quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Mínimo Reajuste do Mínimo

Fosse pela lei natural as coisas, o mínimo seria válido apenas para o funcionalismo estatal. Na esfera privada, as leis do mercado deveriam ditar o valor real do salário, para mais ou para menos. Acontece que, além do salário, o empregador arca com encargos trabalhistas que fazem com que um profissional custe muito mais do que o valor que ele recebe pelo seu trabalho

Um dos sintomas crônicos do inchaço do Estado pode ser visto pela atual disputa acerca do valor do salário mínimo. A intervenção governamental na economia e a presença estatal nas relações do empregador com o empregado também são outros motivos que freiam um aumento mais substancial do mínimo.
O que poucos entendem e muitos fingem não entender é que o culpado do salário ser assim tão pequeno é o tamanho da máquina estatal. Cada real dado como aumento causa um impacto de milhões de reais nos cofres do governo. E ele não pode arcar com tamanha despesa. Afinal, além do ineficiente funcionalismo público, milhões de bolsas famílias disponibilizadas a quem não trabalha sugam as divisas nacionais com apetite de leão. E assim, a bandeira que fez Dilma ser eleita presidente é a mesma que impede um aumento mais substancial do salário.
Fosse pela lei natural as coisas, o mínimo seria válido apenas para o funcionalismo estatal. Na esfera privada, as leis do mercado deveriam ditar o valor real do salário, para mais ou para menos. Acontece que, além do salário, o empregador arca com encargos trabalhistas que fazem com que um profissional custe muito mais do que o valor que ele recebe pelo seu trabalho. Entre contribuições compulsórias, impostos e previdência, um único trabalhador pode custar 30% a mais do que ele recebe no seu comprovante de pagamento. Ou seja, cada funcionário poderia ter seu salário aumentado em cerca de 30% se deixasse de contribuir de maneira impositiva para a previdência oficial, sindicatos etc. O problema é que o Big Brother não pode dar a liberdade de escolha para seus irmãos. O papai Estado precisa controlar todos os aspectos da vida de seus filhos. 
O curioso é identificar que um dos presidentes mais ovacionados que o país já teve, Getúlio Vargas, é o responsável por ter criado a legislação trabalhista que hoje amarra as relações de trabalho e impede que o trabalhador receba em seu contracheque aquilo que o empregador efetivamente paga pelo seu serviço.
Mas, como não é só na iniciativa privada que se trabalha no Brasil, precisamos considerar o fator estatal. O tamanho da administração pública e as esmolas assistencialistas dada pelo governo reduzem drasticamente as possibilidades de um reajuste mais expressivo. Como consequencia, o trabalhador assalariado, não pode ter um melhor provento porque precisa sustentar, embora indiretamente, os bolsistas do governo que são, também, verdadeiros currais eleitorais. 
Como vemos, ao contrário do que a esquerda (ou seja, sindicalisas, a grande maioria da mídia, todos os políticos, artistas e acadêmicos) diz, um Estado enxugado, restrito às suas funções mais básicas, não traria benefícios somente para os "porcos capitalistas pró-EUA". O pobre, o assalariado, o trabalhador mais humilde também sairia beneficiado pois certamente teria um salário maior, mais justo e, principalmente, integral.

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