantir equiparação total e irrestrita aos homossexuais por uma questão muito simples: eles não são iguais à maioria da população. Preconceito? Ora, a patrulha esquerdista de plantão certamente diria que sim, mas isto não passa de uma constatação. Homossexuais, são pessoas que tem uma orientação sexual diferente da maioria. Portanto, são desiguais.
Nesta hora, as pessoas parecem esquecer o que disse o brilhante Rui Barbosa: "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real". Precisa mais alguma explicação?
Dissociando os valores religiosos como parâmetro para a elaboração e a aplicação das leis, perdemos a referência. De onde emana o poder? Do povo? Não. O poder emana de Deus. Se Deus é retirado do Estado laico para este se tornar ateu, o próximo passo é a formação do Estado-Deus. Nele, toda a moral que norteia o sistema legal e a forma de tratarmos as desigualdades inerentes à condição humana não são mais emanados por Deus, mas pelo Estado e seus dirigentes. 
Surge, assim, uma teocracia, onde a religião deixa de ser divina e passa ser um culto baseado na virtude, exatamente como fez Maxmilien Robespierre durante a Revolução Francesa. E a virtude, claro, é determinada pelo poder central, da cachola do dirigente do partido. A população francesa à época percebeu o tamanho absurdo que se passava à sua frente (Robespierre se auto proclamou sumo sacerdote da tal religião da virtude) e tratou logo de por o lunático na guilhotina. 
Nas terras canarinhas, parece que a população e os ditos pensadores não se incomodam muito com isto, tudo em nome da globalização e do multiculturalismo, quebrando a estrutura e a base de formação de toda a civilização ocidental.
Invocar o Estado laico como respaldo para a confecção de leis que vão de encontro à natureza é, em última análise, propor o surgimento do Estado-Deus, capaz de ignorar as leis naturais em prol de ideologias que possuem como único objetivo destruir tudo o que nossos antepassados construíram. Direitos iguais sim, mas para aqueles que possuam direito natural a isto. Garantir aos homossexuais o direito à vida, ao respeito, e mesmo à união afetiva não é errado. Mas garantir a eles direito a adotar crianças e ao casamento é, pois são justamente os pontos em que eles são desiguais em relação à grande maioria da sociedade. O resto é inveja, orgulho ou loucura.


5 comentários:

  1. Lenilton,acompanho suas análises e acho elas importantíssimas.Parabéns para o Blog e acho que você mereceria ser articulista do Mídia Sem Máscra,no entanto continue com esse trabalho que é de grande valia.

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  2. Texto pobre e de argumentos falaciosos. Sua concepção de natural é deturpada, confira no dicionário: "O que é simples e conforme à natureza." Com base nesse argumento, você faz vistas grossas ao comportamento homossexual de inúmeras espécies de animais, supostamente "criados por deus".

    Liberdade de expressão nesse país se tornou pretexto para fascistas e fundamentalistas proferirem seus discursos de ódio e continuarem impunes. (Descontração: imagino um estado-deus governado por um enviado de Jesus, loiro de olhos claros e de chapinha.)

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    1. Não sei de onde vc tirou que há animais homo excetuando o Homem? Alias tirando o Homem a regra é o animal não transa exceto para a produção de sua própria espécie e não pelo prazer.

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  3. Segundo sua ideia de casamento, os heterossexuais que não têm filho não estão efetivamente casados, é isso? Então, a menos que o casamento seja realizado depois de a mulher estar grávida, o casamento é algo falso, inválido? Legal...

    Sobre a adoção de crianças, você prefere que diversas crianças fiquem abandonadas nas ruas ou em orfanados à ficarem em lares homossexuais, com qualidade de vida, uma boa educação e perspectiva de futuro?

    Homossexuais não podem ter filhos? Ja há muitas pessoas na terra, e muitas são crianças sofrendo porque não tem um lar, um carinho de pai ou mãe. Porque não adotá-las e dar felicidades a essas pessoas? Por puro preconceito?! Por religião?! Deus não ensina a amar o próximo? Então o seu amor é do tipo "eu ajudo e amo, mas se precisar de vir para minha casa, é outra história..."?

    Ir de encontro ao próprio Deus? Entendi, você quer um estado laico que respeite somente as ideias evangélicas e católicas. Esse seu argumento de que o estado vai contra Deus e blá blá é ridículo! Se essa é a preocupação, várias leis deveriam ser criadas ou alteradas para que o estado não fosse contra Deus, Javé, Alá e todas as culturas religiosas existes no mundo (já que pode-se haver pessoas de qualquer religião no Brasil).

    O Brasil, realmente, é herdeiro de uma cultura milenar CATÓLICA, o que significa que as leis deveriam ter sido criadas segundo o pensamento católico.

    Todo o seu argumento é baseado em "a religião veio antes das leis", ou seja, o seu problema é com a idade das ideias. Sendo assim, as leis deveriam ser feitas somente para brancos, excluíndo os índios, negros, mestiços e qualquer outro grupo. E com essa ideia, você se contradiz, pois diz "[..] a concessão de super direitos a minorias [..]", pois todos sabemos que o Brasil é um país mestiço, ou seja, a minoria são os brancos.

    A esquerda tenta ludibriar as massas? Pelo que entendo, as massas são grupos de pessoas inseridos em algo sem escolha própria, geralmente, é uma parte cultural passada de geração em geração, sem que haja o real interesse de participação nesse grupo. Ou seja, as massas não são as pessoas que querem o estado laico (ou ateu, como você sisma em dizer), as massas são as pessoas que estão nas religiões e que, ao invés de, pensarem estão colocando seus líderes religiosos para fazê-lo.

    Eu queria saber o que faz da religião algo mais natural do que a afetividade do homem. Você provavelmente não sabe o que significa natural...

    "Homossexuais, são pessoas que tem uma orientação sexual diferente da maioria. Portanto, são desiguais.", Como se pode saber qual é a real "opção sexual" da pessoa se ela só pode falar "heterossexual", senão toda a sociedade se vira contra ela? Ou seja, não se pode saber se os heterossexuais são, de fato, a maioria.

    No fim, você escreveu um monte de lorota só para dizer "se você não é igual à maioria, você não pode ter os mesmos direitos que eles". O que será que aconteceria com um deficiente físico que quizesse se casar ou adotar uma criança? Provalvemente, não poderia, já que ele é diferente da maioria...

    Só para contar: sou brasileiro, branco, heterossexual, PENSANTE e tenho filhos.

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